domingo, 26 de dezembro de 2010

JUÍZOS DO ANO??? PORQUÊ???


Quando nos meus verdes anos, gostava de lêr as páginas que nos jornais e revistas de então nos davam conta do que teria sido levado a cabo no País e no Mundo em termos de eventos de especial relevo para a sociedade... e não só!
Recordo alguns escritos ditados por algumas sensibilidades enternecedoras, transpirada nas palavras que os seus autores quizeram compartilhar com os leitores, onde se denotava a esperança no porvir, o acreditar que após a tempestade vem sempre a bonança, a certeza de que o diabo não estará sempre por detrás da porta!
Depois havia aqueles que transportavam para a rima os desejos e aspirações:
"Matulões e Matulinhos,
afilhados e padrinhos
um Novo Ano sem par...
...que vos traga em cada dia
tantas bençãos e alegria
que não as possam contar!"
Mas havia sempre os "amigos da onça", os "velhos do Restelo" que procuravam meter medo com o papão, fosse ele o Adamastor, o Cocuana ou... a crise. Havia então nuvens negras a pairar sobre os céus de Portugal, sendo preciso exorcizar os maus espíritos que haviam chegado até ao fim do ano para atormentar o Zé Povinho no ano seguinte, que adivinhavam trágico, devastador, capaz de destruír o pouco que ainda havia ficado de outros Natais... enfim: ESTAVA À PORTA O FIM DOS TEMPOS, a acreditar nas profecias dos Zorooastros, Nostradamus e adivinhos afins que sempre apareceram em todos os tempos.
Alguns até já tinham "lido" na Bíblia sobre os cataclismos; estariam escritos no Evangelho Segundo São João e no Apocalipse, mas também já haviam profetizado os Profetas do Antigo Testamento sobre o fim dos tempos... que na verdade vai acontecendo, "sem que saibamos o dia e a hora", como este Jesus, cujo Nascimento agora comemorámos, teve oportunidade de nos advertir durante a Sua Vida Pública!
Fazer JUÍZOS DO ANO parece quase dar conta do óbvio que se passou e fazer futurologia sobre o que se irá passar! Todos queremos, como será evidente, que o ano que aí virá seja de esperança, de tranquilidade, de paz, de saúde e trabalho para todos, sem o expectro da fome, do desemprego, da intranquila incerteza de uma vida a valer a pena, seja para miúdos seja para graúdos!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

REFLEXÃO DE NATAL...

Nos anais das minhas memórias há histórias de Natal em que a solidariedade era uma constante, a solicitude um paradigma da quadra e a partilha uma coisa natural de acontecer, já porque o tempo era convidativo para que essas pequenas "lições" de crescimento cívico se fossem disseminando entre "nós", nos tempos em que fomos crianças... felizes, diga-se desde já.
Hoje, nestes tempos das pessoas sem tempo, torna-se confrangedor constatar-se não se realizarem mais daquelas "aulas" de crescimento a que o fundador do Escutismo, Lord Baden-Powell, quando se referia aos Lobitos, dizia ser "CRESCER EM GRAÇA E IDADE".
Nota-se haver hoje uma subtileza de procedimentos nada consentânea com a formação integral do jovem, talvez porque os pais se confrontam com algo parecido com o velho chavão "NÃO TENHO TEMPO...", o que levou a que fosse a própria Igreja a ter sentido a obrigação de rebater essa afirmação com uma "possível interpelação feita por Cristo", em que Ele perguntaria: "NÃO TENS TEMPO?" para logo afirmar, sem contemplações: "MEU FILHO...PARA AS COISAS TERRENAS ARRANJAS SEMPRE TEMPO, ACREDITO!".
Tempo de Natal é tempo de reflexão e esta terá de nos transportar aos verdadeiros valores que o nascimento do Salvador suscitará em nós, que esperamos a Sua vinda com o peito a fremir de Esperança num amanhã pleno de Amor, Paz, Saúde, Trabalho... enfim: NUM AMANHÃ PLENO DE ALEGRIA E FELICIDADE PORQUE JESUS NASCEU PARA NÓS!
Em Leiria, recordo que "corria a Via Sacra" dos Templos Católicos onde sabia ter-se feito uma representação do Nascimento através dos Presépios feitos com musgo e imaginação e pelos quais nos era lícito sonhar com a vinda do Deus Menino que se fez Homem por amor aos homens de boa vontade. Na Sé, no Espírito Santo, em Santo Agostinho ou na Misericórdia podia-se adorar o Menino deitado na humilde manjedoura, tal como acontecia nos Franciscanos... mas estes costumavam primar pela inovação e faziam a representação com um presépio movimentado. Era sublime!
As montras eram também decoradas com motivos alusivos à época, não faltando os presépios para todos os gostos, inclusivé o da "Novilux", que tinha um dispositivo para receber moedas, com o funcionamento do mecanismo que movimentava as figuras controlado segundo o valor das moedas. Os lucros revertiam a favor dos rapazes do Asilo Distrital que funcionava nos Franciscanos, ou da Creche de Santa Isabel - ao tempo instalada num anexo à Igreja do Espírito Santo -, mostrando este gesto toda a solidariedade ao tempo existente, se fôr considerado o facto de os donos da dita "Novilux" serem membros poeminentes da Igreja Baptista de Leiria, logo não-Católicos.
Que bom seria poder-se renovar o espírito de outros Natais! Sem aquele espírito comercial que se vê hoje implementado, sem o uso e abuso do pinheiro ou do Pai Natal, porque no meu tempo era o próprio Menino Jesus que nos trazia as prendas de Natal, consoante o nosso comportamento! E viam-se então aquelas noites de autêntica magia, quando se esperava a vinda do Menino na Missa do Galo e, quando de regresso a casa, que alegria ao abrir os lindos presentes que Jesus nos trouxera!!!
Outros tempos...
Mas hoje também é dia dos "Homens Bons" se darem as mãos e dizerem com toda a força que lhes dá a alegria sentida pela data que vai chegar:
QUE O MENINO DEUS VOS CONCEDA TODAS AS VENTURAS DO MUNDO! FELIZ NATAL!!!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

tempo de PAZ... tempo de NATAL!

Quando, na nossa Sé Catedral de Leiria, o Bispo D. António Marto proclamar, na Noite Santa de Natal, ALEGREM-SE OS CÉUS E REJUBILE A TERRA, POIS JESUS NASCEU PARA NÓS, será tempo para pensar que nem todos têm Natal!
"Natal é a festa dos simples", ouvimos cantar por estes dias, mas... não é crível aceitar-se a simplicidade das coisas sem que vejamosm o Amor ser a alavanca capaz de catapultar as nossas vidas para uma Esperança no Porvir! A nossa singeleza de coração configura a nossa simplicidade de Vida, porque nos conforta saber que cada ano que passa Jesus renasce para nós, renovando a Sua proposta de Salvação para a Humanidade.
UM SANTO E FELIZ NATAL DE JESUS E QUE NÓS SAIBAMOS RENASCER COM ELE!
QUE O ANO DE 2011 POSSA SER DE RENOVAÇÃO DA ESPERANÇA QUE TODOS OS ANOS ACALENTAMOS!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Leiria e a Imaculada Conceição

Desde tempos imemoriais o culto a Nossa Senhora da Conceição tem merecido dos Leirienses uma especial predilecção e talvez não seja por acaso que na Sé Catedral de Leiria um dos altares seja designado como ALTAR DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DA SÉ DE LEIRIA, segundo alguns dos relatos recolhidos nos idos dos anos 40 do século passado.
No Terreiro, ou Largo Cândido dos Reis, podemos encontrar a Capela de Nossa Senhora da Conceição, no palacete da Família Ataíde, capela essa construída no século XIX.
Na minha infância, costumavam as crianças que faziam a Profissão de Fé ir junto ao altar da Virgem Imaculada Conceição fazer a deposição de uma flôr e consagrar-se à Padroeira de Portugal, mesmo sendo a Padroeira de Leiria Nossa Senhora da Encarnação, que se venera no seu santuário sito no Monte de São Miguel.
Era sempre o 8 de Dezembro um dia importante na vivência religiosa da cidade, não tanto porque era um feriado, mas talvez porque sempre foi um Povo que confiou na Mãe de Jesus, chamassem-lhe as pessoas Nossa Senhora da Conceição, da Encarnação ou do Rosário de Fátima.
Bom seria que Leiria jamais descurasse esta devoção Mariana, dado ser esta uma terra desde sempre destinada a ser a cidade de Nossa Senhora, que a tem mantido sobre a sua maternal protecção ao longo dos tempos.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

NA MORTE DE SÁ CARNEIRO...

