quarta-feira, 4 de abril de 2012

HEI, PRESIDENTA!!!

Pilar del Rio - Presidenta da Fundação Saramago
Dilma Roussef - Presidenta do Brasil
O Presidente da Câmara de Lisboa e a Presidenta da Fundação Saramago

Julgo ser pertinente uma explicação plausível, que mostre ter-se um conhecimento gramatical bastante perfeito, quando nos propomos dar uma qualquer explicação sobre assuntos linguísticos que nos sejam suscitados.
Este preambulo vem a propósito da palavra 'PRESIDENTA' que tanta água faz correr debaixo das pontes, mesmo que se tenha constatado que ela já se encontra inscrita no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), fazendo parte integrante  dos 381.000 verbetes nele contidos.
Importa pois perguntar: - estará certo ou é errado utilizar-se a palavra 'PRESIDENTA' ???
É na tradição popular que iremos encontrar mesmo   a palavra 'PRESIDENTA',  pois  ela existe alí, na realidade... mesmo  tratando-se de  um claríssimo  erro gramatical, apenas  possível de acontecer porque a Academia Brasileira de Letras  permitiu o uso de tal primor linguístico  .
Quem consultar o VOLP - Vocabulário Ortográfico de Língua Portuguesa verá que este efectua o arrolamento das palavras  da Língua Portuguesa, quanto à sua grafia, fonética, ortografia, classe gramatical ou quaisquer outras informações julgadas úteis, como sejam as formas irregulares do feminino dos substantivos e adjectivos, o plural dos nomes compostos, os homónimos e patrónimos das palavras averbadas, etc...etc.
Têm havido, ao longo dos tempos, diversas edições do Vocabulário Ortográfico, de que são autores alguns dos mais conceituados linguistas e filólogos portugueses e brasileiros, tal como da Academia de Ciências de Lisboa e da Academia Brasileira de Letras.
Por muita razão que assista aos eminentes linguistas da Pátria Brasileira, o terem incluído no léxico o termo em causa - 'PRESIDENTA' - faz com que não confie neles, como já não confiava na 'douta' jornalista Pilar del Rio, 'PRESIDENTA' da Fundação Saramago, que também se arrogou 'botar  faladura' sobre este crime de lesa língua... ela que é cidadã espanhola, portanto não especialista em línguas... a não ser 'Portunhol'.
Esta  jornalista Pilar del Rio tem por hábito 'explicar', como se fosse uma catedrática no assunto, que "dantes não havia mulheres presidentes e por isso é que não existia a palavra presidenta..." É por tal motivo que ela afirma, insistentemente, que é Presidenta da Fundação José Saramago, ao mesmo tempo que se refere a Assunção Esteves como Presidenta da Assembleia da República.
Mas ainda há pouco foi  escutada Helena Roseta a dizer «Presidenta!», quando procurava retorquir ao comentário de um jornalista da SICNotícias, muito segura da sua afirmação...
No português existem os particípios activos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio activo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante... Qual é o particípio activo do verbo ser? O particípio activo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a acção que expressa um verbo, teremos de adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte.
Portanto, a pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que possa ter.
 Diz-se câmara ardente, e não câmara "ardenta"; diz-se  estudante  e não "estudanta"; diz-se adolescente  e não "adolescenta"; diz-se  paciente, e não "pacienta".
Um bom exemplo de erro grosseiro seria escrever:
"A candidata a presidenta  comporta-se como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras das suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".
Edifício que o Povo Português cedeu para a Fundação Saramago,
através do Presidente da Câmara de Lisboa

quinta-feira, 22 de março de 2012

CULTURA...que cultura?


