segunda-feira, 25 de abril de 2011

UM DIA... 3 FORTES EVENTOS

1º. EVENTO: DIA DOS TRABALHADORES.

Como vem sendo tradicional, o 1º. de Maio irá ser um pouco mais do mesmo, com uma jornada de luta consubstanciada por um desfile na Avenida da Liberdade, discursos inflamados das Centrais Sindicais... e um pouco de mais nada para além das boas intenções de que este dia seja lenitivo para a crise que se instalou em Portugal.

É motivo de estranheza comemorar-se o DIA DOS TRABALHADORES num tempo em que Portugal contabiliza uma taxa de desemprego jamais vista neste País, pois 12% (+/-) é assustador! Não sabemos até quando haverá falta de trabalho, mas não é um sintoma que se considere salutar para as esperanças dos portugueses. O desemprego atira o Povo para a pobreza, para a miséria em todos os sentidos, pois a miséria moral está subjacente à miséria económica... e nós sabemos que há muita miséria escondida, com fome real de alimentos e não só!

Talvez o FMI e a Europa dos 27 possam resolver alguma coisa... mas duvida-se que o venham a fazer sem uma factura bastante gravosa para nós, que já nos vamos interrogando sobre as benesses da adesão à Europa serem uma mão cheia de nada, porque a Europa dá um chouriço por cada porco preto que leve de Portugal!
Mas... as manifestações do Dia do Trabalhador vieram para ficar... e ficam mesmo! BOM DIA DO TRABALHADOR!

2º. EVENTO: BEATIFICAÇÃO DO PAPA JOÃO PAULO II.

Exulta-se de alegria pelo facto de Karol Józef Wojtyla, consagrado em todo o Mundo como o Venerável Papa João Paulo II, ir ascender às honras de altar, na qualidade de Beato.

Na realidade, a partir da expontânea manifestação dos peregrinos de todo o mundo que compareceram nas suas exéquias, onde mostraram o quanto amavam João Paulo II ao ostentarem faixas com a expressão "SANTO SÚBITO", que a Santa Sé viu como um sinal do que o Povo esperava fosse acontecer com o Venerável Papa polaco: A ELEVAÇÃO ÀS HONRAS DO ALTAR.

É assim que este dia 1º. de Maio será recordado como o dia em que a Igreja passou a contar com mais alguém capaz de olhar com ternura e benevolência para aqueles que cumprem na terra os desígnios de Deus, esperando a poder receber a recompensa dos justos, que é o estar face a face com Cristo, o Redentor dos homens de todos os tempos.

DAMOS GRAÇAS A DEUS PELA GRAÇA DESTA BETIFICAÇÃO!


3º. EVENTO: DIA DA MÃE.


Julgo que não será demais falar de um dia que deveria ser comemorado... todos os dias. DIA DA MÃE deve ser não um evento inscrito num calendário mas algo que está escrito de forma indelével no coração de todos e cada um de nós, que lhe dedicamos os nossos sentidos em plenitude, as nosas orações, as nossas vidas... mas fundamentalmente o nosso amor filial perene, como penhor de todo o sofrimento que foi a sua caminhada... para que houvessemos vida com amor e felicidade totais, porque ser Mãe é amar de forma total! Não é de modo algum possível ser-se Mãe sem dôr, como o não será crível haver filhos sem amor!


Neste DIA DA MÃE, ergam-se os olhos para aquela que é a Mãe do Divino Amor, a Virgem Maria, e peçamos por todas as Mães do mundo!


SANTA MARIA, MÃE DE DEUS E NOSSA MÃE, ROGAI POR NÓS!

domingo, 24 de abril de 2011

RECORDAR...

Há 37 anos atrás, decorria um dia 24 de Abril como tantos outros, Portugal vivia plácidamente o desenrolar de uma guerra que se dizia decorrer em 3 frentes, mas que a razão nos aconselha a teimar que a frente mais encarniçada, que provocava mais baixas nas hostes portuguesas, mesmo que se não vissem tombar com o corpo cravado de balas, era precisamente na então chamada Metrópole, muito por culpa de alguns senhores que usavam e abusavam da demagogia e da traição à história deste País que somos desde que D. Afonso Henriques decidiu que iria ser aqui implementado o Reino de Portugal, que seria Pátria de Heróis, Santos e Sábios... mas esquecendo que se ele tinha este pensamento... muitos vindouros apenas se reviam em Fátima, Fados e Bola, mandando às malvas tudo o mais que não fosse o seu bem estar pessoal.

Entre essa gente sem apelo pátrio, podemos encontrar muitos dos que comemoram amanhã o dia em que Portugal se viu a braços com o seu desmantelamento eminente, porque foi utilizada uma arma tão poderosa como a traição para fazer com que o até aí inimigo que utilizava o terror como arma, viesse a autoproclamar-se vencedor da peleja contra os Portugueses.

Hoje ficam muito aborrecidos pelo facto de haver um qualquer FMI ou Fundo Europeu que se propõe corrigir as mil e uma asneiras que se vão fazendo em nome do Povo, não aceitando que as culpas do pandemónio que faz amanhã 37 aninhos preenchidos com peripécias caricatas "construídas" pela falta de verdade subjacente aos propósitos reais que serviram de desculpa para o 25 de Abril.

Não podemos esquecer os milhares de pessoas que se viram atiradas para a fogueira da indigência, espoliadas dos bens angariados durante uma vida de privações, por terras inóspitas onde semearam portuguesismo, cultivaram civilização, colheram amizades... saudades de uma gente que aprenderam a amar, a chamar de sua!

Curioso seria saber-se até que ponto os chamados "Homens do 25 de Abril" têm esta concepção daquilo que foi a sua passagem por terras africanas. Sei que não alinham pela mesma lógica das coisas, porque muitos deles jamais sentiram que o Ultramar era parte inalienável de Portugal... até ser vendido ao desbarato.

Pergunto muitas vezes o porquê da razão para haver tanta falta de orgulho pátrio entre muitos dos meus compatriotas, pois os tempos de Salazar tiveram uma razão para terem acontecido, Marcelo Caetano tentou mudar o rumo dos acontecimentos, mas apanhou a barreira da doutrinação soviética, que já havia deixado marcas bastante profundas no carácter de algumas pessoas a pontos de estas se não coibirem de afinar pelo mesmo diapasão daqueles que não sentem Portugal como uma Pátria a respeitar, tudo fazendo para denegrir o torrão natal... até não se incomodando que este perca a sua identidade como País livre e independente!

Maus vão os tempos para aqueles cuja esperança no porvir passa pela verticalidade com que viveram os momentos bons ou maus trazidos pela Revolução. Esta, que foi um grito de alegria para muitos bem intencionados e crédulos, foi sinal de esperança... mas também toque de finados pelos erros em que se caíu.

Ficou Portugal um pequeno País, com um Povo que se deveria orgulhar porque mudou a história do Mundo, pela audácia, coragem, abnegação, saber, espírito de solidariedade e partilha, capacidade de interacção com outros Povos... enfim: PELA CAPACIDADE DE DAR NOVOS MUNDOS AO MUNDO!

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!