sexta-feira, 12 de outubro de 2007

ÁFRICA... ontem...hoje... e amanhã

* Quem não conheça África, fará ideia de que este Continente terá uma grande densidade populacional, se estiver simplesmente a fazer a conta aos milhares de pessoas que morrem de fome, das "novas" doenças ou epidemias a que, um povo que refere enormes carências de toda a ordem, está mais sujeito. Efectivamente não é bem como poderá parecer, pois a baixa densidade é efectivamente grande. Há em África um reduzido número de grandes cidades, no topo das quais vamos encontrar o Cairo, com cerca de 12 milhões de habitantes, seguindo-se Alexandria, com 5 milhões. A maioria das outras grandes cidades, Casablanca, Argel, Orão, Marrakech, Port Said, Fez, Tunes, Rabat, Tripoli, Mesquinez, Tânger, Suez, na zona Norte, e Joanesburg o, Cabo, Pretória, Durban, Port-Elizabeth, Blonfentein, Berminston, na zona Sul, encontram-se fora dos trópicos, tendo esta zona, como mais importantes, Ibadan, Lagos, Abidjan, Cartum, Adis-Abeba, Mombaça, Dakar, Kinshasa, Luanda, Antananarivo, Harare, Kano, Naiorobi e Bulawayo. Para África emigram, sobretudo, gentes da Europa e da Ásia, sendo os Europeus de origem mais recente, que se concentram especialmente na ´´Africa do Sul, nas zonas mediterrânicas do Norte de África, no Quénia, no Zimbawe e na Zâmbia. Para a África Oriental emigram especialmente os Indianos.
* A história fala-nos com algumas certezas de invasões árabes que ocorreram entre os séculos VII e XIX; sabe-se também que foi governada por dinastias árabes até 1500 a.C. e que houve, anteriormente, invasões pré-históricas de povos de uma grande família asiática camito-semítica. A restante população poderá considerar-se aborígena, embora se questione quem foram os povoadores originais do continente e se África foi habitada por povos negróides em tempos paleolíticos. Entre os povos originários de África podem estabelecer-se dois grupos: os negros africanos que habitam a Sul do Sara e os africanos caucásicos, que vivem a Norte do citado deserto e estão representados por berberes, marroquinos e egípcios. A mistura destes povos com os negros é clara nos etíopes, gallas, somalis e massays da África Oriental. Na zona de transição entre os caucásicos e os negros encontram-se também as tribos nilóticas, incluindo od dinkas e os shilluks, caracterizados pela sua estatura elevada. Na África Ocidental os povos detém uma pel mais clara e traços caucásicos, denunciando a existência de uma mistura racial.
* A Sul do Sara é que encontramos o verdadeiro lar dos negros africanos... mas vamos falar deles no próximo trabalho. Tenho a convicção de que será do vosso agrado, pelo que... até lá.
Trabalho de pesquisa de Victor Elias, baseado na Grande Enciclopédia Universal.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

AS ORIGENS DE SINTRA ...

