domingo, 24 de abril de 2011

RECORDAR...

Há 37 anos atrás, decorria um dia 24 de Abril como tantos outros, Portugal vivia plácidamente o desenrolar de uma guerra que se dizia decorrer em 3 frentes, mas que a razão nos aconselha a teimar que a frente mais encarniçada, que provocava mais baixas nas hostes portuguesas, mesmo que se não vissem tombar com o corpo cravado de balas, era precisamente na então chamada Metrópole, muito por culpa de alguns senhores que usavam e abusavam da demagogia e da traição à história deste País que somos desde que D. Afonso Henriques decidiu que iria ser aqui implementado o Reino de Portugal, que seria Pátria de Heróis, Santos e Sábios... mas esquecendo que se ele tinha este pensamento... muitos vindouros apenas se reviam em Fátima, Fados e Bola, mandando às malvas tudo o mais que não fosse o seu bem estar pessoal.

Entre essa gente sem apelo pátrio, podemos encontrar muitos dos que comemoram amanhã o dia em que Portugal se viu a braços com o seu desmantelamento eminente, porque foi utilizada uma arma tão poderosa como a traição para fazer com que o até aí inimigo que utilizava o terror como arma, viesse a autoproclamar-se vencedor da peleja contra os Portugueses.

Hoje ficam muito aborrecidos pelo facto de haver um qualquer FMI ou Fundo Europeu que se propõe corrigir as mil e uma asneiras que se vão fazendo em nome do Povo, não aceitando que as culpas do pandemónio que faz amanhã 37 aninhos preenchidos com peripécias caricatas "construídas" pela falta de verdade subjacente aos propósitos reais que serviram de desculpa para o 25 de Abril.

Não podemos esquecer os milhares de pessoas que se viram atiradas para a fogueira da indigência, espoliadas dos bens angariados durante uma vida de privações, por terras inóspitas onde semearam portuguesismo, cultivaram civilização, colheram amizades... saudades de uma gente que aprenderam a amar, a chamar de sua!

Curioso seria saber-se até que ponto os chamados "Homens do 25 de Abril" têm esta concepção daquilo que foi a sua passagem por terras africanas. Sei que não alinham pela mesma lógica das coisas, porque muitos deles jamais sentiram que o Ultramar era parte inalienável de Portugal... até ser vendido ao desbarato.

Pergunto muitas vezes o porquê da razão para haver tanta falta de orgulho pátrio entre muitos dos meus compatriotas, pois os tempos de Salazar tiveram uma razão para terem acontecido, Marcelo Caetano tentou mudar o rumo dos acontecimentos, mas apanhou a barreira da doutrinação soviética, que já havia deixado marcas bastante profundas no carácter de algumas pessoas a pontos de estas se não coibirem de afinar pelo mesmo diapasão daqueles que não sentem Portugal como uma Pátria a respeitar, tudo fazendo para denegrir o torrão natal... até não se incomodando que este perca a sua identidade como País livre e independente!

Maus vão os tempos para aqueles cuja esperança no porvir passa pela verticalidade com que viveram os momentos bons ou maus trazidos pela Revolução. Esta, que foi um grito de alegria para muitos bem intencionados e crédulos, foi sinal de esperança... mas também toque de finados pelos erros em que se caíu.

Ficou Portugal um pequeno País, com um Povo que se deveria orgulhar porque mudou a história do Mundo, pela audácia, coragem, abnegação, saber, espírito de solidariedade e partilha, capacidade de interacção com outros Povos... enfim: PELA CAPACIDADE DE DAR NOVOS MUNDOS AO MUNDO!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

ELE VIVE... REJUBILEMOS!

Estamos a comemorar a Semana Maior, também chamada de "Santa", não apenas porque mudou a história da Salvação mas também porque está centrada na Pessoa de Jesus Cristo... e Ele é verdadeiramente o Santo dos Santos
Será motivo para encher os nossos corações daquele júbilo que nos vem do Alto, porque o Mistério da Salvação ganhou plenitude com a Ressurreição acontecida no 3º. dia: CRISTO ESTÁ VIVO!

Não é um dia como qualquer outro aquele em que o Filho de Deus reassume a Sua condição de Salvador do Mundo! É o dia em que a nossa esperança de chegar ao Pai renasceu, porque o Mundo viu a Salvação de Deus!

Aleluia! Cristo está vivo!

