quinta-feira, 25 de novembro de 2010

25 DE NOVEMBRO - 35 Anos

Muitos se perguntarão: 25 DE NOVEMBRO - 35 ANOS... de quê? Qual foi o acontecimento tão transcendente de há 35 anos atrás, que mereça ser trazido às páginas deste blog como se fosse o princípio do fim da vida deste País à beira mar plantado, onde nada acontece para além daquilo que algum líder partidário mais iluminado vai congeminando?
O mapa do rectângulo pátrio será de algum modo elucidativo para os mais antigos e mais atentos destas coisas da politiquice nacional, quanto mais não seja porque representa Portugal dividido pelas consequências da chamada Revolução dos Cravos e do PREC (Processo Revolucionário Em Curso) que teve lugar a partir daí.
No dia 25 de Novembro de 1975 Portugal Continental foi "partido" em duas metades distintas, em que uma seria de cariz democrático e tinha implantação a Norte, nela pontificando Sá Carneiro, Pinheiro de Azevedo, Melo Antunes, Freitas do Amaral, Pires Veloso, Ramalho Eanes e muitos outros, tais como Mário Soares, Alpoím Calvão, Costa Gomes ou Jaime Neves, enquanto na outra metade do mapa, onde estava situado o Sul, havia Álvaro Cunhal, Otelo Saraiva de Carvalho, Vasco Gonçalves e toda uma panóplia de Esquerdistas mais ou menos radicais, como era o caso de Mário Tomé, Isabel do Carmo, Varela Gomes e toda uma clik comunistóide mais ou menos facciosa, que regra geral se costumava encontrar nos comícios ou nas manifestações dos PCP's, MES ou MDP/CDE's, para não falar das UDP's ou similares.
Talvez seja pertinente pensar-se no que poderia ter acontecido, 35 anos atrás, se o grupo democrático não houvesse triunfado sobre o grupo ditatorial da esquerda comunista. Tudo o que foi a luta insana então verificada ainda está por contar com a verdade das coisas e não com as opiniões partidárias, já que a maioria dos fazedores da História Pátria têm navegado nas águas turvas de apenas nos "divulgarem" a história que se torne mais conveniente para as doutrinas dos seus partidos.
Apenas se espera que a memória das coisas não seja objecto de manipulações e inverdades... daquelas deturpações que são uma constante, infelizmente, de toda a História de Portugal que a maioria do povo conhece.
Alguém acreditará que apenas se perdeu uma ou outra batalha, como por exemplo a batalha de Alcácer Quibir ou de Alcântara? Outras batalhas se perderam, convenhamos, mas acredito que não seria de bom tom dizer-se às crianças que também tivemos... derrotas!
Os historiadores terão de ser capazes de pôr de parte questões partidárias e contar ao povo a verdade das coisas... e contar o que foi a implantação da democracia em Portugal será prestar um serviço relevante ao Povo. Que as nossas escolas possam ensinar as nossas crianças a terem orgulho dos seus antepassados, contando-lhes tudo o que foi necessário fazer-se para que a nossa dimensão territorial não seja sinónimo de pequenez, porque "PORTUGAL NÃO É UM PAÍS PEQUENO! É GRANDE O SEU MUNDO... E MAIOR A SUA ALMA!"

