domingo, 9 de março de 2008

BRASIL...CAPITAL DO REINO



----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Rainha Dona Carlota Joaquina------------------------- Rei D. João VI
---A 8 de Março do ano em curso, ontem, comemoraram-se 200 anos sobre a chegada da Corte Portuguesa ao Brasil, para fugir às forças de Napoleão que, comandadas pelo General Junot, haviam invadido Portugal. Pelo seu secretismo, a fuga da Rainha D. Maria II, do princípe regente D. João e de Dona Carlota Joaquina, mais os filhos, os familiares e toda a aristocracia do Reino e toda a criadagem, não tiveram repercussões imediatas sobre a populaça, que foi assim abandonada à sua sorte. Essa coisa de os historiadores atribuirem à Rainha a vontade de, a partir do Brasil, governar Portugal, não é para se acreditar ser possível, porque jamais seria crível poder governar a tal distância.
--- No dizer do Embaixador de Portugal, Seixas da Costa, "O Brasil comemora os impactos no tecido nacional da presença da Corte. Eles tinham sido mantidos num estádio muito primário da organização institucional e a vinda da Corte provocou um choque inusitado. Esse choque é, ao mesmo tempo, o que leva à independência. E, tudo somado, leva a olhar para a vinda da Corte como um momento quase fundacional da sua própria autonomia e identidade no quadro interno."
--- Ainda estaria longe "o grito de Ipiranga", mas já havia amarras que se iam soltando, pois a influência da família real no Rio de Janeiro e o seu estabelecimento levaram a que as outras potências europeias começassem a negociar directamente com os Brasileiros, pois o Brasil havia adquirido as instituições própria de um Estado, como sejam o governo, tribunais, imprensa, banco, etc, no dizer do historiador Rui Ramos.
--- É que a Corte veio dar ao Brasil um estatuto que este nunca esperou: o estatuto de Reino. Com a morte da Rainha Dona Maria II, em 1816, D. João, que era regente do Reino, torna-se Rei, como D. João VI, passando então a Monarquia Portuguesa a designar-se Reino Unido de Portugal, do Brasil e dos Algarves.
--- Com o regresso a Portugal de D. João VI, em 1821, o Brasil tenta resistir à dependência que voltava... e acabam por proclamar a independência logo no ano seguinte, não sendo por acaso que um membro da família Real portuguesa encabeça o movimento independentista, porque o Princípe D. Pedro identificou-se imediatamente com as aspirações do Povo do Brasil na resistência à integração.
--- Pode-se contestar a justeza do acto de fuga para o Brasil, por parte da Família Real, mas se tal não acontecia, teriam a mesma sorte da família real Espanhola, que foi levada cativa pelas forças de Napoleão, tendo o governo caído na rua. Talvez tivesse acontecido o mesmo que às colónias espanholas da América Latina, que se desagregaram por completo.
---O certo é que, a partir do momento da fuga para o Brasil, jamais a Monarquia Portuguesa mereceu a confiança dos Portugueses, que não esqueciam haver da parte da Família Real uma verdadeira preferência pelo Brasil, em detrimento de Portugal. Não esqueçamos que a ida da família Real para o Brasil levou à revolta Liberal de 1820. Para além de terem deslocado para o Brasil a fina flôr do Reino, em damas e gentil-homens, também o tesouro do Reino foi levado para lá, tal como importante acervo literário, virtualhas, obras de arte... e toda uma gigantesca frota marítima, tornada necessária para transportar tudo de Portugal para o Brasil. Sabemos que a maior biblioteca existente no Brasil, é totalmente composta por alguns milhares de exemplares levados daqui... sem retorno.
--- O que Portugal fez pelo Brasil jamais será, verdadeiramente, apreciado pelo Povo Brasileiro... que até se afirma Povo irmão, convenhamos, mas que, a avaliar pela prática de muitos anos de anedotas, onde se procura ridicularizar os Portugueses - que são, depreciativamente, tratados por "portugas" - fazem que mais pareça seguirem a história de Caim e Abel. Talvez o facto da amálgama de emigrantes, vindos de todos os lados do mundo, que forma o Povo do Brasil, leve muitos a nutrir sentimentos diferentes para com os Portugueses, porque do seu legado pátrio não parte a história da Descoberta do Brasil, a sua colonização e evangelização... nem tampouco têm a seu crédito qualquer contributo para a Independência do Brasil.
--- E isso é, para nós, motivo de orgulho!

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!