sexta-feira, 11 de março de 2011

LEIRIA TEM UMA BASE À MANEIRA...

Leiria, para quem não saiba, desde sempre vibrou com as aventuras aéreas dos nossos gloriosos malucos das máquinas voadoras, salvo seja, porque se é verdade que "ALCANÇA QUEM NÃO CANSA", também podem estar cientes que "GUERRA E PAZ, TANTO NOS FAZ", porque não é Leiria uma cidade que goste de se "armar" apenas porque é uma capital de distrito que se honra por ter no mesmo uma Base Aérea que é um orgulho nacional... dêem-se as voltas que se queiram para encontrar outra que se lhe assemelhe. Como sou simples e nada cheio de vaidade e espavento por a Base Aérea nº. 5 ser ex-libris de Leiria há mais de 50 anos, aqui vos digo apenas que ela é a menina dos olhos da Força Aérea... e eu vi-a nascer!
Noutros tempos, o saudoso "Zé do Hotel", para uns, ou o "Pereira da Central", para outros, com o Carlos Silva da Imprensa Comercial (à Sé), juntamente com outros "maluquinhos" dos aviões, mantinham um "campo de aviação" onde então "funcionava" o incipiente Aeroclube de Leiria. Quando a antiga Aeronáutica Militar se "transformou" em Força Aérea, logo tratou de "aproveitar" as condições existentes no Aeródromo da Serra do Porto do Urso e no dia 04 de Outubro de 1959 é inaugurada a Base Aérea nº. 5, com 50 aeronaves F-86 distribuídas pelas suas duas Esquadras, a 51 "Falcões" e 52 "Galos".
Ao longo dos anos foram ali operados outros tipos de avião, como os T-33 ou os T-38 TALON e bem assim os FIAT G-91, os A-7P CORSAIR II e os actuais F-16.
Talvez porque o bichinho das coisas do ar seja viciante, Leiria não deixou de continuar a sonhar com uma pista e um Aeroclube, tornando-se mais fácil na medida em que muitos outros "maluquinhos dos aviões" existem por este mundo, pelo que logo apareceu um jovem a quem a vida havia sorrido, que logo pensou em partilhar o seu sonho com a cidade e deitou mãos à construção de uma estrutura capaz de receber aviões e servir de estacionamento aos mesmos, além de proporcionar o ensejo de voar aos que a isso se dispusessem, pois não eram muitos os capazes de entrar nessas geringonças a que chamavam aviões e ir voar como o faziam os passarinhos! Isso era bom mas para os que não tinham amor à vida - pensariam os menos aventureiros!
Lá para as terras da Gândara dos Olivais, eis que surge um aeródromo que rápidamente se veio a tornar a menina dos olhos da malta das pilotagens. Mal situado, segundo o parecer da Força Aérea, porquanto podia ser um embaraço para o tráfego na Base Aérea, porque a colisão de aeronaves poderia acontecer... mas até ao presente apenas se registou um incidente... o que é excelente, considerando-se as horas voadas naquela área.
De quando em vez... os acidentes acontecem, mas apenas quando têm de acontecer. Não são os aviões que amiúde se vêem cruzar os céus de Leiria que protagonizam ou potenciam acidentes, mas são as estradas as principais causadoras dos mesmos, seja por causa dos pavimentos ou das viaturas, não importa agora atribuír responsáveis, porque então também teria de falar das pessoas que não raro dão autênticas lições de como se não deve conduzir uma viatura.
Não se pense que este escrito foi pensado apenas como mais uma oportunidade para apelar ao civismo de quem conduz! Não! Ele foi pensado por muita coisa mas não por essa, mas até poderia ser, sim senhor! Também não foi pelo facto de ser bonito de vêr cruzarem os céus de Leiria os aviões da Cruz de Cristo, que aprendi a amar desde criança! Se vos disser que foi como homenagem à Força Aérea pelo aniversário da sua Base mais representativa, talvez esteja mais perto da verdade... que consiste apenas e tão só no poder recordar quão feliz fui quando vi os Alouette a dançar a valsa, no dia da inauguração... e isto foi há tantos anos... tantos que nem sei contar! QUANTA SAUDADE!!!
Mas... valeu a pena, porque, como dizia o Poeta, TUDO VALE A PENA SE A ALMA NÃO Á PEQUENA!

sábado, 29 de janeiro de 2011

O REGICÍDIO DO REI D. CARLOS... E DO PRINCÍPE D.LUIS FILIPE...

