sexta-feira, 20 de julho de 2012

MORREU O PROFESSOR HERMANO SARAIVA


O Professor Dr. José Hermano Saraiva era o terceiro filho de José Leonardo Venâncio Saraiva  e de sua mulher Maria da Ressurreição Baptista, nasceu e cresceu na cidade de Leiria, tendo ali frequentado o Liceu Nacional de Rodrigues Lobo, de onde saíu para ingressar na Universidade de Lisboa, onde se licenciou em Ciências Histórico-Filosóficas, decorria o ano de 1941, concluíndo no ano seguinte (1942) a licenciatura em Ciências Jurídicas. 
 Iniciou a vida profissional  leccionando no liceu, o que acumulava com o exercício da advocacia. Foi deste modo professor e director do Instituto de Assistência aos Menores, reitor do Liceu Nacional D. João de Castro, em Lisboa, e professor do Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina. Era defensor de presos políticos nos Tribunais Plenários.
Esteve envolvido na política, durante o Estado Novo, sendo deputado à Assembleia Nacional e procurador à Câmara Corporativa. Foi também Ministro da Educação e durante o seu ministério, que decorreu  entre 1968 e 1970, enfrentou um dos momentos mais conturbados da oposição ao Salazarismo, com a Crisde Académica de 1969. Quando deixou o Governo, substituído por José Veiga Simão,  foi exercer o cargo de embaixador  de Portugal no Brasil, entre 1972 e 1974. 
Com o advento da Democracia, o Professor José Hermano Saraiva tornou-se numa figura bastante apreciada em Portugal e junto das comunidades portuguesas no estrangeiro, graças aos inumeros programas televisivos que fez sobre a História de Portugal. Mas foram esses mesmos programas que o tornaram alvo de polémica, uma vez que a sua visão da História era, muitas vezes, questionada pelo meio académico.  
Voltou a leccionar, como professor convidado na Escola Superior de Polícia (actual Instituto Superior de Ciências Políciais e de Segurança Interna) e na Universidade Autónoma de Lisboa.
Pela sua grande capacidade de comunicação, popularizou-se com programas televisivos sobre História e cultura.
É membro da Academia das Ciências de Lisboa, da Academia Portuguesa de História e da Academia da Marinha, membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, no Brasil, e Sócio Honorário do Movimento Internacional Lusófono. 
Possui a grã-cruz da Ordem da Instrucção Pública, a grã-cruz da Ordem do Mérito do Trabalho e a Comenda da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, em Portugal, e   a grã-cruz da Ordem do Rio Branco, do Brasil.
Ficou classificado em 26º lugar entre os cem Grandes Portugueses, do concurso da RTP 1
Era irmão do professor António José Saraiva e tio do jornalista José António Saraiva. É igualmente sobrinho, pelo lado da mãe, de José Maria Hermano Baptista,  militar centenário, (n. 1895 .- m. 2002, vivendo até aos 107 anos),  o último veterano português sobrevivente, que combateu na Primeira Guerra Mundial. Casou com Maria de Lurdes de Bettencourt de Sá Nogueira, sobrinha-bisneta do 1.º Marquês de Sá da Bandeira, de quem tem cinco filhos.
Morreu hoje, 20 de Julho de 2012 , aos seus 92 anos, em Setúbal, onde residia.
O Professor José Hermano Saraiva era 'inimigo' do Professor Adriano Moreira e do Dr. Marcello Caetano.
O homem que mais fez  pela História de Portugal na TV e nos media.
Divulgou mais a nossa Cultura e a nossa História na RTP, José Hermano, que todo o resto dos mortais ao longo dos últimos 50 anos.
O ter sido Embaixador no Brasil, foi um exílio dourado que lhe foi ''arranjado' por Marcello' Caetano que pretendia acabar com os seus programas na RTP, porque os considerava ''subversivos''
      Série: O Tempo e a Alma (RTP, 1972)

Série: Lendas e Narrativas (RTP, 1995)
Série: Horizontes da Memória (RTP2, 1996)
A Alma e a Gente era o programa que últimamente tinha no ar.

