sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

MAIS UMA VEZ A ESPERANÇA... É NATAL!

Nestes tempos em que esperamos, ávidos, a vinda do Salvador, Jesus Cristo, façamos da esperança um factor de FÉ, e de CARIDADE, dando àquele que nos é próximo a prenda de um SORRISO!

sábado, 1 de dezembro de 2012

DIA DA INDEPENDÊNCIA

No dia 1 de Dezembro de 1640, terminava um nefasto período de 60 anos em que o Reino de Portugal se viu governado pela Coroa espanhola da dinastia de origem austríaca dos Habsburgos. Depois de 60 anos de ocupação castelhana, veio o fim do reinado de D.Filipe III (conhecido como Felipe IV de Espanha).
Terminava a dinastia que ficou conhecida como 'Filipina' em virtude de todos os monarcas que a constituiram se chamarem Filipe.
Quando na batalha de Alcácer Quibir, em 1578, o jovem Rei D. Sebastião foi derrotado pelas forças mouras que se lhe opunham, Portugal ficou sem rei nem sequer sucessor ao trono, que foi ocupado, durante dois anos, pelo seu tio-avô, o chamado Cardeal-Rei D. Henrique.
No entanto havia os  direitos de Filipe-II de Castela (o monarca Habsburgo era primo de D. Sebastião e portanto neto de D. João III) por um lado e o seu dinheiro por outro, que levaram a que grande parte da nobreza portuguesa aceitasse o domínio de um rei estrangeiro.
 A monarquia dos Habsburgo controlava inúmeros estados, todos eles separados entre si e Portugal não era diferente da Catalunha, da Flandres, de Castela, de Navarra, de Nápoles ou de Valência, mas cada um desses países era independente dos outros.
A monarquia dos Habsburgo, era provavelmente mais parecida com uma União 'Monárquica' Europeia, do que com um país, mas essa completa separação de estados 'ligados' uns aos outros por frágeis 'linhas de alinhavar', era considerada como o calcanhar de Aquiles da monarquia, acabando por ser a principal razão da sua decadência.
Pretendendo evitar a fricção continua existente entre os vários reinos, principados, e regiões, a solução encontrada passava pela submissão de todos a um único rei detentor de um governo único, levando a que fosse imposta uma politica de administração central que conflituava com os direitos que haviam sido jurados pelo monarca em cada um dos reinos da coroa.
É assim que, no caso português, nas corte de Tomar realizadas em 1581, D. Filipe I, (Felipe-II em Castela) prestou juramento como rei de Portugal, mas o neto, Filipe-III (Felipe-IV de Castela) fez letra morta dos juramento do seu avô, levando a que, jurídicamente, a violação do juramento feito por Filipe I, em 1581, nas cortes de Tomat, Filipe III houvesse perdido legitimidade para governar Portugal, pois essa mesma legitimidade dependia do cumprimento das obrigações a que estava obrigado por juramento.
Mal desponta o dia 1 de Dezembro de 1640, cerca de 40 nobres portugueses, conhecidos por "conjurados", entram no palácio real do Paço da Ribeira e rápidamente submetem a guarda. Procuram o secretário de estado Miguel de Vasconcelos, que executam, e obrigam pela força a duquesa de Mântua, no cargo de Vice-Rei, a ordenar a rendição das forças castelhanas acantonadas no castelo de São Jorge e nas fortalezas que defendem o rio Tejo.
 
Conduzida e executada pela nobreza portuguesa, a revolução teve aceitação total. Em todo o país, mal foi conhecida a boa nova da destituição da duquesa e do fim do domínio dos Habsburgos, há movimentações de regozijo. Várias cidades do país declaram o seu apoio a D. João IV.
O duque de Bragança chega a Lisboa no dia 6 de Dezembro para ser aclamado rei. Nas duas semanas que se seguem, todo o país, nobres e municípios, se declara apoiante de D. João IV.
A revolta acontecida em Portugal, no 1º. dia de Dezembro de 1640, deu ao Povo português a noção daquilo que vale a sua independência, não acreditando eu que uma qualquer 'tróika' de cariz económico, que quer vencer Portugal de forma aviltante, utilizando o poder do dinheiro para tentar subjugar a nossa vontade, terá de ser a resposta contínua aos que de fora nos querem impôr regras atentatórias da nossa liberdade.
O Governo português, fiel depositário dos desejos de 'ocupação' das nossas consciências por parte das 'tróikas' que nos vão angustiando, parece querer vencer os Portugueses pela destruição dos valores pátrios mais queridos, cortando o feriado do Dia da Independência!
Mas os Portugueses não desarmam e continuam a gritar: "ARRAIAL... ARRAIAL... ARRAIAL POR SANTA MARIA,  D. NUNO, PELO POVO E INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL!". 

sábado, 17 de novembro de 2012

ATÉ QUANDO, LEIRIA?


Nesta fotografia há dois ex-libris da cidade bem visiveis, pois o terceiro apenas nos é sugerido pela esquina bem à direita na foto. Desculpem aqueles que me lêem, mas estou a induzir-vos em erro, porque ex-libris podem ser o edifício da antiga Associação de Futebol de Leiria ou o edifício onde funcionou a oficina de bicicletas e motorizadas do saudoso 'Sr. Afonso das Bicicletas'. É uma tristeza alguém aceder à 'net' e encontrar fotografias a comprovarem o desleixo demonstrado por uma certa maneira de ser e estar como autarca , que veio deixar a cidade num estado caótico em termos de 'zona histórica', porquanto apenas se mostrou 'obra feita' na extensão de Leiria para além dos seus Arrabaldes.
  
