domingo, 26 de dezembro de 2010

JUÍZOS DO ANO??? PORQUÊ???


Quando nos meus verdes anos, gostava de lêr as páginas que nos jornais e revistas de então nos davam conta do que teria sido levado a cabo no País e no Mundo em termos de eventos de especial relevo para a sociedade... e não só!
Recordo alguns escritos ditados por algumas sensibilidades enternecedoras, transpirada nas palavras que os seus autores quizeram compartilhar com os leitores, onde se denotava a esperança no porvir, o acreditar que após a tempestade vem sempre a bonança, a certeza de que o diabo não estará sempre por detrás da porta!
Depois havia aqueles que transportavam para a rima os desejos e aspirações:
"Matulões e Matulinhos,
afilhados e padrinhos
um Novo Ano sem par...
...que vos traga em cada dia
tantas bençãos e alegria
que não as possam contar!"
Mas havia sempre os "amigos da onça", os "velhos do Restelo" que procuravam meter medo com o papão, fosse ele o Adamastor, o Cocuana ou... a crise. Havia então nuvens negras a pairar sobre os céus de Portugal, sendo preciso exorcizar os maus espíritos que haviam chegado até ao fim do ano para atormentar o Zé Povinho no ano seguinte, que adivinhavam trágico, devastador, capaz de destruír o pouco que ainda havia ficado de outros Natais... enfim: ESTAVA À PORTA O FIM DOS TEMPOS, a acreditar nas profecias dos Zorooastros, Nostradamus e adivinhos afins que sempre apareceram em todos os tempos.
Alguns até já tinham "lido" na Bíblia sobre os cataclismos; estariam escritos no Evangelho Segundo São João e no Apocalipse, mas também já haviam profetizado os Profetas do Antigo Testamento sobre o fim dos tempos... que na verdade vai acontecendo, "sem que saibamos o dia e a hora", como este Jesus, cujo Nascimento agora comemorámos, teve oportunidade de nos advertir durante a Sua Vida Pública!
Fazer JUÍZOS DO ANO parece quase dar conta do óbvio que se passou e fazer futurologia sobre o que se irá passar! Todos queremos, como será evidente, que o ano que aí virá seja de esperança, de tranquilidade, de paz, de saúde e trabalho para todos, sem o expectro da fome, do desemprego, da intranquila incerteza de uma vida a valer a pena, seja para miúdos seja para graúdos!

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!