sábado, 29 de agosto de 2009

Leiria... quanto orgulho de ti.

A região onde se situa a cidade de Leiria é habitada há muitos anos, julgando-se que muitos anos antes da dominação Romanos. A história fala de um povo indígena da Ibéria, os Turduli, que terá estabelecido um povoado junto à actual Leiria - crê-se em aproximadamente 7 km-, vindo esse povoado a ser ocupado pelos Romanos, que a fizeram expandir e lhe deram o nome de Collippo.
As pedras da que foi a anciã cidade romana, teriam sido usadas, na Idade Média, para se construir uma parte de Leiria. Pouco nos chegou sobre o que terá sido a região no tempo dos Visigodos, outrossim não acontecendo com o de domínação árabe, em que Leiria tinha já a categoria de ser uma vila com praça.
A Leiria mourisca foi conquistada em 1135 por D. Afonso Henriques, o nosso primeiro rei , no período da chamada Reconquista cristã. Voltou Leiria a ser retomada por tempo breve, pelos mouros, em 1137, o mesmo acontecendo mais tarde, por volta de 1140. Em 1142, voltou D. Afonso Henriques a reconquistar o castelo e vila de Leiria, atribuindo-lhe nesse ano o primeiro foral, com a finalidade de estimular a colonização da zona. Esforçaram-se então os monarcas por reconstruir as muralhas e o castelo da vila, visando evitar novas incursões muçulmanas.
A maioria da população vivia dentro das muralhas protectoras da cidade, mas no século XII já uma parte da população vivia no exterior da muralha.
A Igreja de São Pedro é a mais antiga igreja de Leiria e foi construída em estilo românico, no último quartel do século XII, servindo a população que vivia no exterior das muralhas.
O Castelo de Leiria, com as suas galerias bem características, é uma jóia da arquitectura castrense. Durante a Idade Média, a importância da vila de Leiria aumentou, nela vindo a realizar-se diversas Cortes. As primeiras Cortes de Leiria aconteceram em 1254, durante o reinado de D. Afonso III.
Em princípios do século XIV, D. Dinis mandou erguer a torre de menagem do castelo, conforme uma inscrição na torre. Este mesmo rei também mandou construír um Paço real em Leiria, que hoje está perdido, e viveu longos períodos na cidade, que veio a doar como feudo a sua esposa, a Rainha Santa Isabel. Foi igualmente este rei que ordenou a plantação do Pinhal de Leiria, nas próximidades da costa Atlântica. Foi a madeira desse pinhal que, mais tarde, foi usada para construir as naus utilizadas nos Descobrimentos portugueses, durante os séculos XV e XVI.
No século XV, os judeus desenvolveram neste concelho uma notável comunidade, que fez florescer uma grande actividade industrial.
Em finais do século XV, o rei D. João I mandou construír um palácio real dentro das muralhas do castelo, dotado com belíssimas galerias góticas, possibilitando apreciar vistas maravilhosas da cidade e da sua envolvente. Este palácio real veio a ficar umas completas ruínas, sendo parcialmente reconstruído no século XX. Foi também D. João I o responsável pela reconstrução da Igreja de Nossa Senhora da Pena, existente dentro do perímetro do castelo, construída em estilo gótico tardio.
Em fins do século XV, a cidade continuou a crescer, estendendo-se da colina do castelo até ao rio Lis.
El-rei D. Manuel I deu à localidade um novo foral em 1510, que elevada à categoria de cidade em 1545 , tornando-se sede de Diocese. A Sé Catedral de Leiria foi construída na segunda metade do século XVI, numa mistura dos estilos renascentista - gótico tardio - e maneirista - renascimento tardio -.
Quando comparada com a Idade Média, a história de Leiria nos séculos XVIII e XIX mostra-nos ter havido uma certa decadência, se bem que, no século XX, a sua posição estratégica veio a favorecer o desenvolvimento de diversas indústrias , levando a cidade e a região a um surto de grande desenvolvimento. Nos últimos anos a cidade vem-se desenvolvendo extraordináriamente, sendo actualmente um dos centros urbanos de maiores dimensões do país.
(Dados extraídos da Enciclopédia Larousse e Anais de Leiria)

NO MUNDO ASSIM...

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era bom viver nesta terra... bonita!