A Rua Barão de Viamonte, a velhinha 'Rua Direita', precisa mesmo de uma intervenção cuidada e capaz de lhe devolver alguma da dignidade que em tempos ostentou.
Morava eu na Rua Alfredo Keil nos meus tempos de criança. Quando saía a porta de casa tinha duas opções: Subia as escadinhas de Santo Estevão, que se iniciavam à porta de casa, ou descia a Travessa da Paz e estava no Terreiro. Aliás, era este o meu caminho para a catequese, com paragem frente à montra da Mercantil do Sr. Marcelino, para vêr as guloseimas que ele lá expunha, sei lá se para provocar a garotada ou levar os seminaristas, que ali passavam para a Missa do meio dia, a experimentarem a tentação da gula.
No regresso a casa, ficava um bocado na Congregação Mariana, mesmo ao lado da loja que o senhor Bandeira tinha no edifício do 'Correio Velho', onde funcionou a Protecção às Raparigas. 
Entrei algumas vezes neste prédio, onde morava o João Ruano dos plásticos ou o Inspector Escolar, Professor Guerra e sua esposa, a Professora Dona Teresa, além de outras pessoas amigas e conhecidas, algumas delas meus companheiros de escola. No piso térreo funcionava a Sociedade de Paralelipípedos do Sul e os escritórios da Vinícola da família Marques da Cruz.
 
A casa do Hingá e da Tipografia do Carlos Silva ou a Rua da Vitória... não mereceriam uma intervenção que as fizesse merecerem situar-se num local que até deveria ser cartão de visita, como é o Largo da Sé?
Estou em crêr que dentro em pouco teremos uma Leiria totalmente renovada... mas muitos dos que a viram caída aos bocados, como se o fosse em desgraça, nunca deixarão de comentar que alguém deixou a cidade de rastos... e isso dói.
 
A Farmácia Lino até ficou bonita, não acham? Julgo que será o caminho certo para recuperar esta nossa Leiria... mas sabemos bem que a Câmara não tem dinheiro! Acontece que um pouco hoje e outro amanhã... talvez permita restituír a Leiria um pouco daquilo que perdeu nos últimos anos!

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

É TEMPO DE BRUXAS... E DE BRUXOS...

 
...MAS NÃO JÁ DAS ABÓBORAS DE OUTRORA, PORQUE ESTAS TÊM MAIS UTILIDADE NO MATAR DA FOME QUE GRASSA ENTRE UMA POPULAÇÃO QUE NÃO COMPREENDE O PORQUÊ DE A DESGRAÇA LHES BATER À PORTA PRECISAMENTE NO TEMPO EM QUE O  'BOSS' SOCIALISTA VAI INFORMANDO AS MASSAS QUE  'HÁ PÃO NA PRAÇA PARA DAR E VENDER', PARODIANDO A CELEBRADA DEU-LA-DEU MARTINS QUANDO DA DEFESA DE MONÇÃO, ATACADA POR CASTELA.
O agora 'estudante' - até que enfim... - na cosmopolita Paris, de seu nome José, porque Sócrates é pomposo demais para um demagogo e sugador, fiel seguidor do seu gurú Mário, que será a verdadeira máscara de Halloween deste ano da desgraça de 2012, que tanto vai custando ao Povo, deve rir-se com a ingenuidade portuguesa. As ideias 'Jeovatinas' que a mamã aprendeu nos salões do reino, foram-lhe muito úteis, razão para a alta pensão de reforma da matrona. 
 
 
É que não se compreende como pode dormir descansado o homem culpado de tantas desgraças que se têm abatido sobre a Pátria portuguesa, mercê de uma desmedida ambição em enriquecer à custa do erário público, de  uma falta de patriotismo gritante que lhe vem do ódio visceral que lhe foi legado pelo padre que um dia teve a infeliz ideia de o 'botar' ao mundo, no concumbinato havido com a excelsa senhora que teve a lata de ser a 'amásia' do padre confessor da paróquia das Cortes. Este é o Halloween de um Povo que já não aguenta as bochechas de abóbora quanto mais as do Mário.  
 
Bem sabemos que o Mário que conhecemos não é o mesmo que mandava os GNR saírem da frente, que mandava que o Governo pagasse as multas da sua pressa em ir para os Halloween gastronómicos do Partido de que é sócio fundador... utilizando um carro pago pelo Povo, conduzido por um homem pago pelo Povo, como se não bastasse tudo aquilo com que ele se 'afiambrou' nos tempos em que até viagens ao país dos diamantes o erário público lhe pagou!
Será que foi aprender como se faz o Halloween? Depois era o António da Calçada que depauperava as finanças portuguesas?
Que este venha assombrar os dias daqueles que pensam que o Halloween mete medo ao Povo, que continua a ser sereno, como dizia o Almirante Pinheiro de Azevedo.
FELIZ HALLOWEEN PARA TODOS OS PORTUGUESES VERDADEIROS...

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

O CINCO DE OUTUBRO DE 1910...


