quarta-feira, 22 de agosto de 2007

LEIRIA...UMA CIDADE MEDIEVAL


Situe-se Leiria e a sua função de cidade na História Pátria. Poderá verificar-se aquilo que ela representa no conceito do País, medindo-se o significado dos acontecimentos que lhe são respeitantes e escalonam a sua vida local no decorrer dos séculos passados.
Pode-se afirmar que a história de Leiria começa, sem qualquer dúvida, no ano de 1135, data que os "Anais de D. Afonso, Rei dos Portugueses", também chamados de "Chronica Gothorum"`, atribuem a construção do Castelo de Leiria pelo Príncipe D. Afonso Henriques, que foi erguido num local amplamente deserto e numa terra deserta, segundo a carta do Príncipe ao Papa Adriano IV, cerca de vinte anos depois. No entanto, porque há sempre detractores, vários autores põem em causa tal afirmação, pois não era possível a zona estar totalmente despovoada tendo-se em conta as lutas travadas entre Santa Cruz e o Bispo de Coimbra para a manutenção da jurisdição eclesiástica no termo de Leiria, motivo porque convinha acentuar-se haver sido toda a vida humana uma iniciativa do Rei benfeitor, não sendo fácil justificar que o Rei houvesse concedido a jurisdição eclesiástica fosse a quem fosse, sendo esta pertença da autoridade da Igreja. O que se pode afirmar é ter sido voz corrente, na literatura dos séculos XI e XII, haver sido feito o povoamento de um lugar deserto, mas não se pode tomar a afirmação como uma verdade inquestionável.
Os cónegos regrantes de Coimbra estabeleceram tal vínculo à cidade que acabaram por apagar da memória tudo o que, vindo do passado, pudesse enfraquecer, mesmo no domínio da história militar do Castelo, pondo em causa o seu completo domínio sobre os cristãos que formavam a comunidade citadina. A construção do castelo constituiu um corte com o passado, é definitivo, como também é certo que o lugar não era ermo e despovoado.
A fortificação erguida era uma construção que visava ser ponto estratégico para a defesa do sul de Coimbra, que era assolada, com muita frequência, por guerreiros mouros vindos de Santarém para destruir os campos do vale do Mondego. A construção de um castelo em Leiria faz parte da estratégia de defesa de Coimbra, sendo uma linha avançada em relação a Soure, que foi, até aos anos 30 do século XII, o ponto fortificado mais adiantado na extrema meridional do Reino. Este avanço agressivo, porque o era, entrava nitidamente em choque com as linhas de defesa dos islâmicos, que viam a sua posição em Santarém e mesmo em Torres Vedras, bastante fragilizadas, pois os cavaleiros cristãos podiam agora, a partir de Leiria, realizar fossados em direcção a Santarém, contornando a Torre de Toxe, que defendia a cidade do lado norte... e daí até Lisboa seria um "salto de cavalo" no jogo deste xadrês em que o jovem Afonso Henriques pretendia dar "xeque-mate" aos mouros. Assim que Santarém viesse a cair nas mãos dos Portugueses e Torres Vedras fosse tomada... Lisboa ficava apenas defendida por Sintra, à mercê dos cristãos, que de há muito a cobiçavam.
Por várias vezes teve o Rei D. Afonso I que vir em socorro do povo que estava acolhido no castelo de Erena (o nome árabe de Leiria), que havia sido construído frente ao castelo de Santarém com a intenção de combater os infiéis nesta cidade e daí conquistar as posições de Lisboa e Sintra e todas as fortificações castrenses que os Mouros tinham estabelecido na região.
Em 1144 os Mouros atacaram o castelo de Soure. No ano seguinte corria o apelo em Coimbra para se socorrer o castelo de Leiria, prometendo-se que quem viesse a morrer nesta empresa, teria o mesmo merecimento que poderiam obter nas lutas em Jerusalém. Era uma forma de aliciamento das populações coimbrãs para as lutas que aconteciam bem perto das suas terras, dissuadindo-as de irem para a Terra Santa como Cruzados... porque era aqui mais que necessários.
Até 1147, ano em que se dá a conquista de Santarém e Lisboa, as lutas por Leiria foram uma constante. Desde a sua fundação, em 1135 e 1147, foram doze anos em que houve a preocupação de manter uma guarnição militar, procurando esta encontrar no local meios de subsistência imediata, pois nos meses de Primavera e Verão viviam dependentes dos assaltos e pilhagens às terras mais férteis de além-fronteira, apreendendo cavalos e objectos de valor que vendiam por bons preços, tal como faziam prisioneiros que vendiam ou pelos quais pediam avultados resgates. Eram estas as principais ocupações dos primeiros habitantes de Leiria, por muito que custe dizê-lo a quem é da cidade, como é o meu caso.
Este ano de 1147 foi de mudança radical. A linha do Tejo ficou uma fronteira estável, mais difícil de transpor pelos vales e montanhas das serras de Aires e Candeeiros, pelo que as pessoas puderam, finalmente, fixar-se no amanho da terra, sair para fora das muralhas e começar a criar estruturas mais produtivas, que eram fundamentais para a sua existência.
Assim, a população da cidade foi crescendo com acentuada rapidez. A Igreja de Nossa Senhora da Pena foi sagrada ainda antes de 1147. Cinco anos depois já aparecem referencias à vila e muralhas. O Papa Adriano IV confirmou, em 1157, a doação feita por D. Afonso Henriques ao Mosteiro de Santa Cruz dos direitos eclesiásticos sobre Leiria, referindo-se então a todas as igrejas existentes no Castelo de Leiria e às que ficavam no seu termo.
O facto é que os rendimentos das igrejas cresceram rapidamente... o que agravou as questões entre o prior de Santa Cruz e o Bispo de Coimbra acerca da aludida jurisdição eclesiástica. Mesmo com a doação do Rei e a confirmação papal e apesar de ter havido também a doação dos respectivos direitos pelo Bispo de Lisboa, em 1156, o Bispo de Coimbra dizia-se lesado e tentou por todas as formas recuperar esses direitos.
A luta pelos direitos eclesiásticos de Leiria foi tomada aqui como um sinal de consideráveis interesses materiais em jogo... mas estes eram realmente um sinal do crescimento rápido da população da cidade, o que se deduz pela referência à ponte de Leiria nos forais de 1142 ou 1144 e à prescrição do mesmo diploma que isenta os mercadores da cidade de portagens em todas as terras do Rei. Estes pormenores demonstram a existência de uma actividade comercial bastante importante, acontecida depois da reconstrução da povoação, sendo baseada nos objectos e bens capturados aos Mouros ou em perigosas mas rentáveis operações de transferência de bens entre os campos inimigos.
Por agora me fico nesta análise da Leiria medieval... desde a sua fundação! Outras ocasiões haverá para dela voltar a falar, como convém!