Francisco José Viegas, Secretário de Estado da Cultura, acha que o Governo não tem obrigação de comprar a já mais que falada 'Colecção Berardo', prevista para daqui por quatro anos. Como resposta, o 'Comendador' Berardo afirma que o Secretário de Estado não estará no Governo em 2016, como se ele estivesse muito ciente da sua razão.
Não me parece que Berardo seja amigo do Povo Português, mas talvez isso seja mais um fruto da sua enorme vontade de ser contra tudo o que  pelo  Estado esteja estabelecido.
A Secretaria de Estado da Cultura é apologista de que a entrada no Centro Cultural deve ser paga... Berardo diz que não autoriza que aquilo que é dele seja objecto de pagamento por parte do Povo, pois apenas o conselho de Administração do Museu Berardo tem competência para legislar nessa matéria.
Porque gosta de pisar em cima dos adversários, Berardo diz de Francisco José Viegas o que os muçulmanos não dizem do toucinho. Por exemplo: "E ele (Viegas) já trabalhou para mim, como director da »Gazeta dos Desportos«, e acho que não gosta de mim!". "Não tenho nada contra ele. Como escritor, fez o seu mercado. O que me dizem é que anda descontente porque tem muito trabalho sem o benefício financeiro correspondente. Mas tem de se comportar à altura!". "Será que ele vai ficar lá até 2016? A cultura desaparecia toda!".
Por acaso seria curial saber-se como e onde Berardo foi buscar tudo aquilo que constitui o seu Museu, pois quando foi para a África do Sul não terá descoberto nenhuma mina de diamantes... que se saiba! Mas não garanto, porque este homem 'de cultura' é uma caixinha de surpresas.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

ALEMANHA NAZI... OUTRA VEZ?

"Depois do calmo Buzek, o furacão Schulz"

A 18 janeiro 2012 Martin Schulz tornou-se  Presidente do Parlamento Europeu.

A eleição de Martin Schulz para a presidência do Parlamento Europeu veio provocar, sem dúvidas,  uma mudança no ambiente daquela assembleia. Depois do  consensual polaco Jerzy Buzek,  temos agora um tumultuoso e ambicioso socialista alemão que pretende agitar as instituições representadas em Bruxelas.
Martin Schulz é, sem sombra de dúvidas, o único eurodeputado de língua alemã conhecido pelos seus compatriotas que se torna presidente do Parlamento Europeu. A sua eloquência deu resultado. Ele, que normalmente ultrapassa o tempo que lhe é concedido para falar, na sessão plenária, “para mostrar aos seus colegas que ninguém fala mais do que ele”, conforme escreve o Der Spiegel .
O semanário de Hamburgo explica que Schulz quer fazer com que o Parlamento Europeu evolua “para um contrapoder”. “Vai opor-se ao Conselho Europeu”, onde os chefes de Estado e de governo maquinam as decisões e quer pressionar a Comissão Europeia através de iniciativas políticas, “pouco lhe importando se está ou não escrito nos tratados”, como ele próprio disse. Lembrando que Schulz, contrariamente aos seus antecessores, não está em fim de carreira e ainda tem outras ambições políticas, o Der Spiegel prevê uma luta pelo poder, pela atenção e pelo monopólio da interpretação dos tratados,  que pode falhar e ridicularizar o Parlamento Europeu ou modificar as estruturas de poder em Bruxelas.
Uma opinião  que é partilhada pelo Finantial Times Deutschland, que, no entanto, duvida da capacidade de Schulz em impor os seus “golpes”. Por exemplo, Schulz quer participar ativamente nas cimeiras da UE, começando pelas negociações sobre o pacote económico.
Mas a Alemanha Nazi 'ensinou' bem os seus seguidores, que ainda assim foram às aulas da antiga STASI da RDA e tiraram altas classificações, de tal modo que continuam a manobrar nos bastidores para deitar por terra a 'ingénua' Grécia todos os países que teimam em não alinhar com a Hitler de saias, essa anafada e mal amada senhora Merkel.
O Presidente do Parlamento Europeu criticou Passos Coelho por ter ido a Angola pedir mais investimento em Portugal e a besta do Martin Schulz diz que isso só aconteceu porque Angola tem muito dinheiro e que o futuro de Portugal é o declínio. Depois de um coro de críticas, Schulz esclareceu que foi um mal entendido e que não criticou o Governo português, mas sim a falta de solidariedade na Europa. Só quem os não conheça poderá ter ilusões sobre o verdadeiro pensamento destes politicos alemães. Querem-nos impôr a superioridade da 'grande' Alemanha - que o é, sem dúvida - e que se encontra subjacente a este discurso um tanto confuso e demasiadamente enrolado.
Este senhor Schulz bem saberá das ligações e dos laços históricos que  ligam  Portugal a Angola e aos outros países de lingua portuguêsa, o que me leva a dizer que a sua intervenção não é inocente. Ou será que ainda não perdoaram o facto de Portugal não pactuar com os seus crimes quando das longas noites nazis? 
O que ele fez é apenas e tão só uma ingerência encapotada e perversa nas nossas decisões como estado soberano. Talvez esteja a antever um futuro em que, a continuar a subserviência dos nossos 'queridos' governantes, não tardará a ser Portugal mais um fantoche, uma marioneta nas mãos dos 'boches', integrados de pleno direito na 'Grande Alemanha' da 'mãezinha SS' Angela Merkle.  

