quarta-feira, 25 de abril de 2012

O 25 DE ABRIL... HOJE!!!

ESTA A IMAGEM DE UM ANIVERSÁRIO DO 25 DE ABRIL... ANTES DO TOTAL ASSUMIR QUE ESTÁ CAQUÉTICO E A NECESSITAR DE REFORMA IMEDIATA.
MÁRIO SOARES ESTÁ CPM AZIA POR CAUSA DO GOVERNO PSD/CDS, MAS UM COMPRIMIDO DE BOM SENSO COM SAIS DE SAPO VIVO TALVEZ  LHE CURE A
DEMENCITE AGUDA DE QUE PADECE DESDE À MUITO.  
DEPOIS DE OUVIR ZORRINHO ZURRAR EM NOME DO PARTIDO DO SEGURO, PARECE POUCO SEGURO IMAGINAR QUE ALGUMA VEZ ELE E OS PARCEIROS DO ALI-SÓCRATES-BABÁ VENHAM A SER RESPONSABILIZADOS PELO DELAPIDAR DO OURO QUE UM DIA ESTEVE NA CAIXA FORTE DO BANCO DE PORTUGAL MAS QUE A DESCOBERTA DA CÉLEBRE SENHA "ABRE-TE, BOLSO XUXA!", LEVOU A QUE PUDESSEM LIMPAR A CAIXA COMO SE FOSSE USADO O CÉLEBRE "LIMPÃO", O PODER DE LIMPEZA MAIS FORTE CONHECIDA  ATÉ ENTÃO.
O CRAVO PORTUGAL VAI DEFINHANDO NO SEU VASO!
SEM O 25 DE ABRIL... ALGUMA VEZ SERIA POSSÍVEL UM PORTUGA TER DUAS MULHERES? NÃO! ESTA CONQUISTA FOI POSSÍVEL PORQUE OTELO ABRIU ESTAS PORTAS COM SE FOSSEM DE ABRIL! NÃO FOI POSSÍVEL SABER EM QUE MÊS O FEZ - CASAMENTO E AJUNTAMENTO - MAS FOI UM ÊXITO RETUMBANTE, PORQUE AS SENHORAS FORAM A SUA CORAGEM PARA ESQUECER A SUA REVOLUÇÃO E AS FORÇAS POPULARES COM QUE HOMENAGEOU ABRIL E O DIA 25.  

terça-feira, 24 de abril de 2012

25 de ABRIL... ontem e hoje


No dia 25 de Abril de 1974, há 38 anos , Portugal já não tinha os protagonistas acima 'reproduzidos' a dar cabo da nossa cabecinha, porque para isso tinha-se a 'Tropa' e a guerra do Ultramar... e chegava bem para nos entreter neste País à beira mar plantado.
Os 'Capitães de Abril', sob orientação da 'mente' estratégica de Otelo Saraiva de Carvalho, a quem muitos apelidam de 'Louco', de 'Major comuna', como 'apelidos' mais suaves de pronunciar, uma vez que  também foi apelidado de 'Assassino', 'Ditador' e afins, resolveram 'tomar' o Governo de Portugal em mãos e mudar as feições da política portuguesa. Para ajudar Otelo, usou-se o patriotismo do Capitão Salgueiro Maia e de uns tantos mais que pensavam estar a dar ao Povo a Liberdade que lhe havia sido 'cerceada' durante mais de 48 anos.


A Junta de Salvação Nacional foi criada para que o poder não ficasse órfão, mas depressa começou a tentativa de as forças políticas, que logo apareceram ou foram reconhecidas, 'apanharem' o combóio  das oportunidades  que se lhes deparavam com o PREC. É nomeado um Presidente da República interino... que mandava tanto como a Rainha de Inglaterra, porque o Conselho da Revolução era o 'garante' de que o 25 de Abril se cumpriria. 


