sábado, 3 de novembro de 2007

ANGOLA: TANTO TEMPO JÁ PASSADO...

...mas não terminou ainda esta saga de um Povo na busca de um futuro, após haver feito uma caminhada sem fim em busca de uma identidade, que nunca havia sido perdida, apenas adiada. E isto para se dizer que Angola sempre soube quem era, porque o era e para que foi necessária uma caminhada de 500 anos, sob orientação de um "tutor" cujo nome era Portugal.
....Quando tudo parecia estar no "bom caminho", depois da revolução acontecida no Continente Português, a 25 de Abril, eis que tudo se precipita e recrudesce a guerra, mas agora entre os Movimentos independentistas - dizer "terroristas" parece mal, especialmente para quem não viveu os horrores do 15 de Março no Norte de Angola - que desrespeitaram, por completo, aquilo que haviam acordado em Alvor e depois em Bicesse, e se lançaram numa luta fraticida que "apenas" veio aumentar o caudal do sangue derramado pelo Povo mártir de Angola, de uma forma bastante significativa. As lutas pelo poder encontravam contendores à altura, pois apenas a vitória, - a qualquer preço, diga-se - poderia conduzir à independência, mesmo que para isso contassem já com os tradicionais "vende pátrias", os sabujos do costume que aparecem, nestas ocasiões, a "vender-se por um prato de lentilhas", obedecendo às ordens emanadas pelos"Partidos" a que costumam reportar todos os seus actos.
....É assim que vamos encontrar os "Almirantes Vermelhos", os "Generais Xonés", os "Democratas Oportunistas" e todo um rol de gente sem princípios, sem ética nem moral, que hipotecam as consciências de uma forma assaz repugnante: Angola só pode ser entregue a um Partido que professe ideais comunistas, que conduzam à proclamação de uma República Socialista que seja fiel intérprete das ordens emanadas de Moscovo. Para tal, até as armas que foram dos Portugueses foram entregues aos "vencedores", escolhidos de antemão: O MPLA!
....O desplante foi tal que levou o MPLA a tentare fazer o Povo acreditar serem eles o único Movimento que jamais fez a guerra contra os civis, mas apenas aos militares, pois este seriam os verdadeiros representantes do Governo de Lisboa, sendo portanto os agentes do colonialismo contra o qual combatiam.
....A convulsão resultou na Independência proclamada por Agostinho Neto... mas ainda havia muito para sofrer, pois as dissenções não se ficavam por aqui. Os ventos da guerra parece que se estenderam por todo o território e chegaram a Cabinda, onde o Povo exige que seja considerado o Tratado de Simulambuco, porque jamais Cabinda foi pertença de Angola. Era (é) um território sob protecção de Portugal, mas nunca foi parte deste.
....Os anos foram-se passando... e Angola encontrou alguma estabilidade, mas nunca foi explicado aquilo que aconteceu a 27 de Maio de 1977 e se foi prolongando até ao ano de 1979, período em que o MPLA praticou tremendas atrocidades contra os seus próprios militantes, havendo pessoas que foram presas, torturadas e até mortas apenas porque eram amigos ou parentes afastados da família de Nito Alves... porque os parentes próximos eram única e simplesmente mortos da forma mais atróz que alguém possa imaginar. A maioria dos presos, e dos mortos, nem sequer tinha 18 anos. Alguns até estavam fora de Luanda, soldados das FAPLA ou civis, no início dos acontecimentos... mas eram gente para morrer, não havia volta a dar. Foi assim que o MPLA fuzilou milhares de pessoas durante meses. Os mortos calcularam-se em cerca de 50.000, mas há indicadores que apontam para os 80.000. Para um Partido que não tinha sangue de Angolanos nas mãos, estavam a recuperar bem de tal handicap.
....E Angola não merecia esta humilhação para o seu Povo, bom e hospitaleiro. Angola teve na DISA e nos Comissários do Povo os "Robespierres" africanos, que lançaram o terror sobre toda a Nação... não se sabendo ainda quando se sentirá o clamôr dos mortos por todo o sangue derramado, e se exija a constituição de um Tribunal da Memória que julgue esta infâmia, que foi apadrinhada por Pepetela, Luandino Vieira, Rui Mingas, Diógenes Boavida e algumas outras figuras gradas da sociedade Luandense, pessoas que muitos haviam aprendido a respeitar... mas que se revelaram uma verdadeira fraude, porque não passavam de um corpo de traidores aos ideais de liberdade da maioria do Povo, que neles havia confiado! E eram escritores, atletas, cantores... diabos com rosto de santo.
....Entretanto... o Povo vai sofrendo na carne os crimes praticados em seu nome. ....Até quando? Quem souber que o responda!

