sábado, 8 de setembro de 2007

E SE UM DIA LÁ VOLTAR?


- Mesmo que os meus dias já se estejam diluíndo no tempo que passa, jamais deixarei de olvidar um sonho que se transformou num propósito, um propósito que deu azo a um tormentoso e obsessivo desejo de voltar a Angola... ainda que este propósito esteja cada vez mais longe do meu horizonte, porque a utopia não encurta as distâncias, e os propósitos, contidos no mais recôndito lugar do meu cérebro, não se irão concretizar só porque há uma vontade de que tal possa acontecer.
Imagino a Luanda dos anos 60 e início de 70, onde há o bulício dos "machibombos" na Mutamba, um aglomerado de pessoas que demandam o Prenda, o São Paulo, o Cuca ou o Vila Alice! A Ilha está repleta de banhistas, que, enquanto bebem uma Nocal bem geladinha e degustam uns "peceves", olham a Baía embevecidos com a beleza do pôr-do-sol, que vai tingindo o céu com tonalidades entre o ouro e o sangue, talvez para recordar que aquela guerra que vai decorrendo nas matas e faz correr o sangue de tantos inocentes, terá algo a vêr com as incomensuráveis riquezas do sub-solo de Angola.
Se um dia lá voltar, sem ser nestes nostálgicos momentos de sonho e fantasia, quero fazer a promessa a Nossa Senhora da Muxima de que jamais irei sentir o intuito do regressar por regressar, pois quero dar corpo e alma a uma terra que nunca deixou de ser da minha esperança no porvir, pois sempre foi um espaço de saudade incontida nos anos em que me vi ausente. Não será por qualquer sortilégio das águas do Bengo, que dizem fazer sentir uma enorme vontade de regressar, mas sim porque o meu coração havia ficado dividido na hora da partida... e é chegada a hora para se unirem os pedaços...
Quero que Nossa Senhora da Muxima me deixe dizer-lhe, a Seus pés, que pretendo sentir-me sempre junto d'Ela, que me protegerá para todo o sempre, como o faz à terra Angolana.
- Se um dia lá voltar, quero voltar a vêr florir as campas daqueles que tombaram para que Angola pudesse existir como um espaço de paz!
- Se um dia lá voltar, pretendo que todos os Homens de boa vontade possam dar as mãos, e irmanados num mesmo desejo de vêr Angola como a terra das oportunidades para aqueles que a trazem dentro do peito, sejam eles da raça, da côr, da religião, do sexo ou da língua que forem, porque a vastidão de Angola a todos pede apenas uma coisa: que todos os Homens saibam dar as mãos para construír um País de que se possam orgulhar e transmitir aos vindouros.
- Se eu um dia lá voltar... Angola não será mais uma saudade, mas a realidade perene, que dará os frutos que só o amor àquela terra poderá justificar.
- Se um dia lá voltar, Angola será o meu adeus às coisas do mundo, porquanto o meu espírito percorrerá todos os caminhos que vão das imensas florestas do Maiombe às terras vermelhas do deserto do Namibe... e por lá irá permanecer até à consumação dos séculos.
...
- Se eu um dia lá voltar...



quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Por Vales e Montanhas...




Perdi-me pelos vales e montanhas
Andei pelas veredas sempre só
E tropecei nas pedras comi pó
Sem nunca desistir dessas façanhas

Buscava eu riquezas e tamanhas
Mas não as que em dinheiro nos ofuscam
Tão só essas que as almas sempre buscam
E enchem bem de amor suas entranhas

E vi-te na procura.E me quedei
Deste-me o teu amor e me orgulhei
De ver que minha busca já foi história...

Veredas...estão bem cheias de carinhos
Os vales... de ternura são verdinhos
Montanhas... só se forem as de glória.



