domingo, 9 de dezembro de 2007

CIMEIRA EUROPA-ÁFRICA...



Igreja da Santíssima Trindade - Fátima
= 80 milhões de €uros - SUMPTUOSIDADE!
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-------------------------------------Criança com fome, no DARFUR
UMA VIDA HUMANA EM RISCO - Um valor inestimável
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----- É muito fácil falar-se dos problemas dos outros, das suas insatisfações, dos seus projectos caídos por terra pela vontade de um qualquer senhor todo poderoso, que se arrogue como dono e senhor de um qualquer País desses onde vale mais morrer-se no parto que fazer parte das estatísticas... que dizem não haver esperanças para os incautos que teimam em viver nas condições infra-humanas que lhes são "permitidas".
----- Invoquem-se as Convenções escritas a esmo um pouco por toda a parte, os Direitos que se afirma estarem contemplados pelas Cartas das Nações Unidas, da NATO ou dos Pactos sejam lá eles subescritos por quem seja. Ninguém respeita nada que não seja a força da sua intolerância, da sua falta de democraticidade, como é latente em tantos conflitos que vão destruíndo a confiança dos Povos e os conduzem sómente à já esperada derrocada.
----- Por vezes, ainda que o pretenda evitar, penso em como Deus deve ser um Ser Perfeito... sádico, divinamente diabólico nas perversõezinhas cometidas contra o Seu Povo, aquele Povo que teima em atribuír apenas aos seus algozes toda a extensão dos seus males, presentes, passados ou futuros. Não aceitam o facto de que toda a Humanidade foi um plano de Deus... que terá fabricado alguns Homens com defeitos na personalidade, outros com manias de grandeza, outros ainda com espírito de verdadeiros verdugos, carrascos ou assassinos, e ainda outros completamente falhos quanto a espírito fraterno. E não gostaria de ter de falar naquelas outras falhas cometidas nos Seus afamados laboratórios, onde se programa a vida e a morte dos seres por Ele criados, pois muitos têm complicados defeitos de "fabrico", mas, mesmo assim, vêm "despachados" para este mundo trazendo os problemas que se reconhecem existir, especialmente para os mártires que têm de lidar com eles, como sejam os pais, os amigos, os médicos ou os educadores... que fazem verdadeiros milagres na escusada tentativa de "consertar" aquilo que Deus para cá mandou já defeituoso.
----- Também penso não ter havido muitos cuidados com a manipulação de produtos químicos lá para os lados dos Laboratórios Celestes, pois efectuam despejos a esmo de alguns resíduos altamente contaminados e estes acabam por provocar as SIDA's, os Alzheimer, as Tuberculoses, os Síndromas vários, como o de Down, que apenas visam dar cabo do eco-sistema terrestre... com a eliminação da Vida. Não haverá por lá verbas para construír um aterro para colocar estes resíduos perigosos? Parece que o "Lusitaneae Sócratum" não é assim tão radical, pois pretendeu construír soluções para este problema... mesmo que tenha decidido causar os mesmos estragos usando outras fórmulas mais radicais: Mandou fechar as Urgências Hospitalares. Se nesta Cimeira não aparecerem soluções... adeus mundo, até outro dia! E nós a vê-los passar...
----- Já estou a vêr os meus leitores a barafustar: - "Ouve lá, ó meu: Que tem isto a vêr com a Cimeira de Lisboa... lá essa coisa da Europa - África, a vêr com aquilo que deixas acima descrito? O Mugabe terá alguma coisa a vêr com os defeitos de fabrico do Criador? Ou o Kadafi? Ou o Eduardo Dos Santos?".
----- E eu apenas me poderei defender de uma maneira: - Não posso chamar a atenção para as aberrações que Deus deixa vir para o Mundo? Quem vos disse que isto não foi mais um dos seus "descuidos", mandando para cá o refugo do seus fabrico de seres humanos... não sei ainda com que finalidade ? E não podem estar a pensar serem apenas esses os detritos com que fomos presenteados! O nosso Portugal, não sei se por andar também um pouco distraído, tornando-se tão pouco católico que até o Papa já se deu conta do facto e ralhou com os nossos amados e dilectos Bispos, alegando que eles andavam distraídos, também recebeu algum refugo do Céu!
----- E de que maneira os Bispos se distraíram, "mon Dieu", a pontos de trocarem a caridade pela opolência, como é exemplo essa coisa de se gastarem 80 milhões de €uros para construír uma nova Igreja em Fátima... quando há tanta fome campeando por esse mundo fora!
---------------"Ainda quem é pecador...
--------------- ...que sofra tormentos... enfim!
--------------- Mas as crianças, Senhor...
--------------- ...porque lhes dais tanta dôr...
--------------- ...porque padecem assim?"
----------------------da BALADA DA NEVE, de Augusto Gil

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

ANGOLA... A TRANSIÇÃO INCONSEQUENTE!