No próximo dia 01 de Fevereiro passam 102 anos sobre o assassinato de Sua Majestade o Rei D. Carlos I e do Princípe Herdeiro, D. Luiz Filipe, mortos pelos facínoras republicanos professor Manuel Buiça e empregado comercial Alfredo Costa, "diletos" membros da Carbonária, que seria ao tempo uma espécie de braço armado da Maçonaria.
Mesmo que não tenham sido os executores do crime, haverá outros facínoras que também são suspeitos desta infâmia Os dois que puxaram os gatilhos foram mortos no acto, deixando até hoje muitas coisas para apurar... pois sabemos que os mandantes tiraram o corpo fora, como se depreende, mas não temos dúvidas quem hoje comemora, com pompa e circunstância, o centenário da implantação da República, não deverá ser desligados do acto.
José Maria Alpoim, líder dos dissidentes, disse a Raúl Brandão, Maçon notório e membro do Partido Republicano: "...só há duas pessoas em Portugal que sabem tudo: eu e outra (...) Só eu e outro sabemos em que casa foi a reunião, quem a presidiu, quem trocou ao Buiça o revólver pela carabina!".
Fabrício de Lemos, regicida que esteve presente no acto do assassinio do Rei, deu o seu testemunho a António de Albuquerque, um republicano exilado em França por causa de um livro em que difamava a Família Real. Esse testemunho trancreveu-o no seu livro "A Execução do Rei D. Carlos".
Aquilino Ribeiro, mesmo não tendo participado directamente no Regicídio no Terreiro do Paço, tinha conhecimento detalhado de tudo e conhecia todo o plano assassino, conforme consta da sua obra "Um escritor confessa-se".
José Maria Nunes era também um dos regicidas e o seu testemunho é um auto elogio pegado, mas absolutamente credível quando diz: "E para quê?".
Nestes testemunhos, apenas Aquilino falou no plano para emboscar a Família Real como tendo sido forjado no momento e no local, uma vez que pretendiam era assassinar João Franco, mas este não estava no local, pelo que "pagou" o Rei e o Princípe... e eu diria PAGOU A MONARQUIA PORTUGUESA... E ESTÁ, AINDA HOJE, A PAGAR PORTUGAL!
O plano para o crime vinha de 1907, altura em que José Maria Alpoim se associou à Carbonária e traçou um plano para a aquisição de armas, que servissem para um levantamento revolucionário, para assassinar o primeiro ministro... e para assassinar o Rei!
As armas do crime foram adquiridas no armeiro Gonçalo Heitor Freire, pelo Visconde da Ribeira Brava, um dos principais dissidentes assassinos. Houve um fracasso na intentona do Elevador da Biblioteca, tendo as armas sido escondidas nos Armazéns Leal, seguindo daí para a casa do tal Visconde, onde ficaram escondidas.
O assassinato de El Rei havia sido combinado em Xabregas num velho casarão, no dia anterior, numa reunião de 18 homens que estavam na conspiração onde se decidiu o Regicídio. O núcleo duro era constituído por Alfredo Costa, Manuel Buiça, José Maria Nunes, Fabrício de Lemos, Ximenes, Joaquim Monteiro, Adelino Marques e Domingos Ribeiro. Estes foram aqueles que cobriram o percurso do Terreiro do Paço ao Paço das Necessidades. Não estavam a contar sobreviver ao hediondo acto, pelo que Buiça fez testamento e Alfredo Costa pagou uma dívida a um amigo. No entanto, a maioria conseguiu fugir após o assassinato, escondendo-se no meio da multidão.
Sabe-se que José Maria Alpoim se exilou em Salamanca, regressando a Portugal após a instauração do novo regime. O visconde veio a ser Governador Civil de Lisboa... mas a "Leva da Morte" de Outubro de 1918 acabou por o vitimar.
No dia 01 de Fevereiro de 1908 eram cerca de 17 horas e havia no Terreiro do Paço uma pequena multidão a aguardar a chegada da Família Real, que regressava de Vila Viçosa. No meio dessa multidão, estavam especialmente atentos dois homens, de seus nomes Manuel Buiça e Alfredo Costa. O primeiro envergava um longo varino, escondendo sobre este uma espingarda, enquanto o outro tinha no bolso um revílver pronto a disparar. Pertenciam ambos à mais secreta das sociedades revolucionárias existentes em Portugal... e estavam dispostos a lançar o País no luto, pois pretendiam matar nada mais nada menos que o Rei!
A primeira vítima deste atentado será o cidadão, nascido no Palácio da Ajuda em 28 de Setembro de 1863, Carlos Fernando Luis Maria Vitor Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis José Simão de Bragança Saboia Bourbon Saxe-Coburgo Gota, mais concretamente Sua Majestade El-Rei D. Carlos I, que subiu ao trono em 1899, por morte do pai, D. Luis I, ocorrida em 19 de Outubro. Era casado com a Rainha D. Maria Amélia de Orleães, Princesa de França.
A segunda vítima será o cidadão, nascido no Palácio de Belém em 21 de Março de 1887, Luis Filipe Maria Carlos Amélio Francisco Vitor Manuel António Lourenço Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis Bento, mais concretamente o Princípe da Beira, Duque de Bragança e da Saxónia, jurado Princípe Herdeiro em Julho de 1901 e membro do Conselho de Estado desde 13 de Abril de 1906.
A terceira vítima é a Monarquia Portuguesa, aí ferida de morte pela traição de uns tantos assassinos, com sequelas conhecidas em todo o território Português de Aquém e Além Mar, pois foi o Regicídio a causa inicial do desmembramento do todo Nacional que veio a acontecer após a Revolução de Abril, altura em que os fautores do Regicídio viram concluída a sua obra, desmembrando um Império de quinhentos anos.
Com o Rei D. Carlos e seu filho D. Luis Filipe, foi Portugal que morreu trespassado pelas balas do Buíça e do Costa... a quem ainda hoje os continuadores da sua obra prestam homenagem no Alto de São João, porque são os heróis de uma República que assim se revê no assassínio que a tornou possível!
Os crepes do luto Português ainda estarão a cobrir o Brasão da Monarquia Portuguesa até que seja possível o reconhecimento da Casa de Bragança como lídima herdeira da Coroa.
Que Deus guarde o Rei e Portugal!

