quarta-feira, 20 de julho de 2011

ATÉ QUANDO?

Queria tanto não estar a escrever sobre assunto tão angustiante para quem assistiu a toda a gestação e parto da União de Leiria, bem como aos primeiros passos dados neste mundo cão que se chama futebol português. Não se pense ter sido fácil ver definhar, dia a dia, o Sporting Clube Leiriense, a agonia porque passava o Coliponense ou a doença de que padecia o Ateneu, que não era de molde a dar-lhe a morte desportiva, mas  que, por grande infelicidade, o incapacitava para a prática do futebol "a sério"... talvez porque alguns daqueles que lhe podiam mudar o futuro, se o quizessem ter feito, optaram por o deixar entregue às suas recordações, jogando cartas, fazendo pesca de rio, ensinando os putos da cidade a lançar a bola ao cesto... e pouco mais.
Quem viu os grandes derbies em que intervinha o Marrazes,  os duelos com os clubes marinhotos Lisboa e Marinha e Atlético Marinhense, por certo fica de boca à banda com o terem de se deslocar à Marinha Grande para vêr jogar esta criança que se fez adulta e  é bem capaz de ser a última esperança  de que Leiria continuaria a assistir a futebol de qualidade .
Dizia-se que onde o Partido Socialista mete a mão, o local tocado fica contaminado, apodrece, deixa de produzir algo de útil para a Pátria. Julguei que era apenas uma imagem de que os adversários políticos se serviam para deitar abaixo o PS a nível governamental... mas verifico agora que não é bem assim. Deve haver uma maldição tremenda lançada contra o Partido do Largo do Rato, que já não contamina apenas as cúpulas Socialistas nacionais, mas também as regionais... e Leiria aí está a comprovar. A Leirisport está comandada por alguém que não ama a cidade, que não está na Câmara para servir a cidade... mas para se servir, o nelhor que possa, nem que seja preciso destruír o que ainda resta. Se ele diz que o União de Leiria deve ser varrido da cidade... quando é que se convence que também pode ser varrido, aspirado, sacudido ou o que seja necessário para que o futebol volte a jogar-se no local que Magalhães Pessoa destinou para o efeito.
Vamos a vêr até quando o Povo de Leiria irá permitir que alguém decida por si quem terá de ser varrido da cidade. Estou convicto que lhe será dada resposta, pois está a ser desfeito o trabalho laborioso de uns tantos que gostariam de não ter de sentir ser preciso sujar as mãos porque alguém andou a fazer aquilo que não deve.

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!