Da tua mulher Antonieta


terça-feira, 28 de agosto de 2007

AVIAÇÃO - As aeronaves - Parte I


Não há memória de tudo o que o Homem usou como "modelo" para as suas tentativas de imitar os pássaros sulcando os ares, pois até na lenda se fala de Ícaro como o primeiro ser a tentar voar... na ânsia de chegar ao sol!
Manias, dirão alguns, mas não tão grandes que não viessem a obter resultados positivos essas "maluquices" que foram sendo experimentadas através dos tempos, até aos voos em demanda da lua ou de outros planetas mais ou menos conhecidos. O homem pré-histórico já havia descoberto que, ao insuflar ar numa pele de animal, esta flutuava e ajudava-o a nadar mantendo-o à superfície das águas. Muito mais tarde, já no século XVII, descobriu-se que um saco cheio de gás se eleva do chão, graças aos estudos de alguns eruditos que estudavam a atmosfera e os seus gases, salientando-se, entre estes, o italiano Torricelli. O químico inglês Robert Boyle isolou o mais leve dos gases, o hidrogénio e enunciou então a lei com o seu nome, que diz que "Para uma dada quantidade de gás, o volume aumenta à medida que a pressão desce, sendo o inverso também verdadeiro!". Em 1709, a 8 de Agosto, o Português, nascido no Brasil, Padre Bartolomeu Lourenço, que mais tarde adoptou "de Gusmão", inventou o aeróstato, ao construir um balão que conseguiu elevar-se a 4 metros de altura. Esta experiência foi feita numa sala da Casa da Índia, no Terreiro do Paço, tendo o inventor utilizado um balão cheio de ar aquecido "pelo fogo material contido numa tigela de barro incrustada na base de um tabuleiro de madeira encerada", que subiu até ao tecto. Antes de fugir de Portugal, alguns anos mais tarde, Bartolomeu de Gusmão destruiu todos os seus arquivos, pelo que não há uma certeza quanto à forma exacta da sua "Passarola", na qual tentou voar largando-se do Castelo de S. Jorge, sem que tenha obtido um êxito total, pois a Passarola, "depois de percorrer 1 quilómetro, veio a cair no torreão da parte ocidental da praça que então era o Terreiro do Paço!". O "aeronauta" saiu ileso desta aventura.Em 1782 é a vez de os irmãos Joseph e Étienne Montgolfier, dois franceses fabricantes de papel, conseguem fazer voar, dentro de um quarto, um balão cheio de ar quente. O saco de seda e com uma abertura no fundo, tinha uma capacidade de 1,1 m3. Queimando papel na abertura, o saco enchia-se de ar quente e subia até ao tecto. Na Primavera do ano de 1783 os irmãos voltaram a realizar tal experiência, mas num balão de escala maior e em campo aberto. O papel do balão foi revestido de tecido e tinha 620 m3 de capacidade, tendo atingido uma altura de 1.800 metros. Depois de várias outras experiências, com balões de cada vez maior capacidade, os balões tornaram-se meios de transporte ou de auxilio à ciência, pois o francês Henri Giffard construiu o primeiro dirigível propulsionado mecânicamente, tendo levantado voo e voado cerca de 25 quilómetros, à fantástica velocidade de 8 Km/h. O aparelho tinha 43 metros de comprimento e era propulsionado por um motor a vapor com 3 cv, que accionava uma hélice de 3,5 m de diâmetro.Com Ferdinand Zeppelin, um antigo oficial do Exército Alemão, , o dirigível passou a ser conhecido... com o seu nome. Em 1900 construiu um protótipo cilíndrico com 128 metros, feito com uma armação de alumínio revestido de tela de algodão. Levava 11.320 m3 de hidrogénio, em 17 sacos estanques, sendo movido por 2 motores Daimler de 14 cv.Durante a 1ª. Guerra Mundial os Zeppelins foram utilizados para realizar os primeiros ataques aéreos da História, ao largarem bombas sobre Londres.Nos anos 30 eram moda as viagens no Zeppelin, com aparelhos de dimensões fabulosas que transportavam um pequeno número de privilegiados, que "voavam" de capital em capital ou através do Atlântico. Estes modelos tinham 250 metros de comprimento.
Os acidentes com estes aparelhos atingiam grandes proporções. Em 1937 , o Hindenburg, o maior e mais moderno dirigível do mundo, começou a arder quando preparava a aterragem em Lakehurst - Nova Jerséi - EUA. Cheio de hidrogénio, altamente inflamável, em virtude de o hélio - gás que oferecia menos riscos - ser muito caro e difícil de obter. Pereceram 35 passageiros neste primeiro grande acidente aéreo da História... que também ditou o desaparecimento deste aparelho como meio de transporte apenas oito anos depois de ter efectuado a sua primeira volta ao Mundo.
Mas a conquista do ar não estava morta, pois o Homem não desistia do seu sonho: VOAR!
Sabe-se que os primeiros estudos para a construção de um avião foram feitos por Leonardo da Vinci, no século XVI... mas não vamos agora falar disso, porque é preciso descansar um pouco, tomar embalagem para, logo que seja oportuno, continuar a falar deste tema, que sempre apaixonou o Homem de todos os tempos... não fosse o "escriba" deste texto um apaixonado pelas coisas do ar, a pontos de ter passado uma vida ao serviço da Força Aérea.