------É costume dizer-se que "Quem torto nasce... tarde ou nunca se endireita", quando se depara com os comportamentos desviantes de alguém que, tendo tido uma infância "complicada", leva as complicações pela vida fora, sem que faça algo para mudar a sua maneira de ser e estar perante a vida.
------Angola nasceu da "conversa" tranquila de Diogo Cão, um navegador ao serviço do Reino de Portugal, que mal chegado à Foz do Zaire, resolveu entabular negociações com Nzinga Nkuvu, o Rei do Congo, estabelecendo algumas feitorias para o sul de Santo António do Zaire. Dessas feitorias veio a surgir Luanda e Benguela, que se tornaram pontos importantes do desenvolvimento do território, até que Salvador Correia de Sá e Benevides se "lembrou" de erguer uma cidade nas terras do clã de Loanda, chefiado por Bembo Kalamba, a qual veio a chamar-se "Cidade de São Paolo da Assunção de Loanda". Este povo vivia harmoniosamente com os vizinhos, conhecia o uso da forja, pois já sabia trabalhar o cobre e o ferro, apesar de basear a sua economia na agricultura. Também era ali praticada a escravidão, pelo que os Portugueses, que necessitavam de mão de obra para as ilhas de São Tomé e do Príncipe, em fase de povoamento, não deixaram de se aproveitar desta circunstância e requisitaram ao Rei do Congo os escravos necessários para esse fim.
------Como resultado desta actividade passaram a sentir-se os primeiros sinais da resistência dos povos Angolanos, quando a Princesa N'Jinga Mbandi, procurou convencer seu irmão, o N'Gola Mbandi, a expulsar os Portugueses das suas terras. Esta Princesa, que veio a ser Rainha do seu povo durante cerca de 40 anos, aliou-se a vários outros Reinos, entre os quais Garcia II, do Congo, e aos próprios ocupantes Holandeses, que chegaram a dominar Luanda e Benguela após o período Filipino em Portugal. entre 1641 e 1648, tendo sido libertada por acção de Salvador Correia de Sá. A consolidação do sistema administrativo Português continuou a suscitar a oposição por parte dos naturais, muitas vezes apoiados pelos inúmeros degredados que encontravam forma de mostrar a sua revolta causando distúrbios e opondo resistência ao governo central instalado em Luanda.
------Nos anos trinta surgem as primeiras organizações de carácter político-cultural e na década de 50 e 60 surgiram os movimentos nacionalistas que se opunham à dominação Portuguesa: o Movimento Popular de Libertação de Angola - MPLA, criado por Viriato da Cruz e Mário Pinto de Andrade, que veio a ser liderado, posteriormente, por Agostinho Neto, apoiado pela União Soviética; a União dos Povos de Angola - UPA, de carácter tribalista, mais tarde tranformada em Frente Nacional de Libertação de Angola - FNLA, liderada por Holden Roberto, apoiada pelos Estados Unidos; e a União Nacional para a Independência Total de Angola - UNITA, liderada por Jonas Malheiro Savimbi, apoiada pela China. Estes movimentos lançaram o caos em Angola, colocando o território a ferro e fogo, em combates travados contra Portugal... por muito que dissessem ter lutado apenas contra o regime colonialista e afirmando que, não sendo Portugueses, não seria contra esse regime que estavam a lutar mas contra o País que o impunha, e esse era Portugal.
------Passou-se a um período de selváticos massacres de brancos, fazendeiros Portugueses, homens, mulheres e crianças, tal como de trabalhadores pretos, naturais do Bailundo, que trabalhavam nas fazendas do Norte. Todos foram assassinados bárbaramente a tiro ou à catanada, tal como aconteceu com os negros e mulatos naturais de Luanda. Por mais que se tente afirmar o contrário, o terror foi instituído em Angola como forma de combater o colonialismo. Não se respeitou ninguém , pois matavam-se os "colonialistas" ao mesmo tempo que se matavam uns aos outros, entre eles. Era notório um ódio étnico alimentado através de várias gerações, sobrepondo-se este, por completo, às divergências ideológicas e religiosas.