sábado, 15 de janeiro de 2011

RECORDO-TE, MÃE...

+ 15JAN1951
HOJE E SEMPRE PRESENTE!
*
Há sessenta anos que partistes,
mas ficastes sempre presente
nos filhos que então paristes
e são quem tua falta sente!
Eras tão nova... bonita...
um espanto de mulher...
...sabes: ninguém acredita,
mas só morre quem Deus quer!
Ter filhos é ter cadilhos...
...mesmo sendo orgulhos teus
porque era nos teus filhos
que te encontravas com Deus!
Ele quiz-te no Paraíso
mais cedo do que o previsto...
...para nós foi prejuízo
tu ires para o pé de Cristo!
Quantas saudades deixastes...
quantas lágrimas foram choradas
pelos filhos, que muito amastes,
quando se viram abandonadas!!!
Nestes anos nunca esqueci
tantos afagos e carinhos
que eu, de ti, recebi ,
tal como os meus maninhos...
Quantas saudades, minha Mãe...
...sabes? - Jamais te olvidei!
Por vezes uma lágrima vem
recordando quanto te amei!
Pede a Deus que me ajude
no caminho que ainda me der...
...que não me falte com a saúde,
que proteja a minha mulher!
Vela sempre pelos netos teus,
aqueles que nunca vistes...
...a não ser aí dos céus
para onde um dia partistes!
Minha Mãe, quanto te amo,
mesmo com o tempo decorrido
que até julgo ser um engano
e tu nunca tenhas morrido!
Recebe beijos ardentes
de quem sempre te amou
desde os tempos inocentes
quando Jesus te chamou!
...*...
Poema dedicado a minha Mãe, Maria Emília,
na passagem do 60º. aniversário da sua morte.
15-JAN-1951 - 15JAN2011
Victor Elias

domingo, 9 de janeiro de 2011

MALANGATANA - MORREU UM ARTISTA!

Malangatana no início da sua vida artística (1962)
Tive oportunidade de conhecer Malangatana Valente Ngwenya (ou Nguenha) e a sua obra (parte) pictórica depois que fiz uma visita à sua casa sita no Bairro do Aeroporto, na então Lourenço Marques, ficando desde logo impressionado com as figuras que o artista se comprazia em pintar, recordando-me o traço único de Pablo Picasso, a expressão mágica dos "bonecos" de Miró... mas fundamentalmente transportando-me até Paris ou Amarante, para contemplar a obra ímpar de Amadeo de Sousa Cardoso, que sempre me fascinou. Malangatana entrou na galeria dos meus artistas favoritos.