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

FÁTIMA ...E A IGREJA DA SANTÍSSIMA TRINDADE

No dia 12 de Outubro de 2007, na Cova da Iria, o Cardeal Tarcísio Bertone, Secretário de Estado da Santa Sé e Legado Pontifício do Santo Padre, durante a Peregrinação Internacional ali realizada, comemorativa da 6ª. Aparição aos Pastorinhos, procedeu à inauguração da Igreja da Santíssima Trindade, também já apelidada de 2ª. Basílica de Fátima.
Para quem conheça o que foi toda a extraordinária evolução verificada naquele local, ao longo dos 90 anos das Aparições, talvez pense que esta infraestrutura religiosa é "um insulto para os mais pobres e a clara demonstração da ostentação da Igreja", enquanto outros se limitarão a dizer, apenas e só, que "é uma necessidade de há muito sentida, considerando-se as deficientes condições que eram oferecidas aos peregrinos no Centro Pastoral Paulo VI "... o que é uma verdade insufismável... e não acredito que haja um meio termo de análise, porquanto nos dias de intempérie tornava-se por demais sentida a necessidade de se construír um amplo espaço onde os fiéis não ficassem à chuva, como acontecia na Capelinha, quando das Peregrinações Aniversárias, pois ali não havia hipóteses de se fugir da chuva, que a todos molhava.
Houve muitos estudos, muitas sugestões, muitas hipóteses mais ou menos megalómanas, como a de ser coberto todo o Recinto por uma monumental cúpula, a partir da Cruz Alta, construíndo uma nova Basílica por cima da actual, que ficaria como Altar Mor da que fosse erguida... ou então, a partir das colunas de som do Recinto, erguer pórticos que sustentariam uma cúpula que seria fechada por um cimbre em forma de coroa, rematado por uma cruz iluminada.
Mas imperou o bom senso e construíu-se este Templo, que tem como senão o destoar um pouco do local onde está inserido. Esta nova Igreja tem 125 metros de diâmetro, 130.000 m3 de volume e uma altura de 15 metros, foi desenhada pelo Arquitecto Grego Alexandre Tombazis e tem uma capacidade para 9.000 pessoas sentadas. Custou 80 milhões de Euros, que foram obtidos, integralmente, com as receitas do Santuário resultantes dos donativos dos peregrinos. A colocação da primeira pedra teve lugar a 6 de Junho de 2004, Domingo da Santíssima Trindade, tendo essa 1ª. pedra, do Túmulo de São Pedro, vindo de Roma, como especial oferta do Santo Padre João Paulo II . D. Serafim, Ferreira e Silva, ao tempo Bispo de Leiria-Fátima, afirmou então ser "um símbolo muito eloquente". É o maior recinto público fechado do País. Tem forma circular e é sustentada por um grande pilar que suporta toda a cobertura e evita colunas no interior do templo. No projecto combina-se a luz e a tecnologia, procurando-se respeitar a atmosfera que se vive em Fátima. O interior é iluminado pelo tecto, através de janelas viradas a Norte, dando prioridade à luz natural. É possível mudar a iluminação em diferentes lugares e com diferentes intensidades, com a ajuda de um sistema computadorizado. O projecto inclui ainda um espelho de água, nas duas escadas centrais paralelas da entrada, elemento com que Tambazis admite querer transmitir a calma e serenidade transmitidas pelo local, um recinto que ecoa uma "paz infinita" nas suas palavras.
Além da porta principal, abrindo em vasto adro sobre o Recinto, há doze portas laterais, seis de cada lado. A porta principal é consagrada a Cristo e as laterais aos Apóstolos.
Trabalharam nesta nova Igreja da Santíssima Trindade cerca de 3.300 pessoas, que vão vêr o seu nome gravado na pedra, em monumento a colocar na Basílica. O complexo tem três Capelas da Reconciliação, com valência também para outras celebrações. A nova "Cruz Alta" é da autoria do artista alemão Robert Schad, foi executada em aço corten, tem 34 metros de altura e 17 metros de largura, ao nível dos braços.
Fátima tem agora mais um local de culto... e este continuará a merecer muitos aplausos e censuras, mas será, não se duvide, mais um forte motivo para se fazer uma visita ao Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, nesta terra que nos convida à oração, tão cheia de insondáveis mistérios quanto às coisas que nos vêm do Alto ... mas, fundamentalmente, uma terra de fé.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