Um trabalho de Victor Elias
- inspirado na História dos Grandes Inventos, das Selecções RD

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

LEIRIA...UMA CIDADE MEDIEVAL


Situe-se Leiria e a sua função de cidade na História Pátria. Poderá verificar-se aquilo que ela representa no conceito do País, medindo-se o significado dos acontecimentos que lhe são respeitantes e escalonam a sua vida local no decorrer dos séculos passados.
Pode-se afirmar que a história de Leiria começa, sem qualquer dúvida, no ano de 1135, data que os "Anais de D. Afonso, Rei dos Portugueses", também chamados de "Chronica Gothorum"`, atribuem a construção do Castelo de Leiria pelo Príncipe D. Afonso Henriques, que foi erguido num local amplamente deserto e numa terra deserta, segundo a carta do Príncipe ao Papa Adriano IV, cerca de vinte anos depois. No entanto, porque há sempre detractores, vários autores põem em causa tal afirmação, pois não era possível a zona estar totalmente despovoada tendo-se em conta as lutas travadas entre Santa Cruz e o Bispo de Coimbra para a manutenção da jurisdição eclesiástica no termo de Leiria, motivo porque convinha acentuar-se haver sido toda a vida humana uma iniciativa do Rei benfeitor, não sendo fácil justificar que o Rei houvesse concedido a jurisdição eclesiástica fosse a quem fosse, sendo esta pertença da autoridade da Igreja. O que se pode afirmar é ter sido voz corrente, na literatura dos séculos XI e XII, haver sido feito o povoamento de um lugar deserto, mas não se pode tomar a afirmação como uma verdade inquestionável.
Os cónegos regrantes de Coimbra estabeleceram tal vínculo à cidade que acabaram por apagar da memória tudo o que, vindo do passado, pudesse enfraquecer, mesmo no domínio da história militar do Castelo, pondo em causa o seu completo domínio sobre os cristãos que formavam a comunidade citadina. A construção do castelo constituiu um corte com o passado, é definitivo, como também é certo que o lugar não era ermo e despovoado.
A fortificação erguida era uma construção que visava ser ponto estratégico para a defesa do sul de Coimbra, que era assolada, com muita frequência, por guerreiros mouros vindos de Santarém para destruir os campos do vale do Mondego. A construção de um castelo em Leiria faz parte da estratégia de defesa de Coimbra, sendo uma linha avançada em relação a Soure, que foi, até aos anos 30 do século XII, o ponto fortificado mais adiantado na extrema meridional do Reino. Este avanço agressivo, porque o era, entrava nitidamente em choque com as linhas de defesa dos islâmicos, que viam a sua posição em Santarém e mesmo em Torres Vedras, bastante fragilizadas, pois os cavaleiros cristãos podiam agora, a partir de Leiria, realizar fossados em direcção a Santarém, contornando a Torre de Toxe, que defendia a cidade do lado norte... e daí até Lisboa seria um "salto de cavalo" no jogo deste xadrês em que o jovem Afonso Henriques pretendia dar "xeque-mate" aos mouros. Assim que Santarém viesse a cair nas mãos dos Portugueses e Torres Vedras fosse tomada... Lisboa ficava apenas defendida por Sintra, à mercê dos cristãos, que de há muito a cobiçavam.
Por várias vezes teve o Rei D. Afonso I que vir em socorro do povo que estava acolhido no castelo de Erena (o nome árabe de Leiria), que havia sido construído frente ao castelo de Santarém com a intenção de combater os infiéis nesta cidade e daí conquistar as posições de Lisboa e Sintra e todas as fortificações castrenses que os Mouros tinham estabelecido na região.