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

PORTUGAL... PORQUE TE FAZEM TANTO MAL?

Passam hoje 104 anos sobre o assassinato hediondo de Sua Majestade El-Rei D. Carlos I e de seu filho, o Príncipe Herdeiro D. Luiz Filipe, planeado pela Maçonaria Republicana e executado pela Carbonária, através dos assassinos Manuel Buíça e Alfredo Costa.
Foi no dia 01 de Fevereiro de 1908 que Portugal foi gravemente ferido pela insanidade de alguns dos seus filhos... não pensem que iria chamar de 'ilustres' a tão execráveis assassinos. Os crepes de luto ainda hoje têm uma razão para serem expostos, uma vez que, mais de cem anos após este crime sem nexo, continuam os sequazes seguidores das ideias retiradas da Revolução Francesa fazem 'gala' em cantar hinos de louvor e glória pela morte de dois homens bons, cujo único crime foi o não serem adeptos das cliques Maçónicas ou da Carbonária.
Não se pensará que as acusações são infundadas, apesar de ter havido, da parte das instituições implicadas no crime, toda uma operação de limpeza de ficheiros, para que o assassinato não viesse a incriminar algumas figuras ligadas às mesmas Maçomaria e Carbonária. E e desfaçatez levou a que Aquilino Ribeiro até viesse a ser sepultado no Panteão Nacional, em detrimento de outros que o mereceram mais que o 'Malhadinhas'.
 Para que conste, foi lançado  um rigoroso inquérito aos acontecimentos, primeiro presidido pelos juízes Alves Ferreira  e depois por José da Silva Monteiro e dr. Almeida de Azevedo, que ao longo dos dois anos seguintes veio a apurar que o atentado, fora cometido por membros da Carbonária, com a finalidade de  enfraquecer a Monarquia.
O processo de investigação ficou concluído nas vésperas do 5 de Outubro, e o começo do processo judicial foi marcado para 25 do mesmo mês. Tinham sido  descobertos, entretanto, mais suspeitos do assassinato,  como é o exemplo de Alberto Costa, Aquilino Ribeiro, Virgílio de Sá, Domingos Fernandes e outros.
Alguns destes elementos estavam refugiados no Brasil e em França, e dois, pelo menos, foram mortos pela Carbonária, para eliminar testemunhas mais capazes de constituir perigo. No entanto, todo este esforço acabou por ser em vão, pois logo a seguir à  Proclamação da República, o Juiz Almeida e Azevedo entregou o referido processo ao Dr. José Barbosa, membro do Governo provisório, que o levou a Afonso Costa, Ministro da Justiça do Governo Provisório, e depois disso perdeu-se o rasto ao documento. Sabe-se que D. Manuel II, no exílio, recebeu uma cópia, facultada por um dos juízes, Almeida de Azevedo, mas essa também desapareceu em consequência de um roubo à sua residência ocorrido pouco tempo antes da sua morte, em 1932.
Apetece perguntar: QUEM TEVE INTERESSE NESTE ASSALTO ? A QUEM O PROCESSO INCRIMINAVA MAIS?
Dos factos conhecidos não se considera geralmente o assassínio do Rei como a execução de qualquer decisão vinda dos republicanos, dos maçons ou da dissidência progressista, enquanto grupos. O que não diminui a sua quota parte de responsabilidade no crime. Até admitiram como hipótese eventual o assassinato e não lhes importou que este acontecesse. Se os regicidas actuassem por sua própria iniciativa, estavam nessa posição pela iniciativa daqueles que os mobilizaram e armaram para outros fins.