ÁFRICA... ontem...hoje... e amanhã

* Quem não conheça África, fará ideia de que este Continente terá uma grande densidade populacional, se estiver simplesmente a fazer a conta aos milhares de pessoas que morrem de fome, das "novas" doenças ou epidemias a que, um povo que refere enormes carências de toda a ordem, está mais sujeito. Efectivamente não é bem como poderá parecer, pois a baixa densidade é efectivamente grande. Há em África um reduzido número de grandes cidades, no topo das quais vamos encontrar o Cairo, com cerca de 12 milhões de habitantes, seguindo-se Alexandria, com 5 milhões. A maioria das outras grandes cidades, Casablanca, Argel, Orão, Marrakech, Port Said, Fez, Tunes, Rabat, Tripoli, Mesquinez, Tânger, Suez, na zona Norte, e Joanesburg o, Cabo, Pretória, Durban, Port-Elizabeth, Blonfentein, Berminston, na zona Sul, encontram-se fora dos trópicos, tendo esta zona, como mais importantes, Ibadan, Lagos, Abidjan, Cartum, Adis-Abeba, Mombaça, Dakar, Kinshasa, Luanda, Antananarivo, Harare, Kano, Naiorobi e Bulawayo. Para África emigram, sobretudo, gentes da Europa e da Ásia, sendo os Europeus de origem mais recente, que se concentram especialmente na ´´Africa do Sul, nas zonas mediterrânicas do Norte de África, no Quénia, no Zimbawe e na Zâmbia. Para a África Oriental emigram especialmente os Indianos.
* A história fala-nos com algumas certezas de invasões árabes que ocorreram entre os séculos VII e XIX; sabe-se também que foi governada por dinastias árabes até 1500 a.C. e que houve, anteriormente, invasões pré-históricas de povos de uma grande família asiática camito-semítica. A restante população poderá considerar-se aborígena, embora se questione quem foram os povoadores originais do continente e se África foi habitada por povos negróides em tempos paleolíticos. Entre os povos originários de África podem estabelecer-se dois grupos: os negros africanos que habitam a Sul do Sara e os africanos caucásicos, que vivem a Norte do citado deserto e estão representados por berberes, marroquinos e egípcios. A mistura destes povos com os negros é clara nos etíopes, gallas, somalis e massays da África Oriental. Na zona de transição entre os caucásicos e os negros encontram-se também as tribos nilóticas, incluindo od dinkas e os shilluks, caracterizados pela sua estatura elevada. Na África Ocidental os povos detém uma pel mais clara e traços caucásicos, denunciando a existência de uma mistura racial.
* A Sul do Sara é que encontramos o verdadeiro lar dos negros africanos... mas vamos falar deles no próximo trabalho. Tenho a convicção de que será do vosso agrado, pelo que... até lá.
Trabalho de pesquisa de Victor Elias, baseado na Grande Enciclopédia Universal.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

AS ORIGENS DE SINTRA ...