...muitas coisas ficaram por esclarecer, querendo-me parecer que o trágico "acidente" ocorrido em Camarate naquele fatídico dia 04 de Dezembro de 1980 terá sido mais uma "queima de ficheiros" tão característica em Portugal no pós 25 de Abril, praticada a esmo e sem qualquer racionalidade seja pela dita Esquerda Democrática ou pela chamada Direita, que terá muita fama de praticar crimes... que se sabe pertencerem a outrem, como fica posteriormente comprovado.
Não que ponha as mãos no fogo pela maioria deles, porque sei que também na Direita se praticaram crimes hediondos que nunca foram completamente esclarecidos.
No próximo dia 04 de Dezembro irão passar 30 anos sobre a morte do Primeiro Ministro de Portugal, Dr. Francisco Sá Carneiro e da companheira Snu Abecassis, do Dirigente do CDS e ao tempo Ministro da Defesa, Adelino Amaro da Costa e respectiva Esposa, de António Patrício Gouveia e de Jorge Albuquerque e Alfredo de Sousa, os 2 pilotos do avião Cesna, que se despenhou em Camarate logo após a descolagem do Aeroporto da Portela, quando se dirigiam ao Porto.
O que aconteceu naquela noite em Camarate foi o quê, na realidade? Crime ou acidente? É uma pergunta que tarda em ser respondida, pese embora o facto de tudo apontar para um crime perpetrado por alguém que temia os documentos que Amaro da Costa levava consigo naquela noite e que de algum modo incomodariam uma das facções do espectro político/militar português e estavam relacionadas com um Fundo de Defesa Militar do Ultramar... cuja guerra já havia terminado 5 anos antes, mas que continuava a "gerar lucros" para alguém, que o ia delapidando à tripa forra, pois eram muitos milhares de contos que estavam em causa.
Trinta anos depois deste acontecimento, Freitas do Amaral insiste na necessidade de a Assembleia da República reabrir a Comissão de Inquérito... mas talvez seja mais pertinente ser a Procuradoria a mandar que se faça um rigoroso inquèrito, que poderá ser um processo crime contra incertos na fase inicial, mas que a "confissão" do tal Esteves, feita à revista VISÃO, onde afirma ter fabricado a bomba que terá sido colocada a bordo do CESNA, bem poderá ser prenúncio de que os culpados existem e não podem ficar impunes!
E não se fale de prescrição, porque a culpa não pode morrer solteira! O Povo tem o direito de exigir JUSTIÇA, ainda que tardia!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

CONJURADOS DE 1640

No próximo dia 01 de Dezembro comemoram-se 370 anos da Restauração da Independência de Portugal, mercê da coragem de um punhado de Homens que ousou acabar com 60 anos de ocupação do Trono Português por parte da Coroa Espanhola.
Morto Miguel de Vasconcelos e presa a Duquesa de Mantua, foi D. João, o Duque de Bragança, aclamado Rei, corrigindo-se assim o erro cometido em 1581, nas Cortes de Tomar, quando Filipe II de Espanha, neto do monarca Português D. Manuel I, se viu aclamado como Rei de Portugal.
Há dias, em conversa com um amigo a quem corre nas veias sangue de um dos Conjurados, dado ser tetraneto de um dos Heróis da Restauração, mais concretamente de D. Tristão da Cunha e Ataíde, fui apanhado de surpresa com a afirmação de que se o antepassado soubesse que em Portugal há quem advogue a união de Portugal a Espanha, certamente não se teria empenhado em levar por diante a tarefa a que a Alma Lusitana o compeliu.
E referiu alguns autores de escritos ou ditos em que era advogado o caminho do Iberismo, perdendo este País a sua identidade como Nação, entre os quais apontava o falecido Nobel da Literatura José Saramago.
Naturalmente aceitei o ponto de vista do meu amigo, que deu à Revolução do 25 de Abril alguma responsabilidade pela falta de patriotismo de parte do Povo Português, até porque a entrada de Portugal na Comunidade Económica Europeia diluiu grandemente o sentido da Portugalidade, já porque não somos senhores de dizer ao mundo que em 1640 houve um grupo de 40 Conjurados que conseguiram restaurar a Independência de Portugal, porque continuam a existir por cá os Miguéis de Vasconcelos que pretendem entregar a nossa Independência Nacional nas mãos de quem mais der... e os Espanhóis nem sequer têm de fazer muita força para conquistar Portugal e vingar as humilhações de Aljubarrota, pois basta usarem a arma económica para nos vencerem.
Precisam-se novos Conjurados, que devolvam a Portugal a dignidade que uns quantos desbarataram!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

25 DE NOVEMBRO - 35 Anos

Muitos se perguntarão: 25 DE NOVEMBRO - 35 ANOS... de quê? Qual foi o acontecimento tão transcendente de há 35 anos atrás, que mereça ser trazido às páginas deste blog como se fosse o princípio do fim da vida deste País à beira mar plantado, onde nada acontece para além daquilo que algum líder partidário mais iluminado vai congeminando?
O mapa do rectângulo pátrio será de algum modo elucidativo para os mais antigos e mais atentos destas coisas da politiquice nacional, quanto mais não seja porque representa Portugal dividido pelas consequências da chamada Revolução dos Cravos e do PREC (Processo Revolucionário Em Curso) que teve lugar a partir daí.
No dia 25 de Novembro de 1975 Portugal Continental foi "partido" em duas metades distintas, em que uma seria de cariz democrático e tinha implantação a Norte, nela pontificando Sá Carneiro, Pinheiro de Azevedo, Melo Antunes, Freitas do Amaral, Pires Veloso, Ramalho Eanes e muitos outros, tais como Mário Soares, Alpoím Calvão, Costa Gomes ou Jaime Neves, enquanto na outra metade do mapa, onde estava situado o Sul, havia Álvaro Cunhal, Otelo Saraiva de Carvalho, Vasco Gonçalves e toda uma panóplia de Esquerdistas mais ou menos radicais, como era o caso de Mário Tomé, Isabel do Carmo, Varela Gomes e toda uma clik comunistóide mais ou menos facciosa, que regra geral se costumava encontrar nos comícios ou nas manifestações dos PCP's, MES ou MDP/CDE's, para não falar das UDP's ou similares.
Talvez seja pertinente pensar-se no que poderia ter acontecido, 35 anos atrás, se o grupo democrático não houvesse triunfado sobre o grupo ditatorial da esquerda comunista. Tudo o que foi a luta insana então verificada ainda está por contar com a verdade das coisas e não com as opiniões partidárias, já que a maioria dos fazedores da História Pátria têm navegado nas águas turvas de apenas nos "divulgarem" a história que se torne mais conveniente para as doutrinas dos seus partidos.
Apenas se espera que a memória das coisas não seja objecto de manipulações e inverdades... daquelas deturpações que são uma constante, infelizmente, de toda a História de Portugal que a maioria do povo conhece.
Alguém acreditará que apenas se perdeu uma ou outra batalha, como por exemplo a batalha de Alcácer Quibir ou de Alcântara? Outras batalhas se perderam, convenhamos, mas acredito que não seria de bom tom dizer-se às crianças que também tivemos... derrotas!
Os historiadores terão de ser capazes de pôr de parte questões partidárias e contar ao povo a verdade das coisas... e contar o que foi a implantação da democracia em Portugal será prestar um serviço relevante ao Povo. Que as nossas escolas possam ensinar as nossas crianças a terem orgulho dos seus antepassados, contando-lhes tudo o que foi necessário fazer-se para que a nossa dimensão territorial não seja sinónimo de pequenez, porque "PORTUGAL NÃO É UM PAÍS PEQUENO! É GRANDE O SEU MUNDO... E MAIOR A SUA ALMA!"