 Na noite de 4 para 5 de Outubro de 1910 começou em Lisboa um movimento revolucionário, que acabou na implantação e proclamação da República em Portugal.
O rei D. Manuel II oferecera , nessa noite e no Palácio das Necessidades, um banquete em honra do Dr. Afonso Pena, Presidente da República do Brasil, sendo o Rei português surpreendido pelo acontecimento inesperado.
Enquanto o ilustre visitante, deveras assustado com o tiroteio, correu a procurar refugio no seu navio 'São Paulo', o Rei manteve-se no palácio, tentando contactar o seu Governo.
Foi então que soube terem diversos Regimentos, entre os quais Artilharia 1, aderido ao movimento. No Regimento de Infantaria 16, houve também alguns aderentes que, depois de abertas as portas aos civis, mataram o Comandante, Coronel Pedro Celestino da Costa e o Capitão Barros, acabando então por sair para a rua a dar vivas à república e a dirigirem-se ao quartel de Artilharia 1, onde as portas também haviam sido franqueadas ao Povo. Este Regimento foi o centro da revolução, que se veio a estender para o Bairro de Alcântara.
Um grupo de civis dirigiu-se ao Quartel da Armada, bem perto do Palácio das Necessidades, e juntaram-se aos marujos que os aguardavam, acabando por ferir o Comandante do Corpo de Marinheiros, que procurou, debalde, suster a rebelião.
Nesse interim, a comissão revolucionária reunia-se em casa de Inocêncio Camacho. A revolução alastrava por todos os lados, quer nas unidades Militares quer nas ruas. Havia bastantes civis armados que se batiam corajosamente, enquanto do lado do Governo havia apenas indecisões, pois não se tomavam medidas concretas.
Apenas o Capitão Paiva Couceiro, com os seus Soldados, ia aparecendo aqui e ali, para dar combate aos revoltosos. O tiroteio continuava, cada vez mais vivo. O Governo, estava completamente desorientado e pediu telefónicamente a D. Manuel II para que se retirasse para Mafra, onde se lhe iria juntar a Rainha-mãe, D. Amélia de Orleans e Bragança, que se encontrava no Palácio da Pena, em Sintra.
Pelas duas horas da tarde chegou a Mafra a notícia de que teria sido proclamada a República em Lisboa, tendo sido constituído um Governo provisório, presidido pelo Dr. Teófilo Braga.
A revolução Republicana acabara por triunfar... e a Família Real dirigiu-se à Ericeira e embarcou para Gibraltar num barco de guerra inglês que os transportou para o exílio, em Inglaterra.
A revolução estendeu-se a todo o País, pelo que, dentro em pouco e sem grandes resistências, a República acabou proclamada em todas as capitais de distrito.
Tudo começou e se precipitou no reinado do Rei D. Carlos.
No sistema governativo que o liberalismo havia implantado em Portugal, o "rei reinava mas não governava". O poder legislativo, representado pelo Parlamento, dominava o poder executivo e reduziu ao rei a simples chefe da Nação, mas chefe sem iniciativa alguma. O seu papel limitava-se a chamar os ministros ao poder, de harmonia com as indicações parlamentares.
As lutas partidárias haviam, porém, comprometido o regime e lançado sobre ele o descrédito, visto que os partidos, envolvidos em contendas, cuidavam mais dos seus interesses do que dos interesses de Portugal e não tomavam as medidas que o país exigia.
O rei D. Carlos, que via com desgosto esta situação, resolveu intervir e entrar no caminho das reformas que lhe pareciam urgentes. Para isso fechou o Parlamento e chamou ao poder João Franco, que se solidarizou com ele e iniciou a luta contra as instituições parlamentares. Os primeiros decretos ditatoriais, apesar da sua importância, provocaram ataques violentos contra o Governo.

Os partidos, afastados do poder, iniciaram uma verdadeira luta contra a ditadura franquista, enquanto os republicanos, favorecidos pela situação, aproveitavam o momento para conquistar novos adeptos entre os descontentes.
Os ódios avolumaram-se e levaram a uma conjura revolucionária em 28 de Janeiro de 1908. Esta conjura foi descoberta pela polícia, que prendeu numerosos republicanos de vulto. O desespero dos vencidos extravasou e arrastou-os a uma acção hedionda.
 No dia 1º de Fevereiro desse ano, quando a Família Real desembarcava no Terreiro do Paço (Lisboa), vinda de Vila Viçosa (Alentejo), o rei D. Carlos e o príncipe herdeiro, D. Luís Filipe, foram abatidos por um grupo de criminosos, que ainda feriram também o infante D. Manuel (mais tarde rei). Este crime monstruoso interrompeu bruscamente o reinado de D. Carlos I, tão glorioso nos faustos nacionais.
Subiu então ao trono o infante D. Manuel, na altura apenas com 19 anos e que nunca sonhara vir a ser rei. Sem experiência política, aceitou a solução que lhe foi imposta, demitiu João Franco e organizou um ministério de concentração, com homens recrutados em todos os partidos.
Mas os ministros, porém, não deram importância às eleições que se realizaram.
O resultado foi dividirem-se as opiniões, com o que ganharam apenas os republicanos, que enviaram ao Parlamento numerosos deputados. Renovaram-se as lutas partidárias e voltou-se à situação anterior. A administração do país tornou-se cada vez mais precária, a anarquia mais intensa, a desorganização mais clara e deplorável. D. Manuel II procurou baldadamente deter a derrocada que ameaçava a Monarquia. E como o problema social se agravara, tentou melhorar a situação dos operários, pensou na criação de uma Repartição do Trabalho, chamou a Portugal o sociólogo Leão Poindard para estudar a vida do país e propor as medidas a adoptar.
Estas iniciativas e outras a que se consagrou não acalmaram os espíritos nem diminuíram o mau-estar da sociedade portuguesa. Os republicanos intensificaram a propaganda, multiplicaram as sociedades secretas, conquistaram adeptos nos meios militares e civis, compraram armamento e prepararam-se para a revolução.
 No dia 5 de Outubro de 1910 foi implantada a República Portuguesa.

sábado, 15 de setembro de 2012

SONHAR CONTIGO, CIDADE...

