quarta-feira, 20 de outubro de 2010

LEIRIA de antanho.,..

Quem se dedique às coisas que referem a Leiria de outros tempos, não poderá ficar indiferente à existência de um livro manuscrito, "O Couseiro ou as Memórias do Bispado de Leiria", que foi escrito em data incerta por um autor de que nada sabemos, mas que nos transporta a uma belíssima descrição do que foi o Bispado de Leiria no Século XVII.
O autor terá sido alguém muito importante e que se encontrava no mundo dos vivos nos anos entre 1605 e 1657, conforme se poderá verificar no contexto do livro, dado ser o próprio a declarar ter actuado como árbitro de um litígio acontecido entre os bispos Dom Pedro Barbosa d'Eça - Bispo de Leiria entre 1636 e 1640 - e Dom Diniz de Mello e Castro - Bispo de Leiria entre 1627 e 1636, posteriormente Bispo de Viseu e mais tarde Bispo da Guarda, cargo que ocupava quando faleceu, decorria o ano de 1639.
O manuscrito do "Couseiro" manteve-se inédito por mais ou menos 200 anos, sendo impresso em 1868 "por iniciativa de um eclesiástico do Bispado Leiriense" na Tipografia Lusitana, em Braga, com reedição nos anos 80 do Século XX, "em cópia fiel da sua primeira edição", mas de que se desconhece a identidade do responsável pela reedição, a data da mesma e a autoria das notas de rodapé e acrescentos referentes à vida da Diocese após a sua restauração, em 1918.
É curioso o facto de "O Couseiro", uma obra de vital importância para o conhecimento daquilo que outrora foi o Bispado de Leiria e do papel tido pelo mesmo na consecução da expansão populacional verificada em toda a área pastoral que lhe era cometida, tenha ficado ostracisado durante tantos anos.
Não creio que os historiadores tenham olvidado tal importância, chegando ao ponto de se demitirem do uso de uma ferramenta excepcional, reputada como de vital importância para o conhecimento das "coisas" que à Diocese de Leiria respeitam.
Felizmente que é a própria Igreja a divulgar esta obra, não deixando que se perca um tão importante instrumento literário , que faz parte do acervo histórico do nosso património cultural.

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!