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O DIA DE SÃO MARTINHO

São Martinho é o Santo padoeiro dos alfaiates, cavaleiros, pedintes, restaurantes, hoteis e pensões, produtores de vinho e dos alcoólicos reformados, dos soldados... dos cavalos e dos gansos, ao mesmo tempo que é o orago de localidades um pouco por todo o mundo.
Quem nunca ouviu falar em São Martinho do Porto, S. Martinho de Sintra, do Bispo, de Angueira, das Amoreiras ou São Martinho do Campo?
Estes são apenas alguns exemplos de terras que têm por orago este Santo, mas há mais, muitas mais em todo o mundo, não tenham dúvidas, porque S. Martinho foi, durante toda a Idade Média e até a uma época muito recente, o Santo mais popular de França.
O túmulo deste Santo, em Tours, está abrigado, desde o século V, por uma Basílica que tem sido destruída e reconstruída de uma forma sucessiva, transformou-se durante muito tempo no maior centro de peregrinações de toda a Europa Oriental, porque a sua generosidade e a enorme fama dos seus milagres tornaram-no num dos Santos mais queridos da cristandade.
Talvez porque o Missal não tenha hoje um uso tão frequente, nem todos os católicos estarão recordados daquilo que, no que respeita aos dias festivos, nos é dito no dia 11 de Novembro , quanto ao Santo comemorado neste dia: " S. Martinho é o 1º. dos Santos não Mártires, o 1º. Confessor que subiu aos altares do Ocidente (...) A sua festa era de guarda e favorecida frequentemente pelos dias de 'Verão de São Martinho', rivalizando, na exuberância da alegria popular, com a festa de S. João." (in Missal de D. Gaspar Lefebvere).
Também em Leiria se poderia estar a comemorar o dia de São Martinho de outra maneira que não fosse com o velho costume das castanhas e do vinho, pois também ali existiu a Igreja de São Martinho, da qual penso ainda haver vestígios consubstânciados nas velhas arcadas da Praça Rodrigues Lobo.
Ao ser feita a requalificação do saneamento da cidade, foi proporcionado um melhor conhecimento daquilo que teria sido uma necrópole outrora existente, de que a descoberta de esqueletos humanos e sepulturas encontrados num dado local da Praça fez fé. O reconhecimento e os estudos antropológicos e arqueológicos posteriormente efectuados, terão levado à conclusão que ali teria existido um hospital, um cemitério e a Igreja de São Martinho, que teria sido construída em finais do século XII e foi demolida sobre a égide de D. Frei Brás de Barros, Bispo de Leiria, que terá negociado essa demolição no século XVI, quando foi feita uma troca de terrenos entre a Igreja e o Concelho.
Havia sido criada a Diocese em 1545 e sentia-se necessidade de uma Sé Catedral, pelo que teve de ser sacrificada a Igreja de S. Martinho, que terá sido substituída pela Igreja da Misericórdia, construída logo após a demolição.
Qualquer dia falarei do assunto mais em pormenor, porque hoje vale é a boa pinga do Porto Artur, do Alcoa ou dos Caçadores, com uma boa castanha assada!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O DIA DE TODOS OS SANTOS

A Igreja celebra hoje TODOS OS SANTOS.
É um convite que nos é feito para olhar para o Alto, uma vez que o mundo se mostra cada vez mais escurecido pelo pecado do Homem, que tem necessidade da luz daqueles que viveram e morreram em Cristo, por Cristo e com Cristo, formando a tal "constelação" que foi vista por São João, que nos diz: "Era uma multidão imensa, que ninguém conseguiria contar, de todas as nações, tribos e línguas!" (Apoc. 7,9).
Nunca como hoje é pertinente que recordemos todos os Santos e Santas de Deus, que não seriam aqueles seres seráficos, de pescoços torcidos e olhares lânguidos postos no Além, porque os Santos verdadeiros, aqueles cuja acção agradou ao Senhor e lhes abriu as portas da santidade, são homens e mulheres de todas as idades, cores, profissões, que souberam ser aqueles "Combatentes" que ousaram "combater o bom combate" de que nos fala São Paulo, conquistando o "direito" de serem imitados, pois não se limitaram a ser adolescentes, jovens, homens casados, mães de família, operários, empregados do comércio, patrões, juízes ou trabalhadores rurais, Sacerdotes, pobres mendigos ou sem abrigo, profissionais dos vários ramos do comércio, indústria ou serviços, Militares de qualquer patente ou Religiosos, procurando ser pessoas capazes de se tornarem sinais do que o Espírito Santo pode fazer por qualquer um de nós quando nos decidimos a viver o Evangelho na Igreja e na Sociedade.
Muitos dos Santos que hoje veneramos passaram fome, tiveram apelos carnais, trabalharam árduamente para sustentar uma família, lutaram em guerras, sofreram perseguições, alegraram-se e estiveram tristes, viveram situações de pecado, de arrependimentos profundos, sede, doenças, foram caluniados, sofreram ódios, falta de amor, injustiças... mas tudo isto e mais alguma coisa que fizesse o seu quotidiano não lhes arrefeceu o ânimo e seguiram Cristo enfrentando os revezes da vida sempre com entusiasmo porque sabiam que na Pátria definitiva "não sois mais estrangeiros, nem migrantes; sois concidadãos dos Santos, sois da Família de Deus" (Ef. 2,19).
A Igreja diz-nos, na Catequese, que esta celebração ressalta do chamamento de Cristo e cada pessoa para O seguir e ser santo, à imagem de Deus, a imagem em que foi originalmente criada e para a qual deve continuar a caminhar em amor.

sábado, 30 de outubro de 2010

NESTE ANO DE CRISE...

É o que se pode desejar aos Amigos!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Dia das Bruxas . Halloween

O uso de símbolos como as bruxas, os gatos ou os fantasmas nas festas do Halloween são uma consequência das crenças dos Druídas, que acreditavam serem os gatos animais sagrados que haviam sido pessoas castigadas pelas suas más acções.
Para se livrarem das possessões demoníacas, tinham essas pessoas de dar de comer ou oferecer alguma coisa aos demónios, além de lhes darem hospedagem durante essa noite.
Se os espíritos malignos ficassem satisfeitos com o que lhes era dado, deixavam a casa em paz, mas no caso contrário, faziam um "trick" ou maldade, ou rogavam uma maldição de destruição sobre as pessoas que ali residissem.
Esta festa do Halloween acabou por ser adoptada pela Igreja, que a cristianizou. Desde Constantino - que tornou o cristianismo uma religião do estado - que os imperadores de Roma perceberam a necessidade de se manter o Império unificado e o Povo a professar uma religião única, implementando então uma lei que tornava obrigatório aceitar-se o cristianismo. Foi assim que um grande número de ateus se uniu à Igreja, trazendo a prática e as celebrações pagãs, como o Halloween, que tiveram de ser cristianizadas. Para a Igreja Católica, a única maneira de preservar os pagãos nas missas era permitindo-lhes a prática de algumas tradições e costumes. Foi assim que aos pagãos recém-convertidos foi autorizado que guardassem algumas festividades, tais como o Halloween ou o Dia de Fiéis Defuntos.
Os pagãos recém-convertidos iriam assim utilizar o Halloween para comemorarem a morte dos "santos". No ano de 800 d.C. a Igreja Católica estabeleceu que o Dia de Fiéis Defuntos passaria para o 1º. dia de Novembro, para que o Povo pudesse continuar as celebrações antigas, mas, no entanto, as missas que se rezavam nesse dia eram chamadas "alhallowmas" e a noite anterior ficou então conhecida como "allhallow even" ou "halloween", que queria significar "santificado ou noite santa".
Na simbologia do Halloween encontramos a aparentemente inofensiva abóbora iluminada, pois esta representa... uma alma maldita e condenada. É conhecida por "Jack Lanterna" por causa de um homem de nome Jack que não podia entrar no céu nem no inferno. Como resultado, foi condenado a vaguear pelas trevas, com a sua lanterna, até ao dia do Juízo Final.
Por medo de Jack e dos fantasmas, as pessoas começaram a iluminar os caminhos colocando velas acesas dentro das abóboras, para espantar os maus espíritos.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

LEIRIA de antanho.,..