Em 1144 os Mouros atacaram o castelo de Soure. No ano seguinte corria o apelo em Coimbra para se socorrer o castelo de Leiria, prometendo-se que quem viesse a morrer nesta empresa, teria o mesmo merecimento que poderiam obter nas lutas em Jerusalém. Era uma forma de aliciamento das populações coimbrãs para as lutas que aconteciam bem perto das suas terras, dissuadindo-as de irem para a Terra Santa como Cruzados... porque era aqui mais que necessários.
Até 1147, ano em que se dá a conquista de Santarém e Lisboa, as lutas por Leiria foram uma constante. Desde a sua fundação, em 1135 e 1147, foram doze anos em que houve a preocupação de manter uma guarnição militar, procurando esta encontrar no local meios de subsistência imediata, pois nos meses de Primavera e Verão viviam dependentes dos assaltos e pilhagens às terras mais férteis de além-fronteira, apreendendo cavalos e objectos de valor que vendiam por bons preços, tal como faziam prisioneiros que vendiam ou pelos quais pediam avultados resgates. Eram estas as principais ocupações dos primeiros habitantes de Leiria, por muito que custe dizê-lo a quem é da cidade, como é o meu caso.
Este ano de 1147 foi de mudança radical. A linha do Tejo ficou uma fronteira estável, mais difícil de transpor pelos vales e montanhas das serras de Aires e Candeeiros, pelo que as pessoas puderam, finalmente, fixar-se no amanho da terra, sair para fora das muralhas e começar a criar estruturas mais produtivas, que eram fundamentais para a sua existência.
Assim, a população da cidade foi crescendo com acentuada rapidez. A Igreja de Nossa Senhora da Pena foi sagrada ainda antes de 1147. Cinco anos depois já aparecem referencias à vila e muralhas. O Papa Adriano IV confirmou, em 1157, a doação feita por D. Afonso Henriques ao Mosteiro de Santa Cruz dos direitos eclesiásticos sobre Leiria, referindo-se então a todas as igrejas existentes no Castelo de Leiria e às que ficavam no seu termo.
O facto é que os rendimentos das igrejas cresceram rapidamente... o que agravou as questões entre o prior de Santa Cruz e o Bispo de Coimbra acerca da aludida jurisdição eclesiástica. Mesmo com a doação do Rei e a confirmação papal e apesar de ter havido também a doação dos respectivos direitos pelo Bispo de Lisboa, em 1156, o Bispo de Coimbra dizia-se lesado e tentou por todas as formas recuperar esses direitos.
A luta pelos direitos eclesiásticos de Leiria foi tomada aqui como um sinal de consideráveis interesses materiais em jogo... mas estes eram realmente um sinal do crescimento rápido da população da cidade, o que se deduz pela referência à ponte de Leiria nos forais de 1142 ou 1144 e à prescrição do mesmo diploma que isenta os mercadores da cidade de portagens em todas as terras do Rei. Estes pormenores demonstram a existência de uma actividade comercial bastante importante, acontecida depois da reconstrução da povoação, sendo baseada nos objectos e bens capturados aos Mouros ou em perigosas mas rentáveis operações de transferência de bens entre os campos inimigos.
Por agora me fico nesta análise da Leiria medieval... desde a sua fundação! Outras ocasiões haverá para dela voltar a falar, como convém!

(Um trabalho inspirado na obra de J. Mattoso)

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

UM SORRISO PARA TI....


Sorri sempre ... mesmo que o teu sorriso seja triste

porque mais triste que o teu triste sorriso

é a tristeza de não saber sorrir.