Era um cultor do expressionismo e do surrealismo, que tinha uma pintura quente, em que retratava a sua querida África, com a expressão que aquelas tendências da pintura europeia lhe iam permitindo usar nos momentos em que dava asas à sua fértil imaginação através daquilo que o pincel e as tintas iam colocando na tela.
Malangatana "conheceu" alguns dos génios da pintura através da leitura de biografias que lhe haviam sido oferecidas, pois a sua formação como pintor, ceramista, escultor e poeta foi conseguida através do seu interesse em cultivar uma vocação... que passou por muitas experiências de vida, uma vez que foi pastor, aprendiz de curandeiro, mainato, tomou conta de crianças, foi apanha bolas num Clube de Ténis... e aqui conheceu quem seriam os Mecenas que lhe abririam as portas do êxito, como foram o artista plástico e biólogo Augusto Cabral, a quem ele havia pedido um par de sapatilhas e quando as foi buscar a casa daquele viu que este estava a pintar, perguntando então se o ensinava. Augusto Cabral ofereceu-lhe então um livro biográfico sobre o pintor impressionista francês Monet, tintas, pincéis, algumas placas de contraplacado e disse-lhe: "Pinta o que tiveres na tua cabeça!".
O outro Mecenas foi o arquitecto "Pancho" Miranda Guedes, que lhe facultou a sua garagem para que Malangatana aí fizesse o seu atelier. Era o ano de 1960 e em Moçambique tinha acabado de nascer um artista profissional. Mesmo a prisão efectuada pela PIDE em 1964, quando foi acusado de pertencer à FRELIMO, não o fez esmorecer. Libertado 18 meses depois, porque não se havia provado a militância política, começou por pintar uma obra em que se reflectia a situação política moçambicana. Logo que chegou a paz e se deu a Independência, flectiu para uma pintura mais optimista sobre a história do seu país.
Foi deputado pela FRELIMO entre 1990 e 1994, fez parte do Movimento Moçambicano para a Paz, foi eleito para a Assembleia Municipal de Maputo em 1998 e 2003. Era membro da Direcção Nacional dos Escuteiros de Moçambique.
No dia de Natal do ano de 2010 foi internado de urgência no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, onde a filha é médica, tendo morrido no dia 05 de Janeiro do ano em curso, cerca das 03H30, vitimado por um cancro. Tinha 74 anos de idade. O corpo será transladado para o Maputo, onde será sepultado com honras nacionais.

domingo, 26 de dezembro de 2010

JUÍZOS DO ANO??? PORQUÊ???


Quando nos meus verdes anos, gostava de lêr as páginas que nos jornais e revistas de então nos davam conta do que teria sido levado a cabo no País e no Mundo em termos de eventos de especial relevo para a sociedade... e não só!
Recordo alguns escritos ditados por algumas sensibilidades enternecedoras, transpirada nas palavras que os seus autores quizeram compartilhar com os leitores, onde se denotava a esperança no porvir, o acreditar que após a tempestade vem sempre a bonança, a certeza de que o diabo não estará sempre por detrás da porta!
Depois havia aqueles que transportavam para a rima os desejos e aspirações:
"Matulões e Matulinhos,
afilhados e padrinhos
um Novo Ano sem par...
...que vos traga em cada dia
tantas bençãos e alegria
que não as possam contar!"
Mas havia sempre os "amigos da onça", os "velhos do Restelo" que procuravam meter medo com o papão, fosse ele o Adamastor, o Cocuana ou... a crise. Havia então nuvens negras a pairar sobre os céus de Portugal, sendo preciso exorcizar os maus espíritos que haviam chegado até ao fim do ano para atormentar o Zé Povinho no ano seguinte, que adivinhavam trágico, devastador, capaz de destruír o pouco que ainda havia ficado de outros Natais... enfim: ESTAVA À PORTA O FIM DOS TEMPOS, a acreditar nas profecias dos Zorooastros, Nostradamus e adivinhos afins que sempre apareceram em todos os tempos.
Alguns até já tinham "lido" na Bíblia sobre os cataclismos; estariam escritos no Evangelho Segundo São João e no Apocalipse, mas também já haviam profetizado os Profetas do Antigo Testamento sobre o fim dos tempos... que na verdade vai acontecendo, "sem que saibamos o dia e a hora", como este Jesus, cujo Nascimento agora comemorámos, teve oportunidade de nos advertir durante a Sua Vida Pública!
Fazer JUÍZOS DO ANO parece quase dar conta do óbvio que se passou e fazer futurologia sobre o que se irá passar! Todos queremos, como será evidente, que o ano que aí virá seja de esperança, de tranquilidade, de paz, de saúde e trabalho para todos, sem o expectro da fome, do desemprego, da intranquila incerteza de uma vida a valer a pena, seja para miúdos seja para graúdos!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

REFLEXÃO DE NATAL...

