terça-feira, 6 de outubro de 2009

Histórias na história de Leiria - II

Ruinas da Igreja de Nª. Srª. da Pena
A "mui nobre villa de Leiria", a princezinha que gostava de se espraiar nas margens do terno Lis, que passa de mansinho a caminho da foz, em busca do oceano, crescera muito rápidamente, pois em 1211 já haviam cinco freguesias dentro da vila que se ia estabelecendo ao redor das muralhas do castelo, como sejam Santa Maria da Pena, São Pedro, São Tiago, Santo Estevão e São Martinho.
Era uma terra nova, situada a sul de Coimbra, onde havia um cantinho para todos, gente pobre, artesãos, gentes que fugiam do Norte mais senhorial e opressivo, vindo em busca de uma terra fértil e sem dono, que vinham a encontrar nos vales do Lis e do Lena.
Talvez fosse uma das razões porque os Leirienses vieram a tomar o partido do Conde de Bolonha, D. Afonso, quando este, decorria o ano de 1254, veio a tornar-se responsável pela governação de Portugal. É que Leiria tornou-se numa das cidades com que o Conde de Bolonha pôde contar para base de apoio na guerra que moveu aos partidários de el-Rei D. Sancho II. E talvez posse estar relacionado este facto com a escolha de Leiria para uma data assaz importante para a história da cidade: Foi n'ela que se realizaram as primeiras Cortes em que tiveram assento e puderam ser ouvidos os representante do clero, da nobreza e do POVO!
Não se duvide que o Rei bem sabia que devia o trono à acção do povo, pelo que mostrou o seu reconhecimento chamando os seus representantes de todas as vilas e cidades para participarem nas cortes que mandou reunir em Leiria, e esta ostenta com orgulho a honra da primazia de nela se haver realizar tal evento com todas as classes presentes.
Há quem afirme que as primeiras cortes gerais com as três classes haviam acontecido em Guimarães, mas não há registo de tal facto, como acontece com Leiria, pelo que ao Berço da Nacionalidade será pouco provável poderem reivindicar este acontecimento histórico de tão vital importância para o Reino.

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!