sábado, 3 de novembro de 2007

ANGOLA: TANTO TEMPO JÁ PASSADO...

...mas não terminou ainda esta saga de um Povo na busca de um futuro, após haver feito uma caminhada sem fim em busca de uma identidade, que nunca havia sido perdida, apenas adiada. E isto para se dizer que Angola sempre soube quem era, porque o era e para que foi necessária uma caminhada de 500 anos, sob orientação de um "tutor" cujo nome era Portugal.
....Quando tudo parecia estar no "bom caminho", depois da revolução acontecida no Continente Português, a 25 de Abril, eis que tudo se precipita e recrudesce a guerra, mas agora entre os Movimentos independentistas - dizer "terroristas" parece mal, especialmente para quem não viveu os horrores do 15 de Março no Norte de Angola - que desrespeitaram, por completo, aquilo que haviam acordado em Alvor e depois em Bicesse, e se lançaram numa luta fraticida que "apenas" veio aumentar o caudal do sangue derramado pelo Povo mártir de Angola, de uma forma bastante significativa. As lutas pelo poder encontravam contendores à altura, pois apenas a vitória, - a qualquer preço, diga-se - poderia conduzir à independência, mesmo que para isso contassem já com os tradicionais "vende pátrias", os sabujos do costume que aparecem, nestas ocasiões, a "vender-se por um prato de lentilhas", obedecendo às ordens emanadas pelos"Partidos" a que costumam reportar todos os seus actos.
....É assim que vamos encontrar os "Almirantes Vermelhos", os "Generais Xonés", os "Democratas Oportunistas" e todo um rol de gente sem princípios, sem ética nem moral, que hipotecam as consciências de uma forma assaz repugnante: Angola só pode ser entregue a um Partido que professe ideais comunistas, que conduzam à proclamação de uma República Socialista que seja fiel intérprete das ordens emanadas de Moscovo. Para tal, até as armas que foram dos Portugueses foram entregues aos "vencedores", escolhidos de antemão: O MPLA!
....O desplante foi tal que levou o MPLA a tentare fazer o Povo acreditar serem eles o único Movimento que jamais fez a guerra contra os civis, mas apenas aos militares, pois este seriam os verdadeiros representantes do Governo de Lisboa, sendo portanto os agentes do colonialismo contra o qual combatiam.
....A convulsão resultou na Independência proclamada por Agostinho Neto... mas ainda havia muito para sofrer, pois as dissenções não se ficavam por aqui. Os ventos da guerra parece que se estenderam por todo o território e chegaram a Cabinda, onde o Povo exige que seja considerado o Tratado de Simulambuco, porque jamais Cabinda foi pertença de Angola. Era (é) um território sob protecção de Portugal, mas nunca foi parte deste.
....Os anos foram-se passando... e Angola encontrou alguma estabilidade, mas nunca foi explicado aquilo que aconteceu a 27 de Maio de 1977 e se foi prolongando até ao ano de 1979, período em que o MPLA praticou tremendas atrocidades contra os seus próprios militantes, havendo pessoas que foram presas, torturadas e até mortas apenas porque eram amigos ou parentes afastados da família de Nito Alves... porque os parentes próximos eram única e simplesmente mortos da forma mais atróz que alguém possa imaginar. A maioria dos presos, e dos mortos, nem sequer tinha 18 anos. Alguns até estavam fora de Luanda, soldados das FAPLA ou civis, no início dos acontecimentos... mas eram gente para morrer, não havia volta a dar. Foi assim que o MPLA fuzilou milhares de pessoas durante meses. Os mortos calcularam-se em cerca de 50.000, mas há indicadores que apontam para os 80.000. Para um Partido que não tinha sangue de Angolanos nas mãos, estavam a recuperar bem de tal handicap.
....E Angola não merecia esta humilhação para o seu Povo, bom e hospitaleiro. Angola teve na DISA e nos Comissários do Povo os "Robespierres" africanos, que lançaram o terror sobre toda a Nação... não se sabendo ainda quando se sentirá o clamôr dos mortos por todo o sangue derramado, e se exija a constituição de um Tribunal da Memória que julgue esta infâmia, que foi apadrinhada por Pepetela, Luandino Vieira, Rui Mingas, Diógenes Boavida e algumas outras figuras gradas da sociedade Luandense, pessoas que muitos haviam aprendido a respeitar... mas que se revelaram uma verdadeira fraude, porque não passavam de um corpo de traidores aos ideais de liberdade da maioria do Povo, que neles havia confiado! E eram escritores, atletas, cantores... diabos com rosto de santo.
....Entretanto... o Povo vai sofrendo na carne os crimes praticados em seu nome. ....Até quando? Quem souber que o responda!

