quarta-feira, 6 de julho de 2011

POBRE DE TI, LEIRIA.

Um dia, ainda eu  era criança, houve alguém que assumiu os destinos da cidade, como Presidente da Autarquia, cujo none era Magalhães Pessoa ou Dr. Manuel Magalhães Pessoa. Ele resolveu tomar a iniciativa de construír um Estádio de Futebol ao lado do velhinho campo pelado, que ficaria como campo de treinos do novo recinto.
 Estava-se na década de 60 e aquele Estádio Municipal era o primeiro passo para a criação, nesta zona da Cidade, de um Parque Desportivo.
Em reconhecimento do seu contributo para o desporto no Concelho, o Município de Leiria atribuiu, já no início dos anos 70, o seu nome ao Estádio Municipal.
Hoje... Leiria está  a ferro e fogo. Vem aí uma nova época, nas mantêm-se os velhos hábitos. Naquele que seria o primeiro dia de trabalho da equipa leiriense, a Leirisport, uma empresa municipal que gere o Estádio Dr. Magalhães Pessoa, não permitiu que a   equipa pudesse utilizar o recinto para os habituais exames médicos de início de época.
A polémica, como não poderia deixar de acontecer, voltou a instalar-se.
A Câmara e a empresa municipal Leirisport continuam a reclamar o pagamento de uma dívida de 250 mil euros, correspondente à utilização do estádio pela equipa leiriense durante a época de 2010/2011. Sem a liquidação desta verba, afirma o  vereador do Desporto da autarquia e presidente da Leirisport,  António Martinho, o União não poderá utilizar as instalações
.
«Existe um contrato com uma empresa privada, o União SAD, que chegou ao fim. Terminando esse vínculo de utilização sem o mediante pagamento pouco mais haverá a dizer. Renovação do contrato? Não depende apenas de nós», afirmou o Vereador do Desporto autárquico
O que é verdade é estar autorizada a venda, por 65, 80 ou 100 milhões de Euros, não importa quanto mas sim o acto que se quer praticar. No antigamente da minha vida, aprendi a vêr futebol no velho pelado, onde Ateneu, Marrazes, Lisboa e Marinha, Atlético Marinhense, Sporting de Pombal e tantos outros nos prodigalizavam lições de querer, de desportivismo, de espírito de equipa.
Recorde-se que quando se estava na década de 40...  o distrito estava muito incipiente quanto ao "foot-ball", que não tinha qualquer expressão, ainda que houvesse já uns arremedos no futebol que se praticava em Pombal, na Marinha Grande ou nos Marrazes... mas Leiria deixava muito a desejar, pois nem campo tinha para que o Sporting Clube Leiriense pudesse vir a sonhar com uma equipa verdadeira, uma vez que aquela que tinha apenas fazia jogos particulares, como o amador dos amadores, treinando e jogando na parada do antigo Regimento de Infantaria 7, que outrora existiu junto ao Ria Lis, no que foi o Convento de Santo Agostinho.
Parece que o Partido do Governo (PSD) pretende reverter a venda do já chamado "Elefante Branco" de Leiria. Mas não vai a tempo de evitar que o escândalo se propague. De escândalo em escândalo até ao escândalo final, que será, sem dúvida, o fim de uma equipa e, por arrasto, de um Clube de Futebol que jamais primou pela modéstia de procedimentos, depois que se "apanhou" nas primeiras páginas dos jornais.
Que saudades daquela União que parecia respeitar a história que o Ateneu lhes legou no futebol... tendo por dirigentes pessoas que a amavam  e dela apenas esperavam a senda do êxito para se sentirem felizes. Não era Fernando Mano? Não era Freitas da chapelaria? Não era "alcaide" Basílio? Até ao Bernardino Pimenta... tudo bem, mas depois... depois... pensem um pouco, tá?       

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!