(Um trabalho inspirado na obra de J. Mattoso)

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

UM SORRISO PARA TI....


Sorri sempre ... mesmo que o teu sorriso seja triste

porque mais triste que o teu triste sorriso

é a tristeza de não saber sorrir.

Voltar a Gilwell...

Eu era um velho Chefe...
que rico Chefe eu era,
mas fiquei velho e fraco,
já chefiar não sei,
cansado estou da vida,
não posso chefiar mais
volto a Gilwell e as minhas forças renovarei
Gilwell, Gilwell, cá voltei...
as forças à tua sombra renovei
Gilwell, Gilwell, cá voltei...
...a chefia outra vez retomarei!
Eu era um velho Mocho,
que lindo Mocho eu era,
mas deixei de piar,
mais que fazer não sei
cansado estou da vida,
não posso piar mais,
volto a Gilwell e a minha voz renovarei
Gilwell, Gilwell, cá voltei...
meu pio à tua sombra renovei
Gilwell, Gilwell, cá voltei...
meu pio à tua sombra retomei!

FUNCIONALISMO... PAZ À SUA ALMA...


Nos últimos tempos, basta andar-se atento ao que o Governo (?) de Portugal vai legislando sobre o assunto e, desde logo, começa a ser ponto assente: O FUNCIONALISMO PÚBLICO EM PORTUGAL "ESTÁ MORTO E ARREFECE", tal como "O Menino de sua Mãe"... e não é pelas malhas que o império tece, não, porque ao império rezaram o responsório dos mortos aqueles que nos legaram as amplas liberdades conquistadas pelos mui garbosos Capitães de Abril... que a terra lhes seja leva como o Monte Evereste. No antigamente da vida, uma criança nascia e logo os pais adquiriam a secreta esperança de que viesse a conseguir um lugarz na Função Pública, pois era a garantia de um dia ter uma reforma que desse um pouco de descanso nos poucos anos que o Omnipotente lhe concedesse para viver no seu torrão natal, onde acabaria a plantar couves tronxudas no bocadito de terra que os pais deixariam em herança, onde os galináceos e os marrecos viviam em liberdade os tempos que podiam sem que se sentisse o apelo da panela para a canja dos Domingos e dias festivos, quando os filhos e netos vinham partilhar o repasto.
Não é que o Estado fosse um bom patrão, no que respeita aos vencimentos, mas sempre era certinho e não havia falências. E talvez não seja perjorativo afirmar que alguns receberiam mais do que deviam, pois não raro se viam serviços a abarrotar de funcionários de mangas de alpaca enfiadsas nos braços... só para fazer vista, pois eram meros objectos de exposição para os utentes vêrem que ali havia sempre alguém... mesmo que não soubesse fazer outra coisa que não fosse dar a indicação de que aquele documento tinha que ser entregue no 5º. piso (o prédio sem elevador...), que lá diriam o que era preciso mais... como seja o mod. 123 c, que teria que comprar na Tesouraria, prencher e levar ao 1º. piso, onde era carimbado e lhe faziam um rabisco, sendo depois entregue na 2ª. Repartição... no 6º. piso, mas aqui pedem desculpa, mas o impresso está mal, pois o correcto é o 123 b e não aquele......mas não havia funcionários de nível no meio dos 7 milhões de funcionários existentes... no dizer do actual Executivo governamental?
Claro que havia, e não eram poucos, felizmente! Pena era haver tantos a viver do suor dos outros... e nem são esses a ser contemplados com o rótulo de "excedentário", pois vivem da subserviência, dos malabrismos e equilíbrios no arame, pois há sempre o "tanso" que se irá sacrificar, quando necessário, para que o "esperto" sobreviva e continue a ser o funcionário modelo da repartição.