Voltar a Gilwell...

Eu era um velho Chefe...
que rico Chefe eu era,
mas fiquei velho e fraco,
já chefiar não sei,
cansado estou da vida,
não posso chefiar mais
volto a Gilwell e as minhas forças renovarei
Gilwell, Gilwell, cá voltei...
as forças à tua sombra renovei
Gilwell, Gilwell, cá voltei...
...a chefia outra vez retomarei!
Eu era um velho Mocho,
que lindo Mocho eu era,
mas deixei de piar,
mais que fazer não sei
cansado estou da vida,
não posso piar mais,
volto a Gilwell e a minha voz renovarei
Gilwell, Gilwell, cá voltei...
meu pio à tua sombra renovei
Gilwell, Gilwell, cá voltei...
meu pio à tua sombra retomei!

FUNCIONALISMO... PAZ À SUA ALMA...


Nos últimos tempos, basta andar-se atento ao que o Governo (?) de Portugal vai legislando sobre o assunto e, desde logo, começa a ser ponto assente: O FUNCIONALISMO PÚBLICO EM PORTUGAL "ESTÁ MORTO E ARREFECE", tal como "O Menino de sua Mãe"... e não é pelas malhas que o império tece, não, porque ao império rezaram o responsório dos mortos aqueles que nos legaram as amplas liberdades conquistadas pelos mui garbosos Capitães de Abril... que a terra lhes seja leva como o Monte Evereste. No antigamente da vida, uma criança nascia e logo os pais adquiriam a secreta esperança de que viesse a conseguir um lugarz na Função Pública, pois era a garantia de um dia ter uma reforma que desse um pouco de descanso nos poucos anos que o Omnipotente lhe concedesse para viver no seu torrão natal, onde acabaria a plantar couves tronxudas no bocadito de terra que os pais deixariam em herança, onde os galináceos e os marrecos viviam em liberdade os tempos que podiam sem que se sentisse o apelo da panela para a canja dos Domingos e dias festivos, quando os filhos e netos vinham partilhar o repasto.
Não é que o Estado fosse um bom patrão, no que respeita aos vencimentos, mas sempre era certinho e não havia falências. E talvez não seja perjorativo afirmar que alguns receberiam mais do que deviam, pois não raro se viam serviços a abarrotar de funcionários de mangas de alpaca enfiadsas nos braços... só para fazer vista, pois eram meros objectos de exposição para os utentes vêrem que ali havia sempre alguém... mesmo que não soubesse fazer outra coisa que não fosse dar a indicação de que aquele documento tinha que ser entregue no 5º. piso (o prédio sem elevador...), que lá diriam o que era preciso mais... como seja o mod. 123 c, que teria que comprar na Tesouraria, prencher e levar ao 1º. piso, onde era carimbado e lhe faziam um rabisco, sendo depois entregue na 2ª. Repartição... no 6º. piso, mas aqui pedem desculpa, mas o impresso está mal, pois o correcto é o 123 b e não aquele......mas não havia funcionários de nível no meio dos 7 milhões de funcionários existentes... no dizer do actual Executivo governamental?
Claro que havia, e não eram poucos, felizmente! Pena era haver tantos a viver do suor dos outros... e nem são esses a ser contemplados com o rótulo de "excedentário", pois vivem da subserviência, dos malabrismos e equilíbrios no arame, pois há sempre o "tanso" que se irá sacrificar, quando necessário, para que o "esperto" sobreviva e continue a ser o funcionário modelo da repartição.
Hoje é indefinida a situação dos funcionários públicos, que não vêem prespectivas de vencer os mais arrojados, como seja aquela menina Clarinda que, porque se passou a trabalhar por objectivos que possam dar aquela pontuação capaz de garantir as tais alcavalas em incentivos pecuniários, promoções ou férias por mérito, passou a usar as roupas da irmã mais nova, pois estas deixam ver umas coxas cheias de promessas, além do rosado de uma cueca rendada que deixa babado o chefe mais sizudo. A opolência que o silicone deu aos peitos, porque é preciso ser-se previdente e ela não dorme no serviço... parece, também vai fazer babar o chefe... e acredita que os pontos já estão conseguidos. Não devia estar