Uma carta do Infante D. Henrique (1948);
As razões de um Centenário (1954);
História Concisa de Portugal (1978), trad. em espanhol,
 italiano, alemão, búlgaro e chinês;
História de Portugal3 Vols – Direcção e co-autoria (1981);
 O Tempo e a Alma, 2 Vols (1986);
 Breve História de Portugal (1996);
Portugal – Os Últimos 100 anos (1996);
  Outras maneiras de ver (1979);
  Vida Ignorada de Camões (1980);
Raiz madrugada (1981);
Ditos Portugueses dignos de memória (1994);
A memória das Cidades (1999);
Portugal – a Companion History (1997);



*

QUE O SENHOR LHE DÊ O DESCANSO ETERNO!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

O PÃO DOS POBRES...


 Santo António é, na Igreja Católica, alguém que nos legou algumas das mensagens de vida mais belas que se conhecem. Creio que os ensinamentos que nos deixou são todos de uma profundidade sem limites, mas a história do “Pão de Santo António” chama muito à atenção e remete-nos para "o “pão nosso de cada dia nos dai hoje” que dizemos na conhecida oração do Pai Nosso.
As histórias do Pão e de Santo António  cruzam-se quando o Santo, uma certa vez em que  distribuiu pelos  pobres todos os pães que os frades haviam confeccionado no Mosteiro de Santa Cruz, da Ordem Franciscana, em Coimbra. No momento em que ia ser servida a refeição, o frade que exercia as funções de padeiro assustou-se por constatar não haverem quaisquer pães que pudesse distribuír para a alimentação das pessoas do Mosteiro. 
Em pânico, o bom do frade padeiro foi contar a Santo António aquilo que lhe tinha acontecido, queixando-se de que já não sabia o que fazer para resolver a situação. Santo António sorriu e disse então ao frade para verificar bem os cestos do pão, pois era bem capaz de estar cansado e pode não ter visto como deve ser. Calcule-se qual  foi a alegria do frade  quando viu que os pães haviam voltado aos cestos, que se encontravam repletos!
Desde criança que me lembro de o Pão de Santo António ser distribuído no Convento da Portela, aos Capuchos, às Terças Feiras, logo após a Missa da manhã. Era um modo de ajudar as pessoas mais carenciadas da cidade a mitigar a fome, graças à  antiga tradição que foi legado do Santo das Causas Impossíveis, como já alguém lhe chamou.
Nos tempos de crise que agora atravessamos, é bom lembrar que a generosidade sempre demonstrada pelo Convento de São Francisco da Portela, nunca foi um exemplo seguido por toda a Igreja leiriense, uma vez que o Seminário de Leiria, desde os tempos em que estava instalado junto à Fonte Freire, nunca foi nada esmoler... mesmo que o Bispo de Leiria de então, o senhor D. José Alves Correia da Silva procurasse dar o exemplo da caridade cristã... e a Leiria daqueles tempos bem necessitava de auxílio, pois eram tempos de crise do pór-guerra, tão dolorosos como hoje.
Mas Leiria prosperou... graças a Deus!

domingo, 6 de maio de 2012

MÃE!

Existe uma mulher simples que, muito pela grandiosidade do seu amor,  é um pouco igual a Deus...
... pela  dedicação constante em prol dos outros, tem um pouco de anjo; e que mesmo sendo jovem, tem a capacidade de pensar como uma anciã venerável... mas por outro lado, quando já sente o peso da velhice, mostra-se com todas as forças da juventude;
Essa mulher, ainda que as agruras da vida a tornem numa ignorante, melhor que o maior dos sábios desvenda os segredos da natureza... mas quando dotada de sabedoriae, assume em plenitude toda a simplicidade que brota do coração das crianças.
Ela pode ser a mais pobre entre os mortais,  mas sente-se rica entre as demais porque a felicidade dos que ama a enriquece. Porém, se ela é  rica, sabe quando deve empobrecer-se para que o coração não sofra a vileza da ingratidão.
Uma mulher que, sendo forte, toda estremece ao ouvir o choro de uma criança. No entanto, quando é fraca, não se atemoriza com o uivar dos lobos ou o rugido dos leões.
Enquanto ela vive,  não  lhe damos o valor que tem, porque no seu regaço todas as dores se tornam amenas, insignificantes.
Depois que ela morre, daríamos tudo quanto temos ou aquilo que somos para que ela estivesse de novo ao pé de nós, recebendo os seus afagos, o apertar dos seus braços ou uma simples palavra dos seus lábios.
Ninguém irá pedir que revele o nome dessa mulher, porque isso iria fazer surgir um caudal de lágrimas capaz de inundar a minha vida, porque ela faz parte do meu caminho.
Tu, que me lês, quando vires os teus filhos a crescer, incentiva-os a lerem eles este escrito, e eles irão cobrir-te o rosto de beijos, afagarão as tuas fontes e dir-te-ão que deve ter havido algum pobre peregrino desta vida que, em troca da hospedagem sumptuosa que recebeu, deixou como penhor de gratidão para todos nós, em magnífico quadro, o retrato da sua própria MÃE !

