domingo, 1 de dezembro de 2013

1º DE DEZEMBRO DE 1640...2013...

Como bem sabemos, o dia 1 de Dezembro era feriado em Portugal, porque nesse dia se 'comemorava' o Dia da Restauração da Independência.
Restauração porquê?
Porque o rei de Portugal, que era D. Sebastião,   morreu na batalha de Alcácer-Quibir, no norte de África,  em 1578, ficando assim Portugal sem rei, pois D. Sebastião era muito novo e  não tinha filhos, não havendo portanto herdeiros directos para a coroa portuguesa.
Por tal razão, quem subiu ao trono foi o tio-avô de D. Sebastião, o Cardeal D. Henrique, mas acabou por reinar apenas durante dois anos, uma vez que nem todo o Reino  estava de acordo de que ele fosse o novo rei, até porque  houve muitos pretendentes  ao trono... e isto acabou por gerar enorme confusão...
Em 1580 reuniram-se as  Cortes de Tomar, onde Filipe II, rei de Espanha, foi escolhido como o novo rei de Portugal, uma vez que era filho da infanta D. Isabel e também neto do rei português D. Manuel, logo era alguém que tinha direito ao trono.
Por essa altura, era frequente acontecerem casamentos entre a nobreza das cortes de Portugal e Espanha, enlaces esses que  faziam com que houvesse espanhóis que  eram da família real portuguesa, tal como havia portugueses que pertenciam à família real espanhola.
Como resultado das Cortes de Tomar, durante 60 anos viveu-se em Portugal o período conhecido na História como "Domínio Filipino", pois após o reinado de Filipe II (I de Portugal), tivemos a governação de Filipe III (II de Portugal) e de Filipe IV (III de Portugal). Estes reis governavam Portugal e Espanha ao mesmo tempo, como se fosse um só país.
Os portugueses acabaram por se revoltar contra tal situação e, no dia 1 de Dezembro de 1640, puseram fim ao reinado do rei espanhol, através de  num golpe palaciano  para derrubar o rei e o seu governo.
Mas... também havia defensores do rei espanhol em Portugal? Caro que oportunistas sempre os houve, mas o povo estava farto disso, para mais  porque o País não era governado com justiça e havia muitos problemas e ataques às então nossas Províncias Ultramarinas, especialmente, ao Brasil.
A representar o rei de Espanha estava a Duquesa de Mântua  que era vice-rainha de Portugal, e o traidor português Miguel de Vasconcelos, que, para além de ser amante da Duquesa,  era o escrivão da Fazenda do Reino, sendo dotado de imenso poder.
Em Outubro realizou-se uma reunião conspiratória no jardim do palácio de D. Antão de Almada, a S. Domingos, em Lisboa. Assistiram, além dele, D. Miguel de Almeida, Francisco de Melo, Jorge de Melo, Pêro de Mendonça e João Pinto Ribeiro. No dia 1 de Dezembro de 1640, os Conjurados foram ao Paço da Ribeira e mataram a tiro o traidor Miguel de Vasconcelos, após o que foi defenestrado (atirado da janela abaixo) .
Filipe III abandonou o trono de Portugal e os portugueses escolheram D. João IV, duque de Bragança, como novo rei.
O dia 1 de Dezembro passou a ser comemorado todos os anos como o Dia da Restauração da Independência de Portugal, já que o trono voltou para um rei português.
Mas... as coisas não ficaram bem vincadas no espírito de alguns... pois voltaram a tentar lançar no ostracismo a data gloriosa em que um valente grupo de Portugueses restituiu a liberdade ao Povo. Sem querer ferir susceptibilidades, foi mais importante o 1º de Dezembro do que o 25 de Abril, porque uma data nunca aconteceria sem a outra.
 
Restitua-se a dignidade que merece o Dia da Independência de Portugal, voltando ao calendário dos feriados! O Povo assim o exige... e a partir do 25 de Abril passou a ouvir-se dizer que "O POVO É QUEM MAIS ORDENA", sendo agora chegado tempo de o demonstrar.

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!