Mesmo que muitos se interrogassem sobre o que ganhavam com o 25 de Abril, dado estarem fartos de andar a apanhar bonés. Também a 'Tropa' pensou de imediato rirar dividendos e deixar de defender a soberania portuguesa em África, pois estavam ali por imposição e queriam viver a liberdade que a Revolução lhes trouxe. O oportunismo espalhou-se... e aconteceu o assassínio do Tenente Coronel Maggiolo Gouveia, morto em Dili - Timor, com um tiro na cabeça.O Tenente Coronel Maggiolo Gouveia foi combatente em África, comandante da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Dili na altura do 25 de Abril, Maggiolo Gouveia foi torturado e executado pela Frente Timorense de Libertação Nacional (FRETILIN) em 1975.

Afinal não. Para alguns, 25 de abril nem sempre. Só quando se quer. Mário Soares, Manuel Alegre e os membros da Associação 25 de Abril decidiram não comparecer às cerimónias comemorativas do Dia da Liberdade que, como manda a  tradição, decorrem na chamada  'casa da democracia' perante os eleitos pelos portugueses.
Estes senhores ignoram duas coisas elementares. A primeira é que o 25 de Abril não tem dono. Feoi feito em nome do Povo e não em nome de qualquer iluminado da aristocracia militar ou civil. E seguramente não se fez para estar sujeito à prisão do 'quem é que fez o quê?'.
Quanto à segunda, no 25 de Abril não é comemorada uma data, nem sequer é um momento para difundir vaidades.
Celebram-se princípios e valores sufragados pelo Povo ao qual, para sermos verdadeiros, se deve todo o sucesso da Revolução. Um desses princípios é o do respeito pela vontade popular, que é expressa democraticamente em eleições livres. Por tal razão, percebe-se mal (ou talvez nem custe a perceber) a atitude destas personalidades ao tentar justificar-se com a  discordância do Governo da República e com uma política que a maioria dos portugueses, que se manifestou em liberdade, democraticamente legitimou. Ter-se-ão estes senhores esquecido que ser democrata é, sobretudo, aceitar que outros possam ter do País e do seu futuro uma ideia diferente da nossa?
 Como se sabe, todos os anos o Dr. Soares compareceu às cerimónias, mas assim, com esta tomada de posição do Dr. Soares, todos ficamos a saber…
- que encher os bolsos da EDP, da MOTA-ENGIL, da banca, etc., etc., através de PPP,  será uma forma de honrar o “espírito do 25 de Abril”;

-  ocultar,  através da nacionalização, como fizeram José Socrates e Teixeira dos Santos, a fraude acontecida com o  BPN, honrará o “espírito do 25 de Abril”;
- gastar milhões desnecessariamente e atropelando tudo  o que seja procedimento legal, como aconteceu na Parque Escolar e outras, quando o País se encontrava já na situação de bancarrota, será  honrar o “espírito do 25 de Abril
Segundo a agência Lusa, Manuel Alegre disse: "Não vou. A celebração sem aqueles que fizeram o 25 de Abril, para mim, não tem o mesmo significado. Quando se fez o 25 de Abril em 1974, eu estava no exílio. Se hoje se vive em liberdade em Portugal, a eles o devemos".
Talvez ele pense que faz muita falta... mas uma viola no enterro também o fará?
Este também decidiu  ficar à margem das comemorações oficiais da revolução de 1974, como protesto pelo comportamento do “poder político” atual.
A 'sua'  Associação 25 de Abril consegue assim a solidariedade de duas figuras históricas do PS, como são o antigo Presidente da República Mário Soares e o ex-candidato presidencial Manuel Alegre.
 
E VIVA A DEMOCRACIA...
 CONQUISTAS DE ABRIL, 38 ANOS DEPOIS

quarta-feira, 4 de abril de 2012

HEI, PRESIDENTA!!!

Pilar del Rio - Presidenta da Fundação Saramago
Dilma Roussef - Presidenta do Brasil
O Presidente da Câmara de Lisboa e a Presidenta da Fundação Saramago