Uma Santa Páscoa de Jesus para todos vós, são os meus desejos mais sinceros! Boa PÁSCOA!


domingo, 10 de abril de 2011

CONVÍVIO DE ANTIGOS ALUNOS




09 de Abril não é apenas mais um dia no calendário, em que é costume fazer-se uma homenagem ao Soldado Português junto ao túmulo do Soldado Desconhecido no Mosteiro de Santa Maria da Vitória... ou da Batalha..., porque este também foi o dia escolhido pela Comissão dos Antigos Alunos do Jardim-Escola João de Deus, Escola Amarela e Santo Estevão para organizar o seu 4º. Encontro... que este ano até ficou inserido nas comemorações dos 75 anos do Jardim-Escola.

Foi bom rever Amigos, alguns dos quais já não via há mais de 60 anos, uma vez que, após a saída do Jardim-Escola, nem todos foram destinados à velha Escola que funcionou no antigo "Convento de Santo Estevão".

O evento realizou-se no Restaurante "Pinhal da Quinta", em Monte Redondo, e teve a participação de cerca de 280 Antigos Alunos e de Professores daqueles estabelecimentos de ensino, além dos representantes da Edilidade e dos Livreiros da cidade, a quem foi prestada a devida homenagem pelo meritório serviço desempenhado ao longo dos anos. O bom Amigo "Manel", da Americana, em nome de todos os homenageados, agradeceu e manifestou a sua alegria por poder estar ali na hora de júbilo que se estava a viver.

A Junta de Freguesia e o Arquivo Distrital estiveram também no uso da palavra através dos seus lídimos representantes, entregando a todos os presentes material diverso alusivo à efeméride.


A Dona Maria Eduarda... Dona Maria Cristina...

D. Mª. Conceição Roda...D. Guilhermina...

Tive ensejo de viver momentos emocionantes ao rever a Srª. Dona Maria Eduarda, que foi a minha primeira Directora no Jardim-Escola, tal como aconteceu quando tive ensejo de abraçar o querido Amigo de muitos anos, o António José Sampaio Ramos, meu condiscípulo dos tempos de infância naquela Escola. Senti que estava entristecido e saudoso da sua querida Mãe, a Senhora Dona Maria Cristina Ramos, que foi ilustríssima Professora no Jardim-Escola e que nos é muito gratificante recordar com toda a saudade, pelo muito que nos soube dar. Foi evocada a sua memória e prestou-se homenagem com 1 minuto de silêncio, a que se seguiu uma extrondosa salva de palmas.

Da Dona Maria Eduarda... que posso dizer? Está uma "cachopa" cheia de vida e a sua jovialidade continua a ser marca patenteada! Obrigada, Dona Maria Eduarda! Obrigado Tó Zé Ramos, pela tua amizade sincera! Obrigado a todos aqueles que não cito, porque senão não acabo este trabalho... e isso não pode ser: - O JARDIM-ESCOLA DEU A CADA UM DE NÓS A DIMENSÃO DA AMIZADE NECESSÁRIA PARA NÃO NOS TORNAR UNS TIPOS CHATOS E MAÇADORES... SABEM DO QUE ESTOU A FALAR!

Para terminar, gostaria de afirmar à actual Directora, Drª. Vera Sebastião, que acredito nela para o exercício do cargo que lhe foi outorgado, porque tem carisma e está imbuída do espírito necessário para continuar a obra que lhe foi legada pela Dona Maria Eduarda. Acredito que saberá, melhor que ninguém, fazer render os talentos que Deus lhe deu, acreditando que o Fundador da obra grandiosa que foram os Jardins-Escola não deixará de olhar para si com o seu olhar benevolente e a ajudará a caminhar no rumo certo. Ele será o seu GPS!

Não abandonei o convívio sem que antes houvesse tomado parte no coro improvisado que entoou a "Marcha do Jardim-Escola", de que fez parte a Dona Maria Eduarda:

"Quando nós vamos, contentes,

para a Escola a caminhar,

vamos sempre sorridentes,

pois é preciso estudar!

Vamos cantando e sorrindo,

sem sentir raiva a ninguém,

pois quem nos está ensinando

tem um sorriso tão lindo

que parece a nossa Mãe!

.

Por isso gostamos dela...

vindo todos a dizer,

que a nossa Escola é tão bela

que até dá gosto aprender."