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O DIA DE SÃO MARTINHO

São Martinho é o Santo padoeiro dos alfaiates, cavaleiros, pedintes, restaurantes, hoteis e pensões, produtores de vinho e dos alcoólicos reformados, dos soldados... dos cavalos e dos gansos, ao mesmo tempo que é o orago de localidades um pouco por todo o mundo.
Quem nunca ouviu falar em São Martinho do Porto, S. Martinho de Sintra, do Bispo, de Angueira, das Amoreiras ou São Martinho do Campo?
Estes são apenas alguns exemplos de terras que têm por orago este Santo, mas há mais, muitas mais em todo o mundo, não tenham dúvidas, porque S. Martinho foi, durante toda a Idade Média e até a uma época muito recente, o Santo mais popular de França.
O túmulo deste Santo, em Tours, está abrigado, desde o século V, por uma Basílica que tem sido destruída e reconstruída de uma forma sucessiva, transformou-se durante muito tempo no maior centro de peregrinações de toda a Europa Oriental, porque a sua generosidade e a enorme fama dos seus milagres tornaram-no num dos Santos mais queridos da cristandade.
Talvez porque o Missal não tenha hoje um uso tão frequente, nem todos os católicos estarão recordados daquilo que, no que respeita aos dias festivos, nos é dito no dia 11 de Novembro , quanto ao Santo comemorado neste dia: " S. Martinho é o 1º. dos Santos não Mártires, o 1º. Confessor que subiu aos altares do Ocidente (...) A sua festa era de guarda e favorecida frequentemente pelos dias de 'Verão de São Martinho', rivalizando, na exuberância da alegria popular, com a festa de S. João." (in Missal de D. Gaspar Lefebvere).
Também em Leiria se poderia estar a comemorar o dia de São Martinho de outra maneira que não fosse com o velho costume das castanhas e do vinho, pois também ali existiu a Igreja de São Martinho, da qual penso ainda haver vestígios consubstânciados nas velhas arcadas da Praça Rodrigues Lobo.
Ao ser feita a requalificação do saneamento da cidade, foi proporcionado um melhor conhecimento daquilo que teria sido uma necrópole outrora existente, de que a descoberta de esqueletos humanos e sepulturas encontrados num dado local da Praça fez fé. O reconhecimento e os estudos antropológicos e arqueológicos posteriormente efectuados, terão levado à conclusão que ali teria existido um hospital, um cemitério e a Igreja de São Martinho, que teria sido construída em finais do século XII e foi demolida sobre a égide de D. Frei Brás de Barros, Bispo de Leiria, que terá negociado essa demolição no século XVI, quando foi feita uma troca de terrenos entre a Igreja e o Concelho.
Havia sido criada a Diocese em 1545 e sentia-se necessidade de uma Sé Catedral, pelo que teve de ser sacrificada a Igreja de S. Martinho, que terá sido substituída pela Igreja da Misericórdia, construída logo após a demolição.
Qualquer dia falarei do assunto mais em pormenor, porque hoje vale é a boa pinga do Porto Artur, do Alcoa ou dos Caçadores, com uma boa castanha assada!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O DIA DE TODOS OS SANTOS

A Igreja celebra hoje TODOS OS SANTOS.
É um convite que nos é feito para olhar para o Alto, uma vez que o mundo se mostra cada vez mais escurecido pelo pecado do Homem, que tem necessidade da luz daqueles que viveram e morreram em Cristo, por Cristo e com Cristo, formando a tal "constelação" que foi vista por São João, que nos diz: "Era uma multidão imensa, que ninguém conseguiria contar, de todas as nações, tribos e línguas!" (Apoc. 7,9).
Nunca como hoje é pertinente que recordemos todos os Santos e Santas de Deus, que não seriam aqueles seres seráficos, de pescoços torcidos e olhares lânguidos postos no Além, porque os Santos verdadeiros, aqueles cuja acção agradou ao Senhor e lhes abriu as portas da santidade, são homens e mulheres de todas as idades, cores, profissões, que souberam ser aqueles "Combatentes" que ousaram "combater o bom combate" de que nos fala São Paulo, conquistando o "direito" de serem imitados, pois não se limitaram a ser adolescentes, jovens, homens casados, mães de família, operários, empregados do comércio, patrões, juízes ou trabalhadores rurais, Sacerdotes, pobres mendigos ou sem abrigo, profissionais dos vários ramos do comércio, indústria ou serviços, Militares de qualquer patente ou Religiosos, procurando ser pessoas capazes de se tornarem sinais do que o Espírito Santo pode fazer por qualquer um de nós quando nos decidimos a viver o Evangelho na Igreja e na Sociedade.
Muitos dos Santos que hoje veneramos passaram fome, tiveram apelos carnais, trabalharam árduamente para sustentar uma família, lutaram em guerras, sofreram perseguições, alegraram-se e estiveram tristes, viveram situações de pecado, de arrependimentos profundos, sede, doenças, foram caluniados, sofreram ódios, falta de amor, injustiças... mas tudo isto e mais alguma coisa que fizesse o seu quotidiano não lhes arrefeceu o ânimo e seguiram Cristo enfrentando os revezes da vida sempre com entusiasmo porque sabiam que na Pátria definitiva "não sois mais estrangeiros, nem migrantes; sois concidadãos dos Santos, sois da Família de Deus" (Ef. 2,19).
A Igreja diz-nos, na Catequese, que esta celebração ressalta do chamamento de Cristo e cada pessoa para O seguir e ser santo, à imagem de Deus, a imagem em que foi originalmente criada e para a qual deve continuar a caminhar em amor.

