Passam hoje 104 anos sobre o assassinato hediondo de Sua Majestade El-Rei D. Carlos I e de seu filho, o Príncipe Herdeiro D. Luiz Filipe, planeado pela Maçonaria Republicana e executado pela Carbonária, através dos assassinos Manuel Buíça e Alfredo Costa.
Foi no dia 01 de Fevereiro de 1908 que Portugal foi gravemente ferido pela insanidade de alguns dos seus filhos... não pensem que iria chamar de 'ilustres' a tão execráveis assassinos. Os crepes de luto ainda hoje têm uma razão para serem expostos, uma vez que, mais de cem anos após este crime sem nexo, continuam os sequazes seguidores das ideias retiradas da Revolução Francesa fazem 'gala' em cantar hinos de louvor e glória pela morte de dois homens bons, cujo único crime foi o não serem adeptos das cliques Maçónicas ou da Carbonária.
Não se pensará que as acusações são infundadas, apesar de ter havido, da parte das instituições implicadas no crime, toda uma operação de limpeza de ficheiros, para que o assassinato não viesse a incriminar algumas figuras ligadas às mesmas Maçomaria e Carbonária. E e desfaçatez levou a que Aquilino Ribeiro até viesse a ser sepultado no Panteão Nacional, em detrimento de outros que o mereceram mais que o 'Malhadinhas'.
Para que conste, foi lançado um rigoroso inquérito aos acontecimentos, primeiro presidido pelos
juízes Alves Ferreira e depois por José da Silva Monteiro e dr. Almeida de Azevedo, que ao longo dos dois anos seguintes veio a apurar que o
atentado, fora cometido por membros da Carbonária, com a finalidade de enfraquecer a Monarquia.
O processo de investigação ficou concluído nas
vésperas do 5 de Outubro, e o começo do processo judicial foi marcado para
25 do mesmo mês. Tinham sido descobertos, entretanto, mais suspeitos do
assassinato, como é o exemplo de Alberto Costa, Aquilino Ribeiro, Virgílio de Sá, Domingos Fernandes e outros.
Alguns destes elementos
estavam refugiados no Brasil e em França, e dois, pelo menos, foram mortos pela
Carbonária, para eliminar testemunhas mais capazes de constituir perigo. No entanto, todo este esforço acabou por ser em vão, pois logo a seguir à Proclamação da República, o
Juiz Almeida e Azevedo entregou o referido processo ao Dr. José Barbosa, membro do Governo provisório, que o levou a Afonso Costa, Ministro
da Justiça do Governo Provisório, e depois disso perdeu-se o rasto ao
documento. Sabe-se que D. Manuel II, no exílio, recebeu uma cópia, facultada
por um dos juízes, Almeida de Azevedo, mas essa também desapareceu em
consequência de um roubo à sua residência ocorrido pouco tempo antes da sua
morte, em 1932.
Apetece perguntar: QUEM TEVE INTERESSE NESTE ASSALTO ? A QUEM O PROCESSO INCRIMINAVA MAIS?
Dos factos conhecidos não se considera geralmente o assassínio do Rei como a
execução de qualquer decisão vinda dos republicanos, dos maçons ou da
dissidência progressista, enquanto grupos. O que não diminui a sua quota parte de responsabilidade no crime. Até admitiram como hipótese eventual o assassinato e não lhes importou que este acontecesse. Se os regicidas actuassem por sua própria iniciativa,
estavam nessa posição pela iniciativa daqueles que os mobilizaram
e armaram para outros fins.
O certo é que os dois assassinos, abatidos no local, não foram
os únicos ali presentes, nem os únicos implicados, como na altura se pretendeu fazer crer . Há estudos que vieram fazer luz quanto aos responsáveis e à sua motivação,
embora muito ainda esteja envolto em dúvida. Quatro autores servem de base
principal para os factos apurarados: Raúl Brandão, António de Albuquerque, Aquilino Ribeiro e José Maria Nunes. Destes, os dois primeiros não estiveram
envolvidos no atentado, tendo recolhido depoimentos de terceiros. Raul Brandão
falou com várias pessoas próximas à trama, e extraiu do líder dos dissidentes,
José Maria Alpoim, a confissão: “Só há duas pessoas em Portugal que sabem tudo,
eu e outra(...) Só eu e outro sabemos em que casa foi a reunião, quem a
presidiu e quem trocou ao Buíça o revólver pela carabina.”
António da Albuquerque, que se havia exilado em Espanha após a publicação do seu
romance difamatório para a família real "O Marquês da Bacalhoa",
recebeu o testemunho de Fabrício de Lemos, um dos regicidas presentes no
Terreiro do Paço, e transcreveu-o no seu livro "A execução do Rei
Carlos".
Aquilino Ribeiro, embora não tenha participado directamente, esteve envolvido e
conhecia o plano e os assassinos, como deixou testemunho na sua obra "Um
escritor confessa-se."
José Maria Nunes era também um dos regicidas e deixou o seu testemunho,
tendencialmente auto elogioso mas no geral credível, no escrito: "E para
quê?"
Destes quatro testemunhos, só Aquilino refere que o plano de emboscar a
Família Real tinha sido adoptado na ocasião, derivado do plano de
assassinar João Franco, e tomado no local. Do testemunho dos outros pode-se
presumir que o plano teve lugar algures em fins de 1907. Nesta altura, José
Maria Alpoim associa-se à Carbonária o que leva, consecutiva e complementarmente,
a um plano de aquisição de armas, o plano para um levantamento revolucionário,
um plano para assassinar o primeiro ministro e outro para assassinar o Rei.
Estes planos, segundo o testemunho de José Maria Nunes, teria sido abordado
pela primeira vez em Paris, no Hotel Brébant, no Boulevar Poissóniere, entre 2
políticos portugueses e alguns revolucionários franceses. O regicida não nomeia
esses políticos, nem nunca se foi capaz de identificá-los, mas os
revolucionários franceses provavelmente pertenceriam ao movimento anarquista
internacional, dado que o embaixador português em Paris chegou a avisar que se
preparava um plano contra a família real portuguesa vindo desses sectores.
Os Dissidentes foram os principais financiadores, tendo a Carbonária
fornecido os homens. Sabe-se que as armas usadas no regicídio foram levantadas
do armeiro Gonçalo Heitor Freire (republicano e maçon) pelo Visconde da Ribeira
Brava, um dos principais membros dos dissidentes.
Hoje, como ontem, os republicanos continuam a 'assassinar' o carácter dos verdadeiros Patriotas... sejam eles Monárquicos ou não, porque Viscondes da Ribeira Brava ainda os há, escondidos na 'Fronteira' da história ou não. Não houve apenas o Miguel de Vasconcelos... "porque traidores, entre os portugueses sempre os houvera".







































