sábado, 6 de outubro de 2007

AVIAÇÃO - As aeronaves - Parte II

* Depois de se haver falado dos princípios da aeroestatação em Portugal, desde os ensaios de Bartolomeu de Gusmão até aos Zeppelins, chegou a hora de tratar de outros tipos de aparelho para voar: os mais pesados dos que o ar.
A primeira nave mais pesada do que o ar conhecida foi um planador construído pelo inventor britânico George Caylet, no ano de 1808. O conceito foi, mais tarde, desenvolvido pelo piloto alemão Otto Lilienthal, que, em 1877, inventou um planador com uma asa em forma de arco.
O primeiro voo controlado, com motor, teve lugar em 1903, quando os irmãos norte-americanos Orville e Wilbur Wright construiram e pilotaram o seu "Wright Flyer I".
Os Wirght continuaram a aperfeiçoar aeroplanos cada vez mais controláveis, durante a primeira década do século XIX e inspiraram muitos outros a aventurarem-se na conquista e no desenvolvimento do transporte aéreo.
Santos Dumont, um entusiasta Brasileiro, construíu o 14-Bis, o primeiro avião que se elevou e se manteve no ar por si próprio. O francês Blériot atravessou o Canal da Mancha em 1909 e os Portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral cruzam pela primeira vez o Atlântico Sul, no ano de 1922.
Em 1927 é a vez de Charles Lindberg efectuar o primeiro voo zózinho, atravessando o Atlântico. No ano de 1939 o record de velocidade em avião estava situada nos 800 Km/Hora.
Como verificámos, o voo das aves inspirou o Homem a realizar o sonho de voar. No entanto, não se elevou com asas sobre a superfície terrestre, mas sim num balão, que é mais leve que o ar. Os balões mostraram ser veículos perigosos, pois não podiam ser dirigidos, surgindo então os dirigíveis, que eram mais seguros, é certo, mas bastante lentos e aparatosos. Foi esta a razão porque o Homem apostou no "mais pesado do que o ar" e aí dominou o desenvolvimento da aviação.
Para compreender como um avião mais pesado do que o ar pode voar, é necessário entrar nos domínios da aerodinâmica. Quando um avião se locomove pelo ar, este passa pelas partes superior e inferior das asas. Devido à ligeira curvatura (aerofólio) destas e ao seu ângulo, a corrente de ar é mais rápida na parte superior do que na inferior onde se detém. Como resultado dá-se uma forte "aspiração" na parte superior, apoiada por uma menor pressão na inferior. Essas duas razões dão razão ao impilso ascendente das asas do avião. Este é impelido para a frente em virtude do seu próprio peso, como acontece com os planadores, ou pela força do motor. Quando o motor põe o hélice em movimento, as pás desta cortam o ar como se fossem asas. Produz-se então uma força de sucção na parte da frente, a qual diminui à medida que o avião aumenta de velocidade. Essa força faz com que o avião seja impelido para a frente. Logo que a resistência do ar é igual à força de tracção da hélice, o avião alcança então uma velocidade constante.
Em breve falaremos de outros tipos de avião, de aviadores famosos e da importância do avião nos teatros de guerra. Também iremos falar da Força Aérea Portuguesa e da sua evolução, enquanto instituição Militar virada para as coisas do ar.
(Neste trabalho socorreu-se o autor, Victor Elias, da enciclopédia COMBI Visual-Vol. I) CONTINUA

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era bom viver nesta terra... bonita!