segunda-feira, 9 de julho de 2012

O PÃO DOS POBRES...


 Santo António é, na Igreja Católica, alguém que nos legou algumas das mensagens de vida mais belas que se conhecem. Creio que os ensinamentos que nos deixou são todos de uma profundidade sem limites, mas a história do “Pão de Santo António” chama muito à atenção e remete-nos para "o “pão nosso de cada dia nos dai hoje” que dizemos na conhecida oração do Pai Nosso.
As histórias do Pão e de Santo António  cruzam-se quando o Santo, uma certa vez em que  distribuiu pelos  pobres todos os pães que os frades haviam confeccionado no Mosteiro de Santa Cruz, da Ordem Franciscana, em Coimbra. No momento em que ia ser servida a refeição, o frade que exercia as funções de padeiro assustou-se por constatar não haverem quaisquer pães que pudesse distribuír para a alimentação das pessoas do Mosteiro. 
Em pânico, o bom do frade padeiro foi contar a Santo António aquilo que lhe tinha acontecido, queixando-se de que já não sabia o que fazer para resolver a situação. Santo António sorriu e disse então ao frade para verificar bem os cestos do pão, pois era bem capaz de estar cansado e pode não ter visto como deve ser. Calcule-se qual  foi a alegria do frade  quando viu que os pães haviam voltado aos cestos, que se encontravam repletos!
Desde criança que me lembro de o Pão de Santo António ser distribuído no Convento da Portela, aos Capuchos, às Terças Feiras, logo após a Missa da manhã. Era um modo de ajudar as pessoas mais carenciadas da cidade a mitigar a fome, graças à  antiga tradição que foi legado do Santo das Causas Impossíveis, como já alguém lhe chamou.
Nos tempos de crise que agora atravessamos, é bom lembrar que a generosidade sempre demonstrada pelo Convento de São Francisco da Portela, nunca foi um exemplo seguido por toda a Igreja leiriense, uma vez que o Seminário de Leiria, desde os tempos em que estava instalado junto à Fonte Freire, nunca foi nada esmoler... mesmo que o Bispo de Leiria de então, o senhor D. José Alves Correia da Silva procurasse dar o exemplo da caridade cristã... e a Leiria daqueles tempos bem necessitava de auxílio, pois eram tempos de crise do pór-guerra, tão dolorosos como hoje.
Mas Leiria prosperou... graças a Deus!

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!