quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Por Vales e Montanhas...




Perdi-me pelos vales e montanhas
Andei pelas veredas sempre só
E tropecei nas pedras comi pó
Sem nunca desistir dessas façanhas

Buscava eu riquezas e tamanhas
Mas não as que em dinheiro nos ofuscam
Tão só essas que as almas sempre buscam
E enchem bem de amor suas entranhas

E vi-te na procura.E me quedei
Deste-me o teu amor e me orgulhei
De ver que minha busca já foi história...

Veredas...estão bem cheias de carinhos
Os vales... de ternura são verdinhos
Montanhas... só se forem as de glória.



Da tua mulher Antonieta


terça-feira, 28 de agosto de 2007

AVIAÇÃO - As aeronaves - Parte I


Não há memória de tudo o que o Homem usou como "modelo" para as suas tentativas de imitar os pássaros sulcando os ares, pois até na lenda se fala de Ícaro como o primeiro ser a tentar voar... na ânsia de chegar ao sol!
Manias, dirão alguns, mas não tão grandes que não viessem a obter resultados positivos essas "maluquices" que foram sendo experimentadas através dos tempos, até aos voos em demanda da lua ou de outros planetas mais ou menos conhecidos. O homem pré-histórico já havia descoberto que, ao insuflar ar numa pele de animal, esta flutuava e ajudava-o a nadar mantendo-o à superfície das águas. Muito mais tarde, já no século XVII, descobriu-se que um saco cheio de gás se eleva do chão, graças aos estudos de alguns eruditos que estudavam a atmosfera e os seus gases, salientando-se, entre estes, o italiano Torricelli. O químico inglês Robert Boyle isolou o mais leve dos gases, o hidrogénio e enunciou então a lei com o seu nome, que diz que "Para uma dada quantidade de gás, o volume aumenta à medida que a pressão desce, sendo o inverso também verdadeiro!". Em 1709, a 8 de Agosto, o Português, nascido no Brasil, Padre Bartolomeu Lourenço, que mais tarde adoptou "de Gusmão", inventou o aeróstato, ao construir um balão que conseguiu elevar-se a 4 metros de altura. Esta experiência foi feita numa sala da Casa da Índia, no Terreiro do Paço, tendo o inventor utilizado um balão cheio de ar aquecido "pelo fogo material contido numa tigela de barro incrustada na base de um tabuleiro de madeira encerada", que subiu até ao tecto. Antes de fugir de Portugal, alguns anos mais tarde, Bartolomeu de Gusmão destruiu todos os seus arquivos, pelo que não há uma certeza quanto à forma exacta da sua "Passarola", na qual tentou voar largando-se do Castelo de S. Jorge, sem que tenha obtido um êxito total, pois a Passarola, "depois de percorrer 1 quilómetro, veio a cair no torreão da parte ocidental da praça que então era o Terreiro do Paço!". O "aeronauta" saiu ileso desta aventura.Em 1782 é a vez de os irmãos Joseph e Étienne Montgolfier, dois franceses fabricantes de papel, conseguem fazer voar, dentro de um quarto, um balão cheio de ar quente. O saco de seda e com uma abertura no fundo, tinha uma capacidade de 1,1 m3. Queimando papel na abertura, o saco enchia-se de ar quente e subia até ao tecto. Na Primavera do ano de 1783 os irmãos voltaram a realizar tal experiência, mas num balão de escala maior e em campo aberto. O papel do balão foi revestido de tecido e tinha 620 m3 de capacidade, tendo atingido uma altura de 1.800 metros. Depois de várias outras experiências, com balões de cada vez maior capacidade, os balões tornaram-se meios de transporte ou de auxilio à ciência, pois o francês Henri Giffard construiu o primeiro dirigível propulsionado mecânicamente, tendo levantado voo e voado cerca de 25 quilómetros, à fantástica velocidade de 8 Km/h. O aparelho tinha 43 metros de comprimento e era propulsionado por um motor a vapor com 3 cv, que accionava uma hélice de 3,5 m de diâmetro.Com Ferdinand Zeppelin, um antigo oficial do Exército Alemão, , o dirigível passou a ser conhecido... com o seu nome. Em 1900 construiu um protótipo cilíndrico com 128 metros, feito com uma armação de alumínio revestido de tela de algodão. Levava 11.320 m3 de hidrogénio, em 17 sacos estanques, sendo movido por 2 motores Daimler de 14 cv.Durante a 1ª. Guerra Mundial os Zeppelins foram utilizados para realizar os primeiros ataques aéreos da História, ao largarem bombas sobre Londres.Nos anos 30 eram moda as viagens no Zeppelin, com aparelhos de dimensões fabulosas que transportavam um pequeno número de privilegiados, que "voavam" de capital em capital ou através do Atlântico. Estes modelos tinham 250 metros de comprimento.
Os acidentes com estes aparelhos atingiam grandes proporções. Em 1937 , o Hindenburg, o maior e mais moderno dirigível do mundo, começou a arder quando preparava a aterragem em Lakehurst - Nova Jerséi - EUA. Cheio de hidrogénio, altamente inflamável, em virtude de o hélio - gás que oferecia menos riscos - ser muito caro e difícil de obter. Pereceram 35 passageiros neste primeiro grande acidente aéreo da História... que também ditou o desaparecimento deste aparelho como meio de transporte apenas oito anos depois de ter efectuado a sua primeira volta ao Mundo.
Mas a conquista do ar não estava morta, pois o Homem não desistia do seu sonho: VOAR!
Sabe-se que os primeiros estudos para a construção de um avião foram feitos por Leonardo da Vinci, no século XVI... mas não vamos agora falar disso, porque é preciso descansar um pouco, tomar embalagem para, logo que seja oportuno, continuar a falar deste tema, que sempre apaixonou o Homem de todos os tempos... não fosse o "escriba" deste texto um apaixonado pelas coisas do ar, a pontos de ter passado uma vida ao serviço da Força Aérea.

Um trabalho de Victor Elias
- inspirado na História dos Grandes Inventos, das Selecções RD

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!