Quem se dedique às coisas que referem a Leiria de outros tempos, não poderá ficar indiferente à existência de um livro manuscrito, "O Couseiro ou as Memórias do Bispado de Leiria", que foi escrito em data incerta por um autor de que nada sabemos, mas que nos transporta a uma belíssima descrição do que foi o Bispado de Leiria no Século XVII.
O autor terá sido alguém muito importante e que se encontrava no mundo dos vivos nos anos entre 1605 e 1657, conforme se poderá verificar no contexto do livro, dado ser o próprio a declarar ter actuado como árbitro de um litígio acontecido entre os bispos Dom Pedro Barbosa d'Eça - Bispo de Leiria entre 1636 e 1640 - e Dom Diniz de Mello e Castro - Bispo de Leiria entre 1627 e 1636, posteriormente Bispo de Viseu e mais tarde Bispo da Guarda, cargo que ocupava quando faleceu, decorria o ano de 1639.
O manuscrito do "Couseiro" manteve-se inédito por mais ou menos 200 anos, sendo impresso em 1868 "por iniciativa de um eclesiástico do Bispado Leiriense" na Tipografia Lusitana, em Braga, com reedição nos anos 80 do Século XX, "em cópia fiel da sua primeira edição", mas de que se desconhece a identidade do responsável pela reedição, a data da mesma e a autoria das notas de rodapé e acrescentos referentes à vida da Diocese após a sua restauração, em 1918.
É curioso o facto de "O Couseiro", uma obra de vital importância para o conhecimento daquilo que outrora foi o Bispado de Leiria e do papel tido pelo mesmo na consecução da expansão populacional verificada em toda a área pastoral que lhe era cometida, tenha ficado ostracisado durante tantos anos.
Não creio que os historiadores tenham olvidado tal importância, chegando ao ponto de se demitirem do uso de uma ferramenta excepcional, reputada como de vital importância para o conhecimento das "coisas" que à Diocese de Leiria respeitam.
Felizmente que é a própria Igreja a divulgar esta obra, não deixando que se perca um tão importante instrumento literário , que faz parte do acervo histórico do nosso património cultural.

sábado, 2 de outubro de 2010

A REPÚBLICA FAZ 100 ANOS

Neste ano do 1º. centenário da República teremos de dar relevo àquilo que esta veio trazer de inovador à Pátria Portuguesa, pois não se tratou apenas de "correr" com Sua Majestade o Rei D. Manuel II, jovem ainda na menoridade, já porque a maioridade era aos 21 anos e seu pai foi assassinado em Fevereiro de 1908, tinha ele escassos 18 anos, atingindo a idade em que as responsabilidades lhe poderiam ser imputadas já no exílio inglês, pois fez 21 anos a 15 de Novembro de 1910, um mês e 5 dias após a revolução republicana.
E esse relevo prende-se com o ter a República iniciado o Registo Civil, o ensino primário obrigatório, acabam-se os títulos nobiliárquicos, é autorizado o divórcio, legisla-se a igualdade de direitos, a regulação dos filhos naturais, a proteção à infância e velhice, o direito à greve, a reforma ortográfica, a lei de imprensa...
Mas logo que se deu a implementação do regime, logo Afonso Costa pugnou também por um anticlericalismo desenfreado que levou ao encerramento dos conventos, à proibição do ensino nas escolas católicas, à separação entre a Igreja e o Estado, à expulsão dos religiosos e religiosas...Leiria também sentiu isso na pele, mas era uma pequena cidadezinha de província, sem grande expressão no todo nacional, pois ao tempo nem sequer a Diocese tinha Pastor, uma vez que tinha vagado o Bispado em 1880, apenas sendo restaurado em 1918, com o nomeação de D. José Alves Correia da Silva para Bispo de Leiria. De qualquer modo, foi restaurado o Bispado durante a vigência da 1ª. República, não sendo alheios ao facto os acontecimentos ocorridos com as três crianças que na Cova da Iria, freguesia de Fátima, afirmaram ter visto Nossa Senhora.
Sabe-se o que foi a perseguição às crianças, apenas três simples pastorinhos de ovelhas ou a colocação de bombas na Capelinha que albergava a azinheira sobre a qual a Senhora desceu dos céus...
Foi também na 1ª. República que se adotou a atual Bandeira e o Hino "A Portuguesa" - título talvez influenciado pelo hino francês "A Marselhesa" - além de se ter criado a nova moeda: O ESCUDO... que agora é apenas um objeto para colecionadores.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

LÍSEA...LISEIA...LISANDRA...LERENO...

...e que mais alguém de Leiria, cujo apelido é também começado por "L" - Lobo - se haveria de lembrar? É que está também patente o facto de o Lis e o Lena, os rios da minha cidade, terem como primeira letra o "L" e até serem personagens de uma "Lenda do Lis e Lena" em que o Poeta Leiriense José Marques da Cruz quiz deixar, em soneto maravilhoso, o relato das histórias de vida destes rios, desde que brotaram das suas nascentes:
(...)
Nasceu o Rio Lis junto a uma serra
No mesmo dia que nasceu o Lena;
Mas com muita Paixão, com muita Pena
De seu berço não ser na mesma Terra.
.
Andando, andando alegres, murmurantes,
Na mesma direcção ambos corriam;
Neles bebendo, as aves chilreantes
Cantavam esse amor que ambos sentiam
.
Um dia já espigados, já crescidos
Contrataram casar, de amor perdidos
Num Domingo, em Leiria de mansinho...
.

Mas Lena, assim a modo envergonhada
Do povo, foi casar toda enfeitada
Com o Lis mais abaixo um bocadinho.
.
Diz-se que Lereno vivia descuidado, não lhe importando que Liseia pudesse tomar as suas ausências de uma forma extremada, pois sabia no seu íntimo que Liseia jamais encobriria a dor da ausência de forma tão difícil... e ela jamais deixou de perguntar aos pastores que via nos vales do Lis se viram o seu amor, pastor como eles, peregrino por devoção, porque se lhe não moldava o coração ao amor daquela bela pastora.
O bucolismo de Colipo inebriava aquela Lísea, que também era Liseia... no entanto sentia-se morrer um pouco todos os dias, porque não encontrando o seu Pastor Lereno, fenecia com os suspiros soltos por pena de o não ver. Tornou aos vales e aos montes, tornando a passar ao longo do Lis... e encontrou o seu rebanho e as ovelhas saudosas de um Pastor tão bom... perdiam a fome das tenras ervas e miravam-se nas águas das fontes e parecendo-lhes que a sombra dele se projectava, com balidos tristes iam chamando por ele
Liseia sentou-se frente às ovelhas, por baixo de um freixo entre cujas raízes passa o ribeiro que, com um murmúrio apressado, vai fugindo da fonte onde nasceu. Tirando do surrão uma pena e um papel, nele começou a escrever:
.
"A ti, guardador perdido,
Que desamparando o gado,
Sem te haveres por culpado
Andas com razão fugido.
.
Uma pastora enganada,
De teus poderes vencida,
Te roga e deseja vida,
Inda que lha tens tirada.
.
Não pareces há mil dias,
Nem eu sei onde te escrevo;
Sei que não faço o que devo,
E faço o que me devias.
.
Mas não é cousa de espanto
Que nestes erros acerte
Quem sem ti soube querer-te
E te soube querer tanto."
Francisco Rodrigues Lobo

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

uma outra LEIRIA...