(bis)

sexta-feira, 18 de março de 2011

DIA DO PAI - DIA DE SÃO JOSÉ

SÃO JOSÉ
*
Aprendei toda a sabedoria
que emana dos altos céus...
- Com S.José, amai com alegria -
...ouvi dizer isto a um Anjo,
que ouviu isto de Deus,
e os Anjos nunca mentem...
*
Os Anjos dizem o que sentem
e numa oração incessante,
nem sei bem o que dizer...
...talvez porque a Jesus Cristo
eu nem saiba agradecer
o dom de me fazer viver!
*
Mas perguntando a São José
se poderá ele interceder...
...disse que basta eu ter fé
e rezar-lhe a sua oração...
...e é este o simples processo
para ter Cristo no coração!
*
É que cada solicitude
por intercessão de São José,
renova a nossa virtude,
pois Jesus ama o terno Pai,
que O criou com todo o Amor,
até que com a idade se vai!
*
Neste Dia de São José,
que vemos dedicado ao Pai...
...certamente será com fé
que pedimos a protecção
para todos os Pais do mundo...
...sejem biológicos ou do coração!
*
Poema de
Vitor Elias

sexta-feira, 11 de março de 2011

LEIRIA TEM UMA BASE À MANEIRA...

Leiria, para quem não saiba, desde sempre vibrou com as aventuras aéreas dos nossos gloriosos malucos das máquinas voadoras, salvo seja, porque se é verdade que "ALCANÇA QUEM NÃO CANSA", também podem estar cientes que "GUERRA E PAZ, TANTO NOS FAZ", porque não é Leiria uma cidade que goste de se "armar" apenas porque é uma capital de distrito que se honra por ter no mesmo uma Base Aérea que é um orgulho nacional... dêem-se as voltas que se queiram para encontrar outra que se lhe assemelhe. Como sou simples e nada cheio de vaidade e espavento por a Base Aérea nº. 5 ser ex-libris de Leiria há mais de 50 anos, aqui vos digo apenas que ela é a menina dos olhos da Força Aérea... e eu vi-a nascer!
Noutros tempos, o saudoso "Zé do Hotel", para uns, ou o "Pereira da Central", para outros, com o Carlos Silva da Imprensa Comercial (à Sé), juntamente com outros "maluquinhos" dos aviões, mantinham um "campo de aviação" onde então "funcionava" o incipiente Aeroclube de Leiria. Quando a antiga Aeronáutica Militar se "transformou" em Força Aérea, logo tratou de "aproveitar" as condições existentes no Aeródromo da Serra do Porto do Urso e no dia 04 de Outubro de 1959 é inaugurada a Base Aérea nº. 5, com 50 aeronaves F-86 distribuídas pelas suas duas Esquadras, a 51 "Falcões" e 52 "Galos".
Ao longo dos anos foram ali operados outros tipos de avião, como os T-33 ou os T-38 TALON e bem assim os FIAT G-91, os A-7P CORSAIR II e os actuais F-16.
Talvez porque o bichinho das coisas do ar seja viciante, Leiria não deixou de continuar a sonhar com uma pista e um Aeroclube, tornando-se mais fácil na medida em que muitos outros "maluquinhos dos aviões" existem por este mundo, pelo que logo apareceu um jovem a quem a vida havia sorrido, que logo pensou em partilhar o seu sonho com a cidade e deitou mãos à construção de uma estrutura capaz de receber aviões e servir de estacionamento aos mesmos, além de proporcionar o ensejo de voar aos que a isso se dispusessem, pois não eram muitos os capazes de entrar nessas geringonças a que chamavam aviões e ir voar como o faziam os passarinhos! Isso era bom mas para os que não tinham amor à vida - pensariam os menos aventureiros!
Lá para as terras da Gândara dos Olivais, eis que surge um aeródromo que rápidamente se veio a tornar a menina dos olhos da malta das pilotagens. Mal situado, segundo o parecer da Força Aérea, porquanto podia ser um embaraço para o tráfego na Base Aérea, porque a colisão de aeronaves poderia acontecer... mas até ao presente apenas se registou um incidente... o que é excelente, considerando-se as horas voadas naquela área.
De quando em vez... os acidentes acontecem, mas apenas quando têm de acontecer. Não são os aviões que amiúde se vêem cruzar os céus de Leiria que protagonizam ou potenciam acidentes, mas são as estradas as principais causadoras dos mesmos, seja por causa dos pavimentos ou das viaturas, não importa agora atribuír responsáveis, porque então também teria de falar das pessoas que não raro dão autênticas lições de como se não deve conduzir uma viatura.
Não se pense que este escrito foi pensado apenas como mais uma oportunidade para apelar ao civismo de quem conduz! Não! Ele foi pensado por muita coisa mas não por essa, mas até poderia ser, sim senhor! Também não foi pelo facto de ser bonito de vêr cruzarem os céus de Leiria os aviões da Cruz de Cristo, que aprendi a amar desde criança! Se vos disser que foi como homenagem à Força Aérea pelo aniversário da sua Base mais representativa, talvez esteja mais perto da verdade... que consiste apenas e tão só no poder recordar quão feliz fui quando vi os Alouette a dançar a valsa, no dia da inauguração... e isto foi há tantos anos... tantos que nem sei contar! QUANTA SAUDADE!!!
Mas... valeu a pena, porque, como dizia o Poeta, TUDO VALE A PENA SE A ALMA NÃO Á PEQUENA!