para aqui com estas inconfidências, mas é preciso chamar os bois (ou as vacas) pelo nome e denunciar é preciso, como se diria naquelas canções de vanguarda surgidas nos dias do PREC pós revolucionário. Mas não se pense que não acredito nos valores propagandeados pelo Governo! Basta ver como agora é fácil o uso do compadrio, da influência político-partidária, o cartão de militante de um qualquer partido do expectro político Português. A cunha é uma instituição que está a acabar... por dar sempre resultados excepcionais. Não acreditam? A filha de um qualquer Ministro deste País está sujeita a ser empossada como assessora do pai... mas isto é um modo de dar "assistência à família", para que esta não viva na indigência por falta de trabalho. Teve azar de viver num tempo em que há milhares de desempregados e não é justo pagar por ser filha do Ministro, sobrinha do Secretário de Estado, prima do Primeiro Ministro, afilhada do Director Geral, do Administrador, do dirigente do partido na freguesia, no concelho, no distrito ou nacional. Sim! Os poucos lugares com remuneração coincidente com o estatuto que ostentam na sociedade... estão reservados desde logo, mesmo que não necessários! É a perversão moral em toda a linha, mas a vergonha é para os que não almejam um lugar onde sustentar a família.
E para cúmulo, as poucas benesses assistenciais que eram disponibilizados aos Funcionários Públicos, vão sendo retiradas gradualmente. Quanto à Saúde, tinhas uma Assistência na doença, nos meios auxiliares de diagnóstico, na aquisição de medicamentos ou próteses ? Tinhas, dizes bem! Tinhas mas acabou! Os medicamentos são mais caros? Pagas taxas moderadoras altíssimas? Pois claro! Se a prostituta, que vende o corpo e a alma, a mulher que traiu o marido e ficou grávida, a menina que vai curtir para a noite , drunfa, etiliza-se, deita-se com os companheiros de circunstância e fica grávida "da malta" necessitam de abortar, uma porque quer continuar na vida e não o pode fazer enquanto a criança estiver por parir e aturar até encontrar ama, a outra para que o cornudo não lhe venha a pedir satisfações e a ponha no meio da rua, a miúde porque é preciso ninguém descobrir aquela vergonha, pois é menina de família! Mas não precisão de pagar taxas moderadoras, porque os outros pagam por elas! E alguém que diga BASTA a este estado de coisas? Parece que o País adormeceu com as palavras bonitas de um Primeiro Ministro bem falante e já não tem vontade própria! Neste País de brandos costumes não há lugar para atitudes dúbias, pois se os Portugueses não procurarem de arrepirar caminho, não será só o funcionalismo a entregar a alma ao Criador, mas todo o País a caminhar para o abismo em que alguém o pretende colocar! Se até já um pseudo escritor a quem deram um prémio que só lhe deu vaidade e arrogância, já preconiza a integração de Portugal na Pátria Espanhola, como Ibéria, diz o caquético homem da Azinhaga, que de comunista tem a lata mas não a prática, pois não vejo que deixe de se enfrascar, pelo que se pode deduzir daquilo que afirma, que apenas se poderia tolerar a alguém toldado pelos malefícios de uns copos a mais no bucho.
Para o Funcionalismo Público em Portugal... QUE DESCANSE EM PAZ, mas possa ressuscitar um dia, são os votos de quem ainda acredita em milagres.
Não sei se ainda a tempo de salvar uma geração, mas mais vale tarde do que nunca, diz o Povo na sua enorme sabedoria!
"Quando não souberes o presente que deves dar ao teu filho... exorta-o a procurar nova vida num lugar onde lhe sejam dadas oprtunidades para o fazer com dignidade, o respeitem nos seus direitos e lhe dêem oportunidade de criar os seus netos de uma forma tranquila! Será esse o melhor presente que lhe poderá dar, acredite!"
Se é utopia amar a vida e procurar o melhor para quem amamos... então que viva a utopia!

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!