quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Histórias na história de Leiria - III

Nem sempre as histórias são aquilo que gostaríamos que fossem, porque umas começam bem e terminam mal, outras é absolutamente ao contrário que vem a acontecer... mas o que importa é honrar a história com a narrativa dos factos de forma tão fiel quanto possível.
Talvez por isso seja oportuno dizer-se que o Reino de Portugal, em 1319, havia mergulhado numa guerra civil, que colocou em armas o jovem infante D. Afonso - veio a ser o rei D. Afonso IV -, na revolta contra o seu pai, o rei D. Dinis.
Grande parte das cidades e vila do reino tomaram o partido do infante. Em Leiria aconteceu que o cavaleiro Domingos Domingues, um homem de enorme confiança de el-rei, de quem era copeiro, tendo chegado a um acordo com os chamados homens-bons da vila, decidiu entregar esta ao rebelde infante.
Como não podia deixar de acontecer, D. Dinis soube desta traição e de imediato se dirigiu a Leiria, com a finalidade de castigar os rebeldes, mas estes trataram de se pôr em fuga para Alcobaça, onde se foram abraçar aos túmulos reais, procurando assim levar o rei a respeitar o lugar sagrado e a memória dos seus antepassados ali sepultados. No entanto, el-rei não se deixou levar por aquele artifício e mandou que fossem arrancados dali do templo, sendo os mais notáveis, os "nove melhores", decepados e queimados numa fogueira, para exemplo de todos os outros.
Leiria, como se sabe, fica situada no centro do reino! É cabeça de um território bastante fértil em alimentos e foi, por várias vezes, o lugar que os reis julgaram o mais indicado para a reunião de cortes.
Nenhumas outras terão sido tão luxuosas como aquelas que el-rei D. Duarte ali veio a realizar, no mês de Janeiro de 1438, quando foi necessário decidir sobre a melindrosa questão suscitada por força da grande expedição que havia partido para África, para a conquista de Tânger, e que acabara de forma trágica, porque o nosso exército foi cercado pelos mouros e o infante D. Henrique foi forçado a fazer uma promessa ignominiosa para nós: - Os Portugueses restituíam aos Mouros a cidade de Ceuta, que era nossa desde 1415 e como refém dessa promessa ficava um irmão do rei, o infante D. Fernando, cativo dos Mouros.
O rei entendia que não deveria entregar Ceuta e por tal motivo mandou reunir cortes na vila de Leiria. Houve muitas cidades e vilas que optavam pela entrega de Ceuta para salvar o infante D. Fernando, mas este parecer não tinha a maioria. O arcebispo de Braga, o clero e muitos outros fidalgos eram de opinião que não deveria ser entregue a cidade de Ceuta aos inimigos do reino e da fé cristã. Outros ainda optavam pelo pagamento de uma importância em dinheiro... ou pela guerra com os Mouros até estes cederem.
Não foi encontrada uma solução... e o infante veio a morrer no cativeiro em 1443.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

HOJE É DIA DE FINADOS

Hoje, dia 02 de Novembro, é o Dia de todos os Fiéis Defuntos ou de Finados.
Neste dia recordamos os nossos familiares, os nossos amigos, os nossos conhecidos e bem assim todos aqueles que adormeceram em Cristo e esperam a última vinda do Salvador para com Ele ressuscitarem, porque foi o próprio Jesus Cristo que disse:
"EU SOU A RESSURREIÇÃO E A VIDA! QUEM ACREDITA EM MIM NUNCA MORRERÁ!"
Esta é uma razão para se viver a fé com toda a confiança, porque pela ressurreição dos mortos, fruto da morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, o nosso corpo mortal irá tranformar-se à imagem do seu Corpo glorioso.
O Dia de Fiéis Defuntos não é dia de luto e tristeza. É dia de mais íntima comunhão com aqueles que «não perdemos, porque simplesmente os mandámos à frente» (S. Cipriano). É dia de esperança, porque sabemos que os nossos irmãos ressurgirão em Cristo para uma vida nova. É, sobretudo, dia de oração, que se revestirá da maior eficácia, se a unirmos ao Sacrifício de reconciliação, a Missa.

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!