segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

MÃE...

Poema dedicado na memória do 64º aniversário
do falecimento de Maria Emília Antunes

Á MÃE DA MINHA SAUDADE



Os anos passam-se tão rapidamente
Por vezes... penso ter sido ontem 
ou talvez hoje... perdi a noção do tempo!
Recordo a infância, curta,  a teu lado...
os momentos em que brincámos e rimos,
sentados à porta da nossa casa...
Do Castelo vinham  odores das flores silvestres...
e naquelas noites de céu estrelado
ficávamos a  olhar as estrelas cintilantes,
luzes brilhantes naquele céu iluminado,
e iam-se traçando os sonhos,

que queríamos poder ver concretizados.
Nunca me cansava de ouvir-te,  escutar-te...
Eu era  ainda tão criança... 

não sonhava  sequer com partidas, 
e tu eras, Mãe, o meu sol que clareava
e nunca a sombra da nuvem que tapa a lua,
quando passava bem lá no alto céu...
Sabes? Sinto enorme saudade no coração
e, se o tempo pudesse retroceder,  
como gostaria poder abraçar-te, afagar-te, 
sentir o teu carinho e desvêlo...
E como será evidente:
Não quererei  ficar sózinho, novamente.
No dia tão triste em que partistes,

sempre soube que não te havia perdido...
Saí da Escola, e corri para estar contigo,

como sempre acontecia, lembras-te?
Postara-me  a teu lado, sorrindo-te...
apoiando-te e amando-te, entre lágrimas,
porque um destino cruel  põe-nos na boca o fel,
na dôr sentida quando foi a tua despedida,
porque assim o desejastes no teu  Adeus!
Até hoje, tantos anos após,
estão vivos os pormenores na minha mente,
passados mais de 60 anos, e ainda não acredito...
que partistes assim, tão de repente.
Mãe...  partistes mas ficastes no cofre forte
onde sómente se entra com Amor,
aquele cofre onde tantos querem entrar,
mesmo que pareça uma ilusão...
porque a chave é sempre poder amar-te
e sabes que ficastes no meu coração!

Continua, sempre, a adorar-te!!!
...
O teu filho...

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!