O certo é que os dois assassinos, abatidos no local, não foram  os únicos ali presentes, nem os únicos implicados, como na altura se pretendeu fazer crer . Há estudos que  vieram fazer luz quanto aos responsáveis e à sua motivação, embora muito ainda esteja envolto em dúvida. Quatro autores servem de base principal para os factos  apurarados: Raúl Brandão, António de Albuquerque, Aquilino Ribeiro  e José Maria Nunes. Destes, os dois primeiros não estiveram envolvidos no atentado, tendo recolhido depoimentos de terceiros. Raul Brandão falou com várias pessoas próximas à trama, e extraiu do líder dos dissidentes, José Maria Alpoim, a confissão: “Só há duas pessoas em Portugal que sabem tudo, eu e outra(...) Só eu e outro sabemos em que casa foi a reunião, quem a presidiu e quem trocou ao Buíça o revólver pela carabina.” António da Albuquerque, que se havia exilado em Espanha após a publicação do seu romance difamatório para a família real "O Marquês da Bacalhoa", recebeu o testemunho de Fabrício de Lemos, um dos regicidas presentes no Terreiro do Paço, e transcreveu-o no seu livro "A execução do Rei Carlos". Aquilino Ribeiro, embora não tenha participado directamente, esteve envolvido e conhecia o plano e os assassinos, como deixou testemunho na sua obra "Um escritor confessa-se." José Maria Nunes era também um dos regicidas e deixou o seu testemunho, tendencialmente auto elogioso mas no geral credível, no escrito: "E para quê?"
Destes quatro testemunhos, só Aquilino  refere que o plano de emboscar a Família Real tinha sido adoptado na ocasião, derivado do plano de assassinar João Franco, e tomado no local. Do testemunho dos outros pode-se presumir que o plano teve lugar algures em fins de 1907. Nesta altura, José Maria Alpoim associa-se à Carbonária o que leva, consecutiva e complementarmente, a um plano de aquisição de armas, o plano para um levantamento revolucionário, um plano para assassinar o primeiro ministro e outro para assassinar o Rei.
Estes planos, segundo o testemunho de José Maria Nunes, teria sido abordado pela primeira vez em Paris, no Hotel Brébant, no Boulevar Poissóniere, entre 2 políticos portugueses e alguns revolucionários franceses. O regicida não nomeia esses políticos, nem nunca se foi capaz de identificá-los, mas os revolucionários franceses provavelmente pertenceriam ao movimento anarquista internacional, dado que o embaixador português em Paris chegou a avisar que se preparava um plano contra a família real portuguesa vindo desses sectores.
Os Dissidentes foram os principais financiadores, tendo a Carbonária fornecido os homens. Sabe-se que as armas usadas no regicídio foram levantadas do armeiro Gonçalo Heitor Freire (republicano e maçon) pelo Visconde da Ribeira Brava, um dos principais membros dos dissidentes.
Hoje, como ontem, os republicanos continuam a 'assassinar' o carácter dos verdadeiros Patriotas... sejam eles Monárquicos ou não, porque Viscondes da Ribeira Brava ainda os há, escondidos na 'Fronteira' da história ou não. Não houve apenas o Miguel de Vasconcelos... "porque traidores, entre os portugueses sempre os houvera". 