Hoje é indefinida a situação dos funcionários públicos, que não vêem prespectivas de vencer os mais arrojados, como seja aquela menina Clarinda que, porque se passou a trabalhar por objectivos que possam dar aquela pontuação capaz de garantir as tais alcavalas em incentivos pecuniários, promoções ou férias por mérito, passou a usar as roupas da irmã mais nova, pois estas deixam ver umas coxas cheias de promessas, além do rosado de uma cueca rendada que deixa babado o chefe mais sizudo. A opolência que o silicone deu aos peitos, porque é preciso ser-se previdente e ela não dorme no serviço... parece, também vai fazer babar o chefe... e acredita que os pontos já estão conseguidos. Não devia estar para aqui com estas inconfidências, mas é preciso chamar os bois (ou as vacas) pelo nome e denunciar é preciso, como se diria naquelas canções de vanguarda surgidas nos dias do PREC pós revolucionário. Mas não se pense que não acredito nos valores propagandeados pelo Governo! Basta ver como agora é fácil o uso do compadrio, da influência político-partidária, o cartão de militante de um qualquer partido do expectro político Português. A cunha é uma instituição que está a acabar... por dar sempre resultados excepcionais. Não acreditam? A filha de um qualquer Ministro deste País está sujeita a ser empossada como assessora do pai... mas isto é um modo de dar "assistência à família", para que esta não viva na indigência por falta de trabalho. Teve azar de viver num tempo em que há milhares de desempregados e não é justo pagar por ser filha do Ministro, sobrinha do Secretário de Estado, prima do Primeiro Ministro, afilhada do Director Geral, do Administrador, do dirigente do partido na freguesia, no concelho, no distrito ou nacional. Sim! Os poucos lugares com remuneração coincidente com o estatuto que ostentam na sociedade... estão reservados desde logo, mesmo que não necessários! É a perversão moral em toda a linha, mas a vergonha é para os que não almejam um lugar onde sustentar a família.
E para cúmulo, as poucas benesses assistenciais que eram disponibilizados aos Funcionários Públicos, vão sendo retiradas gradualmente. Quanto à Saúde, tinhas uma Assistência na doença, nos meios auxiliares de diagnóstico, na aquisição de medicamentos ou próteses ? Tinhas, dizes bem! Tinhas mas acabou! Os medicamentos são mais caros? Pagas taxas moderadoras altíssimas? Pois claro! Se a prostituta, que vende o corpo e a alma, a mulher que traiu o marido e ficou grávida, a menina que vai curtir para a noite , drunfa, etiliza-se, deita-se com os companheiros de circunstância e fica grávida "da malta" necessitam de abortar, uma porque quer continuar na vida e não o pode fazer enquanto a criança estiver por parir e aturar até encontrar ama, a outra para que o cornudo não lhe venha a pedir satisfações e a ponha no meio da rua, a miúde porque é preciso ninguém descobrir aquela vergonha, pois é menina de família! Mas não precisão de pagar taxas moderadoras, porque os outros pagam por elas! E alguém que diga BASTA a este estado de coisas? Parece que o País adormeceu com as palavras bonitas de um Primeiro Ministro bem falante e já não tem vontade própria! Neste País de brandos costumes não há lugar para atitudes dúbias, pois se os Portugueses não procurarem de arrepirar caminho, não será só o funcionalismo a entregar a alma ao Criador, mas todo o País a caminhar para o abismo em que alguém o pretende colocar! Se até já um pseudo escritor a quem deram um prémio que só lhe deu vaidade e arrogância, já preconiza a integração de Portugal na Pátria Espanhola, como Ibéria, diz o caquético homem da Azinhaga, que de comunista tem a lata mas não a prática, pois não vejo que deixe de se enfrascar, pelo que se pode deduzir daquilo que afirma, que apenas se poderia tolerar a alguém toldado pelos malefícios de uns copos a mais no bucho.
Para o Funcionalismo Público em Portugal... QUE DESCANSE EM PAZ, mas possa ressuscitar um dia, são os votos de quem ainda acredita em milagres.
Não sei se ainda a tempo de salvar uma geração, mas mais vale tarde do que nunca, diz o Povo na sua enorme sabedoria!
"Quando não souberes o presente que deves dar ao teu filho... exorta-o a procurar nova vida num lugar onde lhe sejam dadas oprtunidades para o fazer com dignidade, o respeitem nos seus direitos e lhe dêem oportunidade de criar os seus netos de uma forma tranquila! Será esse o melhor presente que lhe poderá dar, acredite!"
Se é utopia amar a vida e procurar o melhor para quem amamos... então que viva a utopia!