 
Não sei onde fui buscar tal ideia, mas sonhei que andava a jogar à bola, juntamente com o Calita, o Rui Macareno, o Luis 'Bucha', os irmãos António e Alfredo Loureiro, o Franklim Rucha, e outros,  no primitivo Estádio Municipal de Leiria, uma infraestrutura em terra batida, com uns pilaretes em volta, uns cabos de aço a servir de vedação, uma lotação fabulosa, pois levava aqueles que quizessem ir ao Estádio, onde se treinava e jogavam grandes partidas dos Campeonatos Distritais entre o desaparecido Sporting Clube Leiriense, o velhinho Ateneu Desportivo de Leiria, o Futebol Clube Marrazes, o Vieirense, o Eléctrico, de Ponte de Sôr, o Marinhense, o Lisboa Marinha, o Coliponense, o Ginásio de Alcobaça... e outros que será irrelevante citar.



Que tardes de glória em jogos memoráveis vimos fazer ao nosso Ateneu, naquele tempo em que não havia no clube um Peyroteu ou um Matateu, um Arsénio ou um João Azevedo, mas tivemos o prazer de vêr jogar 'estrelas' como o Porém Luis - mais tarde um bom Árbitro de futebol -, o Portas, o Gato, o Chitas, o Marmelada e um fenomenal guardião de nome Montero, que era um protento à baliza. Mas tantos outros ví jogar no velho pelado, como o Tonito Pascoal ou o Horácio, por exemplo, que foram dos maiores jogadores que passaram pelo velhinho Futebol Clube Marrazes, de saudosa memória...
 
 
 
O ATENEU DESPORTIVO DE LEIRIA ascendeu à 1ª Divisão Distrital de Leiria na época 1953/54, e esteve activo futebolísticamente ao longo de 6 boas temporadas.  Atingiu a III Divisão Nacional em três ocasiões, graças aos lugares de topo que foi conseguindo nos distritais. Foi na época de  55-56 que logrou chegar à 2ª. fase da III Divisão, atrás do se rival de sempre Atlético Clube  Marinhense. Na época 56-57, veio a atingir a 1/2 final da III Divisão Nacional, sendo eliminado pelo Vila Real (1-1 e 0-4). Na época seguinte, 57-58,  obteve o  2º. lugar, perdendo o título na última jornada frente ao Ginásio de Alcobaça. Esta posição permitiu-lhe, na mesma época, participar também na III Divisão Nacional obtendo bons resultados. A rivalidade com o vizinho FC Marrazes  despertava imenso interesse nos derbies da cidade.
Outros tempos...

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

DENTRO DE TI, ÓH LEIRIA...

 
 DENTRO DE TI, ÓH LEIRIA...
...DENTRO DE TI, ÓH LEIRIA,
...ÁH UM FANTASMA INCARNADO...
...ÁH UM FANTASMA TARADO!
É DONO DE UMA FUNDAÇÃO... 
...É DONO DE UMA FUNDAÇÃO...
QUE SUGA O POVINHO ENGANADO...
...QUE SUGA O POVINHO ENGANADO!
O MAROCAS FOI UM LADRÃO...
...O MAROCAS FOI UM LADRÃO,
MAROCAS DO PADRE SOARES...
...MAROCAS DO PADRE SOARES,
QUE TROUXE AS CORTES NO CORAÇÃO...
...QUE TROUXE AS CORTES NO CORAÇÃO,
PARA TU A CONSPURCARES...
...PARA TU A CONSPURCARES!
DIZES SER A TUA AMADA...
...DIZES SER A TUA AMADA,
APENAS PARA TE MOSTRARES...
APENAS PARA TE MOSTRARES,
E A DEIXARES SEM MAIS NADA...
...E A DEIXARES SEM MAIS NADA,
DEPOIS DE A DELAPIDARES...
...DEPOIS DE A DELAPIDARES!

domingo, 26 de agosto de 2012

LEIRIA CRESCE...CRESCE...

...MAS NÃO É UM CRESCIMENTO CAPAZ DE MERECER PALAVRAS DE APREÇO IMEDIATO, TALVEZ PORQUE FAÇA LEMBRAR UM POUCO AQUELES JOVENS QUE, EM TEMPOS QUE JÁ LÁ VÃO, NASCIAM, CRESCIAM E VIVIAM EM AMBIENTES NADA CONSENTÂNEOS COM AQUILO QUE DEVERIA SER A SUA FORMAÇÃO TOTAL COMO PESSOAS DE CARÁCTER  PROBO... AINDA QUE ,  VALHA A VERDADE, TENHA HAVIDO PREOCUPAÇÕES SOCIAIS PARA QUE ESSES JOVENS FOSSEM BEM ENCAMINHADOS PARA A VIDA.
Quem não recorda a Leiria de outros tempos, quando havia a garotada da Calçada do Bravo a mostrar a 'peitaça' aos miúdos do Terreiro, da Restauração, do Bairro dos Anjos, para falar só destes lugares de saudade, sítios que foram importantes na nossa formação integral como homens úteis a uma sociedade que foi sofrendo mutações ao longo dos decénios, chegando aos dias de hoje cheia de interrogações... e de decepções!
Depois de alguns anos fora de Leiria, estranhei a cidade que vim encontrar, pois tudo estava em convulsão. Falava-se de uma revolução chamada POLIS, mas creio que se descuraram coisas de enorme importância para que a cidade mantivesse a sua identidade.
O Parque Jeime Tomaz Zúquete da Fonseca, aquele mesmo parque onde costumava ir comprar uma cana da Índia, para fazer o meu artefacto de pesca, onde disputei tão renhidas partidas de futebol nos torneios organizados pela Câmara e pela Associação de Fitebol de Leiria... - a mesma Associação cuja sede encontrei em ruínas, tal como a velha Rua Direita... ou Barão de Viamonte, como quizerem chamar-lhe -, estava um caos, com a antiga sombra dos plátanos e tílias completamente destruída, os 'muretes' de arbutos degradados, estraçalhados pelas muitas obras que ali tiveram estaleiro !
 
