quinta-feira, 19 de março de 2015

Grande dia


AOS PAIS DE TODO O MUNDO, PARA QUE O SEJAM NA EDUCAÇÃO,  NA VERDADE, NA JUSTIÇA, NO AMOR, NO COMPANHEIRISMO...
ESTE DIA, QUE É O NOSSO, FAÇA REVERTER NOS NOSSOS FILHOS TODO O AMOR   REVERENCIADO QUE OS NOSSOS PAIS NOS MERECERAM, SENDO RECORDADO PARA TODO O SEMPRE, POR SER UM DIA FELIZ!

FELIZ DIA DO PAI

domingo, 8 de março de 2015

DIA INTERNACIONAL DA MULHER


Dia Internacional da Mulher...
O mundo dedica este dia à mulher, mas será que a dignifica?

É NECESSÁRIO QUE A MULHER SEJA SEMPRE A COMPANHEIRA, A CONFIDENTE, A ESPOSA, A MÃE, A CONSELHEIRA... E ACIMA DE TUDO ALGUÉM CONFIÁVEL, QUE NOS AJUDE A VIVER O NOSSO DIA-A-DIA COM A CONFIANÇA E O AMOR DOS SEUS COMPANHEIROS DE JORNADA E DOS SEUS FILHOS.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

MÃE...

Poema dedicado na memória do 64º aniversário
do falecimento de Maria Emília Antunes

Á MÃE DA MINHA SAUDADE



Os anos passam-se tão rapidamente
Por vezes... penso ter sido ontem 
ou talvez hoje... perdi a noção do tempo!
Recordo a infância, curta,  a teu lado...
os momentos em que brincámos e rimos,
sentados à porta da nossa casa...
Do Castelo vinham  odores das flores silvestres...
e naquelas noites de céu estrelado
ficávamos a  olhar as estrelas cintilantes,
luzes brilhantes naquele céu iluminado,
e iam-se traçando os sonhos,

que queríamos poder ver concretizados.
Nunca me cansava de ouvir-te,  escutar-te...
Eu era  ainda tão criança... 

não sonhava  sequer com partidas, 
e tu eras, Mãe, o meu sol que clareava
e nunca a sombra da nuvem que tapa a lua,
quando passava bem lá no alto céu...
Sabes? Sinto enorme saudade no coração
e, se o tempo pudesse retroceder,  
como gostaria poder abraçar-te, afagar-te, 
sentir o teu carinho e desvêlo...
E como será evidente:
Não quererei  ficar sózinho, novamente.
No dia tão triste em que partistes,

sempre soube que não te havia perdido...
Saí da Escola, e corri para estar contigo,

como sempre acontecia, lembras-te?
Postara-me  a teu lado, sorrindo-te...
apoiando-te e amando-te, entre lágrimas,
porque um destino cruel  põe-nos na boca o fel,
na dôr sentida quando foi a tua despedida,
porque assim o desejastes no teu  Adeus!
Até hoje, tantos anos após,
estão vivos os pormenores na minha mente,
passados mais de 60 anos, e ainda não acredito...
que partistes assim, tão de repente.
Mãe...  partistes mas ficastes no cofre forte
onde sómente se entra com Amor,
aquele cofre onde tantos querem entrar,
mesmo que pareça uma ilusão...
porque a chave é sempre poder amar-te
e sabes que ficastes no meu coração!

Continua, sempre, a adorar-te!!!
...
O teu filho...

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

RECORDANDO OUTROS NATAIS...

Antigamente, nos meus tempos de miúdo, passava tempos infindáveis a ver o Presépio movimentado que se fazia no Convento da Portela, por iniciativa dos Irmãos da Ordem Terceira de São Francisco.
Era uma autêntica aula de técnicas artesanais aquela que se praticava ali, assistindo eu, deleitado, ao aparecimento de um autêntico delumbramento nos milhares de metros de cordas e cordinhas, paus e pausinhos, rodas e roldanas que iriam movimentar todas as figuras que constituíam o Presépio, não faltando os fios eléctricos para fornecer energia e luz a todo o conjunto. Numa ranhura metia-se uma simples moeda... e tudo era luz e movimento! Os miúdos ficavam de boca aberta... os mais velhos davam os parabéns ao trabalho apresentado... os mais idosos acabavam por soltar uma lágrima por aquela maravilha! 
Mas tudo tem o seu fim... e o Presépio movimentado dos Franciscanos de Leiria também acabou, infelizmente!