sábado, 30 de outubro de 2010

NESTE ANO DE CRISE...

É o que se pode desejar aos Amigos!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Dia das Bruxas . Halloween

O uso de símbolos como as bruxas, os gatos ou os fantasmas nas festas do Halloween são uma consequência das crenças dos Druídas, que acreditavam serem os gatos animais sagrados que haviam sido pessoas castigadas pelas suas más acções.
Para se livrarem das possessões demoníacas, tinham essas pessoas de dar de comer ou oferecer alguma coisa aos demónios, além de lhes darem hospedagem durante essa noite.
Se os espíritos malignos ficassem satisfeitos com o que lhes era dado, deixavam a casa em paz, mas no caso contrário, faziam um "trick" ou maldade, ou rogavam uma maldição de destruição sobre as pessoas que ali residissem.
Esta festa do Halloween acabou por ser adoptada pela Igreja, que a cristianizou. Desde Constantino - que tornou o cristianismo uma religião do estado - que os imperadores de Roma perceberam a necessidade de se manter o Império unificado e o Povo a professar uma religião única, implementando então uma lei que tornava obrigatório aceitar-se o cristianismo. Foi assim que um grande número de ateus se uniu à Igreja, trazendo a prática e as celebrações pagãs, como o Halloween, que tiveram de ser cristianizadas. Para a Igreja Católica, a única maneira de preservar os pagãos nas missas era permitindo-lhes a prática de algumas tradições e costumes. Foi assim que aos pagãos recém-convertidos foi autorizado que guardassem algumas festividades, tais como o Halloween ou o Dia de Fiéis Defuntos.
Os pagãos recém-convertidos iriam assim utilizar o Halloween para comemorarem a morte dos "santos". No ano de 800 d.C. a Igreja Católica estabeleceu que o Dia de Fiéis Defuntos passaria para o 1º. dia de Novembro, para que o Povo pudesse continuar as celebrações antigas, mas, no entanto, as missas que se rezavam nesse dia eram chamadas "alhallowmas" e a noite anterior ficou então conhecida como "allhallow even" ou "halloween", que queria significar "santificado ou noite santa".
Na simbologia do Halloween encontramos a aparentemente inofensiva abóbora iluminada, pois esta representa... uma alma maldita e condenada. É conhecida por "Jack Lanterna" por causa de um homem de nome Jack que não podia entrar no céu nem no inferno. Como resultado, foi condenado a vaguear pelas trevas, com a sua lanterna, até ao dia do Juízo Final.
Por medo de Jack e dos fantasmas, as pessoas começaram a iluminar os caminhos colocando velas acesas dentro das abóboras, para espantar os maus espíritos.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

LEIRIA de antanho.,..