* As origens de Sintra remontam ao neolítico, estando um pouco espalhado pela serra com o mesmo nome, objectos e construções deste período, assim como túmulos.
Outros povos passaram por Sintra, nomeadamente Celtas, Romanos, Suevos, Godos e por fim Muçulmanos. Este povo deixou, uma inúmera herança em Sintra, que se foi apagando ao longo do tempo, mas que ainda pode ser observada.
É neste período que surgem os primeiros textos que se referem a Sintra como Vila. O nome desta localidade deriva da palavra árabe Cíntia que em português significa lua. É durante a ocupação dos islamitas, que se constrói o Castelo dos Mouros.
D. Afonso Henriques conquista Sintra em 1147, com o auxílio dos cruzados, passando esta a possuir carta de Foral e de feira, a partir de 1154.
Sintra consolidou todo este legado passando a ser um destino muito procurado pela aristocracia portuguesa a partir do século XIX, que procuravam Sintra devido à sua beleza natural e relativa proximidade de Lisboa.
Muitos escritores, músicos, pintores…, como por exemplo Eça de Queiroz inspiraram-se em Sintra na realização das suas obras. O forte crescimento urbano do século XX, não ocorreu em Sintra, estando esta praticamente com os mesmos edifícios do século XIX.
Para falar do património histórico de Sintra escolhi os monumentos mais emblemáticos desta vila histórica, como o palácio da Pena, Palácio de Monserrate, Castelo dos Mouros, entre outros a tratar ao longo do trabalho.
Dentro desta temática falarei sobre os estilos arquitectónicos e histórias que se passaram nestes edifícios.
----------------------------PALÁCIO DA PENA
* O Palácio Nacional da Pena constitui uma das expressões máximas do Romantismo aplicado ao património edificado no séc. XIX em Portugal. Este Monumento Nacional deve-se inteiramente à iniciativa de D. Fernando, marido da Rainha D. Maria II, em 1836. D. Fernando II apaixonou-se logo por Sintra, ao subir a Serra pela primeira vez.
Pensou, igualmente em mandar plantar um magnífico parque, à inglesa, com as mais variadas, exóticas e ricas espécies arbóreas. Desta forma, Parque e Palácio da Pena constituem um todo magnífico. O Palácio, em si, é um edifício ecléctico onde a profusão de estilos e o movimento dos volumes são uma invulgar e excelente lição de arquitectura. Quase todo o Palácio assenta em enormes rochedos e a mistura de estilos que ostenta (neo-gótico, neo-manuelino, neo-islâmico, neo-renascentista, etc.) é verdadeiramente intencional, na medida em que a mentalidade romântica do séc. XIX dedicava um invulgar fascínio ao exotismo e ao passado. A concepção dos interiores deste Palácio para adaptação à residência de Verão da família real valorizou os excelentes trabalhos em estuque e revestimentos em azulejo do séc. XIX, integrando as inúmeras colecções reais. Palácio Nacional da Pena constitui uma das expressões máximas do Romantismo aplicado ao património edificado no séc. XIX em Portugal.
(Continua)

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

ÁFRICA... ontem, hoje e amanhã

* Fala-se tanto e tão pouco de África... fala-se dela tão bem e tão mal dela, fala-se com saudade ou enfastiado com a conversa, porque a desilusão por vezes acontece! No entanto a África é um continente tão pleno de mistério, tão cheio de interrogações, tão cheio de riquezas e misérias gritantes que nos leva a interrogar as nossas consciências sobre o que terá falhado na estabilização e afirmação de uma zona do planeta tão multifacetada, tão pródiga na descoberta de riquezas cada vez mais sumptuosas, que mais parecem dar razão àqueles vendedores de sonhos que nos tentam vender o mapa do tesouro escondido algures num recanto qualquer das sombrias matas e selvas africanas, numa qualquer caverna escondida algures em qualquer lado, com passagem obrigatória por uma qualquer cidade perdida das muitas que sempre povoaram os nossos sonhos de meninos.
* Espanta saber-se estar a carência de alimentos em África ligada ao valor nutritivo desses mesmos alimentos, pois na maioria dos Países de África é possível fazer-se mais que uma colheita anual dos produtos agrícolas necessários para haver uma alimentação equilibrada... mas talvez os interesses estrangeiros que são colocados no âmbito da produção algodoeira, do café, do chá, do sisal, da copra, do ouro, dos diamantes... mas fundamentalmente do petróleo, não deixa lugar para dúvidas de que os produtos alimentares têm que ser protelados, além de que não há apoios, não há uma política agrícola, não há assistência técnica prestada a quem pretenda trabalhar a terra, acontecendo assim haver falta de bens numa grande parte de um continente que poderia ser um celeiro do mundo!
* A escassez de dados estatísticos impede que se possa determinar exactamente qual a população do continente negro, podendo apenas estimar-se que serão cerca de 800 milhões de pessoas, numero que até não será tão baixo como pode parecer à primeira vista, tendo em conta as densidades médias e a inadequação ao povoamento humano de grandes áreas do continente. Mas há que assinalar a existência de um crescimento bastante rápido, mas a distribuição é bastante irregular, como são os casos extremos dos desertos do Sara, Calaári, Líbia, Namibe, etc que são quase desabitados, excepto nas zonas de oásis, onde, por vezes, acontece o fenómeno da superpopulação. Também as florestas tropicais são pouco habitadas, apresentando muito baixa densidade populacional. Mas de densidades populacionais falaremos um destes dias, prometo, pois está feito o convite: VAMOS DESCOBRIR ÁFRICA! É UM SAFARI ONDE IREMOS FALAR DE COISAS INTERESSANTES, CERTAMENTE.
Trabalho de pesquisa e consulta da Grande Enciclopédia Universal. - Continua