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

FÁTIMA ...E A IGREJA DA SANTÍSSIMA TRINDADE

No dia 12 de Outubro de 2007, na Cova da Iria, o Cardeal Tarcísio Bertone, Secretário de Estado da Santa Sé e Legado Pontifício do Santo Padre, durante a Peregrinação Internacional ali realizada, comemorativa da 6ª. Aparição aos Pastorinhos, procedeu à inauguração da Igreja da Santíssima Trindade, também já apelidada de 2ª. Basílica de Fátima.
Para quem conheça o que foi toda a extraordinária evolução verificada naquele local, ao longo dos 90 anos das Aparições, talvez pense que esta infraestrutura religiosa é "um insulto para os mais pobres e a clara demonstração da ostentação da Igreja", enquanto outros se limitarão a dizer, apenas e só, que "é uma necessidade de há muito sentida, considerando-se as deficientes condições que eram oferecidas aos peregrinos no Centro Pastoral Paulo VI "... o que é uma verdade insufismável... e não acredito que haja um meio termo de análise, porquanto nos dias de intempérie tornava-se por demais sentida a necessidade de se construír um amplo espaço onde os fiéis não ficassem à chuva, como acontecia na Capelinha, quando das Peregrinações Aniversárias, pois ali não havia hipóteses de se fugir da chuva, que a todos molhava.
Houve muitos estudos, muitas sugestões, muitas hipóteses mais ou menos megalómanas, como a de ser coberto todo o Recinto por uma monumental cúpula, a partir da Cruz Alta, construíndo uma nova Basílica por cima da actual, que ficaria como Altar Mor da que fosse erguida... ou então, a partir das colunas de som do Recinto, erguer pórticos que sustentariam uma cúpula que seria fechada por um cimbre em forma de coroa, rematado por uma cruz iluminada.
Mas imperou o bom senso e construíu-se este Templo, que tem como senão o destoar um pouco do local onde está inserido. Esta nova Igreja tem 125 metros de diâmetro, 130.000 m3 de volume e uma altura de 15 metros, foi desenhada pelo Arquitecto Grego Alexandre Tombazis e tem uma capacidade para 9.000 pessoas sentadas. Custou 80 milhões de Euros, que foram obtidos, integralmente, com as receitas do Santuário resultantes dos donativos dos peregrinos. A colocação da primeira pedra teve lugar a 6 de Junho de 2004, Domingo da Santíssima Trindade, tendo essa 1ª. pedra, do Túmulo de São Pedro, vindo de Roma, como especial oferta do Santo Padre João Paulo II . D. Serafim, Ferreira e Silva, ao tempo Bispo de Leiria-Fátima, afirmou então ser "um símbolo muito eloquente". É o maior recinto público fechado do País. Tem forma circular e é sustentada por um grande pilar que suporta toda a cobertura e evita colunas no interior do templo. No projecto combina-se a luz e a tecnologia, procurando-se respeitar a atmosfera que se vive em Fátima. O interior é iluminado pelo tecto, através de janelas viradas a Norte, dando prioridade à luz natural. É possível mudar a iluminação em diferentes lugares e com diferentes intensidades, com a ajuda de um sistema computadorizado. O projecto inclui ainda um espelho de água, nas duas escadas centrais paralelas da entrada, elemento com que Tambazis admite querer transmitir a calma e serenidade transmitidas pelo local, um recinto que ecoa uma "paz infinita" nas suas palavras.
Além da porta principal, abrindo em vasto adro sobre o Recinto, há doze portas laterais, seis de cada lado. A porta principal é consagrada a Cristo e as laterais aos Apóstolos.
Trabalharam nesta nova Igreja da Santíssima Trindade cerca de 3.300 pessoas, que vão vêr o seu nome gravado na pedra, em monumento a colocar na Basílica. O complexo tem três Capelas da Reconciliação, com valência também para outras celebrações. A nova "Cruz Alta" é da autoria do artista alemão Robert Schad, foi executada em aço corten, tem 34 metros de altura e 17 metros de largura, ao nível dos braços.
Fátima tem agora mais um local de culto... e este continuará a merecer muitos aplausos e censuras, mas será, não se duvide, mais um forte motivo para se fazer uma visita ao Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, nesta terra que nos convida à oração, tão cheia de insondáveis mistérios quanto às coisas que nos vêm do Alto ... mas, fundamentalmente, uma terra de fé.

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!