quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

CULTURA MUÇULMANA - O ALCORÃO II


----Verificámos o facto de o Alcorão ter algo em comum com a Bíblia. Apesar de se tratar de dois textos escritos com o intervalo de um milénio, aproximadamente, foram originados na mesma zona do mundo e da mesma larga tradição monoteísta que lhe é própria. Todavia, não devemos esquecer o vastíssimo campo das "escrituras" e "clássicos" euro-asiáticos. Irão conhecer-se algumas comparações que muito úteis se irão tornando para uma melhor compreensão dos escritos que aqui se vão postando sobre este assunto.

----"Alcorão" significa "escritura muçulmana", ou seja: A escritura dos seguidores do Islão, que é a religião instituída entre os povos Árabes - um povo até então amplamente confinado à Península Arábica - pelo Profeta Muahmmad nos princípios do século VII. De acordo com a tradição muçulmana, o Alcorão foi revelado por Deus a Muahmmad (Maomé) por intermédio do Anjo Gabriel, tendo este facto ocorrido uma parte em Meca - a cidade onde o Profeta nasceu - e Medina, onde ele conseguiu criar um Estado a partir de uma sociedade tribal completamente desorganizada. A mensagem foi-lhe revelada em árabe, a língua do povo a quem se destinava.

----Embora a revelação estivesse completa antes da morte de Muhammad, em 632, diz a tradição que ele não organizou a mensagem em texto definitivo. A tarefa de fazer um livro com as suas revelações - a compilação do Alcorão - foi deixada para os seus sucessores, os califas, que eram os governadores da comunidade muçulmana a partir de Medina, nas décadas seguintes à morte do Profeta. A tradição muçulmana estabelece o fim da tarefa de compilação por volta do ano 650.

----O conteúdo e o estilo literário que encontramos expresso no Alcorão, desafiam a feitura de uma categorização sumária. O livro divide-se em 114 suras - o mesmo que capítulos - mas apenas as suras muito curtas possuem, normalmente, uma unidade temática óbvia. O Alcorão subscreve muitas histórias da herança bíblica, em especial as que respeitam a Moisés, mas não oferece uma narrativa com sequência semelhante àquele que podemos encontrar no Livro do Êxodo. Refere muito a moral e os deveres legais dos crentes, mas não alude a nada semelhante ao código legal que é a peça central do Livro do Deuteronómio. Muitas das passagens do Alcorão podiam bem ser descritas como pregações, mas enquanto a voz do pregador nos Evangelhos é a de Jesus, durante o Seu ministério na terra, no Alcorão é a do Deus sempre presente.

----Entretanto, foram os mesmos califas que iniciaram as conquistas árabes, criando um vasto império que, por volta do século VIII, se estendia do território onde hoje está Portugal até ao território que é hoje o Paquistão. Era um império fortemente identificado com o Islão, e foi no seu interior que ganhou forma a cultura que conhecemos como civilização islâmica.O texto mais sagrado da religião e o de maior autoridade em termos de cultura... era o Alcorão. O estatuto do livro era uma explicação dramática do facto de a linguagem dos mambros das tribos da Arábia passar a ser a de uma civilização euro-asiática importante.

----A consolidação do império islâmico teve grande significado na propagação do Islão. Na maior parte do seu território, a grande maioria da população converteu-se à nova religião, e em quase todos os sítios (embora não no Irão) adoptou o árabe como língua falada.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!