...PARECE TER SAÍDO DO ESTIRADOR DOS "FAZEDORES" DOS PROJECTOS "POLIS", NÃO SENDO CERTO QUE TENHAM ACERTADO NOS CONCEITOS DE UMA CIDADE CAPAZ DE SER DEVOLVIDA AOS LEIRIENSES, A FAZER FÉ NAQUILO QUE SE VAI VENDO TER SIDO "PARIDO" PELOS AUTORES DOS VÁRIOS MAMARRACHOS QUE PROLIFERAM PELA CIDADE.
Vejo uma cidade descaracterizada... considerando que Leiria é tudo aquilo que existe dentro de um perímetro urbano que aprendemos a conhecer desde os bancos da escola... e isso não foi de modo nenhum respeitado, vendo-se apenas e tão só edifícios que ameaçam ruína, degradação acelerada de outros, total desrespeito pela traça original de algum do património reconstruído. A zona histórica está completamente arruinada, porque a ganância impera.
Onde está o tipicismo da Fonte Quente? E o que foi feito das Olarias? Da Restauração? Da Rua "Direita"? Onde param os cafés característicos da zona do antigo Mercado de Santana? O património construído dos palacetes que foram dos Marques da Cruz, dos Zúquetes, dos Ataídes, dos Charters de Azevedo, dos Loreto, do Dr. Morna... que é feito dele? E tantos outros, entenda-se.
O Bairro dos Anjos... até quando irá resistir o que ainda resta do mais bairrista recanto citadino ? Alguém se recorda daquilo que foi a Fonte Freire - ou Freira - quando ali viviam o Doutor Ruy Acácio da Luz ou o D. José Pais de Almeida e Silva? Ousariam destruír aquilo que fosse? Só o incêndio do Seminário precipitou as coisas...
Outrora os estabelecimentos dos Fonsecas - a Ourivesaria do Marinho Fonseca ou o Oculista Fonseca eram referências, como o eram o prédio do Dr. Coelho Pereira na Afonso de Albuquerque - ou mesmo a Farmácia deste doutor, igualmente uma referência no património construído destinado ao comércio, como referências eram a Farmácia Lino, naquele belo recanto junto ao Gato Preto, ou a Farmácia Sanches, primeiro estabelecimento comercial situado em plena arcádia da Praça Rodrigues Lobo, o Centro Comercial Lusitano ou o Luis Sismeiro, sitos no prédio onde se situa a sede do Ateneu Desportivo de Leiria...
Já agora permita-se esta pergunta, bem simples: Conhece-se alguém que tenha ousado mandar demolir o "Gato Preto"? Não, porque é um ex-libris da cidade... tal como a vizinha "Casa dos Pintores", que na minha meninice albergava a mercearia e residência da família do meu amigo de infância João Duarte.
O Hotel Lis seguiu na queda o Hotel e Restaurante Central, do então famoso "Zé do Hotel"... mas vá lá que a velhinha Pensão Leiriense ainda se mantém de pé, não se sabe até quando. Já a Capelinha do Monte...
Na minha infância as mercearias compravam-se no Sá, no Espírito Santo, no Herculano, na União Mercantil, na Sociedade Mercantil do Lis, na Mercearia Cordeiro, no Esteves dos Cafés, no Seco, no Cova e nas outras pequenas lojas existente, como a do Valente ou do Confraria, por exemplo.
Hoje são os centros comerciais que reinam. Começou com o ULMAR... e nunca mais parou.
Também as "tascas" da cidade foram desaparecendo, para darem lugar a pub's, clubes e outros locais do mesmo tipo. Não sou contra o progresso, mas haveria sempre uma maneira para se preservar a memória das coisas... como deveria ser feito a lugares como o "armazém do Tenente Miranda" ou o Porto Artur, o Escondidinho ou o Varatojo ou qualquer outra daquelas adegas onde era costume beberem-se copos de 3 e petiscar um bacalhau na brasa de fazer inveja ou umas sardinhas assadas com pimentos... ou de escabeche. Então nos dias de mercado... nem se fala.
Era uma outra Leiria, muito mais castiça, mais popular, era mais Leiria. Hoje vemoso cimento imperar e Leiria vem-se tornando cada vez mais num dormitório, como qualquer outro dos muitos que se foram criando um pouco por toda a parte.
Aquela Leiria que tinha indústrias situadas bem dentro dos seus muros... morreu! E era necessário que isto acontecesse, para bem da cidade, porque esta evoluiu graças ao sacrifício dessas indústrias... se bem que deveria ter-se dado alguma atenção ao património que era pertinente recuperar! Será que ainda há tempo para isso?

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

"dentro de ti, ò Leiria..."

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Quem hoje passa por Leiria e por suposição a conheceu nos anos 50/60, fica com a sensação de que não é a mesma cidade, tal o desenvolvimento sofrido por aquela, especialmente no alargamento dos seus limites urbanos, que se viram duplicados ou até triplicados.
Quando nasci, os Marrazes ficavam a cerca de 7 quilómetros do Arrabalde da Ponte, não só porque a antiga estrada de "macadame" era um festival de curvas e contracurvas, mas também porque a placa que indicava o limite da cidade estava situada junte à ponte, frente às antigas instalações das "Reunidas" e o limite dos Marrazes era indicado no início da então rua principal, onde se situava a Igreja Matriz, a taberna do "Marreco", em cujo edifício funcionava também a sala de ensaios da Filarmónica de São Tiago dos Marrazes...
O limite de Leiria na estrada para Lisboa era demarcado por uma placa encostada a um velho plátano junto aos muros da velha Escola Comercial e Industrial Afonso Domingues, que existiu na cerca do Asilo dos Rapazes do Convento da Portela. A Recauchutagem do Roldão & Pires já estava fora de Leiria... e assim sucessivamente com a Calçada do Bravo e outros locais situados nas saídas da "City" Leiriense.
Convidaria as pessoas a visitarem a Leiria de outros tempos, como, por exemplo, o Terreiro, o Largo da Sé, a Rua da Misericórdia, a Travessa da Paz, a Rua Alfredo Keil, a Damião de Góis, a Rua de Alcobaça, a Rua Direita, a da Beneficiência... e conclui-se que Leiria está um pouco votada ao abandono, pois a chamada "Zona Histórica" tem sido votada a um abandono que arrepia.
Olho a antiga sede da Associação de Futebol de Leiria, o prédio onde funcionava a oficina do "Afonso das Bicicletas", o Hotel Lis... e tantos outros locais que não interessa agora estar para aqui a citar... e vemos degradação... degradação... degradação.
Muito se fez, mas há tanto para fazer... e se possível não descaracterizar a cidade, porque já se destruíu demasiado património que era recuperável - e não esqueço o que aconteceu ao saudoso Teatro Dona Maria Pia, que a insensatez da Edilidade Leiriense de então reduziu a escombros... para daí fazer construír uma fonte, que não veio a confortar aqueles que amavam o seu antigo Teatro
Se não tem aparecido um mecenas como o Sr. José Lúcio da Silva, talvez ainda estivesse a funcionar o barracão de madeira que então se montou para que Leiria tivesse cinema. Pelo menos era mais uma relíquia da cidade... até que algum "maluco" se resolvesse fumar lá dentro e deitasse as "beatas" para o chão. Como há malucos para tudo...

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

LEIRIA E DOM DINIS - REI POETA-LAVRADOR?