sábado, 29 de janeiro de 2011

O REGICÍDIO DO REI D. CARLOS... E DO PRINCÍPE D.LUIS FILIPE...

No próximo dia 01 de Fevereiro passam 102 anos sobre o assassinato de Sua Majestade o Rei D. Carlos I e do Princípe Herdeiro, D. Luiz Filipe, mortos pelos facínoras republicanos professor Manuel Buiça e empregado comercial Alfredo Costa, "diletos" membros da Carbonária, que seria ao tempo uma espécie de braço armado da Maçonaria.
Mesmo que não tenham sido os executores do crime, haverá outros facínoras que também são suspeitos desta infâmia Os dois que puxaram os gatilhos foram mortos no acto, deixando até hoje muitas coisas para apurar... pois sabemos que os mandantes tiraram o corpo fora, como se depreende, mas não temos dúvidas quem hoje comemora, com pompa e circunstância, o centenário da implantação da República, não deverá ser desligados do acto.
José Maria Alpoim, líder dos dissidentes, disse a Raúl Brandão, Maçon notório e membro do Partido Republicano: "...só há duas pessoas em Portugal que sabem tudo: eu e outra (...) Só eu e outro sabemos em que casa foi a reunião, quem a presidiu, quem trocou ao Buiça o revólver pela carabina!".
Fabrício de Lemos, regicida que esteve presente no acto do assassinio do Rei, deu o seu testemunho a António de Albuquerque, um republicano exilado em França por causa de um livro em que difamava a Família Real. Esse testemunho trancreveu-o no seu livro "A Execução do Rei D. Carlos".
Aquilino Ribeiro, mesmo não tendo participado directamente no Regicídio no Terreiro do Paço, tinha conhecimento detalhado de tudo e conhecia todo o plano assassino, conforme consta da sua obra "Um escritor confessa-se".
José Maria Nunes era também um dos regicidas e o seu testemunho é um auto elogio pegado, mas absolutamente credível quando diz: "E para quê?".
Nestes testemunhos, apenas Aquilino falou no plano para emboscar a Família Real como tendo sido forjado no momento e no local, uma vez que pretendiam era assassinar João Franco, mas este não estava no local, pelo que "pagou" o Rei e o Princípe... e eu diria PAGOU A MONARQUIA PORTUGUESA... E ESTÁ, AINDA HOJE, A PAGAR PORTUGAL!
O plano para o crime vinha de 1907, altura em que José Maria Alpoim se associou à Carbonária e traçou um plano para a aquisição de armas, que servissem para um levantamento revolucionário, para assassinar o primeiro ministro... e para assassinar o Rei!
As armas do crime foram adquiridas no armeiro Gonçalo Heitor Freire, pelo Visconde da Ribeira Brava, um dos principais dissidentes assassinos. Houve um fracasso na intentona do Elevador da Biblioteca, tendo as armas sido escondidas nos Armazéns Leal, seguindo daí para a casa do tal Visconde, onde ficaram escondidas.
O assassinato de El Rei havia sido combinado em Xabregas num velho casarão, no dia anterior, numa reunião de 18 homens que estavam na conspiração onde se decidiu o Regicídio. O núcleo duro era constituído por Alfredo Costa, Manuel Buiça, José Maria Nunes, Fabrício de Lemos, Ximenes, Joaquim Monteiro, Adelino Marques e Domingos Ribeiro. Estes foram aqueles que cobriram o percurso do Terreiro do Paço ao Paço das Necessidades. Não estavam a contar sobreviver ao hediondo acto, pelo que Buiça fez testamento e Alfredo Costa pagou uma dívida a um amigo. No entanto, a maioria conseguiu fugir após o assassinato, escondendo-se no meio da multidão.
Sabe-se que José Maria Alpoim se exilou em Salamanca, regressando a Portugal após a instauração do novo regime. O visconde veio a ser Governador Civil de Lisboa... mas a "Leva da Morte" de Outubro de 1918 acabou por o vitimar.
No dia 01 de Fevereiro de 1908 eram cerca de 17 horas e havia no Terreiro do Paço uma pequena multidão a aguardar a chegada da Família Real, que regressava de Vila Viçosa. No meio dessa multidão, estavam especialmente atentos dois homens, de seus nomes Manuel Buiça e Alfredo Costa. O primeiro envergava um longo varino, escondendo sobre este uma espingarda, enquanto o outro tinha no bolso um revílver pronto a disparar. Pertenciam ambos à mais secreta das sociedades revolucionárias existentes em Portugal... e estavam dispostos a lançar o País no luto, pois pretendiam matar nada mais nada menos que o Rei!
A primeira vítima deste atentado será o cidadão, nascido no Palácio da Ajuda em 28 de Setembro de 1863, Carlos Fernando Luis Maria Vitor Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis José Simão de Bragança Saboia Bourbon Saxe-Coburgo Gota, mais concretamente Sua Majestade El-Rei D. Carlos I, que subiu ao trono em 1899, por morte do pai, D. Luis I, ocorrida em 19 de Outubro. Era casado com a Rainha D. Maria Amélia de Orleães, Princesa de França.
A segunda vítima será o cidadão, nascido no Palácio de Belém em 21 de Março de 1887, Luis Filipe Maria Carlos Amélio Francisco Vitor Manuel António Lourenço Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis Bento, mais concretamente o Princípe da Beira, Duque de Bragança e da Saxónia, jurado Princípe Herdeiro em Julho de 1901 e membro do Conselho de Estado desde 13 de Abril de 1906.
A terceira vítima é a Monarquia Portuguesa, aí ferida de morte pela traição de uns tantos assassinos, com sequelas conhecidas em todo o território Português de Aquém e Além Mar, pois foi o Regicídio a causa inicial do desmembramento do todo Nacional que veio a acontecer após a Revolução de Abril, altura em que os fautores do Regicídio viram concluída a sua obra, desmembrando um Império de quinhentos anos.
Com o Rei D. Carlos e seu filho D. Luis Filipe, foi Portugal que morreu trespassado pelas balas do Buíça e do Costa... a quem ainda hoje os continuadores da sua obra prestam homenagem no Alto de São João, porque são os heróis de uma República que assim se revê no assassínio que a tornou possível!
Os crepes do luto Português ainda estarão a cobrir o Brasão da Monarquia Portuguesa até que seja possível o reconhecimento da Casa de Bragança como lídima herdeira da Coroa.
Que Deus guarde o Rei e Portugal!