domingo, 15 de janeiro de 2012

MÃE... QUE SAUDADES DE TI !!!


eterna é a saudade

Naquele dia, já distante,
que ainda tenho na mente
partistes tão docemente
de uma forma tão pungente...
Fostes sem muito queixume
recordo, passados os anos...
... nem sequer houve azedume
por uma vida de enganos,
que vivestes sem queixume...
Naquele tempo, distante,
vivestes toda para os teus...
...fostes Mãe, Esposa amante,
até que fostes para Deus!
Fiquei orfão tão criança,
mas fui no teu coração...
...tinha em ti tanta esperança,
mas contigo morreu a ilusão!
Tinhas filhos que te amavam,
alguns eram tão pequeninos,
se soubesses como estimavam
que orientasses os seus destinos...
Mas Deus não quiz assim -
queria-te com Ele, na verdade -
e eu, Mãe, pobre de mim,
fiquei preso à tua saudade!
Mas d'aquele dia de Janeiro,
era o 15, vê a ironia,
ficou-me o desejo verdadeiro
de sempre te beijar neste dia!
Todas as flores deste mundo
gostaria agora oferecer-te...
...este é o modo mais profundo
que tenho para agradecer-te
pelo facto de me dares a vida...
...e por isso não posso esquecer-te...
quantas saudades,  Mãe querida!
*
À minha Mãe, no 61º. aniversário
da sua partida para Deus.
Victor Manuel Elias

sábado, 7 de janeiro de 2012

NOVA MORTE DE LUIS DE CAMÕES

Porque estamos no início do ano de todas as desilusões, apraz registar que também a sandinice de alterar a escrita para agradar a fulanos que não fizeram nada para mudar um ~ que pudesse considerar-se enriquecimento linguístico, porque usam uma língua que gostam de chamar "portuguesa" quando não passa de um amontoado de palavras, palavrinhas ou palavrões herdados dos povos que os antecederam, aqui fica o testemunho de quem não tem pejo em dizer o que pensa do ACORDO ORTOGRÁFICO "imposto" pelo Brasil a Portugal:
"Quando eu escrevo a palavra acção, por magia ou pirraça, o computador retira automaticamente o C na pretensão de me ensinar a nova grafia.
De forma que, aos poucos, sem precisar de ajuda, eu próprio vou tirando as consoantes que, ao que parece, estavam a mais na língua portuguesa.
Custa-me despedir-me daquelas letras que tanto fizeram por mim.
São muitos anos de convívio.
Lembro-me da forma discreta e silenciosa como todos estes CCC's e PPP's me acompanharam em tantos textos e livros desde a infância.
Na primária, por vezes gritavam ofendidos na caneta vermelha da professora:  - não te esqueças de mim!
Com o tempo, fui-me habituando à sua existência muda, como quem diz, sei que não falas, mas ainda bem que estás aí.
E agora as palavras já nem parecem as mesmas.
O que é ser proativo?
Custa-me admitir que, de um dia para o outro, passei a trabalhar numa redação, que há espetadores nos espetáculos e alguns também nos frangos, que os atores atuam e que, ao segundo ato, eu ato os meus sapatos.
Depois há os intrusos, sobretudo o R, que tornou algumas palavras arrevesadas e arranhadas, como neorrealismo ou autorretrato.
Caíram hifenes e entraram RRR's que andavam errantes.
É uma união de facto, e  para não errar tenho a obrigação de os acolher como se fossem família. Em 'há de' há um divórcio, não vale a pena criar uma linha entre eles, porque já não se entendem.
Em veem e leem, por uma questão de fraternidade, os EEE's passaram a ser gémeos, nenhum usa ( ^^^) chapéu.
E os meses perderam importância e dignidade; não havia motivo para terem privilégios. Assim, temos  janeiro, fevereiro, março, são tão importantes como peixe, flor, avião.
Não sei se estou a ser suscetível, mas sem P, algumas palavras são uma autêntica deceção, mas por outro lado é ótimo que já não tenham.
As palavras transformam-nos.
Como um menino que muda de escola, sei que vou ter saudades, mas é tempo de crescer e encontrar novos amigos.
Sei que tudo vai correr bem, espero que a ausência do C não me faça perder a direção, nem me fracione, e nem quero tropeçar em algum objeto.
Porque, verdade seja dita, hoje em dia, não se pode ser atual nem atuante com um C a atrapalhar.
Só não percebo porque é que temos que ser NÓS a alterar a escrita, se a LÍNGUA É NOSSA ...? ! ? ! ?
 Os ingleses não o fizeram, os franceses desde 1700 que não mexem na sua língua e porquê nós ?
Ou atão deichemos que os 35 por cento de anal fabetos afroamaricanos fassão com que a nova ortografia imponha se bué depréça !"

