sábado, 2 de janeiro de 2010

DA REPÚBLICA EM ANO DE CENTENÁRIO...

...muito haverá para dizer sobre a efeméride, que dirá muito a alguns, muito pouco a outros e indignará tantos outros, que se interrogam sobre as virtudes ou desgraças de "viverem" num sistema político que os seus antepassados não escolheram, uma vez que o que existe lhes foi imposto pela força das armas, com o desvirtuamento da verdade e de algumas outras coisas que nem valerá a pena estar a inumerar, pois o tempo foi um bom aliado do republicanismo e tratou de apagar com a sua poeira quaisquer resquícios das indignidades por alguns usada para conseguirem impôr as suas ideias jacobeias.
No momento em que chegue a data de 5 de Outubro deste ano agora iniciado, iremos ter foguetório multicolor, muitos vivas à República, bandas de música na praça ou no coreto, desfiles e alguns inflamados discursos em que se fala de "amor pátrio", se fazem "promessas de mãos cheias de nada", concedem-se condecorações, toca-se "A Portugueza" do Alfredo Keil e de Henrique Lopes de Mendonça... mas poucos se lembrarão daquilo que foram as conquistas "democráticas" do Governo Provisório de Teófilo Braga ou da 1ª. República, com os 8 Presidentes, elencados de Manuel de Arriaga a Bernardino Machado, com o assassinato de Sidónio Paes de permeio, ou dos 45 Governos formados de João Chagas a António Maria da Silva e que aconteceram nos 16 anos após o País "abandonar" um sistema Monárquico de 800 anos para "embarcar" na trágica aventura em que começam por cometer os assassinatos do Rei D. Carlos e do Princípe Herdeiro D. Luiz Filipe, criar um clima insustentável ao legítimo titular da Coroa Portuguesa, o Rei D. Manuel II, levando a que este e sua desditosa Mãe, a Rainha Dona Amélia, com o resto da Família Real, tenham de partir para o exílio em Inglaterra.
A implantação da República teve uma mãozinha da Carbonária, da Maçonaria, do Partido Socialista e de outras forças, e tinha como finalidade fazer do derrube da monarquia uma mística messiânica, unificadora, nacional e acima de classes. Seria a receita para curar de uma vez todos os males da Nação, reconduzindo-a à glória, acentuando-se cada vez mais duas vertentes tidas por fundamentais: o nacionalismo e o colonialismo. Com isto resultava o abandono do Iberismo que era patente nas primeiras teses republicanas de José Félix Henriques Nogueira, que identificavam monárquicos e monarquia com antipatriotismo e cedência a interesses estrangeiros.
Outro forte componente da ideologia republicana foi o anticlericalismo, graças à teorização de Teófilo Braga, que identificou a religião com o atraso científico e como força de oposição ao progresso, em oposição aos republicanos, que eram uma vanguarda identificada com a ciência e o progresso. Este dissociar dos sectores mais conservadores da população constituiu um grave entrave à República, além de que era conhecido o interesse do Monarca D. Carlos nas questões científicas e a senda do progresso havia sido encetada com a introdução da luz eléctrica, dos combóios, dos barcos a vapor, etc...etc.
Deste modo se dá um confronto cheio de indecisões, desencontros e hesitações de ambos os lados, pondo-se termo ao regime monárquico parlamentar existente em Portugal, evento que alguns historiadores consideram como o primeiro sinal do desmoronar da tradicional ordem Europeia, que veio a soçobrar completamente alguns anos mais tarde em virtude da I Guerra Mundial.
A República emergente desta revolução pouco mais anos duraria depois de tal derrocada, pois estava minada pelas características que originalmente lhe permitiram uma rápida propagação entre a opinião pública mas que agora haviam revelado como defeitos:
- o anticlericalismo militante e a falta de um programa social e sindical viraram contra ela ao mesmo tempo os sectores mais conservadores e os mais radicais;
- a panaceia messiânica não resolveu os problemas e mostrou que era bastante mais instável do que a monarquia nos seus últimos anos.
Ao desgaste, inércia e incompetência dos partidos tradicionais coube grande parte da culpa pelo desgaste da monarquia, pois o Partido Republicano estava lá e sempre se recusou a colaborar... ao mesmo tempo que ia sabotando o regime por dentro, até que acabou por derrubá-lo pela força. Inversamente, e apesar das incursões monárquicas, foi a 1ª. República que acabou por se derrubar a si mesma.
Quando chegar a comemoração da efeméride, seria bom que alguém se lembrasse de perguntar quem consultou o Povo para saber se este sistema de governo seria o que pretendia, se o mesmo foi referendado, já porque me parece ter algumas semelhanças com aquele sistema democrático que nos foi imposto quando a uns tantos "fulanos que usavam uma farda militar" lhes deu na "mona" que não iriam mais combater em África, mas que usaram o subterfúgio de dizer ao Povo que apenas quizeram derrubar o Governo de "ditadura fascista" e "colonialista" que vigorava em Portugal... apesar de esta ditadura lhes ter dado de comer durante muitos anos, pasme-se, até porque eles nem eram Milicianos nem nada!
Coisas em que se terá de pensar bastante até Outubro deste Ano Novo que começou!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

SAUDEMOS O NOVO ANO!

COM MUITA SAÚDE!!!
COM MUITO AMOR !!!
com trabalho... alegria... justiça...

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!