sábado, 18 de agosto de 2007

A SINA DE QUEM NÃO ACREDITA NISSO

Há dias em que não se pode sair de casa, sob pena de nos cair algum telhado em cima!
Quando se acredita em bruxas, elas podem fazer acreditar que o não são... e nós ficamos na mesma, pois acreditamos em qualquer coisa que não mostra a cara. Dá para entender o que se pretende com esta cantilena ou é necessário pôr explicador? É que eu nunca vi bruxas, mas dizem-me que as há... só que não se deixam ver. Ora se não se deixam ver, como é que se sabe que as há? Em que ficamos, então? Há ou não há bruxas? Se as há, quem as viu e onde? Se não as há, porque se teima em falar daquilo que não existe?
Perguntaram-me mesmo agora o que quero dizer com esta "conversa da treta", que não dava para se perceber se acredito em bruxas ou não, se ainda haverá uma decisão para hoje ou se faço serão, pois já a minha avozinha era pródiga em afirmar coisas desta natureza: "NO LO CRÊS QUE NO TINES BRUGAS POR , MAS LAS TINES SEMPRE A LA PERNA QUANDO LO NO ESPERAS MÁS POR ELAS! TINES MEDO DE LAS BRUGAS OU NON LAS CRÊS QUE AIA EM EL MUNDO?". Perante esta arenga da minha paternal avó... não creio que as haja, mas nunca fiando e portanto o molhinho com figa, corninhos, meia-luas, etc, etc, que se costuma comprar na feira do ano, tem que andar sempre comigo, não vão elas aparecer de surpresa, mesmo não acreditando nelas! Cruzes canhoto! Te arre nego, Satanás ou lá quem manda nelas...

OS ANOS PASSAM, MAS AS SAUDADES...