Vá lá que colocaram no Parque uma aeronave do Força Aérea . um BC - que vi estar a precisar de quem cuide dela, mesmo não estando muito má, comparada com a cidade!
Cheguei a pensar que a Drª. Isabel Damasceno tinha apostado destruír a cidade, mas verifiquei que não, porque o actual edil não tem feito muito para mudar o estado de coisas... a não ser o conceito de desporto na cidade, que ele e os seus 'vereadores' quizeram mudar em definitivo... e o União de Leiria, de quem recordo as 'lutas' para ser o Clube da cidade, não suportou tais 'mudanças' na condução dos seus destinos e vai... agonizando!
Esta Leiria cresce...cresce...cresce nem que seja no mau sentido! Um dia haverá quem a reabilite... mas até lá perde-se a memória do que foi a nossa cidade do Lis.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A PADROEIRA DE LEIRIA

As festas da 'Senhora da Encarnação'
 As comunidades católicas da região de Leiria iniciaram no passado domingo a preparação para a festa em honra da padroeira da cidade, Nossa Senhora da Encarnação, que tem lugar hoje, dia 15 de agosto.
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 A Diocese de Leiria-Fátima realizou um “tríduo preparatório” que começou no passado Domingo e terminou ontem, Terça-Feira, com a celebração da Santa Missa  no Santuário de Nossa Senhora da Encarnação, às 21h30 desses dias.
Hoje, quarta-feira, ainda na qualidade de feriado dedicado à Assunção de Nossa Senhora, as ruas da cidade do Lis vão encher-se de pessoas, de cor e de música, para saudarem a padroeira, a partir das 10h00, com a ajuda da Filarmónica do Pousos e dos Gaiteiros do Vidigal.
O programa comemorativo prosseguirá, depois das  12h00, no “monte da Senhora da Encarnação”, com um arraial que contará com diversas ofertas lúdicas e gastronómicas.
Para as 15h00 está marcada a Missa solene em honra da Virgem Maria, seguida de um concerto de música tradicional e da actuação do Rancho Folclórico de Leiria.
A animação conhecerá “novo momento litúrgico”, às 21h00, na igreja de Santo Agostinho, com uma eucaristia que será presidida pelo bispo diocesano, D. António Marto.
Desse templo, no sopé do monte, partirá a procissão das velas que levará os fiéis de regresso ao Santuário da Padroeira”, realça o serviço informativo da Diocese
As festividades dedicadas a Nossa Senhora da Encarnação, além da colaboração dos irmãos e devotos da “Mãe de Jesus”, contam com o apoio da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia de Leiria.
*****+*****

Hoje posso recordar aqueles tempos em que, nos dias ensolarados de Agosto, mais precisamente no dia 15, ia ao Santuário da 'Senhora da Encarnação' com dois propósitos:
- O primeiro era poder ouvir a banda dos Pousos, a das Cortes ou a que houvesse sido escolhida para abrilhantar  as festividades, comprar um bolo da festa, beber um 'pirolito' daqueles que tinham um berlinde a fechar a garrafa e tudo aquilo que é usual fazer-se quando se vai a um arraial de que se gosta desde que me conheço.
- O segundo propósito é mais ligado às coisas da Mãe de Deus, pois fui ensinado desde a minha infância a confiar-me aos desígnios da Virgem Maria, porque Ela era a intermediária entre mim e a minha Mãe, que faleceu era eu criança.
Mas aquele Monte Santo não servia apenas para isso, pois foi ali que me 'apaixonei' pelas corridas de touros, recordando algumas grandes corridas que se realizavam neste dia na antiga praça que ali existiu, mesmo no início da escadaria monumental que leva ao Santuário.
E o bom melão, vendido ali na festa?  Do 'Largo de Santo Agostinho' até ao escadório, havia deslumbrantes arcos floridos, bandeiras, altifalantes com música para todos os gostos... mas isso era a Nossa Senhora da Encarnação de outros tempos!
Foi naquele Santuário que me vi a rezar o Terço a Nossa Senhora pelos povos da Hungria, quando da invasão soviética... e em outras ocasiões em que o Padre Pires... o Cónego Rosa... o Cónego Perdição e outros nos exortavam a orar à Mãe de Deus pela Paz no Mundo. 
Muitas coisas têm acabado na nossa cidade, mas felizmente que ainda existe uma Confraria que se sente  capaz de ir tentando que a festa da Padroeira não caia no esquecimento.
Assim os Leirienses o queiram e os ajudem!

