quinta-feira, 21 de novembro de 2013

RECORDAR É VIVER...

... e os Portugueses não esqueceram ainda, passados 100 anos, que foi uma Monarquia de 1.000 anos que fez este Portugal que foi outrora UNO E INDIVISÍVEL, mas que agora está não em pedaços repartido territorialmente, mas sim ideologicamente, eticamente, religiosamente, sexualmente e um nunca mais acabar de 'luxos' adquiridos com a 'gloriosa' gesta do 25 de Abril de 1974, data indelevelmente gravada na mente dos homens, porque propiciadora de tudo o que de bom aconteceu em Portugal, mas também de mau, pois muitos erros se cometeram em nome da liberdade.
Da minha Leiria recordo histórias de amor e ódio, de dedicação e desleixo, de amor à terra e autêntico desamor! Leiria teve gentes de muitos saberes, pessoas dotadas de vontade intrínseca de fazer algo para os vindouros, mas não se pense que não havia em Leiria pessoas apenas 'vidradas' no cifrão do Escudo, ou no € actual, que logo que sentira que o fiel da balança começava a oscilar, deram às de Vila Diogo, para terras onde as patacas ainda estivessem à mão de ser colhidas pelo mais esperto dos colhedores de ilusões e de sonhos.
 
Sim! Portugal precisa de nós, mas parece que não acreditamos que também nós precisamos de Portugal!
Precisamos de uma Pátria que nos sirva de referência, precisamos de uma cidade que nos sirva de berço, precisamos de uma aldeia que nos permita sonhar, precisamos de ouvir o toque das Trindades na Torre Sineira de Leiria, precisamos de pontes sobre os rios, como por exemplo o Lis, para de lá poder-mos vêr espelhado nas águas o céu azul que se estende sobre a linda cidade de Rodrigues Lobo ou Marques da Cruz.
 
É triste saber-se que as memórias de Leiria se têm desvanecido na poeira dos anos... ainda que essa poeira esteja a ser forçada, ao que parece, pelo apelo aos Euros que o espaço irá valer numa qualquer outra actividade que não passe pelos 'massés' nos bilhares do nosso querido Café Colonial... o último dos grandes cafés que existiram na Avenida dos Combatentes, como sejam o Café Colonial, o Café Aviz e o Café Santiago. 
Ao lado do 'Colonial', também os meus Amigos Pedrosas deram por finda a existência do Restaurante Abrigo, enquanto a Pensão Avenida, que existiu na Avenida Dr. Correia de Mateus, se tem andado a tentar adaptar a novas funções,  mas agora  com o estatuto de Hostel  e o nome de... Leiria.
Já não temos o Alcaide do Castelo Basílio, o Nau o ou Augusto dos Jornais, o Fabião das fotografias, o Marcelino da Mercantil, o Zeferino da Drogaria, o Faria Lopes, o Sismeiro, o Asdrúbal Faria, o Maurício do Quiosque, o Zé do Hotel, a Tipografia Barata, o Herculano da Mercearia, o Márinho Fonseca da Ourivesaria e Relojoaria, o Sebastião da Casa Lisman, o Esteves dos Cafés, o Quirino Soares da Sapataria, o José Jacinto, o Afonso das Bicicletas... mas também outros nomes se perderam na poeira do tempo, ficando marcados na poeira das saudades daqueles que os recordam com afecto.

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!