Julgo ser pertinente uma explicação plausível, que mostre ter-se um conhecimento gramatical bastante perfeito, quando nos propomos dar uma qualquer explicação sobre assuntos linguísticos que nos sejam suscitados.
Este preambulo vem a propósito da palavra 'PRESIDENTA' que tanta água faz correr debaixo das pontes, mesmo que se tenha constatado que ela já se encontra inscrita no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), fazendo parte integrante  dos 381.000 verbetes nele contidos.
Importa pois perguntar: - estará certo ou é errado utilizar-se a palavra 'PRESIDENTA' ???
É na tradição popular que iremos encontrar mesmo   a palavra 'PRESIDENTA',  pois  ela existe alí, na realidade... mesmo  tratando-se de  um claríssimo  erro gramatical, apenas  possível de acontecer porque a Academia Brasileira de Letras  permitiu o uso de tal primor linguístico  .
Quem consultar o VOLP - Vocabulário Ortográfico de Língua Portuguesa verá que este efectua o arrolamento das palavras  da Língua Portuguesa, quanto à sua grafia, fonética, ortografia, classe gramatical ou quaisquer outras informações julgadas úteis, como sejam as formas irregulares do feminino dos substantivos e adjectivos, o plural dos nomes compostos, os homónimos e patrónimos das palavras averbadas, etc...etc.
Têm havido, ao longo dos tempos, diversas edições do Vocabulário Ortográfico, de que são autores alguns dos mais conceituados linguistas e filólogos portugueses e brasileiros, tal como da Academia de Ciências de Lisboa e da Academia Brasileira de Letras.
Por muita razão que assista aos eminentes linguistas da Pátria Brasileira, o terem incluído no léxico o termo em causa - 'PRESIDENTA' - faz com que não confie neles, como já não confiava na 'douta' jornalista Pilar del Rio, 'PRESIDENTA' da Fundação Saramago, que também se arrogou 'botar  faladura' sobre este crime de lesa língua... ela que é cidadã espanhola, portanto não especialista em línguas... a não ser 'Portunhol'.
Esta  jornalista Pilar del Rio tem por hábito 'explicar', como se fosse uma catedrática no assunto, que "dantes não havia mulheres presidentes e por isso é que não existia a palavra presidenta..." É por tal motivo que ela afirma, insistentemente, que é Presidenta da Fundação José Saramago, ao mesmo tempo que se refere a Assunção Esteves como Presidenta da Assembleia da República.
Mas ainda há pouco foi  escutada Helena Roseta a dizer «Presidenta!», quando procurava retorquir ao comentário de um jornalista da SICNotícias, muito segura da sua afirmação...
No português existem os particípios activos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio activo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante... Qual é o particípio activo do verbo ser? O particípio activo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a acção que expressa um verbo, teremos de adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte.
Portanto, a pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que possa ter.
 Diz-se câmara ardente, e não câmara "ardenta"; diz-se  estudante  e não "estudanta"; diz-se adolescente  e não "adolescenta"; diz-se  paciente, e não "pacienta".
Um bom exemplo de erro grosseiro seria escrever:
"A candidata a presidenta  comporta-se como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras das suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".
Edifício que o Povo Português cedeu para a Fundação Saramago,
através do Presidente da Câmara de Lisboa

quinta-feira, 22 de março de 2012

CULTURA...que cultura?


Francisco José Viegas, Secretário de Estado da Cultura, acha que o Governo não tem obrigação de comprar a já mais que falada 'Colecção Berardo', prevista para daqui por quatro anos. Como resposta, o 'Comendador' Berardo afirma que o Secretário de Estado não estará no Governo em 2016, como se ele estivesse muito ciente da sua razão.
Não me parece que Berardo seja amigo do Povo Português, mas talvez isso seja mais um fruto da sua enorme vontade de ser contra tudo o que  pelo  Estado esteja estabelecido.
A Secretaria de Estado da Cultura é apologista de que a entrada no Centro Cultural deve ser paga... Berardo diz que não autoriza que aquilo que é dele seja objecto de pagamento por parte do Povo, pois apenas o conselho de Administração do Museu Berardo tem competência para legislar nessa matéria.
Porque gosta de pisar em cima dos adversários, Berardo diz de Francisco José Viegas o que os muçulmanos não dizem do toucinho. Por exemplo: "E ele (Viegas) já trabalhou para mim, como director da »Gazeta dos Desportos«, e acho que não gosta de mim!". "Não tenho nada contra ele. Como escritor, fez o seu mercado. O que me dizem é que anda descontente porque tem muito trabalho sem o benefício financeiro correspondente. Mas tem de se comportar à altura!". "Será que ele vai ficar lá até 2016? A cultura desaparecia toda!".
Por acaso seria curial saber-se como e onde Berardo foi buscar tudo aquilo que constitui o seu Museu, pois quando foi para a África do Sul não terá descoberto nenhuma mina de diamantes... que se saiba! Mas não garanto, porque este homem 'de cultura' é uma caixinha de surpresas.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

ALEMANHA NAZI... OUTRA VEZ?