------A FNLA é um movimento de arreigado sentimento étnico, herdeiro da aristocracia rural do antigo Reino do Congo, que nunca se conseguiu expandir para além da sua área dita de influência, enquanto o MPLA é um movimento citadino da capital Angolana, com impacto numa sociedade euro-africana de cariz crioulo, pois iniciou a sua acção com brancos e mestiços, até que expandiu a influência também aos pretos dos campos, passando a dizer-se um movimento nacional. Os seus membros desde sempre se revelaram como detentores de graves distúrbios de identidade, pois eram Angolanos... mas de origem Portuguesa, ou formados num universo de matriz Portuguesa, pelo que o seu combate teve de ser, em princípio, contra eles mesmos, pela ruptura que tiveram de fazer consigo próprios. E há casos gritantes de como essa luta interior foi necessária, em absoluto. Já a UNITA, surgida uns tempos mais tarde, cerca de 1967, é um movimento fundado por gentes provenientes de várias etnias Angolanas, de Norte a Sul, todos de origem camponesa e com educação obtida em Missões Evangélicas Protestantes.
------Haverá possibilidades de dissecar este assunto em próximo escrito, pelo que só me resta dizer: CONTINUA!

domingo, 4 de novembro de 2007

ANGOLA: TANTO TEMPO JÁ PASSADO...

..."A chamada 'Comissão das Lágrimas' foi criada pelo Bureau Político do MPLA, com o objectivo de seleccionar os despoimentos dos presos do 27 de Maio. No entanto, como veremos, alguns dos seus membros interrogaram ou provocaram os detidos. Dela fizeram parte Iko Carreira, Henrique Santos (Onambwé), Ambrósio Lukoki, Costa Andrade (Ndunduma), Paulo Teixeira Jorge, Manuel Rui. Diógenes Boavida, Artur Carlos Pestana (Pepetela), José Mateus da Graça (Luandino Vieira) Mandes de Carvalho, Henrique Abranches, Eugénio Ferreira, Rui Mingas, Beto Van Dunem, Cardoso de Matos, Paulo Pena e alguns outros não identificados. Como inquiridor principal foi nomeado Artur Carlos 'Pepetela', que num registo bastante agressivo pretendia saber quais eram as actividades dos detidos e se e quando tiveram reuniões, quem conctavam, como funcionavam as ligações entre sectores da educação, da saúde ou da função pública."
...sabe-se que Pepetela usava de sadismo autêntico na sua relação com os detidos. Quando estes não colaboravam, dizendo-lhe aquilo que pretendia, não hesitava em dizer que a vontade que tinha era espetar-lhes um par de bofetadas, pois estavam a mentir-lhe e ele não permitia isso. Terminava o interrogatório com esta frase lapidar: 'Você não colabora, pelo que vou entregá-lo aos militares!'. E os detidos eram então entregues aos militares... e à tortura. Os presos eram atirados pelas escadas abaixo, indo caír num pátio onde os espancavam brutalmente. Ouviam-se gritos a pedir misericórdia, clemência, piedade... mas para quê? Assim que caíam desfalecidos, eram imediatamente colocados dentro de viaturas e estas eram incendiadas ou atiradas por um precipício, sem que os presos se pudessem defender. Há notícia de serem vários presos atirados de bordo de aviões, uns sobre o mar e outros para zonas de mata densa ou escarpados rochosos.
Em Malanje foram fuziladas mais de 1.000 pessoas, tal como no Moxico, no Huambo, Lobito, Benguela, Uíje ou Ndalatando. No Bié há notícia de cerca de 300 pessoas fuziladas e em Luanda o mesmo aconteceu durante meses seguidos. As cadeias eram cheias e logo esvaziadas, desaparecendo os presos sem que se saiba para onde. Um grande grupo de militares foi morto nos subúrbios de Luanda, junto a uma praia. Eram abatidos um a um, com um tiro na cabeça, com a assistência de outros detidos, que pediam clemência, para gáudio dos seus verdugos, que continuavam a matar, um a um, com o tal tiro na cabeça, sem tirar o sorriso dos lábios, como se lhes desse prazer assassinar irmãos do mesmo Partido, talvez até da mesma terra... e porque não da mesma família? Os jovens, alguns milhares, que na manhã de 27 de Maio circulavam pela Baixa de Luanda, foram sendo presos e enviados para um Centro de Instrução Revolucionária, sito na Frente Leste, onde os dirigentes locais os iam assassinando, friamente, sem contremplações nem interpelações. Eram para matar... matavam-se, pois essas eram as ordens emanadas do Poder.
Os estudantes que estudavam na União Soviética, Bulgária ou Checoslováquia ou noutros países do Leste Europeu, foram mandados regressar a Luanda. No aeroporto da capital eram presos de imediato, sendo muitos deles decapitados sem saberem porque razão. Desapareceram cursos inteiros das Faculdades. No Lubango, os dirigentes e quadros da juventude foram atados de pés e mãos e lançados do alto da Tundavala... sem páraquedas.
Segundo o Juiz de Direito do Tribunal de Luanda, Dr. José Neves, terão morrido em Angola, por causa do 27 de Maio, mais de 30.000 pessoas, porque aconteceu um verdadeiro genocídio. Mas os números são assustadoramente mais elevados, segundo a Amnistia Internacional.
Muitos dos chamados "libertadores" sonhavam ter a casa, o carro, os privilégios ou posição dos colonos. Conquistaram-nas e tornaram-se piores que estes. Dizem, como desculpa, que foi por causa da guerra, mas a guerra, que a tantos matou e estropiou, alimentou um punhado de pessoas, que se tornaram insultuosamente ricas.
Será que alguma vez se conseguirá saber a verdadeira extensão do que foi o massacre de inocentes causado pelo 27 de Maio de 1977? Temos a esperança de que venha a aparecer alguém probo e sem medo de dizer ao mundo que Angola é administrada por um Presidente cúmplice de assassinios, que não tem escrúpulos e está ladeado por um Governo fantoche, formado por marionetas que se deixam manipular a partir do Futungo de Belas, pela inefável família Dos Santos.
O sangue dos inocentes continuará a clamar por uma justiça que tarda. Talvez tenha sido o medo de que Savimbi pudesse vir a conseguir virar o Povo contra o Presidente, que este sentiu a premente necessidade de o vêr morto e enterrado! Mas o Povo poderá vir a despertar do torpôr em que tem vivido os últimos anos. Será que vai a tempo de mudar as coisas e salvar-se da extinção a que parece estar votado?
Aguardemos. Creio que ainda virei aqui falar deste tema.

