segunda-feira, 11 de agosto de 2008

"ARRAIAL... ARRAIAL... PELO MESTRE D. JOÃO - REI DE PORTUGAL"

Iluminura que descreve a batalha de Aljubarrota
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  • No próximo dia 14 de Agosto passa mais um aniversário da batalha de Aljubarrota, que veio confirmar a independência do Reino de Portugal e o Mestre de Aviz D. João, o Defensor e Regedor do Reino, como seu Rei, tendo sido o primeiro deste nome.
  • Muito se escreveu e disse sobre esta batalha, acontecida vai fazer já 623 anos. Pelos relatos sabe-se que um 1º. ataque foi feito por uma carga da chamada cavalaria francesa: lançados a toda a brida e em força, de forma a romper a linha de infantaria adversária. Contudo as linhas defensivas portuguesas repeliram este ataque.
  • A pequena largura do campo de batalha dificultava as manobras da cavalaria, as paliçadas (feitas com troncos erguidos na vertical, separados entre sí apenas pela distancia necessária à passagem de um homem, o que não permitia a passagem dos cavalos) e a chuva de virotes, lançada pelos besteiros (auxiliados por 2 centenas de arqueiros ingleses) fizeram com que, muito antes de entrar em contacto com a infantaria portuguesa, já a cavalaria se encontrasse completamente desorganizada e confusa. As baixas da cavalaria foram bastante pesadas e o efeito do ataque... nulo.
  • Ainda não perfilada no terreno, a retaguarda castelhana demorou a prestar auxílio e, em consequência, os cavaleiros que não morreram foram feitos prisioneiros pelos portugueses.
  • Depois deste revés, a restante e mais substancial parte do exército castelhano atacou. Formavam uma linha bastante extensa, pelo elevado número de soldados. Ao avançar, em direcção aos portugueses, os castelhanos foram forçados a apertar-se (o que desorganizou as suas fileiras) de modo a caber no espaço situado entre os ribeiros.
  • Enquanto os castelhanos se desorganizavam, os portugueses redispuseram as suas forças, dividindo a vanguarda de D. Nuno Álvares em dois sectores, de modo a enfrentar a nova ameaça. Vendo que o pior ainda estava para chegar, D. João I de Portugal ordenou a retirada dos besteiros e archeiros ingleses e o avanço da retaguarda através do espaço aberto na linha da frente.
  • Desorganizados, sem espaço de manobra e finalmente esmagados entre os flancos portugueses e a retaguarda avançada, os castelhanos pouco puderam fazer senão morrer.
  • Ao pôr-do-sol a batalha estava já completamente perdida para Castela. Precipitadamente, D. João de Castela ordenou a retirada geral, sem organizar uma cobertura.
  • Os castelhanos debandaram, então, desordenadamente do campo de batalha. A cavalaria Portuguesa lançou-se em perseguição dos fugitivos, dizimando-os sem piedade. Alguns fugitivos procuraram esconder-se nas redondezas, apenas para acabarem mortos às mãos do povo.
  • Apenas na manhã seguinte as forças Portuguesas se aperceberam que tinham vencido o exército de Castela.
  • A perpectuar a memória deste feito de armas, está o Mosteiro de Santa Maria da Vitória, ou da Batalha, bem como a pequena capela de S. Jorge, mandada erguer por D. Nuno de Santa Maria.

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!