quinta-feira, 19 de março de 2009

dia de São José - DIA DO PAI

Meu Pai, tal como o de Jesus, também se chamava José! Hoje comemorava o seu dia, não só porque é dia de São José como também o do seu aniversário natalício. Assim, jamais poderia esquecer aquele que me deu o ser, que me abriu os olhos para o mundo que me rodeia, procurando educar-me sempre com a sabedoria que era advinda das muitas vivências porque havia passado, já que a sua idade lhe dava toda a autoridade moral para me indicar um caminho a trilhar para alcançar a felicidade!
Pai: aí, no lugar que Deus te reservou para descansares da tua jornada terrena, não te esqueças dos teus filhos, que muito te amam, mesmo ausente! Obrigado pelo que fostes e por tudo o que nos destes!
Sei que tantos outros filhos de Josés, mas também de todos os outros nomes usados pelos Pais, endereçam uma mensagem de carinho àqueles que são os autores dos seus projectos de vida, pois QUIZERAM que fosse possível viverem as suas vidas, contráriamente aos que sacrificam a beleza e felicidade sentida quando se ouve a palavra PAI saída da boquita de um filho... apenas porque não têm tempo para amar o fruto de um momento de amor, quando da concepção e optam pelo aborto, pura e simplesmente.
Estes podem nem saber o que é o amor por um filho, ou de um filho - mesmo sendo amores diferentes, o amor filial e o paternal são formas de amor em plenitude -, porque nasceram e cresceram sem amor, não sabendo partilhar a felicidade de ser PAI!
Na Sé de Leiria, quando andava na Catequese, foi aos pés de São José que aprendi a conhecer e amar a Deus, nas pessoas de Deus Criador, o Pai; de Deus Salvador, o Seu Filho Jesus; e de Deus Santificador, o Espírito Santo.
São José, fidelíssimo Esposo de Nossa Senhora, a Virgem Maria e Pai putativo do Filho de Deus Humanado, abençoai todos os Pais e ensinai-os a mostrar aos filhos os caminhos que levam a Jesus, seguindo o vosso exemplo. Que todos os Pais se saibam rever no exemplo da Sagrada Família de Nazaré. Assim seja.

terça-feira, 17 de março de 2009

A FEIRA DE LEIRIA

A feira nos anos 50...
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Julga-se que terá sido a partir da realização de uma feira franca na Leiria medieva, que el-Rei D.Duarte, decorria o ano de 1434, ordenou que se realizasse todos os anos, num período semelhante ao estabelecido para a Vila de Aveiro, uma feira anual onde fossem colocados à disposição do povo, durante oito dias, todos os produtos capazes de suprirem as suas necessidades, ferramentas e virtualhas produzidas no concelho de Leiria.
Quando eu era criança, a "Feira de Março" realizava-se em simultâneo com a de Aveiro, efectivamente, situação que se veio a alterar, por necessidade de defesa dos feirantes, pois estes tinham a concorrência de outra feira na mesma data... além de haver as chuvas de Março que afugentavam o povo da sua festa anual. Também o facto de haver muito barulho a perturbar a necessidade de silêncio sentida no Paço Episcopal, ali mesmo ao lado, foi motivo não alheio à mudança. Foi então decidido mudar para Maio, até por ser o mês em que se comemora o Dia da Cidade. O Paço Episcopal lá teve de mudar de local.
Tenho muitas saudades daqueles dias em que as aldeias limítrofes se tornavam em terras fantasmas, pois toda a gente ia "feirar" à cidade. Os circos, que por vezes eram dois, o Mariano e o Lufthman em disputa das melhores assistências... "Hoje, pelas 21H00, todos ao circo Mariano! Ria com os extraordinários palhaços parodistas musicais irmãos Campos... vejam miss Lola, a escultural contorcionista...", "Mary e Alfonso Lufthman têm o prazer de apresentar o melhor espectáculo do mundo, com o Mago da Ilusão Conde de Aguilar, os palhaços Amery & Carlitos, os voadores em trapézio Les Cardinalis...". Mais além era o Poço da Morte dos "Irmãos Marveles, com Nelson, Henry e Mary, a toda a altura do poço fazem a tripla cruz da morte!"... ou o combóio fantasma, o Carrossel Ribatejano, a auto pista Costa, as barracas de tiro... "óh cavalheiro... vai um tirinho?!", os propagandistas da "banha da cobra", as barraquinhas de farturas, os bazares recheados de utilidades - e futilidades - para facilitar o dia-a-dia dos mais exigentes!
Era um mundo cheio de côr e luz, músicas as mais diversas a entrechocarem-se nos ares, lançando a confusão de quem cantava o quê, é a cabrinha equilibrista em cima da garrafa, os robertos com vozes de cana rachada, a Dina Retratista, com as suas fotos à la minute, o Neto dos barquilhos e da bolacha americana, as roupas, as louças, o cheiro dos mil e um petiscos a abris o apetite dos forasteiros. As tascas esfregavam as mãos de contentes. O Largo da Feira estava repleto de atrações, que se estendiam pelo Marachão, atravessavam a ponte e iam até ao Bairro dos Anjos, tal como se estendiam até ao Teatro Dona Maria Pia ou à Praça Rodrigues Lobo.
As camionagens Leiriense, Vilela, Ribatejana, Oliveiras, Capristanos e até o Natário, da Vieira, não davam conta do recado, pois era necessário terem viaturas para o regresso... que alguns, melhor bebidos que comidos, teimavam em fazer a horas de seu agrado e não segundo os horários estabelecidos. Beneficiavam os carros de praça! Era vêr o Benedito nas suas sete quintas, pois clientes não lhe faltavam naqueles dias, nem aos colegas.
Durante perto de 30 dias, Leiria era um arremedo de manicómio. Até os ferreiros do Pátio dos Burros, assim como a Ouriversaria do Moisés ou o tasco do Monteiro, não davam vencimento aos pedidos dos forasteiros.
Leiria tinha na sua feira uma oportunidade para se mostrar... e sabia bem aproveitar esse ensejo. A feira é parte da alma leiriense. Em Maio iremos matar algumas saudades!

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!