quarta-feira, 26 de setembro de 2007

LOANDA... O PRINCÍPIO...


Quem chega à maravilhosa baía de Luanda ou percorre a Marginal, não irá ficar indiferente à extraordinária obra que os Portugueses ali souberam eregir . Na gravura apresentada tem-se uma ideia de como seria a então recem criada "Vila de Loanda", junto à ermida de Nossa Senhora da Nazaré. A construção desta pequena relíquia da arquitectura religiosa Portuguesa data do século XVI, quando Paolo Dias de Novais, a mando do Rei de Portugal, fundou a povoação de "S. Paolo de Loanda".

Foi a partir da fixação Portuguesa em Benguela-a-Velha, em 1578, que se veio a dar a exploração de todos os territórios no Sul de Angola.

Em 1623, a princesa Nijinga Mbandi, irmã do N'gola, foi enviada a Luanda, com o o intuito de firmar um tratado de aliança com os Portugueses. É recebida com toda a pompa e circunstância que aquele momento exigia... e nesta visita veio a converter-se ao catolicismo.

Em 1625 os Portugueses designaram como Rei do Ndongo um seu "homem-de- palha". A Rainha Njinga, que tomou conta do trono por morte do irmão, inicia de imediato uma longa luta de resistência, acabando por ocupar importantes territórios. Aproveita-se ainda da presença dos Holandeses (1641-1648) para fazer uma aliança com eles para combater os Portugueses.

Erguendo-se em redor da Fortaleza de S. Miguel, Luanda veio a ser elevada a cidade em 1606, tendo a sua população aumentado de 650 habitantes, em 1621, para 6.500 no ano de 1800. Desde a sua fundação, foi Luanda uma cidade bastante cobiçada por Franceses, Holandeses e Ingleses, por causa do comércio de escravos.

A 24 de Agosto de 1641 os Holandeses conseguem apoderar-se de Luanda, porque o sonho da conquista de Angola viria permitir-lhes o poder dominar totalmente a fonte de abastecimento de escravos para o Brasil, mas Salvador Correia de Sá e Benevides, que entretanto fôra nomeado o Governador de Angola, no ano de 1647, vem a expulsar os Holandeses, de quem veio a conseguir uma total rendição no dia 21 de Agosto de 1648.

Logo em seguida, Salvador Correia seguiu para o Sul, levando como missão a expulsão da guarnição Holandesa que se encontrava estacionada em Benguela. Após concluída a libertação do território, continou o seu trabalho de conduzir os destinos de Angola, vindo a fomentar o seu progresso de uma forma extraordinária.

D. Francisco Inocêncio de Sousa Coutinho foi nomeado pelo Marquês de Pombal como Governador de Angola, decorria o ano de 1764. Ficou à frente dos destinos de Angola até ao ano de 1772, sendo então reogarnizadas as defesas militares de Angola, promovido o desenvolvimento comercial, industrial e mineiro, procurando de igual modo encontrar a forma capaz de levar o Brasil a não ser mais abastecido da mão de obra escrava que vinha de Angola. Construiu-se a Fortaleza do Penedo e a Igreja do Carmo. O Liceu Salvador Correia de Sá veio a ser construído em 1919. Luanda torna-se a Capital de Angola em 1940, possuíndo já bons Liceus e Escolas Técnicas, porque a Universidade apenas foi criada em 1962. É a partir de 1945, com a expansão do cultivo do café no Norte de Angola, que Luanda se desenvolve de uma forma definitiva. Possui uma refinaria petrolífera, indústria alimentar, metalúrgica, têxtil e cimenteira. É servida pelos caminhos de ferro de Luanda a Malange e possui um excelente aeroporto internacional. O seu porto está considerado como um dos mais importantes da costa ocidental de África. Luanda é um mundo, uma verdadeira Capital cosmopolita, que não fica a dever nada a muitas capitais europeias. E isso foi obra de Portugueses, que foram para Angola visando "dar novos mundos ao mundo" com os olhos postos na dilatação das fronteiras de um Portugal espalhado pelos quatro cantos do hemisfério, como sonhara o Infante.