Quem se dedique às coisas que referem a Leiria de outros tempos, não poderá ficar indiferente à existência de um livro manuscrito, "O Couseiro ou as Memórias do Bispado de Leiria", que foi escrito em data incerta por um autor de que nada sabemos, mas que nos transporta a uma belíssima descrição do que foi o Bispado de Leiria no Século XVII.
O autor terá sido alguém muito importante e que se encontrava no mundo dos vivos nos anos entre 1605 e 1657, conforme se poderá verificar no contexto do livro, dado ser o próprio a declarar ter actuado como árbitro de um litígio acontecido entre os bispos Dom Pedro Barbosa d'Eça - Bispo de Leiria entre 1636 e 1640 - e Dom Diniz de Mello e Castro - Bispo de Leiria entre 1627 e 1636, posteriormente Bispo de Viseu e mais tarde Bispo da Guarda, cargo que ocupava quando faleceu, decorria o ano de 1639.
O manuscrito do "Couseiro" manteve-se inédito por mais ou menos 200 anos, sendo impresso em 1868 "por iniciativa de um eclesiástico do Bispado Leiriense" na Tipografia Lusitana, em Braga, com reedição nos anos 80 do Século XX, "em cópia fiel da sua primeira edição", mas de que se desconhece a identidade do responsável pela reedição, a data da mesma e a autoria das notas de rodapé e acrescentos referentes à vida da Diocese após a sua restauração, em 1918.
É curioso o facto de "O Couseiro", uma obra de vital importância para o conhecimento daquilo que outrora foi o Bispado de Leiria e do papel tido pelo mesmo na consecução da expansão populacional verificada em toda a área pastoral que lhe era cometida, tenha ficado ostracisado durante tantos anos.
Não creio que os historiadores tenham olvidado tal importância, chegando ao ponto de se demitirem do uso de uma ferramenta excepcional, reputada como de vital importância para o conhecimento das "coisas" que à Diocese de Leiria respeitam.
Felizmente que é a própria Igreja a divulgar esta obra, não deixando que se perca um tão importante instrumento literário , que faz parte do acervo histórico do nosso património cultural.

sábado, 2 de outubro de 2010

A REPÚBLICA FAZ 100 ANOS

Neste ano do 1º. centenário da República teremos de dar relevo àquilo que esta veio trazer de inovador à Pátria Portuguesa, pois não se tratou apenas de "correr" com Sua Majestade o Rei D. Manuel II, jovem ainda na menoridade, já porque a maioridade era aos 21 anos e seu pai foi assassinado em Fevereiro de 1908, tinha ele escassos 18 anos, atingindo a idade em que as responsabilidades lhe poderiam ser imputadas já no exílio inglês, pois fez 21 anos a 15 de Novembro de 1910, um mês e 5 dias após a revolução republicana.
E esse relevo prende-se com o ter a República iniciado o Registo Civil, o ensino primário obrigatório, acabam-se os títulos nobiliárquicos, é autorizado o divórcio, legisla-se a igualdade de direitos, a regulação dos filhos naturais, a proteção à infância e velhice, o direito à greve, a reforma ortográfica, a lei de imprensa...
Mas logo que se deu a implementação do regime, logo Afonso Costa pugnou também por um anticlericalismo desenfreado que levou ao encerramento dos conventos, à proibição do ensino nas escolas católicas, à separação entre a Igreja e o Estado, à expulsão dos religiosos e religiosas...Leiria também sentiu isso na pele, mas era uma pequena cidadezinha de província, sem grande expressão no todo nacional, pois ao tempo nem sequer a Diocese tinha Pastor, uma vez que tinha vagado o Bispado em 1880, apenas sendo restaurado em 1918, com o nomeação de D. José Alves Correia da Silva para Bispo de Leiria. De qualquer modo, foi restaurado o Bispado durante a vigência da 1ª. República, não sendo alheios ao facto os acontecimentos ocorridos com as três crianças que na Cova da Iria, freguesia de Fátima, afirmaram ter visto Nossa Senhora.
Sabe-se o que foi a perseguição às crianças, apenas três simples pastorinhos de ovelhas ou a colocação de bombas na Capelinha que albergava a azinheira sobre a qual a Senhora desceu dos céus...
Foi também na 1ª. República que se adotou a atual Bandeira e o Hino "A Portuguesa" - título talvez influenciado pelo hino francês "A Marselhesa" - além de se ter criado a nova moeda: O ESCUDO... que agora é apenas um objeto para colecionadores.

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!