quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

NA MORTE DE SÁ CARNEIRO...

...muitas coisas ficaram por esclarecer, querendo-me parecer que o trágico "acidente" ocorrido em Camarate naquele fatídico dia 04 de Dezembro de 1980 terá sido mais uma "queima de ficheiros" tão característica em Portugal no pós 25 de Abril, praticada a esmo e sem qualquer racionalidade seja pela dita Esquerda Democrática ou pela chamada Direita, que terá muita fama de praticar crimes... que se sabe pertencerem a outrem, como fica posteriormente comprovado.
Não que ponha as mãos no fogo pela maioria deles, porque sei que também na Direita se praticaram crimes hediondos que nunca foram completamente esclarecidos.
No próximo dia 04 de Dezembro irão passar 30 anos sobre a morte do Primeiro Ministro de Portugal, Dr. Francisco Sá Carneiro e da companheira Snu Abecassis, do Dirigente do CDS e ao tempo Ministro da Defesa, Adelino Amaro da Costa e respectiva Esposa, de António Patrício Gouveia e de Jorge Albuquerque e Alfredo de Sousa, os 2 pilotos do avião Cesna, que se despenhou em Camarate logo após a descolagem do Aeroporto da Portela, quando se dirigiam ao Porto.
O que aconteceu naquela noite em Camarate foi o quê, na realidade? Crime ou acidente? É uma pergunta que tarda em ser respondida, pese embora o facto de tudo apontar para um crime perpetrado por alguém que temia os documentos que Amaro da Costa levava consigo naquela noite e que de algum modo incomodariam uma das facções do espectro político/militar português e estavam relacionadas com um Fundo de Defesa Militar do Ultramar... cuja guerra já havia terminado 5 anos antes, mas que continuava a "gerar lucros" para alguém, que o ia delapidando à tripa forra, pois eram muitos milhares de contos que estavam em causa.
Trinta anos depois deste acontecimento, Freitas do Amaral insiste na necessidade de a Assembleia da República reabrir a Comissão de Inquérito... mas talvez seja mais pertinente ser a Procuradoria a mandar que se faça um rigoroso inquèrito, que poderá ser um processo crime contra incertos na fase inicial, mas que a "confissão" do tal Esteves, feita à revista VISÃO, onde afirma ter fabricado a bomba que terá sido colocada a bordo do CESNA, bem poderá ser prenúncio de que os culpados existem e não podem ficar impunes!
E não se fale de prescrição, porque a culpa não pode morrer solteira! O Povo tem o direito de exigir JUSTIÇA, ainda que tardia!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

CONJURADOS DE 1640

No próximo dia 01 de Dezembro comemoram-se 370 anos da Restauração da Independência de Portugal, mercê da coragem de um punhado de Homens que ousou acabar com 60 anos de ocupação do Trono Português por parte da Coroa Espanhola.
Morto Miguel de Vasconcelos e presa a Duquesa de Mantua, foi D. João, o Duque de Bragança, aclamado Rei, corrigindo-se assim o erro cometido em 1581, nas Cortes de Tomar, quando Filipe II de Espanha, neto do monarca Português D. Manuel I, se viu aclamado como Rei de Portugal.
Há dias, em conversa com um amigo a quem corre nas veias sangue de um dos Conjurados, dado ser tetraneto de um dos Heróis da Restauração, mais concretamente de D. Tristão da Cunha e Ataíde, fui apanhado de surpresa com a afirmação de que se o antepassado soubesse que em Portugal há quem advogue a união de Portugal a Espanha, certamente não se teria empenhado em levar por diante a tarefa a que a Alma Lusitana o compeliu.
E referiu alguns autores de escritos ou ditos em que era advogado o caminho do Iberismo, perdendo este País a sua identidade como Nação, entre os quais apontava o falecido Nobel da Literatura José Saramago.
Naturalmente aceitei o ponto de vista do meu amigo, que deu à Revolução do 25 de Abril alguma responsabilidade pela falta de patriotismo de parte do Povo Português, até porque a entrada de Portugal na Comunidade Económica Europeia diluiu grandemente o sentido da Portugalidade, já porque não somos senhores de dizer ao mundo que em 1640 houve um grupo de 40 Conjurados que conseguiram restaurar a Independência de Portugal, porque continuam a existir por cá os Miguéis de Vasconcelos que pretendem entregar a nossa Independência Nacional nas mãos de quem mais der... e os Espanhóis nem sequer têm de fazer muita força para conquistar Portugal e vingar as humilhações de Aljubarrota, pois basta usarem a arma económica para nos vencerem.
Precisam-se novos Conjurados, que devolvam a Portugal a dignidade que uns quantos desbarataram!

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!