Não consigo deixar de pensar naquilo que poderia ter acontecido a este País se, quando Norton de Matos e Vicente Ferreira, dois Homens cuja memória não deveria jamais ser olvidada por quantos conheceram a sua obra nas terras vermelhas de sangue da sua amada Angola, quizeram mudar a capital de Portugal para Nova Lisboa.
Talvez a côr natural dessas terras fosse mesmo aquele avermelhado que, do ar, se avistava pelo horizonte sem fim, mas não podem restar dúvidas de que o sangue de milhares de pessoas sacrificadas em nome de uma independência, no que aos naturais respeitava, ou pela continuação daquela Pátria una e indivisível, que Camões imortalizou em verso, como tantos outros poetas de antanho o fizeram também, ao longo dos séculos.
Os anos vão passando, a independência tornou-se uma realidade, mesmo que para tal houvesse necessidade de outra guerra mais sagrenta e destruidora, pois destruiu tudo o que de bom os Portugueses haviam construído em Angola, com bens absolutamente perdidos, dado não ter sido possível salvar o que quer que fosse da sanha assassina independentista, levada ao cúmulo quando a luta "decidiu" lançar irmãos contra irmãos, e as facturas a começarem a ser passadas pelos Países que haviam dado cobertura à bárbara matança dos povos do Norte, com o beneplácito de uma ONU incapaz de isenção, de uns Estados Unidos que se arrogavam em polícias do mundo, convencidos de bastarem os seus dólares para impôr a paz que... nem para eles estava garantida no Vietnam, onde os americanos morriam como moscas, que me desculpem estas, que não têm culpa dos dislates do Tio Sam.
Se alguém pretender colocar em causa a heroicidade dos Portugueses - pretos ou brancos - bastará olhar com olhos desprovidos de "partidarite", de esquerda ou de direita, para a odisseia dos resistentes de Mucaba, para a dignidade das mulheres residentes nos Dembos, em Quipedro, no Quitexe, em Nambuagongo... em suma: por todo o Norte de Angola, em qualquer lado onde houvessem fazendas, bailundos ou brancos.
Cheguei ao Negage e vi sinais evidentes de que o horror tinha passado por ali! Conheci pessoas idosas que ganharam novas forças na ansia de salvar os netos da bestialidade animalesca dos "heróicos homens da UPA do Holden Roberto" ou dos "turras" comunistas do MPLA e assassino Agostinho Neto e dos seus acólitos. Não fosse o generoso contributo de homens rudes como o lendário "Carvalho das Barbas" e dos seus Voluntários, da prontidão dos homens da Força Aérea - Páraquedistas, Pilotos, Mecânicos e todos os demais que "cumpriram para além do dever"... "para que os outros vivam!".
Recordo os passeios pela Serra da Chela ou pelo Planalto da Huíla, as Quedas do "Duque de Bragança", a Restinga do Lobito, as festas de Sá da Bandeira ou de Benguela, o calor do Deserto do Namibe, nas "Terras do Fim do Mundo". E os bailaricos dos Santos Populares no Bairro de São João ou de Santo António... as 6 horas de Nova Lisboa em automobilismo, ou as 24 horas de Luanda... as fitas exibidas no Ruacaná, os acepipes do "Alentejano", as torradas e os batidos da "Diana"... os passeios pela marginal de Luanda, ao entardecer, a imperial fresquinha, acompanhada por um bom pratinho de camarão, dobrada com feijão branco ou "jaquimzinhos" fritos, servidos pelo sorriso bondoso do empregado de mesa João, que era o "mais velho" da "Portugália".
Ainda me vejo deambular pela Mutamba à hora de ponta ou de passeio pela Maianga, pela Cidade Alta, pelo "Salazar" ou pelo "Prenda", pelo São Paulo ou Vila Alice.
Quantos anos ainda perdurará a memória de Angola no coração dos Portugueses? É que não deverá restar muita memória num país em que se demoliram monumentos erguidos por um povo que deixou o coração a Angola, juntamente com uma vida de labuta, de trabalho árduo de que apenas lhe restou a frustração de um retornar à Pátria Mãe de mãos vazias, porque um punhado de pseudo patriotas resolveu capitular perante um inimigo derrotado em todos os campos, quando resolveu convencer-se de que o caminho do fim da guerra em Angola era o da entrega, pura e simples, daquele território que foi Portugal por mais de 500 anos, nas mãos de um grupo completamente enfeudado nos princípios do Marxismo e nas garras do Comunismo, como era o MPLA. Porque o 25 de Abril abriu muitas portas, na realidade, até as da traição a um Povo que acreditou até ao fim poder continuar a ser Português. Quando voltei a Luanda, como doía encontrar "Kokuanas" a mostrar o Bilhete de Identidade Português e a perguntar "quando termina esse coisa do independença, minino? Gente tá farto de sofrê, ué!".
Quando ouço o "Muxima", pelos "Ouro Negro"... a saudade quase mata!
Também o Bonga, o meu Amigo Barceló de Carvalho, quando canta Angola, me tráz à memória uma terra que aprendi a amar... mas que a vontade de alguns levou para longe, tornando sofridos os dias daqueles que se reviam nas terras demandadas por Diogo Cão à mais de 500 anos!
E as saudades de Angola custam tanto...

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

E CONTINUOU...

..."Está feito!Eu sou o Alfa e o Ómega, o princípio e o fim. Àquele que tiver sede, de graça Lhe darei a beber da fonte da água da Vida!" (Apoc. 21-6)

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!