sexta-feira, 20 de julho de 2012

MORREU O PROFESSOR HERMANO SARAIVA


O Professor Dr. José Hermano Saraiva era o terceiro filho de José Leonardo Venâncio Saraiva  e de sua mulher Maria da Ressurreição Baptista, nasceu e cresceu na cidade de Leiria, tendo ali frequentado o Liceu Nacional de Rodrigues Lobo, de onde saíu para ingressar na Universidade de Lisboa, onde se licenciou em Ciências Histórico-Filosóficas, decorria o ano de 1941, concluíndo no ano seguinte (1942) a licenciatura em Ciências Jurídicas. 
 Iniciou a vida profissional  leccionando no liceu, o que acumulava com o exercício da advocacia. Foi deste modo professor e director do Instituto de Assistência aos Menores, reitor do Liceu Nacional D. João de Castro, em Lisboa, e professor do Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina. Era defensor de presos políticos nos Tribunais Plenários.
Esteve envolvido na política, durante o Estado Novo, sendo deputado à Assembleia Nacional e procurador à Câmara Corporativa. Foi também Ministro da Educação e durante o seu ministério, que decorreu  entre 1968 e 1970, enfrentou um dos momentos mais conturbados da oposição ao Salazarismo, com a Crisde Académica de 1969. Quando deixou o Governo, substituído por José Veiga Simão,  foi exercer o cargo de embaixador  de Portugal no Brasil, entre 1972 e 1974. 
Com o advento da Democracia, o Professor José Hermano Saraiva tornou-se numa figura bastante apreciada em Portugal e junto das comunidades portuguesas no estrangeiro, graças aos inumeros programas televisivos que fez sobre a História de Portugal. Mas foram esses mesmos programas que o tornaram alvo de polémica, uma vez que a sua visão da História era, muitas vezes, questionada pelo meio académico.  
Voltou a leccionar, como professor convidado na Escola Superior de Polícia (actual Instituto Superior de Ciências Políciais e de Segurança Interna) e na Universidade Autónoma de Lisboa.
Pela sua grande capacidade de comunicação, popularizou-se com programas televisivos sobre História e cultura.
É membro da Academia das Ciências de Lisboa, da Academia Portuguesa de História e da Academia da Marinha, membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, no Brasil, e Sócio Honorário do Movimento Internacional Lusófono. 
Possui a grã-cruz da Ordem da Instrucção Pública, a grã-cruz da Ordem do Mérito do Trabalho e a Comenda da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, em Portugal, e   a grã-cruz da Ordem do Rio Branco, do Brasil.
Ficou classificado em 26º lugar entre os cem Grandes Portugueses, do concurso da RTP 1
Era irmão do professor António José Saraiva e tio do jornalista José António Saraiva. É igualmente sobrinho, pelo lado da mãe, de José Maria Hermano Baptista,  militar centenário, (n. 1895 .- m. 2002, vivendo até aos 107 anos),  o último veterano português sobrevivente, que combateu na Primeira Guerra Mundial. Casou com Maria de Lurdes de Bettencourt de Sá Nogueira, sobrinha-bisneta do 1.º Marquês de Sá da Bandeira, de quem tem cinco filhos.
Morreu hoje, 20 de Julho de 2012 , aos seus 92 anos, em Setúbal, onde residia.
O Professor José Hermano Saraiva era 'inimigo' do Professor Adriano Moreira e do Dr. Marcello Caetano.
O homem que mais fez  pela História de Portugal na TV e nos media.
Divulgou mais a nossa Cultura e a nossa História na RTP, José Hermano, que todo o resto dos mortais ao longo dos últimos 50 anos.
O ter sido Embaixador no Brasil, foi um exílio dourado que lhe foi ''arranjado' por Marcello' Caetano que pretendia acabar com os seus programas na RTP, porque os considerava ''subversivos''
      Série: O Tempo e a Alma (RTP, 1972)

Série: Lendas e Narrativas (RTP, 1995)
Série: Horizontes da Memória (RTP2, 1996)
A Alma e a Gente era o programa que últimamente tinha no ar.

Uma carta do Infante D. Henrique (1948);
As razões de um Centenário (1954);
História Concisa de Portugal (1978), trad. em espanhol,
 italiano, alemão, búlgaro e chinês;
História de Portugal3 Vols – Direcção e co-autoria (1981);
 O Tempo e a Alma, 2 Vols (1986);
 Breve História de Portugal (1996);
Portugal – Os Últimos 100 anos (1996);
  Outras maneiras de ver (1979);
  Vida Ignorada de Camões (1980);
Raiz madrugada (1981);
Ditos Portugueses dignos de memória (1994);
A memória das Cidades (1999);
Portugal – a Companion History (1997);



*

QUE O SENHOR LHE DÊ O DESCANSO ETERNO!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

O PÃO DOS POBRES...


 Santo António é, na Igreja Católica, alguém que nos legou algumas das mensagens de vida mais belas que se conhecem. Creio que os ensinamentos que nos deixou são todos de uma profundidade sem limites, mas a história do “Pão de Santo António” chama muito à atenção e remete-nos para "o “pão nosso de cada dia nos dai hoje” que dizemos na conhecida oração do Pai Nosso.
As histórias do Pão e de Santo António  cruzam-se quando o Santo, uma certa vez em que  distribuiu pelos  pobres todos os pães que os frades haviam confeccionado no Mosteiro de Santa Cruz, da Ordem Franciscana, em Coimbra. No momento em que ia ser servida a refeição, o frade que exercia as funções de padeiro assustou-se por constatar não haverem quaisquer pães que pudesse distribuír para a alimentação das pessoas do Mosteiro. 
Em pânico, o bom do frade padeiro foi contar a Santo António aquilo que lhe tinha acontecido, queixando-se de que já não sabia o que fazer para resolver a situação. Santo António sorriu e disse então ao frade para verificar bem os cestos do pão, pois era bem capaz de estar cansado e pode não ter visto como deve ser. Calcule-se qual  foi a alegria do frade  quando viu que os pães haviam voltado aos cestos, que se encontravam repletos!
Desde criança que me lembro de o Pão de Santo António ser distribuído no Convento da Portela, aos Capuchos, às Terças Feiras, logo após a Missa da manhã. Era um modo de ajudar as pessoas mais carenciadas da cidade a mitigar a fome, graças à  antiga tradição que foi legado do Santo das Causas Impossíveis, como já alguém lhe chamou.
Nos tempos de crise que agora atravessamos, é bom lembrar que a generosidade sempre demonstrada pelo Convento de São Francisco da Portela, nunca foi um exemplo seguido por toda a Igreja leiriense, uma vez que o Seminário de Leiria, desde os tempos em que estava instalado junto à Fonte Freire, nunca foi nada esmoler... mesmo que o Bispo de Leiria de então, o senhor D. José Alves Correia da Silva procurasse dar o exemplo da caridade cristã... e a Leiria daqueles tempos bem necessitava de auxílio, pois eram tempos de crise do pór-guerra, tão dolorosos como hoje.
Mas Leiria prosperou... graças a Deus!

domingo, 6 de maio de 2012

MÃE!