sábado, 3 de novembro de 2007

ANGOLA: TANTO TEMPO JÁ PASSADO...

...mas não terminou ainda esta saga de um Povo na busca de um futuro, após haver feito uma caminhada sem fim em busca de uma identidade, que nunca havia sido perdida, apenas adiada. E isto para se dizer que Angola sempre soube quem era, porque o era e para que foi necessária uma caminhada de 500 anos, sob orientação de um "tutor" cujo nome era Portugal.
....Quando tudo parecia estar no "bom caminho", depois da revolução acontecida no Continente Português, a 25 de Abril, eis que tudo se precipita e recrudesce a guerra, mas agora entre os Movimentos independentistas - dizer "terroristas" parece mal, especialmente para quem não viveu os horrores do 15 de Março no Norte de Angola - que desrespeitaram, por completo, aquilo que haviam acordado em Alvor e depois em Bicesse, e se lançaram numa luta fraticida que "apenas" veio aumentar o caudal do sangue derramado pelo Povo mártir de Angola, de uma forma bastante significativa. As lutas pelo poder encontravam contendores à altura, pois apenas a vitória, - a qualquer preço, diga-se - poderia conduzir à independência, mesmo que para isso contassem já com os tradicionais "vende pátrias", os sabujos do costume que aparecem, nestas ocasiões, a "vender-se por um prato de lentilhas", obedecendo às ordens emanadas pelos"Partidos" a que costumam reportar todos os seus actos.
....É assim que vamos encontrar os "Almirantes Vermelhos", os "Generais Xonés", os "Democratas Oportunistas" e todo um rol de gente sem princípios, sem ética nem moral, que hipotecam as consciências de uma forma assaz repugnante: Angola só pode ser entregue a um Partido que professe ideais comunistas, que conduzam à proclamação de uma República Socialista que seja fiel intérprete das ordens emanadas de Moscovo. Para tal, até as armas que foram dos Portugueses foram entregues aos "vencedores", escolhidos de antemão: O MPLA!
....O desplante foi tal que levou o MPLA a tentare fazer o Povo acreditar serem eles o único Movimento que jamais fez a guerra contra os civis, mas apenas aos militares, pois este seriam os verdadeiros representantes do Governo de Lisboa, sendo portanto os agentes do colonialismo contra o qual combatiam.
....A convulsão resultou na Independência proclamada por Agostinho Neto... mas ainda havia muito para sofrer, pois as dissenções não se ficavam por aqui. Os ventos da guerra parece que se estenderam por todo o território e chegaram a Cabinda, onde o Povo exige que seja considerado o Tratado de Simulambuco, porque jamais Cabinda foi pertença de Angola. Era (é) um território sob protecção de Portugal, mas nunca foi parte deste.
....Os anos foram-se passando... e Angola encontrou alguma estabilidade, mas nunca foi explicado aquilo que aconteceu a 27 de Maio de 1977 e se foi prolongando até ao ano de 1979, período em que o MPLA praticou tremendas atrocidades contra os seus próprios militantes, havendo pessoas que foram presas, torturadas e até mortas apenas porque eram amigos ou parentes afastados da família de Nito Alves... porque os parentes próximos eram única e simplesmente mortos da forma mais atróz que alguém possa imaginar. A maioria dos presos, e dos mortos, nem sequer tinha 18 anos. Alguns até estavam fora de Luanda, soldados das FAPLA ou civis, no início dos acontecimentos... mas eram gente para morrer, não havia volta a dar. Foi assim que o MPLA fuzilou milhares de pessoas durante meses. Os mortos calcularam-se em cerca de 50.000, mas há indicadores que apontam para os 80.000. Para um Partido que não tinha sangue de Angolanos nas mãos, estavam a recuperar bem de tal handicap.
....E Angola não merecia esta humilhação para o seu Povo, bom e hospitaleiro. Angola teve na DISA e nos Comissários do Povo os "Robespierres" africanos, que lançaram o terror sobre toda a Nação... não se sabendo ainda quando se sentirá o clamôr dos mortos por todo o sangue derramado, e se exija a constituição de um Tribunal da Memória que julgue esta infâmia, que foi apadrinhada por Pepetela, Luandino Vieira, Rui Mingas, Diógenes Boavida e algumas outras figuras gradas da sociedade Luandense, pessoas que muitos haviam aprendido a respeitar... mas que se revelaram uma verdadeira fraude, porque não passavam de um corpo de traidores aos ideais de liberdade da maioria do Povo, que neles havia confiado! E eram escritores, atletas, cantores... diabos com rosto de santo.
....Entretanto... o Povo vai sofrendo na carne os crimes praticados em seu nome. ....Até quando? Quem souber que o responda!

