sexta-feira, 6 de março de 2009

NO SEU DIA...

PERFIL DE MULHER

*
Sou isto que escrevo…
Sem criatividade
Sou o que sou
Meio mentira, meio verdade
Tenho medos e muita coragem
Muito amor e pouca crueldade
Apunhalam-me com sorrisos
Troco o bem pela maldade
Sou isto que escrevo sobre mim
Quase nada
Mas defendo, em situações quaisquer,
A delícia,
a dor,
e a aventura de ser mulher…
*
Anónimo

quarta-feira, 4 de março de 2009

O ORFEÃO DE LEIRIA

Hoje, gostaria de dar o meu lamiré sobre o Orfeão de Leiria, uma das colectividades mais prestigiadas do País na difusão da música coral, cuja fundação remonta a Maio de 1946, depois de um encontro de amigos que aconteceu no Jardim da Cidade.
O primeiro director artístico foi Rui Barral, ao qual se seguiram D. José Pais de Almeida e Silva, Duarte Gravato, Frei Norberto Gomes, Francisco Bernardino dos Santos Carvalho, Júlio Fernandes, Joel Canhão, Guy Stoffel, Agostinho Rodrigues, Rui de Matos, Jorge Matta (maestro adjunto do Coro Gulbenkian), Paulo Lourenço, Mário Nascimento e, na actualidade, é dirigido pelo Professor Augusto Mesquita, coadjuvado por Rui Carreira.
O Orfeão de Leiria tornou-se num inigualável ex-líbris cultural da cidade de Leiria, reconhecido na maior parte da Europa pela excelência das suas exibições, a que não é alheio o facto de a antiga Emissora Nacional ter prestado um enorme serviço à cultura com as emissões de música coral cantada pelo Orfeão de Leiria, nas quais tive o gosto de participar activamente, enquanto Orfeonista que fui.
O Orfeão de hoje apresenta-se de um outro modo, pois possui diferentes composições : – coro misto, vozes masculinas, vozes femininas, em conjunto ou separadamente – com acompanhamento orquestral, instrumental ou “a capela”.
No ano de 1991 fizeram a sua participação no Festival EUROPÁLIA na Bélgica, por certo a maior participação cultural de sempre tida por Portugal no estrangeiro.
O Orfeão de Leiria actuou por várias vezes em Espanha, França, Alemanha, Dinamarca e Holanda, Suíça e Itália (onde participaram no Festival Mare Music, na Ilha de Ischia e em muitos concertos realizados neste país), e República Checa (Festival Internacional de Música de Câmara), para além da Áustria, Luxemburgo, Hungria, Eslovénia e Eslováquia.
Tinha os meus frescos quinze anos quando o Victor Paulo Cova, o Felizardo e o António Assunção me "empurraram" para fazer parte do Orfeão. Até aí, a minha experiência coral resumia-se à participação no coro da Sé Catedral, naquelas cerimónias onde era necessária a participação da "Shcola Cantorum" do Seminário, especialmente nas Missas do meio dia. Veio mais um empurrão dado pelo Sr. José Neto... e lá fui apresentar-me ao maestro Duarte Gravato, que depois de me fazer o teste de voz, me integrou no naipe dos barítonos! Parecia-me que sonhava, no dia em que recebi o cartão de orfeonista... podendo desde já fazer uma pequena ideia da emotividade que vivi naquele preciso momento em que, pela primeira vez, subi a um palco, em conjunto com aqueles belíssimos e experientes orfeonistas que compunham o Orfeão, os quais procuraram dar-me toda a força para me sentir integrado.
Ainda hoje, passados tantos anos, o "Porvir", que funcionava como indicativo para as transmissões da Emissora Nacional, me mareja os olhos de lágrimas, porque foi esta a primeira obra que tive o previlégio de cantar na minha estreia... numa gravação de Natal para a Emissora Nacional.

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!