quinta-feira, 26 de agosto de 2010

"dentro de ti, ò Leiria..."

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Quem hoje passa por Leiria e por suposição a conheceu nos anos 50/60, fica com a sensação de que não é a mesma cidade, tal o desenvolvimento sofrido por aquela, especialmente no alargamento dos seus limites urbanos, que se viram duplicados ou até triplicados.
Quando nasci, os Marrazes ficavam a cerca de 7 quilómetros do Arrabalde da Ponte, não só porque a antiga estrada de "macadame" era um festival de curvas e contracurvas, mas também porque a placa que indicava o limite da cidade estava situada junte à ponte, frente às antigas instalações das "Reunidas" e o limite dos Marrazes era indicado no início da então rua principal, onde se situava a Igreja Matriz, a taberna do "Marreco", em cujo edifício funcionava também a sala de ensaios da Filarmónica de São Tiago dos Marrazes...
O limite de Leiria na estrada para Lisboa era demarcado por uma placa encostada a um velho plátano junto aos muros da velha Escola Comercial e Industrial Afonso Domingues, que existiu na cerca do Asilo dos Rapazes do Convento da Portela. A Recauchutagem do Roldão & Pires já estava fora de Leiria... e assim sucessivamente com a Calçada do Bravo e outros locais situados nas saídas da "City" Leiriense.
Convidaria as pessoas a visitarem a Leiria de outros tempos, como, por exemplo, o Terreiro, o Largo da Sé, a Rua da Misericórdia, a Travessa da Paz, a Rua Alfredo Keil, a Damião de Góis, a Rua de Alcobaça, a Rua Direita, a da Beneficiência... e conclui-se que Leiria está um pouco votada ao abandono, pois a chamada "Zona Histórica" tem sido votada a um abandono que arrepia.
Olho a antiga sede da Associação de Futebol de Leiria, o prédio onde funcionava a oficina do "Afonso das Bicicletas", o Hotel Lis... e tantos outros locais que não interessa agora estar para aqui a citar... e vemos degradação... degradação... degradação.
Muito se fez, mas há tanto para fazer... e se possível não descaracterizar a cidade, porque já se destruíu demasiado património que era recuperável - e não esqueço o que aconteceu ao saudoso Teatro Dona Maria Pia, que a insensatez da Edilidade Leiriense de então reduziu a escombros... para daí fazer construír uma fonte, que não veio a confortar aqueles que amavam o seu antigo Teatro
Se não tem aparecido um mecenas como o Sr. José Lúcio da Silva, talvez ainda estivesse a funcionar o barracão de madeira que então se montou para que Leiria tivesse cinema. Pelo menos era mais uma relíquia da cidade... até que algum "maluco" se resolvesse fumar lá dentro e deitasse as "beatas" para o chão. Como há malucos para tudo...

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!