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

FÁTIMA ...E A IGREJA DA SANTÍSSIMA TRINDADE

No dia 12 de Outubro de 2007, na Cova da Iria, o Cardeal Tarcísio Bertone, Secretário de Estado da Santa Sé e Legado Pontifício do Santo Padre, durante a Peregrinação Internacional ali realizada, comemorativa da 6ª. Aparição aos Pastorinhos, procedeu à inauguração da Igreja da Santíssima Trindade, também já apelidada de 2ª. Basílica de Fátima.
Para quem conheça o que foi toda a extraordinária evolução verificada naquele local, ao longo dos 90 anos das Aparições, talvez pense que esta infraestrutura religiosa é "um insulto para os mais pobres e a clara demonstração da ostentação da Igreja", enquanto outros se limitarão a dizer, apenas e só, que "é uma necessidade de há muito sentida, considerando-se as deficientes condições que eram oferecidas aos peregrinos no Centro Pastoral Paulo VI "... o que é uma verdade insufismável... e não acredito que haja um meio termo de análise, porquanto nos dias de intempérie tornava-se por demais sentida a necessidade de se construír um amplo espaço onde os fiéis não ficassem à chuva, como acontecia na Capelinha, quando das Peregrinações Aniversárias, pois ali não havia hipóteses de se fugir da chuva, que a todos molhava.
Houve muitos estudos, muitas sugestões, muitas hipóteses mais ou menos megalómanas, como a de ser coberto todo o Recinto por uma monumental cúpula, a partir da Cruz Alta, construíndo uma nova Basílica por cima da actual, que ficaria como Altar Mor da que fosse erguida... ou então, a partir das colunas de som do Recinto, erguer pórticos que sustentariam uma cúpula que seria fechada por um cimbre em forma de coroa, rematado por uma cruz iluminada.
Mas imperou o bom senso e construíu-se este Templo, que tem como senão o destoar um pouco do local onde está inserido. Esta nova Igreja tem 125 metros de diâmetro, 130.000 m3 de volume e uma altura de 15 metros, foi desenhada pelo Arquitecto Grego Alexandre Tombazis e tem uma capacidade para 9.000 pessoas sentadas. Custou 80 milhões de Euros, que foram obtidos, integralmente, com as receitas do Santuário resultantes dos donativos dos peregrinos. A colocação da primeira pedra teve lugar a 6 de Junho de 2004, Domingo da Santíssima Trindade, tendo essa 1ª. pedra, do Túmulo de São Pedro, vindo de Roma, como especial oferta do Santo Padre João Paulo II . D. Serafim, Ferreira e Silva, ao tempo Bispo de Leiria-Fátima, afirmou então ser "um símbolo muito eloquente". É o maior recinto público fechado do País. Tem forma circular e é sustentada por um grande pilar que suporta toda a cobertura e evita colunas no interior do templo. No projecto combina-se a luz e a tecnologia, procurando-se respeitar a atmosfera que se vive em Fátima. O interior é iluminado pelo tecto, através de janelas viradas a Norte, dando prioridade à luz natural. É possível mudar a iluminação em diferentes lugares e com diferentes intensidades, com a ajuda de um sistema computadorizado. O projecto inclui ainda um espelho de água, nas duas escadas centrais paralelas da entrada, elemento com que Tambazis admite querer transmitir a calma e serenidade transmitidas pelo local, um recinto que ecoa uma "paz infinita" nas suas palavras.
Além da porta principal, abrindo em vasto adro sobre o Recinto, há doze portas laterais, seis de cada lado. A porta principal é consagrada a Cristo e as laterais aos Apóstolos.