Mas ninguém pense que era só o Presépio dos Franciscanos a marcar o Natal em Leiria! Também havia o Natal do Sinaleiro, que acabava por ser um agradecimento àqueles infatigáveis Polícias que dirigiam o trânsito de forma exemplar, sempre com um sorriso de boa disposição, um conselho amigo para toda a gente que circulava na cidade... especialmente naqueles dias mais agitados dos dias de Mercado semanal.
Ao redor da pianha onde os homens da PSP desenvolviam os seu mister, via-se então o penhor da amizade que era merecida pelos Guardas Viola,  Matias,  Manuel, ou por qualquer outro que calhasse estar de serviço nesse períodos, pois se as prendas eram muitas,  as mensagens de incentivo deixadas ainda eram mais. Bons tempos... que acabaram quando os semáforos começaram a substituír os Homens da PSP que faziam um trabalho... insubstituível.
É com esta pequena recordação de duas situações de Natal em Leiria que vou terminar, mas não o faço sem deixar para os meus Amigos, Leirienses ou não,  Leitores ou não tanto, os votos sinceros de


quinta-feira, 22 de maio de 2014

O DIA DE LEIRIA...


Hoje, minha cidade saudosa, há tantos a falar de ti! Falam de como crescestes, te soubestes modernizar, vencer obstáculos que te eram suscitados pelo facto de a humildade das tuas gentes não comportar uma ostentação que é mãe de tantas invejas... ainda que pareça nada ter isto a ver com aquilo que hoje comemoras: A DATA DO TEU FORAL COMO CIDADE E A CRIAÇÃO DA  DIOCESE QUE HOJE ÉS!
Leiria é cidade muito antiga, cujos vestígios apontam para a existência de uma povoação na época dos romanos. Os Suevos ocuparam-na em 414. Caiu em poder de D. Afonso Henriques em 1134, que a conquistou aos Mouros e mandou reconstruir o castelo e as muralhas. Recebeu foral do mesmo rei, em 1142, e de D. Sancho I, em 1195, sendo elevada a cidade, em 1545, por D. João III.
A Diocese de Leiria foi criada em 22 de maio de 1545 pela bula “Pro excellenti apostolicae sedis”,  do Papa Paulo III, sendo erigida a Igreja de Santa Maria da Pena  como Catedral.
Na mesma data, pela bula “Decet Romanum Pontificem”, foram aplicadas à nova catedral de Leiria e ao seu primeiro Bispo, Frei Brás de Barros, as rendas que o mosteiro e o prior-mor de Santa Cruz ali detinham .
Depois deste 'desabafo' histórico... gostaria de te congratular, Leiria, por teres 'renovado ' o teu aspecto, ainda que não perceba muito bem porque alguém teimou em te dar expansão territorial antes de cuidar das tuas feridas abertas pelo tempo, deixando aos amigos que te visitam a sensação de estares a caminhar para a derradeira etapa, que seria a ruína total. Como exemplo... e são tantos que nem sei por onde começar, o que fizeram à tua Rua Barão de Viamonte, a bem conhecida 'Rua Direita'?
No solar dos  Ataíde, graças à 'generosidade' de uma entidade bancária, encontrou-se uma solução de compromisso que veio a salvar aquele património, mas a antiga Repartição de Finanças, a antiga sede da Associação de Futebol de Leiria, a antiga oficina do 'Sr. Afonso das Bicicletas', a Igreja da Misericórdia... é melhor não apontar mais 'casos', pois Leiria  é fértil em locais passíveis de receber uma equipa de arqueologia que possa classificar desde logo os achados que sejam encontrados naquela estação, e até estou a ver lá postado que as ruínas foram provocadas por incúria e desleixo e jamais por motivos naturais.  
 
Até um "simples foral sem qualquer interesse"... para alguém que não sinta a cidade, foi parar  a Évora, sabe-se lá porquê:
Foi encontrado o Foral Manuelino de Leiria, datado de 1 de maio de 1510, quando se julgava haver sido perdida a hipótese de alguma vez voltar a ser visto  qualquer exemplar deste manuscrito. Felizmente, um dos códices, foi descoberto em Évora, no Palácio da Duquesa de Cadaval, através dos dados apresentados pelo historiador Leiriense, Saul António Gomes, que afirmou que a descoberta “constitui, nos anais leirienses, um acontecimento historiográfico e patrimonial bibliográfico”.
No fólio 1 do foral, pode ler-se:
“Dom Manuel per graça de deus Rey de Portugal e dos Algarves daquém e dalem mar em Africa, senhor de Guine e da conquista e navegação e comerciod’Etiopis, Arabia, Persia e da India. A quamtos esta nosa carta de foral dado aa nosa villa de Leiria virem fazemos saber que per bem das diligencias isames e imquiriçoes que em nossos regnos e senhorios mandamos geralmente fazer pera justificaçom e decraraçom dos foraes deles e pera alguas sentenças e detriminaçoes que com os do nosso comselho e letrados pasamos e fizemos acordamos visto ho…”
Esperamos que as feridas que em ti foram provocadas, ao longo dos tempos, não faça perecer a importância de poderes celebrar o teu Dia com toda a dignidade que mereces, minha cidade saudosa!
Parabéns, Leiria!
 