"Depois do calmo Buzek, o furacão Schulz"

A 18 janeiro 2012 Martin Schulz tornou-se  Presidente do Parlamento Europeu.

A eleição de Martin Schulz para a presidência do Parlamento Europeu veio provocar, sem dúvidas,  uma mudança no ambiente daquela assembleia. Depois do  consensual polaco Jerzy Buzek,  temos agora um tumultuoso e ambicioso socialista alemão que pretende agitar as instituições representadas em Bruxelas.
Martin Schulz é, sem sombra de dúvidas, o único eurodeputado de língua alemã conhecido pelos seus compatriotas que se torna presidente do Parlamento Europeu. A sua eloquência deu resultado. Ele, que normalmente ultrapassa o tempo que lhe é concedido para falar, na sessão plenária, “para mostrar aos seus colegas que ninguém fala mais do que ele”, conforme escreve o Der Spiegel .
O semanário de Hamburgo explica que Schulz quer fazer com que o Parlamento Europeu evolua “para um contrapoder”. “Vai opor-se ao Conselho Europeu”, onde os chefes de Estado e de governo maquinam as decisões e quer pressionar a Comissão Europeia através de iniciativas políticas, “pouco lhe importando se está ou não escrito nos tratados”, como ele próprio disse. Lembrando que Schulz, contrariamente aos seus antecessores, não está em fim de carreira e ainda tem outras ambições políticas, o Der Spiegel prevê uma luta pelo poder, pela atenção e pelo monopólio da interpretação dos tratados,  que pode falhar e ridicularizar o Parlamento Europeu ou modificar as estruturas de poder em Bruxelas.
Uma opinião  que é partilhada pelo Finantial Times Deutschland, que, no entanto, duvida da capacidade de Schulz em impor os seus “golpes”. Por exemplo, Schulz quer participar ativamente nas cimeiras da UE, começando pelas negociações sobre o pacote económico.
Mas a Alemanha Nazi 'ensinou' bem os seus seguidores, que ainda assim foram às aulas da antiga STASI da RDA e tiraram altas classificações, de tal modo que continuam a manobrar nos bastidores para deitar por terra a 'ingénua' Grécia todos os países que teimam em não alinhar com a Hitler de saias, essa anafada e mal amada senhora Merkel.
O Presidente do Parlamento Europeu criticou Passos Coelho por ter ido a Angola pedir mais investimento em Portugal e a besta do Martin Schulz diz que isso só aconteceu porque Angola tem muito dinheiro e que o futuro de Portugal é o declínio. Depois de um coro de críticas, Schulz esclareceu que foi um mal entendido e que não criticou o Governo português, mas sim a falta de solidariedade na Europa. Só quem os não conheça poderá ter ilusões sobre o verdadeiro pensamento destes politicos alemães. Querem-nos impôr a superioridade da 'grande' Alemanha - que o é, sem dúvida - e que se encontra subjacente a este discurso um tanto confuso e demasiadamente enrolado.
Este senhor Schulz bem saberá das ligações e dos laços históricos que  ligam  Portugal a Angola e aos outros países de lingua portuguêsa, o que me leva a dizer que a sua intervenção não é inocente. Ou será que ainda não perdoaram o facto de Portugal não pactuar com os seus crimes quando das longas noites nazis? 
O que ele fez é apenas e tão só uma ingerência encapotada e perversa nas nossas decisões como estado soberano. Talvez esteja a antever um futuro em que, a continuar a subserviência dos nossos 'queridos' governantes, não tardará a ser Portugal mais um fantoche, uma marioneta nas mãos dos 'boches', integrados de pleno direito na 'Grande Alemanha' da 'mãezinha SS' Angela Merkle.  