Trabalharam nesta nova Igreja da Santíssima Trindade cerca de 3.300 pessoas, que vão vêr o seu nome gravado na pedra, em monumento a colocar na Basílica. O complexo tem três Capelas da Reconciliação, com valência também para outras celebrações. A nova "Cruz Alta" é da autoria do artista alemão Robert Schad, foi executada em aço corten, tem 34 metros de altura e 17 metros de largura, ao nível dos braços.
Fátima tem agora mais um local de culto... e este continuará a merecer muitos aplausos e censuras, mas será, não se duvide, mais um forte motivo para se fazer uma visita ao Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, nesta terra que nos convida à oração, tão cheia de insondáveis mistérios quanto às coisas que nos vêm do Alto ... mas, fundamentalmente, uma terra de fé.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

ÁFRICA... ontem...hoje... e amanhã

* Quem não conheça África, fará ideia de que este Continente terá uma grande densidade populacional, se estiver simplesmente a fazer a conta aos milhares de pessoas que morrem de fome, das "novas" doenças ou epidemias a que, um povo que refere enormes carências de toda a ordem, está mais sujeito. Efectivamente não é bem como poderá parecer, pois a baixa densidade é efectivamente grande. Há em África um reduzido número de grandes cidades, no topo das quais vamos encontrar o Cairo, com cerca de 12 milhões de habitantes, seguindo-se Alexandria, com 5 milhões. A maioria das outras grandes cidades, Casablanca, Argel, Orão, Marrakech, Port Said, Fez, Tunes, Rabat, Tripoli, Mesquinez, Tânger, Suez, na zona Norte, e Joanesburg o, Cabo, Pretória, Durban, Port-Elizabeth, Blonfentein, Berminston, na zona Sul, encontram-se fora dos trópicos, tendo esta zona, como mais importantes, Ibadan, Lagos, Abidjan, Cartum, Adis-Abeba, Mombaça, Dakar, Kinshasa, Luanda, Antananarivo, Harare, Kano, Naiorobi e Bulawayo. Para África emigram, sobretudo, gentes da Europa e da Ásia, sendo os Europeus de origem mais recente, que se concentram especialmente na ´´Africa do Sul, nas zonas mediterrânicas do Norte de África, no Quénia, no Zimbawe e na Zâmbia. Para a África Oriental emigram especialmente os Indianos.
* A história fala-nos com algumas certezas de invasões árabes que ocorreram entre os séculos VII e XIX; sabe-se também que foi governada por dinastias árabes até 1500 a.C. e que houve, anteriormente, invasões pré-históricas de povos de uma grande família asiática camito-semítica. A restante população poderá considerar-se aborígena, embora se questione quem foram os povoadores originais do continente e se África foi habitada por povos negróides em tempos paleolíticos. Entre os povos originários de África podem estabelecer-se dois grupos: os negros africanos que habitam a Sul do Sara e os africanos caucásicos, que vivem a Norte do citado deserto e estão representados por berberes, marroquinos e egípcios. A mistura destes povos com os negros é clara nos etíopes, gallas, somalis e massays da África Oriental. Na zona de transição entre os caucásicos e os negros encontram-se também as tribos nilóticas, incluindo od dinkas e os shilluks, caracterizados pela sua estatura elevada. Na África Ocidental os povos detém uma pel mais clara e traços caucásicos, denunciando a existência de uma mistura racial.
* A Sul do Sara é que encontramos o verdadeiro lar dos negros africanos... mas vamos falar deles no próximo trabalho. Tenho a convicção de que será do vosso agrado, pelo que... até lá.
Trabalho de pesquisa de Victor Elias, baseado na Grande Enciclopédia Universal.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