sábado, 31 de dezembro de 2011

LEIRIA QUE SEJAS FELIZ em 2012

Não é displicente o facto de se estar a 'falar' de um ano que passa sem deixar marcas que não sejam para olvidar, tal como não se poderá dizer que o ano que finda foi o melhor de um leque de opções que foi necessário contabilizar como positivas - ou negativas - apenas porque nos deram ou não água pela barba... e não estamos muito recetivos a dar de barato que tudo está na paz dos anjos... até porque não sabemos se estes sabem o que isso é.
A mim, por exemplo, o ano de 2011 deixou-me  um sentimento de amor/ódio, primeiro porque me deu reconfortantes reencontros  com pessoas que julguei nunca mais ir vêr, como seja velhos condiscípulos do meu Jardim-Escola de Leiria e a muito querida Professora que tinha a missão de dirigir aquele espaço nos meus tempos de João de Deus, a Dona Maria Eduarda Viana Rodrigues da Costa Santos, que os Anjos acolheram no Cé no dia 12 de Setembro do ano que agora finda.
Quando eu pensava fazer as pazes com a cidade... esta mostra o quanto é efémero tal desejo, porque Leiria ainda não pensa fazer as pazes com os seus filhos, a avaliar pelo modo pouco edificante como ela faz questão de se nos 'apresentar' depois que alguns erros de palmatória foram cometidos na consecução dos projetos do programa POLIS.

Leiria não precisava de quinhentas pontes e 1000 vias pedonais... se para isso se tornava necessário colocar a cidade em risco de catastrófica ruína. Para quê um Estádio magnificente se nem equipa para lá jogar tem? É só para dizer que existe? Não carecia, porque nos tempos do Ateneu já se jogava a bola... e talvez melhor do que agora.
O Largo da Sé está todo a caír! A oficina do Afonso das bicicletas, a antiga Associação de Futebol de Leiria, a Tinturaria Americana, o Freitas chapeleiro, um pouco por todo o lado, para ser mais realista, há mostras de abandono, parecendo que apenas interessa fazer-se 'obra nova' e não deitar as pertinentes 'meias solas' capazes de fazer durar um pouco mais a fisionomia de uma cidade que sempre nos orgulhou.
Depois admiram-se de ser confrontados com os desperdícios que foram feitos ao longo dos anos. Então... não sobrou um cêntimo para comprar uma gambiarra aos chinezes para que pudesse assinalar-se o Natal ou a Passagem do Ano? Em quanto importam os desperdícios que se fizeram em nome do Povo de Leiria? Apurem-se responsabilidades e faça-se pagar aos culpados, sejam eles do Partido Socialista, do PSD ou do CDS/PP. Não podem é ser os Leirienses a pagar a factura de um banquete feito pelos outros em nome da democracia.


Então... talvez 2012 venha a ser um Bom Ano Novo, porque a justiça entre as gentes de Leiria não é palavra vã.  

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!