sexta-feira, 15 de maio de 2009

DIA da FAMÍLIA


O termo “família” deriva do latim “famulus”, ou seja... “escravo doméstico”.
Era assim que na Roma Antiga designavam o novo grupo social que surgira entre as tribos latinas, no momento em que foram introduzidas a agricultura... e também a escravidão legalizada.
No direito romano clássico a "família natural" cresceu de importância - é uma fámília que se baseia no casamento e no vínculo de sangue. A família natural era o agrupamento apenas dos cônjuges e dos seus filhos. A família natural tinha por base o casamento e as relações jurídicas que dele resultavam, entre os cônjuges, e pais e filhos.
Se nesta época predominava uma estrutura familiar patriarcal, em que um vasto leque de pessoas se encontrava sob a autoridade do mesmo chefe, nos tempos medievos da Idade Média, as pessoas começaram a estar ligadas por vínculos matrimoniais, formando assim novas famílias.
Dessas novas famílias fazia parte toda a descendência gerada que passava, assim, a ter duas famílias: a paterna e a materna.
A Revolução Francesa veio introduzir os casamentos laicos no Ocidente e, com a Revolução Industrial, tornaram-se frequentes os movimentos migratórios para as grandes cidades, construídas em redor dos complexos industriais. Estas mudanças demográficas deram origem ao estreitamento dos laços familiares e às pequenas famílias, num bastante cenário similar àquele que existe hoje em dia:
- As mulheres saem de casa e passam a integrar a população activa, passando a educação dos filhos a ser partilhada com as escolas. Os idosos deixam também de poder contar com o apoio directo dos familiares, nos moldes da pré-Revoluções Francesa e Industrial, sendo entregues aos cuidados de instituições de assistência... e lares. Nessa altura, a família definia-se como sendo um agregado doméstico (…) composto por pessoas unidas por vínculos de aliança, consanguinidade ou outros laços sociais, podendo ser restrita ou alargada”.
Nesta definição, nota-se uma certa ambiguidade motivada pela transição entre o período anterior às revoluções, representada pelas referências à família alargada, com a tendência reducionista que começava a instalar-se reflectida pelos vínculos de aliança matrimonial.
O Papa João Paulo II, na Exortação Apostólica "Familiaris Consortio", atendeu à solicitação do Episcopado e instou os órgãos competentes da Santa Sé para que fosse preparado um documento onde constasse uma "Carta de Direitos da Família" para ser apresentado a todas as autoridades interessadas no tema.
A finalidade do documento foi apresentar aos organismos internacionais, governos do mundo inteiro e a todas as pessoas, mesmo não cristãs, uma formulação completa dos direitos fundamentais da sociedade natural e universal que é a família, conforme consta da apresentação introdutória ao documento, que afirma textualmente:
"Os direitos enunciados na Carta estão impressos na consciência do ser humano e nos valores comuns de toda a humanidade. A visão cristã está presente nesta Carta como luz da revelação divina que esclarece a realidade natural da família. Esses direitos derivam em definitivo da lei inscrita pelo Criador no coração de todo ser humano. A sociedade está chamada a defender esses direitos contra toda violação, a respeitá-los e a promovê-los na integridade do seu conteúdo."

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!