Existe uma mulher simples que, muito pela grandiosidade do seu amor,  é um pouco igual a Deus...
... pela  dedicação constante em prol dos outros, tem um pouco de anjo; e que mesmo sendo jovem, tem a capacidade de pensar como uma anciã venerável... mas por outro lado, quando já sente o peso da velhice, mostra-se com todas as forças da juventude;
Essa mulher, ainda que as agruras da vida a tornem numa ignorante, melhor que o maior dos sábios desvenda os segredos da natureza... mas quando dotada de sabedoriae, assume em plenitude toda a simplicidade que brota do coração das crianças.
Ela pode ser a mais pobre entre os mortais,  mas sente-se rica entre as demais porque a felicidade dos que ama a enriquece. Porém, se ela é  rica, sabe quando deve empobrecer-se para que o coração não sofra a vileza da ingratidão.
Uma mulher que, sendo forte, toda estremece ao ouvir o choro de uma criança. No entanto, quando é fraca, não se atemoriza com o uivar dos lobos ou o rugido dos leões.
Enquanto ela vive,  não  lhe damos o valor que tem, porque no seu regaço todas as dores se tornam amenas, insignificantes.
Depois que ela morre, daríamos tudo quanto temos ou aquilo que somos para que ela estivesse de novo ao pé de nós, recebendo os seus afagos, o apertar dos seus braços ou uma simples palavra dos seus lábios.
Ninguém irá pedir que revele o nome dessa mulher, porque isso iria fazer surgir um caudal de lágrimas capaz de inundar a minha vida, porque ela faz parte do meu caminho.
Tu, que me lês, quando vires os teus filhos a crescer, incentiva-os a lerem eles este escrito, e eles irão cobrir-te o rosto de beijos, afagarão as tuas fontes e dir-te-ão que deve ter havido algum pobre peregrino desta vida que, em troca da hospedagem sumptuosa que recebeu, deixou como penhor de gratidão para todos nós, em magnífico quadro, o retrato da sua própria MÃE !

quarta-feira, 25 de abril de 2012

O 25 DE ABRIL EM LEIRIA


Sendo alguém que esteve presente no terreno como repórter da Rádio Renascença, em 1974, Adelino Gomes é o orador que foi  convidado para a cerimónia, em Leiria, em que se comemora o 38º aniversário do 25 de abril.
Adelino Gomes
Este  jornalista, que é um natural dos Marrazes, Leiria, irá participar no evento, falando no Teatro Miguel Franco a partir das 11 horas do dia 25 de abril.
A cerimónia será aberta ao público em geral e começa às 9h30, com o hastear da Bandeira Nacional  no Regimento de Artilharia 4, junto ao edifício dos Paços do Concelho, seguido-se uma atuação da Banda Filarmónica da SAMP – Sociedade Artística Musical dos Pousos.
Adelino Gomes tem 68 anos e trabalhou na rádio, em televisão, nos jornais e revistas. É Comendador da Ordem do Infante D. Henrique .

O 25 DE ABRIL... HOJE!!!

ESTA A IMAGEM DE UM ANIVERSÁRIO DO 25 DE ABRIL... ANTES DO TOTAL ASSUMIR QUE ESTÁ CAQUÉTICO E A NECESSITAR DE REFORMA IMEDIATA.
MÁRIO SOARES ESTÁ CPM AZIA POR CAUSA DO GOVERNO PSD/CDS, MAS UM COMPRIMIDO DE BOM SENSO COM SAIS DE SAPO VIVO TALVEZ  LHE CURE A
DEMENCITE AGUDA DE QUE PADECE DESDE À MUITO.  
DEPOIS DE OUVIR ZORRINHO ZURRAR EM NOME DO PARTIDO DO SEGURO, PARECE POUCO SEGURO IMAGINAR QUE ALGUMA VEZ ELE E OS PARCEIROS DO ALI-SÓCRATES-BABÁ VENHAM A SER RESPONSABILIZADOS PELO DELAPIDAR DO OURO QUE UM DIA ESTEVE NA CAIXA FORTE DO BANCO DE PORTUGAL MAS QUE A DESCOBERTA DA CÉLEBRE SENHA "ABRE-TE, BOLSO XUXA!", LEVOU A QUE PUDESSEM LIMPAR A CAIXA COMO SE FOSSE USADO O CÉLEBRE "LIMPÃO", O PODER DE LIMPEZA MAIS FORTE CONHECIDA  ATÉ ENTÃO.
O CRAVO PORTUGAL VAI DEFINHANDO NO SEU VASO!
SEM O 25 DE ABRIL... ALGUMA VEZ SERIA POSSÍVEL UM PORTUGA TER DUAS MULHERES? NÃO! ESTA CONQUISTA FOI POSSÍVEL PORQUE OTELO ABRIU ESTAS PORTAS COM SE FOSSEM DE ABRIL! NÃO FOI POSSÍVEL SABER EM QUE MÊS O FEZ - CASAMENTO E AJUNTAMENTO - MAS FOI UM ÊXITO RETUMBANTE, PORQUE AS SENHORAS FORAM A SUA CORAGEM PARA ESQUECER A SUA REVOLUÇÃO E AS FORÇAS POPULARES COM QUE HOMENAGEOU ABRIL E O DIA 25.  

