sábado, 2 de maio de 2009

DIA DA MÃE...sempre...

SAUDADES DE TI
*
Sabes, Mãe?
Estou a viver o teu dia
entregue à minha saudade
e vejo-te ao pé de Maria!...
...pois sei que é verdade
teres deixado esta terra
para ires para junto d'Ela...
...e vejo-te em cada estrela
quando estou pensando em ti
ao pé da minha janela...
...tu também me podes vêr?
É que na minha saudade
por vezes sinto vontade
de ir ter contigo, a correr!
Mas julgo não ser sensato
pensar desta maneira...
...podemos fazer um trato?
No dia em que eu partir
para junto de ti ficar...
... que bom se pudesses vir...
...podias dar-me a mão
para contigo me levar!
Penso em ti com carinho,
pois és a minha saudade...
...quero dar-te muito beijinho,
pois te amo de verdade!
*
Victor Elias

sexta-feira, 1 de maio de 2009

1º. DE MAIO - dia do Trabalhador


Em 1886, realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos da América.
Essa manifestação destinava-se a reivindicar a redução da jornada de trabalho para as 8 horas diárias e teve uma participação de milhares de pessoas.
Nesse mesmo dia iniciou-se uma greve geral nos EUA .
No dia 3 de Maio registou-se um pequeno levantamento que veio a acabar numa escaramuça com a polícia, da qual resultou a morte de alguns manifestantes.
No dia seguinte, 04 de Maio, organizou-se uma nova manifestação em sinal de protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo desconhecidos lançado uma bomba para o meio dos policiais que começavam a dispersar os manifestantes, causando a morte de sete agentes. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo algumas dezenas.
Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haymarket.
Três anos mais tarde, a 20 de Junho de 1889, a segunda Internacional Socialista, reunida em Paris, decidiu aceitar uma proposta de Raymond Lavigne para se convocar anualmente uma manifestação destinada a lutar pelas 8 horas de trabalho diário.
Em 1 de Maio de 1891 realizou-se uma manifestação no norte de França, que foi dispersada pela polícia, tendo resultado na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serviu para saír reforçado este dia como um dia de luta dos trabalhadores. Meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclamou este dia como o dia internacional da reivindicação de condições laborais, pelo que, como acontece em muitos outros países, o 1º. de Maio é de feriado nacional em Portugal.
A data do 1º de Maio foi escolhida, como uma homenagem às lutas sindicais de Chicago.
Torna-se paradoxal que este Dia Mundial do Trabalhador coincida com o período da mais alta taxa de desemprego alguma vez verificada neste país nos últimos 30 anos, razão que leva a perguntar se devemos comemorar o Dia do Trabalhador ou do Desempregado, desculpem lá a ironia, porque não se vislumbra haver luz ao fundo do túnel que represente uma centelha de esperança para os milhares de homens e mulheres que hoje se debatem com a falta das condições mínimas para prover aos seus filhos o necessário para não viverem sob a ameaça do espectro de uma miséria que apenas parece esperar o seu momento.
Mesmo assim...

terça-feira, 28 de abril de 2009

25 de Abril... sempre...

"Agora, o Povo unido..."
*
Passada a euforia do dia 25 de Abril, acontecido há 35 anos atrás, o dia 26 já adivinhava que as mudanças iriam ser determinantes, não porque o programa do Movimento das Forças Armadas tivesse sido lido ou reflectido, ponderando-se os prós e contras de algumas melindrosas decisões, que poderiam tornar-se fracturantes para o País, até pelo facto de haver muitos Militares empenhados nas guerras que decorriam em três frentes, na Guiné, em Angola e em Moçambique.
Costuma dizer o Povo, na sua imensa sabedoria, que "a Páscoa vai até à Ascensão", quando pretende dizer que há sempre um tempo para tudo... até para desfazer alguns enganos que o dia 25 de Abril possa ter suscitado. O caminho foi desbravado, o 1º. de Maio deu-lhe conteúdo e os dias seguintes trouxeram marcas que estão bem visíveis no nosso subconsciente. Diz o Carlos Malato, na sua página "FUI TÃO FELIZ AQUI...", inserida no Jornal 24 Horas, que "As marcas da revolução continuam visíveis nas nossas almas e nos nossos corações. Para uns são tatuagens, para outros cicatrizes. Para uns bálsamo, para outros, ferida aberta. É sempre assim quando existem dois lados da barricada, sempre assim foi com as revoluções.... A verdadeira História será feita quando todos nós já tivermos desaparecido, quando não restar mais ninguém para contar a história."
Não posso estar mais de acordo! Uns cantam a "Grândola, vila morena...", outros cantarão o "Hino da Mocidade Portuguesa"! Uns choram de alegria , porque chegou a liberdade... enquanto muitos haverá que choram porque não acreditam nas mudanças e têm medo das consequências no amanhã!
Num outro ponto do escrito do Malato, ele fala nos dias de luta, sofrimento e esperança de alguém que não pode ficar indiferente à indiferença e à ignorância que é revelada, 35 anos após aquele dia de Abril em que se cantou a esperança no porvir. E fala de uma mensagem que recebeu em que lhe são facultadas respostas de alunos em provas orais de universidades da capital.
Meditemos nestes mimos:
- "A revolução de 74 significou a queda de um regime militar dominado pelo Almirante Américo Tomás e pelo Marechal Marcelo Caetano, que governava o País depois de deposto o último Rei de Portugal, Oliveira Salazar.".
- "O 25 de Abril foi um golpe levado a cabo por militares liderados por Salazar, contra Marcelino Caetano. Relativamente à guerra de África, ela acabou quando Sá Carneiro, que entretanto subiu ao poder, assinou a paz com os líderes negros moderados. Foi por causa disso que eles e esses líderes morreram em Camarate.".
- " O que aconteceu no 25 de Abril foi o início de um regime autoritário salazarista. Mas quem subiu ao poder foi o presidente do então PSD, Álvaro Cunhal, que viria a falecer em circunstâncias misteriosas no acidente de Camarate.".
Aqui fica um agradecimento sincero ao Carlos Malato, por nos proporcionar o conhecimento destes mimos... que provam à evidência a evolução cultural sobre a História de Portugal dos jovens portugueses, após a revolução agora comemorada. Pudera não acontecer assim, considerando a capacidade dos programas a que estão obrigados os professores da disciplina, que até nem devem ser tão incapazes como aquilo que parecem provar as respostas dos alunos.
Viva a liberdade de ser ignorante, como é prova a existência de NOVAS OPRTUNIDADES em que os semi analfabetos de ontem se tornam candidatos à universidade com um ano de "escritas" e algumas "orais" inspiradas naquela prova de inglês de um certo governante apresentou como exame final de curso.
Não foi bom o 25 de Abril? Quem o poderá contestar?

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!