domingo, 6 de maio de 2012

MÃE!

Existe uma mulher simples que, muito pela grandiosidade do seu amor,  é um pouco igual a Deus...
... pela  dedicação constante em prol dos outros, tem um pouco de anjo; e que mesmo sendo jovem, tem a capacidade de pensar como uma anciã venerável... mas por outro lado, quando já sente o peso da velhice, mostra-se com todas as forças da juventude;
Essa mulher, ainda que as agruras da vida a tornem numa ignorante, melhor que o maior dos sábios desvenda os segredos da natureza... mas quando dotada de sabedoriae, assume em plenitude toda a simplicidade que brota do coração das crianças.
Ela pode ser a mais pobre entre os mortais,  mas sente-se rica entre as demais porque a felicidade dos que ama a enriquece. Porém, se ela é  rica, sabe quando deve empobrecer-se para que o coração não sofra a vileza da ingratidão.
Uma mulher que, sendo forte, toda estremece ao ouvir o choro de uma criança. No entanto, quando é fraca, não se atemoriza com o uivar dos lobos ou o rugido dos leões.
Enquanto ela vive,  não  lhe damos o valor que tem, porque no seu regaço todas as dores se tornam amenas, insignificantes.
Depois que ela morre, daríamos tudo quanto temos ou aquilo que somos para que ela estivesse de novo ao pé de nós, recebendo os seus afagos, o apertar dos seus braços ou uma simples palavra dos seus lábios.
Ninguém irá pedir que revele o nome dessa mulher, porque isso iria fazer surgir um caudal de lágrimas capaz de inundar a minha vida, porque ela faz parte do meu caminho.
Tu, que me lês, quando vires os teus filhos a crescer, incentiva-os a lerem eles este escrito, e eles irão cobrir-te o rosto de beijos, afagarão as tuas fontes e dir-te-ão que deve ter havido algum pobre peregrino desta vida que, em troca da hospedagem sumptuosa que recebeu, deixou como penhor de gratidão para todos nós, em magnífico quadro, o retrato da sua própria MÃE !

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!