sábado, 15 de janeiro de 2011

RECORDO-TE, MÃE...

+ 15JAN1951
HOJE E SEMPRE PRESENTE!
*
Há sessenta anos que partistes,
mas ficastes sempre presente
nos filhos que então paristes
e são quem tua falta sente!
Eras tão nova... bonita...
um espanto de mulher...
...sabes: ninguém acredita,
mas só morre quem Deus quer!
Ter filhos é ter cadilhos...
...mesmo sendo orgulhos teus
porque era nos teus filhos
que te encontravas com Deus!
Ele quiz-te no Paraíso
mais cedo do que o previsto...
...para nós foi prejuízo
tu ires para o pé de Cristo!
Quantas saudades deixastes...
quantas lágrimas foram choradas
pelos filhos, que muito amastes,
quando se viram abandonadas!!!
Nestes anos nunca esqueci
tantos afagos e carinhos
que eu, de ti, recebi ,
tal como os meus maninhos...
Quantas saudades, minha Mãe...
...sabes? - Jamais te olvidei!
Por vezes uma lágrima vem
recordando quanto te amei!
Pede a Deus que me ajude
no caminho que ainda me der...
...que não me falte com a saúde,
que proteja a minha mulher!
Vela sempre pelos netos teus,
aqueles que nunca vistes...
...a não ser aí dos céus
para onde um dia partistes!
Minha Mãe, quanto te amo,
mesmo com o tempo decorrido
que até julgo ser um engano
e tu nunca tenhas morrido!
Recebe beijos ardentes
de quem sempre te amou
desde os tempos inocentes
quando Jesus te chamou!
...*...
Poema dedicado a minha Mãe, Maria Emília,
na passagem do 60º. aniversário da sua morte.
15-JAN-1951 - 15JAN2011
Victor Elias

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!