quinta-feira, 15 de agosto de 2013

NOSSA SENHORA DA ENCARNAÇÃO, ora pro nobis

Algures no tempo, dizia-se que Deus morrera, que a religião era o ópio do Povo, que Cristo era um comunista, que Nossa Senhora não passara de mais uma Maria  como tantas outras e que até a Bíblia era fértil em indicar os nomes de Maria de Magdala, Maria, irmã de Marta e de Lázaro, Maria, mãe de Tiago e de José, além do de Maria, a Mãe de Jesus.
De criança fui habituado a saber como encontrar o ponto de união entre a Verdade e a Fé, a doutrina cristã e o arrazoado tão próprio das 'guerrilhas' entre a oposição e o regime então vigente, porque tinha uma família que aceitava e respeitava os ensinamentos da Santa Madre Igreja, mesmo que me fossem ensinando a saber reconhecer os pregadores que do púlpito faziam acreditar num  Deus que se fazia presente no Sacrário, feito Pão da Vida,  na Natureza, no amor entre todas as gentes, sem distinção de cor, credo, categoria social, pois Deus era a Primeira Pessoa de uma Trindade Santíssima onde a Primeira Pessoa era o Pai,  o Deus criador do céu e da terra ; a Segunda Pessoa era o Filho,  o Deus que Redimiu e Salvou a Humanidade; a Terceira Pessoa era o Espírito Santo, o Deus que Santifica.
Também desde pequenino subi o Escadório monumental que me levava ao Santuário de Nossa Senhora da Encarnação, cuja Festa hoje se comemora em Leiria. Eram momentos extraordinários de devoção à Virgem Padroeira da cidade, a par do lazer que se imagina, pois o arraial puxava mesmo ao bater do pé... e a pouca idade não via nada de pecaminoso no bailar com alegria, em honra da Mãe do Céu... que até lá estava perto, pela altura do monte. 
A Imagem sempre foi objecto de veneração e respeito... mesmo que o Antigo Testamento as tenha proibido textualmente, quando diz: "...NÃO TERÁS OUTROS DEUSES ALÉM DE MIM. NÃO FARÁS PARA TI IMAGENS ESCULPIDAS, NEM FIGURA ALGUMA DO QUE HÁ NOS CÉUS, OU DO QUE EXISTE EM BAIXO  NA TERRA, NEM DEBAIXO DAS ÁGUAS POR DEBAIXO DA TERRA. NÃO TE CURVARÁS DIANTE DELAS, NEM AS SERVIRÁS, PORQUE EU, O SENHOR TEU DEUS, SOU DEUS CIOSO, QUE PUNE A INIQUIDADE DOS PAIS NOS FILHOS ATÉ À TERCEIRA E QUARTA GERAÇÕES DAQUELES QUE ME OFENDEM...."
Quantas vezes ouvi no Santuário Mariano de Leiria proclamar a ira de Deus para os pecados do Homem? Quantas vezes eu, criança, ali rezei o Terço a pedia à Virgem a Paz para o Mundo? Recordo aquele momento em que Portugal se prostrou de joelhos, o Terço com as cores dos 5 Continentes, sendo cada mistério rezado pelas intenções das pessoas de lá.

Muita coisa está mudada, mesmo que continue a ser necessário rezar pelo mundo em convulsão, para não falar da crise que se abateu sobre parte da Europa, muito especialmente de Portugal.
Não sei até que ponto a Fé dos Homens os poderá levar a proclamá-la com veemência, a ser testemunho vivo do que pode a Oração ditada com verdade e dirigida à Padroeira de Leiria, que não deixará de dar aquela 'forcinha' sempre necessária para ter confiança no porvir!
Nesta festividade de Nossa Senhora da Encarnação, que Ela interceda por nós junto do Pai! 

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!