sexta-feira, 4 de abril de 2008

O QUE A HISTÓRIA DIZ...

Infante D. Henrique - o Navegador
* Ao 5º. filho de D. João I e de D. Filipa de Lencastre, Infante D. Henrique, a História deu um destaque bastante grande, talvez pelo facto de este Duque de Viseu, que viveu entre 1394 e 1460, ter ousado na senda das Descobertas, que levaram o nome de Portugal pelas sete partidas do mundo. Quando da sua morte, aos 66 anos, já os Portugueses haviam explorado toda a costa de África até à Serra Leoa. Era um senhor feudal bastante poderoso e de tal importância no Reino que até se permitiu sacrificar o irmão D. Fernando, após a desgraça de Tânger, que ele tencionava tomar a qualquer preço! E que preço: entregou o Infante Santo ao atroz cativeiro mourisco... e deixou que ele viesse a sucumbir no cárcere.
* Muitos se perguntarão se não teria havido uma coincidência trágica, mas a verdade é que ele mesmo foi quem tudo fez para que D. Pedro viesse a deter a regência do Reino... sendo igualmente o principal obreiro da sua queda... e morte, quando lança dúvidas e suspeições junto do sobrinho, que veio a ser D. Afonso V, levando-o à guerra civil que apenas terminou na batalha de Alfarrobeira. Será este procedimento digno de um Alto Infante, de um membro da tão celebrada Ínclita Geração? Estou ciente de que não! O Infante D. Henrique era um homem frio, calculista, capaz de fomentar a traição e o ódio entre os seus pares, se tal servisse os seus intentos.
* Nas Cortes de Leiria, em Janeiro de 1438, el-Rei D. Duarte procurou encontrar maneira de resgatar o irmão, D. Fernando, que ficou cativo dos mouros após o fracasso da conquista de Tânger, ocorrido em Agosto de 1437, quando os Portugueses foram apanhados na contra-ofensiva por uma força adversa que lhe era bastante superior. Supõe-se que para evitar um banho de sangue, assinou-se então, em Outubro desse mesmo ano de 1437, um "Auto de Capitulação e Pazes", pelo qual o Emir Sala ben Sala, o chefe do exércirto mouro, resolveu permitir que os Portugueses se retirem. É então que D. Henrique promete restituir Ceuta aos Mouros, deixando nas mãos do inimigo, como penhor da palavra dada, o próprio irmão, o Infante D. Fernando, que viria a falecer em Junho de 1443, depois de grandes sofrimentos. Mas foi uma disenteria, que acabou por o matar. Morreu com fama de santidade, ficando na História com o nome de Infante Santo.

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!