Nos anais das minhas memórias há histórias de Natal em que a solidariedade era uma constante, a solicitude um paradigma da quadra e a partilha uma coisa natural de acontecer, já porque o tempo era convidativo para que essas pequenas "lições" de crescimento cívico se fossem disseminando entre "nós", nos tempos em que fomos crianças... felizes, diga-se desde já.
Hoje, nestes tempos das pessoas sem tempo, torna-se confrangedor constatar-se não se realizarem mais daquelas "aulas" de crescimento a que o fundador do Escutismo, Lord Baden-Powell, quando se referia aos Lobitos, dizia ser "CRESCER EM GRAÇA E IDADE".
Nota-se haver hoje uma subtileza de procedimentos nada consentânea com a formação integral do jovem, talvez porque os pais se confrontam com algo parecido com o velho chavão "NÃO TENHO TEMPO...", o que levou a que fosse a própria Igreja a ter sentido a obrigação de rebater essa afirmação com uma "possível interpelação feita por Cristo", em que Ele perguntaria: "NÃO TENS TEMPO?" para logo afirmar, sem contemplações: "MEU FILHO...PARA AS COISAS TERRENAS ARRANJAS SEMPRE TEMPO, ACREDITO!".
Tempo de Natal é tempo de reflexão e esta terá de nos transportar aos verdadeiros valores que o nascimento do Salvador suscitará em nós, que esperamos a Sua vinda com o peito a fremir de Esperança num amanhã pleno de Amor, Paz, Saúde, Trabalho... enfim: NUM AMANHÃ PLENO DE ALEGRIA E FELICIDADE PORQUE JESUS NASCEU PARA NÓS!
Em Leiria, recordo que "corria a Via Sacra" dos Templos Católicos onde sabia ter-se feito uma representação do Nascimento através dos Presépios feitos com musgo e imaginação e pelos quais nos era lícito sonhar com a vinda do Deus Menino que se fez Homem por amor aos homens de boa vontade. Na Sé, no Espírito Santo, em Santo Agostinho ou na Misericórdia podia-se adorar o Menino deitado na humilde manjedoura, tal como acontecia nos Franciscanos... mas estes costumavam primar pela inovação e faziam a representação com um presépio movimentado. Era sublime!
As montras eram também decoradas com motivos alusivos à época, não faltando os presépios para todos os gostos, inclusivé o da "Novilux", que tinha um dispositivo para receber moedas, com o funcionamento do mecanismo que movimentava as figuras controlado segundo o valor das moedas. Os lucros revertiam a favor dos rapazes do Asilo Distrital que funcionava nos Franciscanos, ou da Creche de Santa Isabel - ao tempo instalada num anexo à Igreja do Espírito Santo -, mostrando este gesto toda a solidariedade ao tempo existente, se fôr considerado o facto de os donos da dita "Novilux" serem membros poeminentes da Igreja Baptista de Leiria, logo não-Católicos.
Que bom seria poder-se renovar o espírito de outros Natais! Sem aquele espírito comercial que se vê hoje implementado, sem o uso e abuso do pinheiro ou do Pai Natal, porque no meu tempo era o próprio Menino Jesus que nos trazia as prendas de Natal, consoante o nosso comportamento! E viam-se então aquelas noites de autêntica magia, quando se esperava a vinda do Menino na Missa do Galo e, quando de regresso a casa, que alegria ao abrir os lindos presentes que Jesus nos trouxera!!!
Outros tempos...
Mas hoje também é dia dos "Homens Bons" se darem as mãos e dizerem com toda a força que lhes dá a alegria sentida pela data que vai chegar:
QUE O MENINO DEUS VOS CONCEDA TODAS AS VENTURAS DO MUNDO! FELIZ NATAL!!!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

tempo de PAZ... tempo de NATAL!

Quando, na nossa Sé Catedral de Leiria, o Bispo D. António Marto proclamar, na Noite Santa de Natal, ALEGREM-SE OS CÉUS E REJUBILE A TERRA, POIS JESUS NASCEU PARA NÓS, será tempo para pensar que nem todos têm Natal!
"Natal é a festa dos simples", ouvimos cantar por estes dias, mas... não é crível aceitar-se a simplicidade das coisas sem que vejamosm o Amor ser a alavanca capaz de catapultar as nossas vidas para uma Esperança no Porvir! A nossa singeleza de coração configura a nossa simplicidade de Vida, porque nos conforta saber que cada ano que passa Jesus renasce para nós, renovando a Sua proposta de Salvação para a Humanidade.
UM SANTO E FELIZ NATAL DE JESUS E QUE NÓS SAIBAMOS RENASCER COM ELE!
QUE O ANO DE 2011 POSSA SER DE RENOVAÇÃO DA ESPERANÇA QUE TODOS OS ANOS ACALENTAMOS!

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!