terça-feira, 24 de abril de 2012

25 de ABRIL... ontem e hoje


No dia 25 de Abril de 1974, há 38 anos , Portugal já não tinha os protagonistas acima 'reproduzidos' a dar cabo da nossa cabecinha, porque para isso tinha-se a 'Tropa' e a guerra do Ultramar... e chegava bem para nos entreter neste País à beira mar plantado.
Os 'Capitães de Abril', sob orientação da 'mente' estratégica de Otelo Saraiva de Carvalho, a quem muitos apelidam de 'Louco', de 'Major comuna', como 'apelidos' mais suaves de pronunciar, uma vez que  também foi apelidado de 'Assassino', 'Ditador' e afins, resolveram 'tomar' o Governo de Portugal em mãos e mudar as feições da política portuguesa. Para ajudar Otelo, usou-se o patriotismo do Capitão Salgueiro Maia e de uns tantos mais que pensavam estar a dar ao Povo a Liberdade que lhe havia sido 'cerceada' durante mais de 48 anos.


A Junta de Salvação Nacional foi criada para que o poder não ficasse órfão, mas depressa começou a tentativa de as forças políticas, que logo apareceram ou foram reconhecidas, 'apanharem' o combóio  das oportunidades  que se lhes deparavam com o PREC. É nomeado um Presidente da República interino... que mandava tanto como a Rainha de Inglaterra, porque o Conselho da Revolução era o 'garante' de que o 25 de Abril se cumpriria. 


Mesmo que muitos se interrogassem sobre o que ganhavam com o 25 de Abril, dado estarem fartos de andar a apanhar bonés. Também a 'Tropa' pensou de imediato rirar dividendos e deixar de defender a soberania portuguesa em África, pois estavam ali por imposição e queriam viver a liberdade que a Revolução lhes trouxe. O oportunismo espalhou-se... e aconteceu o assassínio do Tenente Coronel Maggiolo Gouveia, morto em Dili - Timor, com um tiro na cabeça.O Tenente Coronel Maggiolo Gouveia foi combatente em África, comandante da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Dili na altura do 25 de Abril, Maggiolo Gouveia foi torturado e executado pela Frente Timorense de Libertação Nacional (FRETILIN) em 1975.

Afinal não. Para alguns, 25 de abril nem sempre. Só quando se quer. Mário Soares, Manuel Alegre e os membros da Associação 25 de Abril decidiram não comparecer às cerimónias comemorativas do Dia da Liberdade que, como manda a  tradição, decorrem na chamada  'casa da democracia' perante os eleitos pelos portugueses.
Estes senhores ignoram duas coisas elementares. A primeira é que o 25 de Abril não tem dono. Feoi feito em nome do Povo e não em nome de qualquer iluminado da aristocracia militar ou civil. E seguramente não se fez para estar sujeito à prisão do 'quem é que fez o quê?'.
Quanto à segunda, no 25 de Abril não é comemorada uma data, nem sequer é um momento para difundir vaidades.
Celebram-se princípios e valores sufragados pelo Povo ao qual, para sermos verdadeiros, se deve todo o sucesso da Revolução. Um desses princípios é o do respeito pela vontade popular, que é expressa democraticamente em eleições livres. Por tal razão, percebe-se mal (ou talvez nem custe a perceber) a atitude destas personalidades ao tentar justificar-se com a  discordância do Governo da República e com uma política que a maioria dos portugueses, que se manifestou em liberdade, democraticamente legitimou. Ter-se-ão estes senhores esquecido que ser democrata é, sobretudo, aceitar que outros possam ter do País e do seu futuro uma ideia diferente da nossa?
 Como se sabe, todos os anos o Dr. Soares compareceu às cerimónias, mas assim, com esta tomada de posição do Dr. Soares, todos ficamos a saber…
- que encher os bolsos da EDP, da MOTA-ENGIL, da banca, etc., etc., através de PPP,  será uma forma de honrar o “espírito do 25 de Abril”;

-  ocultar,  através da nacionalização, como fizeram José Socrates e Teixeira dos Santos, a fraude acontecida com o  BPN, honrará o “espírito do 25 de Abril”;
- gastar milhões desnecessariamente e atropelando tudo  o que seja procedimento legal, como aconteceu na Parque Escolar e outras, quando o País se encontrava já na situação de bancarrota, será  honrar o “espírito do 25 de Abril
Segundo a agência Lusa, Manuel Alegre disse: "Não vou. A celebração sem aqueles que fizeram o 25 de Abril, para mim, não tem o mesmo significado. Quando se fez o 25 de Abril em 1974, eu estava no exílio. Se hoje se vive em liberdade em Portugal, a eles o devemos".
Talvez ele pense que faz muita falta... mas uma viola no enterro também o fará?
Este também decidiu  ficar à margem das comemorações oficiais da revolução de 1974, como protesto pelo comportamento do “poder político” atual.
A 'sua'  Associação 25 de Abril consegue assim a solidariedade de duas figuras históricas do PS, como são o antigo Presidente da República Mário Soares e o ex-candidato presidencial Manuel Alegre.
 
E VIVA A DEMOCRACIA...
 CONQUISTAS DE ABRIL, 38 ANOS DEPOIS

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!