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

PORTUGAL... PORQUE TE FAZEM TANTO MAL?

Passam hoje 104 anos sobre o assassinato hediondo de Sua Majestade El-Rei D. Carlos I e de seu filho, o Príncipe Herdeiro D. Luiz Filipe, planeado pela Maçonaria Republicana e executado pela Carbonária, através dos assassinos Manuel Buíça e Alfredo Costa.
Foi no dia 01 de Fevereiro de 1908 que Portugal foi gravemente ferido pela insanidade de alguns dos seus filhos... não pensem que iria chamar de 'ilustres' a tão execráveis assassinos. Os crepes de luto ainda hoje têm uma razão para serem expostos, uma vez que, mais de cem anos após este crime sem nexo, continuam os sequazes seguidores das ideias retiradas da Revolução Francesa fazem 'gala' em cantar hinos de louvor e glória pela morte de dois homens bons, cujo único crime foi o não serem adeptos das cliques Maçónicas ou da Carbonária.
Não se pensará que as acusações são infundadas, apesar de ter havido, da parte das instituições implicadas no crime, toda uma operação de limpeza de ficheiros, para que o assassinato não viesse a incriminar algumas figuras ligadas às mesmas Maçomaria e Carbonária. E e desfaçatez levou a que Aquilino Ribeiro até viesse a ser sepultado no Panteão Nacional, em detrimento de outros que o mereceram mais que o 'Malhadinhas'.
 Para que conste, foi lançado  um rigoroso inquérito aos acontecimentos, primeiro presidido pelos juízes Alves Ferreira  e depois por José da Silva Monteiro e dr. Almeida de Azevedo, que ao longo dos dois anos seguintes veio a apurar que o atentado, fora cometido por membros da Carbonária, com a finalidade de  enfraquecer a Monarquia.
O processo de investigação ficou concluído nas vésperas do 5 de Outubro, e o começo do processo judicial foi marcado para 25 do mesmo mês. Tinham sido  descobertos, entretanto, mais suspeitos do assassinato,  como é o exemplo de Alberto Costa, Aquilino Ribeiro, Virgílio de Sá, Domingos Fernandes e outros.
Alguns destes elementos estavam refugiados no Brasil e em França, e dois, pelo menos, foram mortos pela Carbonária, para eliminar testemunhas mais capazes de constituir perigo. No entanto, todo este esforço acabou por ser em vão, pois logo a seguir à  Proclamação da República, o Juiz Almeida e Azevedo entregou o referido processo ao Dr. José Barbosa, membro do Governo provisório, que o levou a Afonso Costa, Ministro da Justiça do Governo Provisório, e depois disso perdeu-se o rasto ao documento. Sabe-se que D. Manuel II, no exílio, recebeu uma cópia, facultada por um dos juízes, Almeida de Azevedo, mas essa também desapareceu em consequência de um roubo à sua residência ocorrido pouco tempo antes da sua morte, em 1932.
Apetece perguntar: QUEM TEVE INTERESSE NESTE ASSALTO ? A QUEM O PROCESSO INCRIMINAVA MAIS?
Dos factos conhecidos não se considera geralmente o assassínio do Rei como a execução de qualquer decisão vinda dos republicanos, dos maçons ou da dissidência progressista, enquanto grupos. O que não diminui a sua quota parte de responsabilidade no crime. Até admitiram como hipótese eventual o assassinato e não lhes importou que este acontecesse. Se os regicidas actuassem por sua própria iniciativa, estavam nessa posição pela iniciativa daqueles que os mobilizaram e armaram para outros fins.
O certo é que os dois assassinos, abatidos no local, não foram  os únicos ali presentes, nem os únicos implicados, como na altura se pretendeu fazer crer . Há estudos que  vieram fazer luz quanto aos responsáveis e à sua motivação, embora muito ainda esteja envolto em dúvida. Quatro autores servem de base principal para os factos  apurarados: Raúl Brandão, António de Albuquerque, Aquilino Ribeiro  e José Maria Nunes. Destes, os dois primeiros não estiveram envolvidos no atentado, tendo recolhido depoimentos de terceiros. Raul Brandão falou com várias pessoas próximas à trama, e extraiu do líder dos dissidentes, José Maria Alpoim, a confissão: “Só há duas pessoas em Portugal que sabem tudo, eu e outra(...) Só eu e outro sabemos em que casa foi a reunião, quem a presidiu e quem trocou ao Buíça o revólver pela carabina.” António da Albuquerque, que se havia exilado em Espanha após a publicação do seu romance difamatório para a família real "O Marquês da Bacalhoa", recebeu o testemunho de Fabrício de Lemos, um dos regicidas presentes no Terreiro do Paço, e transcreveu-o no seu livro "A execução do Rei Carlos". Aquilino Ribeiro, embora não tenha participado directamente, esteve envolvido e conhecia o plano e os assassinos, como deixou testemunho na sua obra "Um escritor confessa-se." José Maria Nunes era também um dos regicidas e deixou o seu testemunho, tendencialmente auto elogioso mas no geral credível, no escrito: "E para quê?"
Destes quatro testemunhos, só Aquilino  refere que o plano de emboscar a Família Real tinha sido adoptado na ocasião, derivado do plano de assassinar João Franco, e tomado no local. Do testemunho dos outros pode-se presumir que o plano teve lugar algures em fins de 1907. Nesta altura, José Maria Alpoim associa-se à Carbonária o que leva, consecutiva e complementarmente, a um plano de aquisição de armas, o plano para um levantamento revolucionário, um plano para assassinar o primeiro ministro e outro para assassinar o Rei.
Estes planos, segundo o testemunho de José Maria Nunes, teria sido abordado pela primeira vez em Paris, no Hotel Brébant, no Boulevar Poissóniere, entre 2 políticos portugueses e alguns revolucionários franceses. O regicida não nomeia esses políticos, nem nunca se foi capaz de identificá-los, mas os revolucionários franceses provavelmente pertenceriam ao movimento anarquista internacional, dado que o embaixador português em Paris chegou a avisar que se preparava um plano contra a família real portuguesa vindo desses sectores.
Os Dissidentes foram os principais financiadores, tendo a Carbonária fornecido os homens. Sabe-se que as armas usadas no regicídio foram levantadas do armeiro Gonçalo Heitor Freire (republicano e maçon) pelo Visconde da Ribeira Brava, um dos principais membros dos dissidentes.
Hoje, como ontem, os republicanos continuam a 'assassinar' o carácter dos verdadeiros Patriotas... sejam eles Monárquicos ou não, porque Viscondes da Ribeira Brava ainda os há, escondidos na 'Fronteira' da história ou não. Não houve apenas o Miguel de Vasconcelos... "porque traidores, entre os portugueses sempre os houvera". 

