sexta-feira, 9 de abril de 2010

a minha cidade... .LEIRIA

Nos anos da minha vida, jamais consegui conter-me quando ouvia "dizer mal" da minha cidade natal. Mesmo quando me mostravam as evidências, sempre procurei encontrar uma saída airosa para contrariar os detractores, nem que fosse acenar-lhes com a história de Leiria ou a beleza do seu Castelo, que sempre evidenciei como o mais bonito do País.
Durante a Idade Média, a importância da então vila de Leiria aumentou, e viu-se sede de diversas Cortes. As primeiras Cortes realizadas em Leiria foram em 1254, durante o reinado de Afonso III. No início do século XIV (1324), D. Dinis mandou erguer a torre de menagem do castelo, como pode ser testemunhado na inscrição existente na torre. Também este rei mandou construir uma residência real em Leiria - que actualmente está perdida -, e viveu por longos períodos na cidade, por ele doada como feudo à esposa, a Rainha Santa Isabel. O rei ordenou igualmente a plantação do tão cantado Pinhal de Leiria, nas próximidades da costa com o Oceano Atlântico. Foi a madeira deste pinhal que, tempos mais tarde, veio a ser usada na construção das naus que fizeram os Descobrimentos portugueses, nos séculos XV e XVI.
Durante o século XV, os judeus desenvolveram no concelho de Leiria uma das mais notáveis comunidades, chegando a empreender uma actividade industrial florescente. Em fins do século XV, el-rei D. João I mandou que se construisse um palácio real dentro das muralhas do Castelo. Este palácio foi dotado com elegantes galerias góticas, que possibilitavam vistas maravilhosas da cidade e da sua envolvente. Ficou totalmente em ruínas, mas foi parcialmente reconstruído no século XX. D. João I foi também responsável pela reconstrução da Igreja de Nossa Senhora da Pena, que era localizada dentro do perímetro do castelo, e tinha um estilo gótico tardio.
Por volta do fim do século XV, a cidade continuou a crescer, ocupando a área que se estende desde a colina do castelo até ao rio Lis. Em Leiria imprimiu-se o primeiro livro em Portugal.
O rei D. Manuel I deu à localidade um novo foral, no ano de 1510, e em 1545 foi elevada à categoria de cidade, tornando-se também sede de Diocese. A Sé Catedral de Leiria foi mandada construír na segunda metade do século XVI, numa mistura dos estilos renascentista - gótico tardio - e maneirista - renascimento tardio-.
Pelo que podemos verificar, quando comparada com a Idade Média, a história subsequente de Leiria é de uma decadência relativa. Convenhamos que, durante muitos anos, Leiria foi das poucas capitais de distrito que não detinha o ceptro de cidade mais populosa do próprio distrito, pois era largamente suplantada pelas Caldas da Rainha, por muito que nos doa constactar. E isso levou à criação de alguns movimentos cuja tendência seria o mudar a capital de distrito, lógicamente a favor das Caldas.
Prevaleceu o bom senso e a matriz histórica de Leiria, uma terra recheada de uma história secular, acabou por vencer, porque Caldas da Rainha era uma bonita cidade, mas bastante mais recente, sem passado histórico e sem monumentalidade.
Mas, no século XX, a posição estratégica de Leiria no território português favoreceu grandemente o desenvolvimento de diversas indústrias, acontecendo então um grande desenvolvimento da cidade e da sua região.
E a cidade de Leiria, para vencer o estigma negativo do número de habitantes, tem-se desenvolvido de forma extraordinária, nestes últimos anos, sendo no momento um dos 25 principais centros urbanos de maiores dimensões do país.

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!