O 6º. Rei de Portugal, D. Dinis, nasceu a 9 de Outubro de 1261 e era filho de D. Afonso III e Dona Beatriz de Castela.
Mesmo sendo mimoseado com muitas histórias e historietas, não deixou por isso de ser um dos mais notáveis Monarcas da História de Portugal, que recebeu, quando jovem, uma esmerada educação.
Afirma-se que foi cognominado como "o Lavrador" por ter "semeado" os pinhais de Leiria e Azambuja, mas tal não será assim tão ponto assente, porque ele não "semeou" nem "plantou" o Pinhal de Leiria ou o da Azambuja, antes terá ordenado que se fizesse... o que já é mais do que aquilo que hoje se usa fazer. Mas deu um grande impulso à agricultura no Reino de Portugal, disso não restam dúvidas. Foi um político bastante hábil e um literato de talento singular.
Do casamento com Dona Isabel de Aragão - a Rainha Santa - efectuado a 24 de Junho de 1288, nasceram D. Constança, que foi esposa de Fernando IV de Castela, e D. Afonso, que lhe sucedeu no trono. Mas houve outros filhos fora do matrimónio, como são exemplos Afonso Sanches, que chegou a ser o seu menino preferido; D. Pedro Afonso, Conde de Barcelos, famoso autor do mais extraordinário dos Livros de Linhagem; D. João Afonso, que seu irmão, já como Rei D. Afonso IV mandou degolar; D. Afonso Sanches, Dona Maria Afonso e uma certa freira de Odivelas que também seria Maria Afonso.
Tirando a referância ao Pinhal de Leiria, ainda não justifiquei o porquê do título deste escrito, mas saibam que vários foram os Reis que tiveram uma especial predileção pela cidade, como D. Dinis, que ali veio a residir por diversas vezes, com sua esposa Dona Isabel, a quem veio a doar "a villa e seo castello", sendo este escolhido para ali criar o seu herdeiro, o Príncipe D. Afonso.
Recorda-se que os Paços, nessa altura, se situavam no antigo seminário, que foi Regimento de Artilharia Ligeira 4 e hoje alberga o Comando Distrital da Polícia se Segurança Pública.
É atribuída a D. Dinis a adaptação do Castelo a palácio, a reconstrução da capela de Nossa Senhora da Pena e o início da construção da poderosíssima Torre de Menagem, em 08 de Maio de 1324, poucos meses antes do seu falecimento.
Esta torre foi concluída no reinado do seu sucessor, conforme inscrição que podemos encontrar no seu exterior.

terça-feira, 20 de julho de 2010

...L E I R I A...


Vê-de todos, como é belo

de Leiria o seu Castelo

que se eleva sobre o monte

sobranceiro ao Santuário

a dominar a cidade inteira...

...é onde está a Padroeira...

...fica ali, além da Ponte

que atravessa o Rio Lis

das águas que correm serenas,

sem pressas de chegar ao mar!

É tão lindo o Marachão

ladeado de arvoredo

que dá sombras pelo Estio

a quem passeia, sem medo,

pelas margens desse rio.

Mais além a Fonte Quente

onde vemos a lavadeira

toda entregue ao seu labor...

...pois não quer ver estragada

a camisa do seu amor!

Leiria, cidade bela...

... nem sabes como encantas!

Não tens canteiros nas janelas...

...tens a Fonte das Carrancas,

que estão cada dia mais belas!

Quem duvidar que és nobre

e o diga em tom brejeiro...

que saiba a honra que cobre

os brasões do teu Terreiro!

E a Torre sineira, tão linda

com traça assaz imponente

onde tocam os sinos, ainda,

para convocar toda a gente!

Quem passeia no Bairro dos Anjos,

na Fonte Freira ou Restauração...

...vai aos Capuchos ou à Sé...

...mostra ter muito bom gosto...
.
que alia à sua fé!

Poema de
Victor Elias

quinta-feira, 1 de julho de 2010

PORTUGAL EM REFLEXÃO ?!?!

Depois de terminada a participação Portuguesa no Mundial de Futebol na África do Sul, apetece parar um pouco para pensar, reflectir, analisar ou aquilo que julguem pertinente fazer-se depois que um grupo de rapazes, pagos principescamente para fazer aquilo que qualquer rapazola do meu tempo fazia de borla - e acredito que ainda hoje haverá quem o fizesse apenas pelo prazer do jogo -, regressou das férias pagas no País dos Safaris e do ouro, depois de haver cumprido o fastidioso e entediante "trabalho" de correr hora e meia em cada um dos 3 jogos que disputou no evento.
Quando eu era criança e adolescente, o meu Ateneu Desportivo de Leiria dava cartas no futebol regional da sua Associação... e não reza a história que andassem de Ferrari, Jaguar ou Lamborghini, não viviam em sumptuosas suites em hoteis de 1 estrela, quanto mais em resortes de hotéis de 10 estrelas (uma equipa são 11 titulares...), como acontece aos sortudos que "jogam" futebol em equipas que vão derretendo os nervos ao Zé Pagante ao mesmo tempo que lhe sacam as parcas economias para que o tal craque venha jogar para o tal clube do coração... ou para a Selecção que dizem Portuguesa mas alinha com 3 Brasileiros "naturalizados" e um Venezuelano aportuguesado, para não falar de outros híbridos que hoje são pagos a peso de ouro para vestir a tal camisola das quinas.
Para não falar de um "indígena Moçambicano", proprietário de uma ilha na costa do seu país de origem, vir assumir o cargo de Selecionador Nacional pela irrisória quantia de 15 vezes o vencimento do Presidente da República! Já repararam que um mês do vencimento deste senhor Queirós, antigo sofrível guarda redes do Sport Nampula e Benfica, dá para pagar quase a todos os Ministros do Governo? Paga uma anuidade do Cavaco Silva, com 13º. e 14º. mês... e ainda sobra para um banquete ao Corpo Diplomático servido no "NEGRESCO"?
A minha indignação até não é tanto por lhe atribuírem um vencimento anti-constitucional, porque a Lei da República proibe vencimentos superiores ao do mais alto Magistrado da Nação, oiço dizer, porque também não se percebem as mordomias de alguns senhores que, "por feitos relevantes prestados à Pátria", recebem fortunas fabulosas, chegando-se ao despudor de aumentar o número de milionários neste jardim "de nabos" à beira mar plantado, porque outra coisa não posso dizer de quem se arrasta uma vida em busca de uma reforma digna, para depois ficar com uma pensão de miséria, porque os nababos do costume sacaram o que puderam e os outros que tenham paciência!
Os pobres têm a reforma de miséria depois de 40/50 anos de trabalho árduo, enquanto os políticos, sejam do poder local seja do central, depois de 10 anos de"bons e relevantes serviços a lêr os jornais na AR, a passear a expensas do otário que o elegeu, a dizer "ÁMEN" a suas excelências os patrões do Partido, levam a pensão choruda e ainda são candidatos a uma colocação num qualquer "tacho" numa das muitas "centrais" de reconhecimento agregadas ao Governo, como as Caixas, EDP's, CP's, PT's, Bancos, Fundações e toda uma infinidade de locais preparados desde há muito para serem usufruídos pelos meninos bem comportados ligados ao Partido dominante.
Gostaria de saber quem algum dia se lembrará de fazer uma sindicância a determinados "senhores" deste País, para determinar de onde lhe vêm os cabritos que vendem... se nunca se lhes conheceram cabras! Deixe-se o tapar o sol com a peneira e vamos ao essencial, que é dar dignidade ao Povo! Acabem-se os compadrios, os tachos, as benesses, a corrupção, a incompetência, a subjugação, a rapina... porque é tempo de levantar a voz e dizer BASTA!!!
É tempo de acabar com o velho rifão, que diz:

"TOURADAS E PROCISSÕES...
FÁTIMA...FADOS e BOLA!
SÃO ESTAS AS DIVERSÕES
DE UM POVO A PEDIR ESMOLA!"

