
Nos últimos tempos, basta andar-se atento ao que o Governo (?) de Portugal vai legislando sobre o assunto e, desde logo, começa a ser ponto assente: O FUNCIONALISMO PÚBLICO EM PORTUGAL "ESTÁ MORTO E ARREFECE", tal como "O Menino de sua Mãe"... e não é pelas malhas que o império tece, não, porque ao império rezaram o responsório dos mortos aqueles que nos legaram as amplas liberdades conquistadas pelos mui garbosos Capitães de Abril... que a terra lhes seja leva como o Monte Evereste. No antigamente da vida, uma criança nascia e logo os pais adquiriam a secreta esperança de que viesse a conseguir um lugarz na Função Pública, pois era a garantia de um dia ter uma reforma que desse um pouco de descanso nos poucos anos que o Omnipotente lhe concedesse para viver no seu torrão natal, onde acabaria a plantar couves tronxudas no bocadito de terra que os pais deixariam em herança, onde os galináceos e os marrecos viviam em liberdade os tempos que podiam sem que se sentisse o apelo da panela para a canja dos Domingos e dias festivos, quando os filhos e netos vinham partilhar o repasto.
Não é que o Estado fosse um bom patrão, no que respeita aos vencimentos, mas sempre era certinho e não havia falências. E talvez não seja perjorativo afirmar que alguns receberiam mais do que deviam, pois não raro se viam serviços a abarrotar de funcionários de mangas de alpaca enfiadsas nos braços... só para fazer vista, pois eram meros objectos de exposição para os utentes vêrem que ali havia sempre alguém... mesmo que não soubesse fazer outra coisa que não fosse dar a indicação de que aquele documento tinha que ser entregue no 5º. piso (o prédio sem elevador...), que lá diriam o que era preciso mais... como seja o mod. 123 c, que teria que comprar na Tesouraria, prencher e levar ao 1º. piso, onde era carimbado e lhe faziam um rabisco, sendo depois entregue na 2ª. Repartição... no 6º. piso, mas aqui pedem desculpa, mas o impresso está mal, pois o correcto é o 123 b e não aquele......mas não havia funcionários de nível no meio dos 7 milhões de funcionários existentes... no dizer do actual Executivo governamental?
Claro que havia, e não eram poucos, felizmente! Pena era haver tantos a viver do suor dos outros... e nem são esses a ser contemplados com o rótulo de "excedentário", pois vivem da subserviência, dos malabrismos e equilíbrios no arame, pois há sempre o "tanso" que se irá sacrificar, quando necessário, para que o "esperto" sobreviva e continue a ser o funcionário modelo da repartição.
Hoje é indefinida a situação dos funcionários públicos, que não vêem prespectivas de vencer os mais arrojados, como seja aquela menina Clarinda que, porque se passou a trabalhar por objectivos que possam dar aquela pontuação capaz de garantir as tais alcavalas em incentivos pecuniários, promoções ou férias por mérito, passou a usar as roupas da irmã mais nova, pois estas deixam ver umas coxas cheias de promessas, além do rosado de uma cueca rendada que deixa babado o chefe mais sizudo. A opolência que o silicone deu aos peitos, porque é preciso ser-se previdente e ela não dorme no serviço... parece, também vai fazer babar o chefe... e acredita que os pontos já estão conseguidos. Não devia estar para aqui com estas inconfidências, mas é preciso chamar os bois (ou as vacas) pelo nome e denunciar é preciso, como se diria naquelas canções de vanguarda surgidas nos dias do PREC pós revolucionário. Mas não se pense que não acredito nos valores propagandeados pelo Governo! Basta ver como agora é fácil o uso do compadrio, da influência político-partidária, o cartão de militante de um qualquer partido do expectro político Português. A cunha é uma instituição que está a acabar... por dar sempre resultados excepcionais. Não acreditam? A filha de um qualquer Ministro deste País está sujeita a ser empossada como assessora do pai... mas isto é um modo de dar "assistência à família", para que esta não viva na indigência por falta de trabalho. Teve azar de viver num tempo em que há milhares de desempregados e não é justo pagar por ser filha do Ministro, sobrinha do Secretário de Estado, prima do Primeiro Ministro, afilhada do Director Geral, do Administrador, do dirigente do partido na freguesia, no concelho, no distrito ou nacional. Sim! Os poucos lugares com remuneração coincidente com o estatuto que ostentam na sociedade... estão reservados desde logo, mesmo que não necessários! É a perversão moral em toda a linha, mas a vergonha é para os que não almejam um lugar onde sustentar a família.
E para cúmulo, as poucas benesses assistenciais que eram disponibilizados aos Funcionários Públicos, vão sendo retiradas gradualmente. Quanto à Saúde, tinhas uma Assistência na doença, nos meios auxiliares de diagnóstico, na aquisição de medicamentos ou próteses ? Tinhas, dizes bem! Tinhas mas acabou! Os medicamentos são mais caros? Pagas taxas moderadoras altíssimas? Pois claro! Se a prostituta, que vende o corpo e a alma, a mulher que traiu o marido e ficou grávida, a menina que vai curtir para a noite , drunfa, etiliza-se, deita-se com os companheiros de circunstância e fica grávida "da malta" necessitam de abortar, uma porque quer continuar na vida e não o pode fazer enquanto a criança estiver por parir e aturar até encontrar ama, a outra para que o cornudo não lhe venha a pedir satisfações e a ponha no meio da rua, a miúde porque é preciso ninguém descobrir aquela vergonha, pois é menina de família! Mas não precisão de pagar taxas moderadoras, porque os outros pagam por elas! E alguém que diga BASTA a este estado de coisas? Parece que o País adormeceu com as palavras bonitas de um Primeiro Ministro bem falante e já não tem vontade própria! Neste País de brandos costumes não há lugar para atitudes dúbias, pois se os Portugueses não procurarem de arrepirar caminho, não será só o funcionalismo a entregar a alma ao Criador, mas todo o País a caminhar para o abismo em que alguém o pretende colocar! Se até já um pseudo escritor a quem deram um prémio que só lhe deu vaidade e arrogância, já preconiza a integração de Portugal na Pátria Espanhola, como Ibéria, diz o caquético homem da Azinhaga, que de comunista tem a lata mas não a prática, pois não vejo que deixe de se enfrascar, pelo que se pode deduzir daquilo que afirma, que apenas se poderia tolerar a alguém toldado pelos malefícios de uns copos a mais no bucho.
Para o Funcionalismo Público em Portugal... QUE DESCANSE EM PAZ, mas possa ressuscitar um dia, são os votos de quem ainda acredita em milagres.
Não sei se ainda a tempo de salvar uma geração, mas mais vale tarde do que nunca, diz o Povo na sua enorme sabedoria!
"Quando não souberes o presente que deves dar ao teu filho... exorta-o a procurar nova vida num lugar onde lhe sejam dadas oprtunidades para o fazer com dignidade, o respeitem nos seus direitos e lhe dêem oportunidade de criar os seus netos de uma forma tranquila! Será esse o melhor presente que lhe poderá dar, acredite!"
Se é utopia amar a vida e procurar o melhor para quem amamos... então que viva a utopia!