domingo, 19 de julho de 2009

HISTÓRIA DAS TRÊS PORTAS DA SÉ

Onde estão as árvores grandes, podem ver-se, entaipadas,
aquelas que dizem ser as portas de que trata a nossa história
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Como convém, para que as histórias tenham um princípio, devem começar sempre pelo sacramental "Era uma vez", mas hoje não estou virado para aí e vou fazer a abordagem de uma outra maneira, que irá ser assim: - Há muitos, muitos anos atrás, no tempo em que talvez a cidade não passasse ainda de uma vila, residia na terra que é Leiria, um homem muito cheio de "cabedais", que alguns diziam ser muito poderoso... mas também o tipo mais avarento que se possa imaginar, constando que num célebre dia chegou ao ponto de não ter sítio onde pudesse guardar as suas colossais riquezas, formada por todos os grandes tesouros que havia amealhado ao longo de uma vida em que apenas pensou em amealhar.
Era uma situação que lhe tirava o sono e ele levava os dias e as noites a debater-se com uma tremenda insónia , aproveitando rlr tal facto para cogitar o modo como haveria de evitar que os ladrões lhe pudessem roubar os seus queridos tesouros, razão de ser da sua vida.
Todas as suas forças foram direcionadas na resolução daquela premente questão: Como deveria fazer? Como não deveria fazer? Isto poderia ter dado com ele em doido... não se desse o facto de haver encontrado uma solução, pois finalmente chegou o bendito dia em que se lembrou que a solução única era abrir três longos túneis e no fim de um deles colocar as enormes arcas carregadas de ouro e prata e com as valiosas pedras preciosas que faziam parte do seu colossal tesouro, que era tão grande como até então ninguém terá visto outro.
Se bem o pensou, melhor o fez!.
Mandou abrir três subterrâneos, mesmo ali, no sopé do monte onde hoje se encontra construído o castelo, e dentro de um deles colocou as arcas com todas as suas riquezas .
De seguida ordenou que os subterrânios fossem tapados com três portas de alvenaria, ao mesmo tempo que fazia constar que dentro de uma daquelas portas, numa delas, estava encerrado o seu tesouro, mas nas outras se iria encontrar a fome e na terceira porta havia a peste.
Foi assim que criou entre todos um ambiente de medo, de verdadeiro terror, evitando deste modo que os ladrões lhe roubassem as imensas riquezas ali escondidas. Depois disto, este homem muito rico e poderoso, passou a dormir as noites mais descansado, como um justo.
As três portas, a que alude a nossa história, ainda hoje as podemos vêr no muro que fica situado no lado esquerdo do adro da Sé de Leiria, ficando desde então a ser conhecidas como "As três portas velhas da Sé" ou "As minas do avarento"
(Inspirada numa história antiga, que ouvi contar na minha infância)

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!