sábado, 29 de janeiro de 2011

O REGICÍDIO DO REI D. CARLOS... E DO PRINCÍPE D.LUIS FILIPE...

No próximo dia 01 de Fevereiro passam 102 anos sobre o assassinato de Sua Majestade o Rei D. Carlos I e do Princípe Herdeiro, D. Luiz Filipe, mortos pelos facínoras republicanos professor Manuel Buiça e empregado comercial Alfredo Costa, "diletos" membros da Carbonária, que seria ao tempo uma espécie de braço armado da Maçonaria.
Mesmo que não tenham sido os executores do crime, haverá outros facínoras que também são suspeitos desta infâmia Os dois que puxaram os gatilhos foram mortos no acto, deixando até hoje muitas coisas para apurar... pois sabemos que os mandantes tiraram o corpo fora, como se depreende, mas não temos dúvidas quem hoje comemora, com pompa e circunstância, o centenário da implantação da República, não deverá ser desligados do acto.
José Maria Alpoim, líder dos dissidentes, disse a Raúl Brandão, Maçon notório e membro do Partido Republicano: "...só há duas pessoas em Portugal que sabem tudo: eu e outra (...) Só eu e outro sabemos em que casa foi a reunião, quem a presidiu, quem trocou ao Buiça o revólver pela carabina!".
Fabrício de Lemos, regicida que esteve presente no acto do assassinio do Rei, deu o seu testemunho a António de Albuquerque, um republicano exilado em França por causa de um livro em que difamava a Família Real. Esse testemunho trancreveu-o no seu livro "A Execução do Rei D. Carlos".
Aquilino Ribeiro, mesmo não tendo participado directamente no Regicídio no Terreiro do Paço, tinha conhecimento detalhado de tudo e conhecia todo o plano assassino, conforme consta da sua obra "Um escritor confessa-se".
José Maria Nunes era também um dos regicidas e o seu testemunho é um auto elogio pegado, mas absolutamente credível quando diz: "E para quê?".
Nestes testemunhos, apenas Aquilino falou no plano para emboscar a Família Real como tendo sido forjado no momento e no local, uma vez que pretendiam era assassinar João Franco, mas este não estava no local, pelo que "pagou" o Rei e o Princípe... e eu diria PAGOU A MONARQUIA PORTUGUESA... E ESTÁ, AINDA HOJE, A PAGAR PORTUGAL!
O plano para o crime vinha de 1907, altura em que José Maria Alpoim se associou à Carbonária e traçou um plano para a aquisição de armas, que servissem para um levantamento revolucionário, para assassinar o primeiro ministro... e para assassinar o Rei!
As armas do crime foram adquiridas no armeiro Gonçalo Heitor Freire, pelo Visconde da Ribeira Brava, um dos principais dissidentes assassinos. Houve um fracasso na intentona do Elevador da Biblioteca, tendo as armas sido escondidas nos Armazéns Leal, seguindo daí para a casa do tal Visconde, onde ficaram escondidas.
O assassinato de El Rei havia sido combinado em Xabregas num velho casarão, no dia anterior, numa reunião de 18 homens que estavam na conspiração onde se decidiu o Regicídio. O núcleo duro era constituído por Alfredo Costa, Manuel Buiça, José Maria Nunes, Fabrício de Lemos, Ximenes, Joaquim Monteiro, Adelino Marques e Domingos Ribeiro. Estes foram aqueles que cobriram o percurso do Terreiro do Paço ao Paço das Necessidades. Não estavam a contar sobreviver ao hediondo acto, pelo que Buiça fez testamento e Alfredo Costa pagou uma dívida a um amigo. No entanto, a maioria conseguiu fugir após o assassinato, escondendo-se no meio da multidão.
Sabe-se que José Maria Alpoim se exilou em Salamanca, regressando a Portugal após a instauração do novo regime. O visconde veio a ser Governador Civil de Lisboa... mas a "Leva da Morte" de Outubro de 1918 acabou por o vitimar.
No dia 01 de Fevereiro de 1908 eram cerca de 17 horas e havia no Terreiro do Paço uma pequena multidão a aguardar a chegada da Família Real, que regressava de Vila Viçosa. No meio dessa multidão, estavam especialmente atentos dois homens, de seus nomes Manuel Buiça e Alfredo Costa. O primeiro envergava um longo varino, escondendo sobre este uma espingarda, enquanto o outro tinha no bolso um revílver pronto a disparar. Pertenciam ambos à mais secreta das sociedades revolucionárias existentes em Portugal... e estavam dispostos a lançar o País no luto, pois pretendiam matar nada mais nada menos que o Rei!
A primeira vítima deste atentado será o cidadão, nascido no Palácio da Ajuda em 28 de Setembro de 1863, Carlos Fernando Luis Maria Vitor Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis José Simão de Bragança Saboia Bourbon Saxe-Coburgo Gota, mais concretamente Sua Majestade El-Rei D. Carlos I, que subiu ao trono em 1899, por morte do pai, D. Luis I, ocorrida em 19 de Outubro. Era casado com a Rainha D. Maria Amélia de Orleães, Princesa de França.
A segunda vítima será o cidadão, nascido no Palácio de Belém em 21 de Março de 1887, Luis Filipe Maria Carlos Amélio Francisco Vitor Manuel António Lourenço Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis Bento, mais concretamente o Princípe da Beira, Duque de Bragança e da Saxónia, jurado Princípe Herdeiro em Julho de 1901 e membro do Conselho de Estado desde 13 de Abril de 1906.
A terceira vítima é a Monarquia Portuguesa, aí ferida de morte pela traição de uns tantos assassinos, com sequelas conhecidas em todo o território Português de Aquém e Além Mar, pois foi o Regicídio a causa inicial do desmembramento do todo Nacional que veio a acontecer após a Revolução de Abril, altura em que os fautores do Regicídio viram concluída a sua obra, desmembrando um Império de quinhentos anos.
Com o Rei D. Carlos e seu filho D. Luis Filipe, foi Portugal que morreu trespassado pelas balas do Buíça e do Costa... a quem ainda hoje os continuadores da sua obra prestam homenagem no Alto de São João, porque são os heróis de uma República que assim se revê no assassínio que a tornou possível!
Os crepes do luto Português ainda estarão a cobrir o Brasão da Monarquia Portuguesa até que seja possível o reconhecimento da Casa de Bragança como lídima herdeira da Coroa.
Que Deus guarde o Rei e Portugal!

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!