AS ORIGENS DE SINTRA ...

* As origens de Sintra remontam ao neolítico, estando um pouco espalhado pela serra com o mesmo nome, objectos e construções deste período, assim como túmulos.
Outros povos passaram por Sintra, nomeadamente Celtas, Romanos, Suevos, Godos e por fim Muçulmanos. Este povo deixou, uma inúmera herança em Sintra, que se foi apagando ao longo do tempo, mas que ainda pode ser observada.
É neste período que surgem os primeiros textos que se referem a Sintra como Vila. O nome desta localidade deriva da palavra árabe Cíntia que em português significa lua. É durante a ocupação dos islamitas, que se constrói o Castelo dos Mouros.
D. Afonso Henriques conquista Sintra em 1147, com o auxílio dos cruzados, passando esta a possuir carta de Foral e de feira, a partir de 1154.
Sintra consolidou todo este legado passando a ser um destino muito procurado pela aristocracia portuguesa a partir do século XIX, que procuravam Sintra devido à sua beleza natural e relativa proximidade de Lisboa.
Muitos escritores, músicos, pintores…, como por exemplo Eça de Queiroz inspiraram-se em Sintra na realização das suas obras. O forte crescimento urbano do século XX, não ocorreu em Sintra, estando esta praticamente com os mesmos edifícios do século XIX.
Para falar do património histórico de Sintra escolhi os monumentos mais emblemáticos desta vila histórica, como o palácio da Pena, Palácio de Monserrate, Castelo dos Mouros, entre outros a tratar ao longo do trabalho.
Dentro desta temática falarei sobre os estilos arquitectónicos e histórias que se passaram nestes edifícios.
----------------------------PALÁCIO DA PENA
* O Palácio Nacional da Pena constitui uma das expressões máximas do Romantismo aplicado ao património edificado no séc. XIX em Portugal. Este Monumento Nacional deve-se inteiramente à iniciativa de D. Fernando, marido da Rainha D. Maria II, em 1836. D. Fernando II apaixonou-se logo por Sintra, ao subir a Serra pela primeira vez.
Pensou, igualmente em mandar plantar um magnífico parque, à inglesa, com as mais variadas, exóticas e ricas espécies arbóreas. Desta forma, Parque e Palácio da Pena constituem um todo magnífico. O Palácio, em si, é um edifício ecléctico onde a profusão de estilos e o movimento dos volumes são uma invulgar e excelente lição de arquitectura. Quase todo o Palácio assenta em enormes rochedos e a mistura de estilos que ostenta (neo-gótico, neo-manuelino, neo-islâmico, neo-renascentista, etc.) é verdadeiramente intencional, na medida em que a mentalidade romântica do séc. XIX dedicava um invulgar fascínio ao exotismo e ao passado. A concepção dos interiores deste Palácio para adaptação à residência de Verão da família real valorizou os excelentes trabalhos em estuque e revestimentos em azulejo do séc. XIX, integrando as inúmeras colecções reais. Palácio Nacional da Pena constitui uma das expressões máximas do Romantismo aplicado ao património edificado no séc. XIX em Portugal.
(Continua)

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!