sexta-feira, 12 de setembro de 2008

LEIRIA DE ONTEM E HOJE... I

Vista aérea do centro de Leiria
:
- Quem tenha estado ausente de Leiria, nos últimos 20 anos de vida, quando regressa não conhecerá a cidade de onde partiu, tal a mudança operada na bela paisagem citadina que se lobrigava a partir das muralhas do Castelo.
- Eu, que saí de Leiria nos finais dos anos 60, fiquei boquiaberto com aquilo que os meus olhos puderam constatar: - esta não era a minha Leiria, aquela cidade que se estendia pelas duas margens do bucólico Lis, que se revia nas suas ruas e vielas, muito ufana do Terreiro, do tipicismo do Bairro dos Anjos, na pacatez do Bairro da Restauração... e tantas outras coisas que vi mudadas, ainda me pergunto se para bem ou para mal da fisionomia da minha cidade.
- Fui rever a Rua Damião de Góis, onde fui uma criança feliz... e já não conhecia lá ninguém, porque apenas a memória perdurava naquelas paredes onde eu encostando a cabeça sobre o braço contra a parede, contava até 10, no jogo das escondidas, ou o portal do Carlos Silva da Tipografia a fazer de baliza... sentindo-me muitas vezes um João Azevedo em miniatura, aquelas ruas muito empinadas, empedradas a seixo redondo, tirado do Lis, onde se escorregava em tábuas bastante bem enssaboadas... muitas vezes com uns galitos na cabeça ou uns arranhões nas pernas e braços!
- O velho Seminário Maior de Leiria, ali à Fonte Freire, paredes meias com a casa da palmeira do Dr. Acácio da Luz, onde tantas vezes brinquei ou assisti a grandiosas representações teatrais, quando aluno da Catequese... simplesmente estava reduzido a uma ruína provocada pelo incêndio que o destruíu. Onde outrora era o Externato D. Diniz, instalou-se o Grémio da Lavoura, mas agora era a EPAC que ali "reinava".
- Antigamente, logo pela manhã, podia ver-se a rapaziada a lançar olhinhos às moças que iam fazer compras ao Mercado de Santana. Era um mercado farto, onde havia uma mistura de cheiros que se espalhavam pelo ar... ressalvando o Mercado do peixe, que rescendia a maresia, a pescado chegado pela madrugada vindo dos mares da Vieira, Nazaré ou Peniche! As lojas ao redor do Mercado estavam sempre cheias, fosse o Baltazar, onde se comprava a fita de retrós, a camisa de popeline, a carta para a namorada ou o cartão de aniversário... sem esquecer os postais com vistas da cidade, para enviar aos filhos que trabalhavam lá para a França!
- O café Avenida, o Aviz, o Colonial, o Liz Bar, as tascas e os comes e bebes em volta da velha Praça de Santana, estavam sempre cheias de comensais, que aproveitavam a vinda à cidade para fazer as compras da semana, mas também para saborear os petiscos que enchiam a cidade de odores a iscas, a morcela assada, ao bacalhau com grão ou na brasa, ao chicharro com todos, às febras, frango de churrasco, coelho à caçadora ou dobrada com arroz branco. Cada casa com a sua especialidade, que a fome é para matar!
- Tudo está tão mudado! O Mercado de Santana é agora apenas uma saudade, onde se fazem exposições, manifestações culturais das mais diversas, porque a cidade de Leiria é uma outra realidade.
- Disso continuarei a falar num próximo escrito.

domingo, 7 de setembro de 2008

O IMPÉRIO E A CIVILIZAÇÃO ASTECA...

* ...foram destruídos pelos conquistadores espanhóis, que deram o golpe de misericórdia quando enforcaram o último imperador Asteca Cuauhémoc, decorria o ano de 1525. Mal sabia o imperador Moctezuma II que, ao receber os invasores da forma inadequada como recebeu, estava a condenar o seu povo à extinção.
* O povo Asteca, que era um povo sem cultura, conseguiu, em dois séculos, ascender a um alto grau de civilização, e deram o seu nome, Mexica, a toda uma região.
* Vindos do Norte, os Astecas, ou Mexica, um ramo dos Chichimecas, penetram durante o Século XIII no actual vale do México e aí fundaram, em 1325 (ou 1345 ?), a cidade de Tenochtitlan (Cidade do México). Em 1428 formou-se a Federação dos Estados de Tenochtitlan, Texcoco e Tlacopan, ficando debaixo da alçada do soberano dos Mexica.
* Este soberano era um chefe guerreiro, que resolveu empreender a conquista das regiões vizinhas; no início do Século XVI, quase todo o México Central se encontrava submetido, desde a costa do Golfo até à do Pacífico... até que os Espanhóis invadem este vasto império e tomam para si os territórios dos Astecas.
* Era uma sociedade cuja célula era o clã, que era governado por um ancião, sendo composto por pessoas da mesma linhagem. Progressivamente, iam sendo formados novos grupos sociais, mais previlegiados, compostos por funcionários, artesãos, mercadores (simultâneamente agentes do recenseamento), acentuando-se assim as diferenças entre a nobreza e as gentes do povo. Abaixo deles estavam os cidadãos livres, que eram sujeitos ao tributo e às corvelas, os camponeses sem terra, que trabalhavam para um senhor, e, por fim... os escravos.
* À cabeça do Estado estava o soberano, todo poderoso, rodeada por um complicado protocolo, que era assistido pelo primeiro ministro, que era também o juiz supremo e comandante dos exércitos. Era igualmente assessorado por quatro conselheiros eleitos ao mesmo tempo que o soberano. A nobreza não era uma casta inteiramente fechada, pois podia ascender-se a ela através de feitos guerreiros.
* Os Astecas praticavam uma agricultura de queimadas para o milho, o feijão, os pimentos, as abóboras, etc, e cultivavam também jardins flutuantes (chinampa) na lagoa da Cidade do México, tinham poucos animais domésticos, como o perú e o cão. O comércio estava muito desenvolvido e os tributos, que eram pagos em espécie pelas trinta e oito províncias do império, forneciam também enormes riquezas.
* Eram um povo politeísta, que atribuía uma divindade ou um ritual a cada instante da semana. O poder do clero era bastante e tinham um calendário litúrgico bastante preciso, que regulava todas as cerimónias. De entre as divindades do panteão mexica, que eram em número apreciável, podemos destacar Huitzilopochtli, deus da Noite e da Guerra, que era rival de Quetzalcóatl, o deus civilizador; Tlaloc, o deus da Chuva, etc. Uma das práticas mais correntes era o sacrifício humano, pelo que nas guerras era feita a captura de vítimas sempre em número crescente.

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!