Luanda é bem um símbolo do querer que os Portugueses levaram nas caravelas de saídas de Lisboa para a descoberto de novos mundos... pois "se mais terras houvera, lá chegariam!", como cantou o Poeta.

Um grande Português e Patriota disse um dia: "Se alguém murmurar ao pé de ti palavras de desânimo, referindo-se a Luanda, bane-o do teu convívio, pois não será alguém digno de se chamar Português... e muito menos de participar nos destinos deste grande território, obra e orgulho da Pátria Portuguesa!". Esse Homem chamava-se Norton de Matos, era um ilustre General e foi um dos mais notáveis obreiros de uma Angola moderna, toda virada para o futuro, com uma confiança própria de quem sempre acreditou no porvir.

SÃO PAOLO DE LOANDA...

A cidade de Luanda, que tem por nome São Paulo... talvez em homenagem ao seu fundador, Paulo Dias de Novais, tem uma superfície de 127,29 Km2, e é composta por 4 grandes bairros que englobam 16 freguesias. Tem um clima tropical, com a temperatura média anual de 24ºC.
Quando Salvador Correia de Sá reconquistou a cidade, concedeu-lhe o nome de São Paulo da Assunção de Luanda. Em 1621 já se conhecia o colégio Jesuíta de Nossa Senhora do Loreto e uma Igreja. A supremacia Portuguesa na reconquista foi imposta em combates com o gentio e com a tomada de Pedras Negras, em 1671, por Luis Lopes de Sequeira.
São então construídas as fortificações de S. Miguel, São Pedro e Penedo, ao mesmo tempo que a vida comercial se vai desenvolvendo e a cidade vai crescendo, alastrando ao longo da baía e prolongando-se do morro para outras zonas altas. A arquitectura civil e religiosa sofreu um enorme impulso entre os séculos XVIII e XX, surgindo então Palácios como o do antigo Governador Geral, o Paço Episcopal, templos como a Ermida de Nª. Senhora da Nazaré, datada de 1664, data em que também se dá a construção da Igreja do Carmo. A sede da Diocese, que se situava em São Salvador do Congo, foi transferida para Luanda em 1676, tendo esta cidade sido elevada à dignidade metropolítica pela bula Solemnibus Conventionibus, de 1940, sendo nomeado então, como 1º. Arcebispo de Luanda, D. Moisés Alves de Pinho, que já era Bispo de Angola.
A vida social do quotidiano Luandense era similar à da sociedade brasileira de então. Via-se luxo e indolência nos grandes senhores e nas damas, fazendo-se acompanhar de grandes cortejos de escravos negros e forros, e porque também abundava um número enorme de degredados do Reino, condenados que chegavam em levas sucessivas a S. Paulo de Luanda, onde muitos acabavam por assentar praça nas Unidades Militares locais, passando depois a ser distribuídos pelo interior da Colónia. Só em 1932, e depois de contínuos protestos, foi esta prática suspensa, ao mesmo tempo que a cidade progredia abrindo novos espaços e criando polos de lazer e veraneio na ilha de Luanda, a que a cidade ficou ligada. A parte alta sofreu a intervenção de capitais particulares e do Estado, que muito a embelezaram, tornando-a fortemente atractiva, enquanto o aumento do Porto (1946) com a intensificação da sua utilização para servir o desenvolvimento de Angola, fez crescer demográficamente o perímetro da cidade, atraíndo gentes dos diferentes povos da que foi Província Portuguesa de Angola.
Quando se pensa no Prenda, no São Paulo, no Fomento, na Corimba, na Samba, no Salazar ou em qualquer outro aglomerado populacional daqueles que vieram a constituír os Bairros desta grande Capital de Angola, por certo pensamos nos sacrifícios dos "odiados colonizadores" que criaram condições para que Luanda possa mostrar-se ao mundo como uma metrópole orgulhosa do seu passado e confiante no futuro! Assim os homens se entendam e dêem as mãos para a construção de espaços onde a paz seja possível... sempre! Nos tempos coloniais ter casa no Mussulo era utópico, mas o querer dos Portugueses tornou essa utopia numa realidade, porque Portugal esteve em Angola com verdade e construiu um País com o amor de um pai que quer sempre o melhor para os seus continuadores!

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!