 
 

domingo, 4 de maio de 2014

LEIRIA... CIDADE DE ENCANTOS MIL...

O Parque da Cidade de Leiria, 
é, desde tempos imemoriais,
um local pleno de encantos mil
capaz de extasiar  sempre mais,
a memória à Mulher leiriense,
contida na estátua deslumbrante
que convida a que se pense,
que pode mostrar a cada instante
a enorme nobreza de um Povo
que presta justo culto à Mulher,
cuja coragem sentimos de novo
ser maior que outra qualquer!
E nesta cidade, de encantos mil,
onde o Homem sente ser feliz
olhando o céu, de cor anil,
reflectido nas águas do calmo Lis,
os dias passam em calmaria
embalados pelo terno marulhar
que ecoa por toda a Leiria,
uma terra para se viver e sonhar.
E quando a não posso ver,
porque a vida nos quiz separar,
jamais Leiria será para esquecer
sentindo que sempre a irei amar.

Poema de Victor Elias
 


segunda-feira, 21 de abril de 2014

TEMPOS PASCAIS... DE ONTEM E DE HOJE

Quando era criança, recordo-o com saudade, ansiava pela chegada da Páscoa, porque os folares que as madrinhas davam aos seus jovens afilhados eram por demais apelativos, em nada consentâneos com a vertente religiosa da data, porque 'valores mais... doces... se levantavam.'
Quando se passava pela velha Rua do Barão de Viamonte, também conhecida por Rua Direita,  os olhos saltavam das órbitras ao contemplar a montra da 'Mercantil', que o senhor Marcelino tão pacientemente, e com um esmero inaudito, preenchia de maravilhosas amêndoas 'confeitas', que deixavam o ar perfumado com aquele cheirinho que se soltava das pequenas - e grandes - bolinhas coloridas, dos 'nenés' artísticos  das amêndoas com licor... uma tentação!
 
As árvores plantadas junto à Sé eram para nós, miúdos, uma indicação de estar a Páscoa para chegar, pois as velhas jacarandá enchiam-se de flores lilases... que caíam em profusão em dia de Sexta Feira Santa. Sempre achei premonitório o facto de serem flores lilás, assim como se fosse uma espécie de luto aligeirado porque Cristo tinha sido crucificado, morto e sepultado... mas o aligeiramento teria a ver com o facto de Ele haver ressuscitado!
Quem é miúdo não pensa muito nessas coisas, mas o tempo passa de forma inexorável... e então percebemos quão efémeros são os juízos que se fazem na infância e adolescência, porque ter alguém que nos quer tanto que  dá a própria vida por Amor ao Próximo deixa-nos pensativos... talvez porque nunca teremos pensado para além das amêndoas, do folar, do cheiro que perfuma o ar da Rua Direita e de todos os locais onde a Páscoa se faz olfactiva ou visualmente nas montras dos estabelecimentos, pois os jovens de todos os tempos dão pouca importância  a estas coisas de Deus e da alma,  porque não lhes adoçam a boca, dizem.
Na tarde de Domingo de Páscoa, na minha meninice, era uma alegria receber Cristo Crucificado, transportado pelo senhor Lima, o Sacristão da Sé, que acompanha o senhor Prior que anuncia, perante Aleluias, que Cristo Ressuscitou!
Lá está... vêm dizer a minha casa que Cristo Ressuscitou... mas trazem a imagem d'Ele pregado na Cruz! Nunca percebi bem o porquê, mas é tudo uma questão de fé... e as crianças andam a aprender o que é isso, para depois concluírem, adolescentes e jovens rapazes, que a Fé é algo que se não explica, pois é para ser vivida!
Mesmo assim, com toda a Fé do mundo vos digo
'CRISTO, NOSSA PÁSCOA, RESSUSCITOU DOS MORTOS E ESTÁ SENTADO À DIREITA DO PAI! ALEGREMO-NOS E REJUBILEMOS, PORQUE ATÉ NÓS CHEGOU A SALVAÇÃO!'

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!