sábado, 6 de outubro de 2007

AVIAÇÃO - As aeronaves - Parte II

* Depois de se haver falado dos princípios da aeroestatação em Portugal, desde os ensaios de Bartolomeu de Gusmão até aos Zeppelins, chegou a hora de tratar de outros tipos de aparelho para voar: os mais pesados dos que o ar.
A primeira nave mais pesada do que o ar conhecida foi um planador construído pelo inventor britânico George Caylet, no ano de 1808. O conceito foi, mais tarde, desenvolvido pelo piloto alemão Otto Lilienthal, que, em 1877, inventou um planador com uma asa em forma de arco.
O primeiro voo controlado, com motor, teve lugar em 1903, quando os irmãos norte-americanos Orville e Wilbur Wright construiram e pilotaram o seu "Wright Flyer I".
Os Wirght continuaram a aperfeiçoar aeroplanos cada vez mais controláveis, durante a primeira década do século XIX e inspiraram muitos outros a aventurarem-se na conquista e no desenvolvimento do transporte aéreo.
Santos Dumont, um entusiasta Brasileiro, construíu o 14-Bis, o primeiro avião que se elevou e se manteve no ar por si próprio. O francês Blériot atravessou o Canal da Mancha em 1909 e os Portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral cruzam pela primeira vez o Atlântico Sul, no ano de 1922.
Em 1927 é a vez de Charles Lindberg efectuar o primeiro voo zózinho, atravessando o Atlântico. No ano de 1939 o record de velocidade em avião estava situada nos 800 Km/Hora.
Como verificámos, o voo das aves inspirou o Homem a realizar o sonho de voar. No entanto, não se elevou com asas sobre a superfície terrestre, mas sim num balão, que é mais leve que o ar. Os balões mostraram ser veículos perigosos, pois não podiam ser dirigidos, surgindo então os dirigíveis, que eram mais seguros, é certo, mas bastante lentos e aparatosos. Foi esta a razão porque o Homem apostou no "mais pesado do que o ar" e aí dominou o desenvolvimento da aviação.
Para compreender como um avião mais pesado do que o ar pode voar, é necessário entrar nos domínios da aerodinâmica. Quando um avião se locomove pelo ar, este passa pelas partes superior e inferior das asas. Devido à ligeira curvatura (aerofólio) destas e ao seu ângulo, a corrente de ar é mais rápida na parte superior do que na inferior onde se detém. Como resultado dá-se uma forte "aspiração" na parte superior, apoiada por uma menor pressão na inferior. Essas duas razões dão razão ao impilso ascendente das asas do avião. Este é impelido para a frente em virtude do seu próprio peso, como acontece com os planadores, ou pela força do motor. Quando o motor põe o hélice em movimento, as pás desta cortam o ar como se fossem asas. Produz-se então uma força de sucção na parte da frente, a qual diminui à medida que o avião aumenta de velocidade. Essa força faz com que o avião seja impelido para a frente. Logo que a resistência do ar é igual à força de tracção da hélice, o avião alcança então uma velocidade constante.
Em breve falaremos de outros tipos de avião, de aviadores famosos e da importância do avião nos teatros de guerra. Também iremos falar da Força Aérea Portuguesa e da sua evolução, enquanto instituição Militar virada para as coisas do ar.
(Neste trabalho socorreu-se o autor, Victor Elias, da enciclopédia COMBI Visual-Vol. I) CONTINUA

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

LOANDA... O PRINCÍPIO...


Quem chega à maravilhosa baía de Luanda ou percorre a Marginal, não irá ficar indiferente à extraordinária obra que os Portugueses ali souberam eregir . Na gravura apresentada tem-se uma ideia de como seria a então recem criada "Vila de Loanda", junto à ermida de Nossa Senhora da Nazaré. A construção desta pequena relíquia da arquitectura religiosa Portuguesa data do século XVI, quando Paolo Dias de Novais, a mando do Rei de Portugal, fundou a povoação de "S. Paolo de Loanda".