segunda-feira, 21 de junho de 2010

SARAMAGO DEPOIS DA MORTE

Ainda não arrefeceram as cinzas do Nobel escritor lusitano, mas vimos estarem geladas as reações de alguns comentadores da nossa praça, em virtude da não presença do Presidente Aníbal Cavaco no funeral do iberista Saramago. Uns dizem que Cavaco não respeitou os sentimentos do Povo que o elegeu, outros que terá insultado a memória de um grande português, outros, porque assim... outros porque assado... mas o que é verdade é não ter Cavaco Silva comparecido, dentro daquilo que seria de esperar que fizesse, até porque o conhecimento que teriam um do outro seria o insulto por vezes endereçado a Cavaco por parte do defunto Nobel.
Dirão alguns que José Saramago não era homem para insultar, até pela sua cultura "superior" de homem de letras, mas quão enganados estarão aqueles que assim pensam. Sendo Saramago um militante comunista irredutível, as lutas contra a direita (?) estavam-lhe na massa do sangue, pelo que não se está a vêr Saramago rejeitar uma boa querela com Cavaco, quando este foi Primeiro Ministro, até pelo facto de o episódio "Sousa Lara" ter acontecido no seu consulado. Foi aqui que ele mostrou todo o seu ódio visceral contra tudo o que não fosse da sua côr... e até afirmou que estava de relações cortadas com Portugal, pois este País o não merecia!
Quem esqueceu a sua luta a favor da incorporação de Portugal na Espanha, a que ele chamou Ibéria? E quando disse que a Espanha era a sua Pátria, estava a brincar? Quem esqueceu os jornalistas expulsos do Diário de Notícias, quando ele foi vice-Director, porque aqueles profissionais se negavam a estar ao serviço do Partido Comunista na prossecução dos seus trabalhos jornalísticos? E a defesa intansigente que fazia da antiga União Soviética nos crimes contra a humanidade por esta cometidos?
Sabemos que Saramago não gostava de Cavaco! Será que Cavaco era obrigado a gostar de Saramago?
Saramago deixou a sua obra literária, que alguns já consideram ser do maior escritor português de sempre... porque vêem pelos olhos do Partido ou da subserviência a este. É importante o acervo legado pelo escritor... mas não façamos dele a super estrela que nunca foi.
Travou uma luta ideológica contra as Igrejas, especialmente com a Católica, pelo que não se pode admirar ninguém que esta não lhe teça cínicas loas, como alguns têm feito! Era defensor das amplas liberdades, mas dentro do prisma soviético, pois só esta liberdade mereceria o seu sim!
Talvez por isso os seus amigos Fidel e Luis Castro o não esqueceram!
Já agora... não se esqueçam de que o Panteão é para Heróis Nacionais e não para pusilânimes capazes de colocar a Pátria de rastos, como alguns o fizeram e foram para lá, porque em Portugal também há "vendidos", infelizmente!

sábado, 19 de junho de 2010

José Saramago: Na morte de um homem mau...

Porque este trabalho vai de acordo com o meu pensamento, é com prazer que o trancrevo, porque nunca é demais saber-se quem os políticos nos querem impingir como "figura" capaz de enfileirar na lista dos grandes Portugueses dignos de irem para o Panteão.
"Morreu um homem amargo e mau, incapaz de sorrir, que se esforçava por tornar a sua Pátria amarga, como ele.
José Saramago, era de facto um homem mau. Provava-o a sua cara vincada incapaz de exprimir um sorriso, prova-o a sua escrita prenhe de ódio e crítica aos valores mais normais e caros à civilização que o viu nascer, valores esses que ele, com as suas ideias, suas declarações e sua obra, renegou em Lanzarote. Será que no fundo, Saramago, para além do seu marcado azedume e soberba, tinha valores? Nunca o saberemos.
Repito, José Saramago era um homem mau. Que o digam os seus colegas, que em pleno período revolucionário foram vítimas de saneamentos selvagens. O homem, nessa época, tinha o “estribo nos dentes”, e era imparável algoz como sub-director do Diário de Notícias. Tinha por desporto arruinar a vida de quem não era comunista como ele.
Foram 87 anos de infecundidade, travestida de um aparente sucesso, revelado pelos livros que vendeu, e pela matreira estratégia de marketing que o conduziu ao Prémio Nobel, em detrimento de outros escritores Lusos, genuinamente com mais categoria e menos maldade crónica do que ele. Penso, por exemplo, no insuspeito Torga.
Tentei ler dois livros dessa personagem, para com honestidade poder dizer que, para além de não gostar dele como pessoa, o não considerava como um bom escritor, e que ofendia na sua essência a cultura Cristã da nossa Grei. Consegui apenas ler um, e o início de outro. A sua escrita, para além de ser incorrecta, era amarga como as cascas dos limões mais amargos. A sua originalidade era, afinal, o sinistro das suas ideias; o que, convenhamos, é pouco original. É mais fácil ser sinistro, provocador e mau, do que ter categoria, e valor. Saramago optou pelo mau caminho, como sempre, o mais fácil. E teve aparentemente sorte, na Terra, que a eternidade pouco lhe reservará.
Fiquei contente quando ameaçou (apenas ameaçou, porque na realidade a sua vaidade não lho permtia praticar), nunca mais pisar solo Pátrio. Uma figura como ele, é melhor estar longe da Pátria que em má hora o viu nascer. Afinal de que serve a este Portugal destroçado, um Iberistra convicto, ainda para mais, estalinista? Teria ficado bem por essas ilhas perdidas de Espanha, não fosse uma série de lacaios da cultura dominante “chorarem” por ele, por aqui por terras lusas, alimentando-lhe a sua profunda soberba.
Para além da sua obra escrita, de qualidade duvidosa e brilhantemente catapultada por apuradas técnicas comerciais que lhe conseguiram um Prémio Nobel da Literatura, (prémio com cada vez menos prestígio devido à carga política que contém), nada deixou em herança, para além de certamente muito dinheiro, o que é um contrasenso para um qualquer estalinista como ele. Mas a sua existência foi um perfeito logro. Foi uma existência desnecessária.Saramago afastou-se da Pátria, e estou certo de que a Pátria, no seu todo mais puro, que não no folclore da "inteligentzia", não teve saudades dele. Foi uma bandeira da esquerda ortodoxa, e também da esquerda ambígua, essa do Primeiro-Ministro que nos desgoverna. Dessa mesma esquerda que decidiu usar o nosso dinheiro, para trazer em avião da Força Aérea Portuguesa, os seus restos inanimados para Portugal, a expensas de todos nós, e infamemente coberto com a Bandeira Nacional. Um Iberista, coberto com a Bandeira Nacional, que Saramago ofendeu vezes incontáveis, na essência da sua obra, e no veneno das suas declarações públicas. Era um relapso. Um indesejável.
Um homem que voluntariamente se afastou da sua Pátria, comentando-a de uma forma negativa no Estrangeiro, não é digno de nela entrar cadáver, coberto com a sua Bandeira. A bandeira de Saramago, era a do ódio, da arrogância, e da maldade praticada.
Mas os símbolos Nacionais estão hoje nas mãos de quem estão, e a representação das “vontades” Nacionais, está subordinada a quem está: à esquerda, tão sinistra como foi Saramago. Assim sendo, as homenagens que lhe fazem, incluindo os exagerados e ilegítimos dois dias de Luto Nacional, valem o que valem, e são apenas um acto de pura “camaradagem”, na verdadeira acepção da palavra. Quem nos desgoverna, pode cometer as maiores atrocidades, que ao povo profundo só resta pagar, e calar. Até ver.
Amanhã, Sarmago mergulhará pela terceira vez nas chamas. A primeira, terá sido quando nasceu, e ao longo de toda a sua vida, retrato que foi de ódio e maldade pela sua imagem espelhados e espalhados; a segunda, terá sido quando o seu corpo ficou irremediavelmente inanimado, e estou certo de que entrou no Inferno, a confraternizar com o seu amigo Satanás; a terceira, amanhã, será quando o seu corpo inerte e sem alma, entrar para ser definitivamente destruído, no Crematório do Alto de S. João.
Será um maravilhoso e completo Auto de Fé. O Homem e a sua obra venenosa, serão queimados definitivamente nas chamas da terra, que nas da eternidade já o foram no dia em que morreu.
De Saramago recordaremos um homem que não sabia rir, que gostava certamente muito de dinheiro, e que o terá ganho, que era mau e vaidoso, e que o provou ao longo da sua vida, que quis viver longe da sua Pátria por a ela não saber ter amor, e que foi homenageado por meia dúzia de palhaços esquerdistas, “compagnons de route” coniventes com um dos últimos fósseis estalinistas, que ilustrava uma forma de estar na vida e na política sem alma, amoral, e que globalmente contribuiu para a destruição de toda uma Pátria, e suas tradições.
Ocorreu ontem, quando soube que este cavalheiro de triste figura tinha morrido, que estaria por certo no inferno, sentado com Rosa Coutinho, também lá entrado há poucos dias, à espera de Mário Soares e Almeida Santos, para os quatro juntos jogarem uma animada e bem “quente” partida de sueca...
O País está mais limpo. Um dos maiores expoentes do ódio e da maldade, desapareceu da superfície da Terra. Espero que a Casa dos Bicos, um dia possa ter melhor função, do que albergar a memória de tão pérfida personagem. As suas letras, estou certo de que cairão no esquecimento, ao contrário das de Camões, Torga ou Pessoa, entre muitos outros.
Apesar de tudo, e porque sou Católico (e porque a raiva não é pecado), que Deus tenha compaixão de tão grande pobreza, mas que se lembre fundamentalmente de nós , de todos os Portugueses íntegros que tentamos sobreviver com dificulade, neste Portugal governado pelos amigalhaços do extinto, que apesar do luto em que fingem estar, mas que na verdade não sabem viver, continuam a todo o custo a viver o enorme bacanal que arruina Portugal...
No fundo, no fundo, e porque as palavras as leva o vento, que Deus tenha piedade de tão grande pobreza! Cabe-nos perdoar. Mas não temos que esquecer!"
António de Oliveira Martins - Lisboa - PORTUGALCLUB