domingo, 15 de janeiro de 2012

MÃE... QUE SAUDADES DE TI !!!


eterna é a saudade

Naquele dia, já distante,
que ainda tenho na mente
partistes tão docemente
de uma forma tão pungente...
Fostes sem muito queixume
recordo, passados os anos...
... nem sequer houve azedume
por uma vida de enganos,
que vivestes sem queixume...
Naquele tempo, distante,
vivestes toda para os teus...
...fostes Mãe, Esposa amante,
até que fostes para Deus!
Fiquei orfão tão criança,
mas fui no teu coração...
...tinha em ti tanta esperança,
mas contigo morreu a ilusão!
Tinhas filhos que te amavam,
alguns eram tão pequeninos,
se soubesses como estimavam
que orientasses os seus destinos...
Mas Deus não quiz assim -
queria-te com Ele, na verdade -
e eu, Mãe, pobre de mim,
fiquei preso à tua saudade!
Mas d'aquele dia de Janeiro,
era o 15, vê a ironia,
ficou-me o desejo verdadeiro
de sempre te beijar neste dia!
Todas as flores deste mundo
gostaria agora oferecer-te...
...este é o modo mais profundo
que tenho para agradecer-te
pelo facto de me dares a vida...
...e por isso não posso esquecer-te...
quantas saudades,  Mãe querida!
*
À minha Mãe, no 61º. aniversário
da sua partida para Deus.
Victor Manuel Elias

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!