Foi a partir da fixação Portuguesa em Benguela-a-Velha, em 1578, que se veio a dar a exploração de todos os territórios no Sul de Angola.

Em 1623, a princesa Nijinga Mbandi, irmã do N'gola, foi enviada a Luanda, com o o intuito de firmar um tratado de aliança com os Portugueses. É recebida com toda a pompa e circunstância que aquele momento exigia... e nesta visita veio a converter-se ao catolicismo.

Em 1625 os Portugueses designaram como Rei do Ndongo um seu "homem-de- palha". A Rainha Njinga, que tomou conta do trono por morte do irmão, inicia de imediato uma longa luta de resistência, acabando por ocupar importantes territórios. Aproveita-se ainda da presença dos Holandeses (1641-1648) para fazer uma aliança com eles para combater os Portugueses.

Erguendo-se em redor da Fortaleza de S. Miguel, Luanda veio a ser elevada a cidade em 1606, tendo a sua população aumentado de 650 habitantes, em 1621, para 6.500 no ano de 1800. Desde a sua fundação, foi Luanda uma cidade bastante cobiçada por Franceses, Holandeses e Ingleses, por causa do comércio de escravos.

A 24 de Agosto de 1641 os Holandeses conseguem apoderar-se de Luanda, porque o sonho da conquista de Angola viria permitir-lhes o poder dominar totalmente a fonte de abastecimento de escravos para o Brasil, mas Salvador Correia de Sá e Benevides, que entretanto fôra nomeado o Governador de Angola, no ano de 1647, vem a expulsar os Holandeses, de quem veio a conseguir uma total rendição no dia 21 de Agosto de 1648.

Logo em seguida, Salvador Correia seguiu para o Sul, levando como missão a expulsão da guarnição Holandesa que se encontrava estacionada em Benguela. Após concluída a libertação do território, continou o seu trabalho de conduzir os destinos de Angola, vindo a fomentar o seu progresso de uma forma extraordinária.

D. Francisco Inocêncio de Sousa Coutinho foi nomeado pelo Marquês de Pombal como Governador de Angola, decorria o ano de 1764. Ficou à frente dos destinos de Angola até ao ano de 1772, sendo então reogarnizadas as defesas militares de Angola, promovido o desenvolvimento comercial, industrial e mineiro, procurando de igual modo encontrar a forma capaz de levar o Brasil a não ser mais abastecido da mão de obra escrava que vinha de Angola. Construiu-se a Fortaleza do Penedo e a Igreja do Carmo. O Liceu Salvador Correia de Sá veio a ser construído em 1919. Luanda torna-se a Capital de Angola em 1940, possuíndo já bons Liceus e Escolas Técnicas, porque a Universidade apenas foi criada em 1962. É a partir de 1945, com a expansão do cultivo do café no Norte de Angola, que Luanda se desenvolve de uma forma definitiva. Possui uma refinaria petrolífera, indústria alimentar, metalúrgica, têxtil e cimenteira. É servida pelos caminhos de ferro de Luanda a Malange e possui um excelente aeroporto internacional. O seu porto está considerado como um dos mais importantes da costa ocidental de África. Luanda é um mundo, uma verdadeira Capital cosmopolita, que não fica a dever nada a muitas capitais europeias. E isso foi obra de Portugueses, que foram para Angola visando "dar novos mundos ao mundo" com os olhos postos na dilatação das fronteiras de um Portugal espalhado pelos quatro cantos do hemisfério, como sonhara o Infante.

Luanda é bem um símbolo do querer que os Portugueses levaram nas caravelas de saídas de Lisboa para a descoberto de novos mundos... pois "se mais terras houvera, lá chegariam!", como cantou o Poeta.

Um grande Português e Patriota disse um dia: "Se alguém murmurar ao pé de ti palavras de desânimo, referindo-se a Luanda, bane-o do teu convívio, pois não será alguém digno de se chamar Português... e muito menos de participar nos destinos deste grande território, obra e orgulho da Pátria Portuguesa!". Esse Homem chamava-se Norton de Matos, era um ilustre General e foi um dos mais notáveis obreiros de uma Angola moderna, toda virada para o futuro, com uma confiança própria de quem sempre acreditou no porvir.

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!