sexta-feira, 11 de junho de 2010

100 anos de República...

Estamos no ano do centenário da instituição da I República, que começou da melhor maneira possível, pois foi preciso matar o Rei e o Herdeiro da Coroa para ousarem dar expressão à imposição de um sistema de governo que lhes dava tanta confiança que tiveram de proibir referendar esse mesmo sistema, não fosse o diabo tecê-las e o Povo, quando interpelado nesse sentido, viesse a decidir querer ter um Soberano como lídimo representante das gentes portuguesas. Porque o Povo sempre teve esperança num Rei que fosse a continuidade das "memórias gloriosas daqueles Reis que foram o império e a fé dilatando", enquando aqueles que professavam as novas doutrinas laicas, republicanas, anticlericais, maçónicas, seguidoras dos ideais da Revolução Francesa de "LIBERDADE, IGUALDADE e FRATERNIDADE" começaram logo por destruír, perseguir, ferir sem dó nem piedade quem se lhes ousasse opôr, como foi o caso de Sidónio Pais.
Assassinato do Presidente Sidónio Pais
A Monarquia suscitou serem dados novos mundos ao mundo... enquanto a República tudo perdeu em nome dessa ideologia republicana. Num passado recente perdeu-se aquilo que os nossos antepassados ousaram trazer à Coroa, como era o caso dos nossos antigos territórios "pelo mundo em pedaços repartidos". Não é por terem acontecido as independências, pois no espírito Português jamais houve a pretensão de poderem perpetuar a presença pela força, sendo a autonomia um caminho que a Coroa preconizava, como um dia aconteceu ao Brasil, que se autonomizou e caminhou por ele próprio... com a benção da Casa Real Portuguesa. Quem esquece ter sido o aventureirismo da Primeira República a levar os Portugueses para a morte em La Lys, nas trincheiras Flandres, na luta contra o poderio alemão? Alguém esquece a forma como, nesses tempos, o Povo morria de fome? Sidónio ainda veio dar alguma esperança... mas a República começou com o Regicídio, logo teria de continuar a matar... e o Presidente é assassinado. Quando se dá o "28 de Maio" o Povo voltou a ter esperança, mas o espírito da Revolução Francesa já tinha decidido que Portugal seria reduzido à sua insignificância, nem que seja necessário entregar também os territórios conquistados pela Monarquia, desde D. Afonso Henriques, aos "Mouros" e aos "Castelhanos"... se a aliança socialista a Espanha não levar a ignomínia à entrega do Condado Portucalense aos "Castelhanos", como alguns "Miguel de Vasconcelos" dos nossos tempos já vêm preconizando.

Manuel Buiça
Eis como acabou um dos assassinos pais da I República

terça-feira, 1 de junho de 2010

DIA MUNDIAL DA CRIANÇA

"Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, entre os demais,
as marcas miniaturais
de uns pézitos de criança!
Ainda que quem é pecador
sofra tormentos... enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dôr,
porque padecem assim?"
da "BALADA DA NEVE",
de Augusto Gil
O dia 01 de Junho é o Dia Mundial da Criança! Compulsando os jornais de hoje, certamente se esperaria a ausência de notícias que nos venham dar conta do desrespeito desta data, que deveria ser de esperança para um mundo em que as crianças continuam à espera do dia em que se possa constatar o cumprimento daquilo que os Homens de boa vontade assinaram em 1950 com o nome de DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA.
É que vemos continuar a saga sem fim das crianças com fome, das crianças abusadas sexualmente por violadores pedófilos que as drogam, agridem, abusam, filmam tudo para divulgar entre os seus iguais através da Net, das crianças sem futuro, abandonadas à sua sorte, exploradas em trabalho escravo...
Hoje é o dia em que os relatórios do Instituto de Apoio à Criança deveriam dizer não haver mais registos de crianças desaparecidas, violentadas, abandonadas, exploradas, seviciadas, mortas pela inconsciência de uma sociedade que teima em não reconhecer ser tempo de dar plena execução aos DIREITOS DA CRIANÇA, que são os melhores de nós, queiramos ou não reconhecê-lo!
Que o Dia da Criança deixe de ser necessário, porque o Homem lhe reconhece os direitos trezentos e sessenta e cinco dia por ano!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Lendas de Leiria...

Esta é uma lenda originária de Leiria.
A igreja Nossa Senhora da Pena, foi fundada por D. Afonso Henriques, construída dentro do castelo, foi no século XII, a igreja Matriz do priorado de Leiria.
Sabe-se que no século XIV e durante grande parte do século XV, passou a igreja por profundas reformas, que a adaptaram a capela palaciana.
Foi nesta igreja que, segundo a lenda, se deu o seguinte milagre:

A Moeda de Prata
Era uma vez... estava-se a 14 de Outubro do ano da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1605.
Ali para os lados de São Silvestre, da freguesia de Colmeias, vivia um velhinho, chamado Henrique Dias, com a sua filha, uma moça casadoira, que se sentia muito doente. Volta e meia começava ela a rebolar-se no chão, com muitas dores.
Naquele dia, já o sol era nado, teve um ataque que a fez estrebuchar longamente, pois tinha, como dizia o povo, o diabo no corpo.
Alguns vizinhos, condoídos da triste sorte da rapariga, que viam tão dorida e lacrimosa, levaram-na à igreja para que Nossa Senhora da Pena lhe valesse.
Era a hora da Santa Missa e a igreja estava cheia de fiéis. A moça foi levada até próximo do altar e, olhando para a imagem de Nossa Senhora, logo teve um afrontamento e quando estava quase a desmaiar teve um vómito mais violento e expeliu, pela boca, uma moeda de prata, de vintém.
A rapariga de pronto se endireitou e, sentindo-se curada, rezou a Nossa Senhora com tanta devoção como até então nunca fizera.

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!