* As origens de Sintra remontam ao neolítico, estando um pouco espalhado pela serra com o mesmo nome, objectos e construções deste período, assim como túmulos.
Outros povos passaram por Sintra, nomeadamente Celtas, Romanos, Suevos, Godos e por fim Muçulmanos. Este povo deixou, uma inúmera herança em Sintra, que se foi apagando ao longo do tempo, mas que ainda pode ser observada.
É neste período que surgem os primeiros textos que se referem a Sintra como Vila. O nome desta localidade deriva da palavra árabe Cíntia que em português significa lua. É durante a ocupação dos islamitas, que se constrói o Castelo dos Mouros.
D. Afonso Henriques conquista Sintra em 1147, com o auxílio dos cruzados, passando esta a possuir carta de Foral e de feira, a partir de 1154.
Sintra consolidou todo este legado passando a ser um destino muito procurado pela aristocracia portuguesa a partir do século XIX, que procuravam Sintra devido à sua beleza natural e relativa proximidade de Lisboa.
Muitos escritores, músicos, pintores…, como por exemplo Eça de Queiroz inspiraram-se em Sintra na realização das suas obras. O forte crescimento urbano do século XX, não ocorreu em Sintra, estando esta praticamente com os mesmos edifícios do século XIX.
Para falar do património histórico de Sintra escolhi os monumentos mais emblemáticos desta vila histórica, como o palácio da Pena, Palácio de Monserrate, Castelo dos Mouros, entre outros a tratar ao longo do trabalho.
Dentro desta temática falarei sobre os estilos arquitectónicos e histórias que se passaram nestes edifícios.
----------------------------PALÁCIO DA PENA
* O Palácio Nacional da Pena constitui uma das expressões máximas do Romantismo aplicado ao património edificado no séc. XIX em Portugal. Este Monumento Nacional deve-se inteiramente à iniciativa de D. Fernando, marido da Rainha D. Maria II, em 1836. D. Fernando II apaixonou-se logo por Sintra, ao subir a Serra pela primeira vez.
Pensou, igualmente em mandar plantar um magnífico parque, à inglesa, com as mais variadas, exóticas e ricas espécies arbóreas. Desta forma, Parque e Palácio da Pena constituem um todo magnífico. O Palácio, em si, é um edifício ecléctico onde a profusão de estilos e o movimento dos volumes são uma invulgar e excelente lição de arquitectura. Quase todo o Palácio assenta em enormes rochedos e a mistura de estilos que ostenta (neo-gótico, neo-manuelino, neo-islâmico, neo-renascentista, etc.) é verdadeiramente intencional, na medida em que a mentalidade romântica do séc. XIX dedicava um invulgar fascínio ao exotismo e ao passado. A concepção dos interiores deste Palácio para adaptação à residência de Verão da família real valorizou os excelentes trabalhos em estuque e revestimentos em azulejo do séc. XIX, integrando as inúmeras colecções reais. Palácio Nacional da Pena constitui uma das expressões máximas do Romantismo aplicado ao património edificado no séc. XIX em Portugal.
(Continua)

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

ÁFRICA... ontem, hoje e amanhã

* Fala-se tanto e tão pouco de África... fala-se dela tão bem e tão mal dela, fala-se com saudade ou enfastiado com a conversa, porque a desilusão por vezes acontece! No entanto a África é um continente tão pleno de mistério, tão cheio de interrogações, tão cheio de riquezas e misérias gritantes que nos leva a interrogar as nossas consciências sobre o que terá falhado na estabilização e afirmação de uma zona do planeta tão multifacetada, tão pródiga na descoberta de riquezas cada vez mais sumptuosas, que mais parecem dar razão àqueles vendedores de sonhos que nos tentam vender o mapa do tesouro escondido algures num recanto qualquer das sombrias matas e selvas africanas, numa qualquer caverna escondida algures em qualquer lado, com passagem obrigatória por uma qualquer cidade perdida das muitas que sempre povoaram os nossos sonhos de meninos.
* Espanta saber-se estar a carência de alimentos em África ligada ao valor nutritivo desses mesmos alimentos, pois na maioria dos Países de África é possível fazer-se mais que uma colheita anual dos produtos agrícolas necessários para haver uma alimentação equilibrada... mas talvez os interesses estrangeiros que são colocados no âmbito da produção algodoeira, do café, do chá, do sisal, da copra, do ouro, dos diamantes... mas fundamentalmente do petróleo, não deixa lugar para dúvidas de que os produtos alimentares têm que ser protelados, além de que não há apoios, não há uma política agrícola, não há assistência técnica prestada a quem pretenda trabalhar a terra, acontecendo assim haver falta de bens numa grande parte de um continente que poderia ser um celeiro do mundo!
* A escassez de dados estatísticos impede que se possa determinar exactamente qual a população do continente negro, podendo apenas estimar-se que serão cerca de 800 milhões de pessoas, numero que até não será tão baixo como pode parecer à primeira vista, tendo em conta as densidades médias e a inadequação ao povoamento humano de grandes áreas do continente. Mas há que assinalar a existência de um crescimento bastante rápido, mas a distribuição é bastante irregular, como são os casos extremos dos desertos do Sara, Calaári, Líbia, Namibe, etc que são quase desabitados, excepto nas zonas de oásis, onde, por vezes, acontece o fenómeno da superpopulação. Também as florestas tropicais são pouco habitadas, apresentando muito baixa densidade populacional. Mas de densidades populacionais falaremos um destes dias, prometo, pois está feito o convite: VAMOS DESCOBRIR ÁFRICA! É UM SAFARI ONDE IREMOS FALAR DE COISAS INTERESSANTES, CERTAMENTE.
Trabalho de pesquisa e consulta da Grande Enciclopédia Universal. - Continua

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!