quarta-feira, 25 de abril de 2012

O 25 DE ABRIL EM LEIRIA


Sendo alguém que esteve presente no terreno como repórter da Rádio Renascença, em 1974, Adelino Gomes é o orador que foi  convidado para a cerimónia, em Leiria, em que se comemora o 38º aniversário do 25 de abril.
Adelino Gomes
Este  jornalista, que é um natural dos Marrazes, Leiria, irá participar no evento, falando no Teatro Miguel Franco a partir das 11 horas do dia 25 de abril.
A cerimónia será aberta ao público em geral e começa às 9h30, com o hastear da Bandeira Nacional  no Regimento de Artilharia 4, junto ao edifício dos Paços do Concelho, seguido-se uma atuação da Banda Filarmónica da SAMP – Sociedade Artística Musical dos Pousos.
Adelino Gomes tem 68 anos e trabalhou na rádio, em televisão, nos jornais e revistas. É Comendador da Ordem do Infante D. Henrique .

O 25 DE ABRIL... HOJE!!!

ESTA A IMAGEM DE UM ANIVERSÁRIO DO 25 DE ABRIL... ANTES DO TOTAL ASSUMIR QUE ESTÁ CAQUÉTICO E A NECESSITAR DE REFORMA IMEDIATA.
MÁRIO SOARES ESTÁ CPM AZIA POR CAUSA DO GOVERNO PSD/CDS, MAS UM COMPRIMIDO DE BOM SENSO COM SAIS DE SAPO VIVO TALVEZ  LHE CURE A
DEMENCITE AGUDA DE QUE PADECE DESDE À MUITO.  
DEPOIS DE OUVIR ZORRINHO ZURRAR EM NOME DO PARTIDO DO SEGURO, PARECE POUCO SEGURO IMAGINAR QUE ALGUMA VEZ ELE E OS PARCEIROS DO ALI-SÓCRATES-BABÁ VENHAM A SER RESPONSABILIZADOS PELO DELAPIDAR DO OURO QUE UM DIA ESTEVE NA CAIXA FORTE DO BANCO DE PORTUGAL MAS QUE A DESCOBERTA DA CÉLEBRE SENHA "ABRE-TE, BOLSO XUXA!", LEVOU A QUE PUDESSEM LIMPAR A CAIXA COMO SE FOSSE USADO O CÉLEBRE "LIMPÃO", O PODER DE LIMPEZA MAIS FORTE CONHECIDA  ATÉ ENTÃO.
O CRAVO PORTUGAL VAI DEFINHANDO NO SEU VASO!
SEM O 25 DE ABRIL... ALGUMA VEZ SERIA POSSÍVEL UM PORTUGA TER DUAS MULHERES? NÃO! ESTA CONQUISTA FOI POSSÍVEL PORQUE OTELO ABRIU ESTAS PORTAS COM SE FOSSEM DE ABRIL! NÃO FOI POSSÍVEL SABER EM QUE MÊS O FEZ - CASAMENTO E AJUNTAMENTO - MAS FOI UM ÊXITO RETUMBANTE, PORQUE AS SENHORAS FORAM A SUA CORAGEM PARA ESQUECER A SUA REVOLUÇÃO E AS FORÇAS POPULARES COM QUE HOMENAGEOU ABRIL E O DIA 25.  

terça-feira, 24 de abril de 2012

25 de ABRIL... ontem e hoje


No dia 25 de Abril de 1974, há 38 anos , Portugal já não tinha os protagonistas acima 'reproduzidos' a dar cabo da nossa cabecinha, porque para isso tinha-se a 'Tropa' e a guerra do Ultramar... e chegava bem para nos entreter neste País à beira mar plantado.
Os 'Capitães de Abril', sob orientação da 'mente' estratégica de Otelo Saraiva de Carvalho, a quem muitos apelidam de 'Louco', de 'Major comuna', como 'apelidos' mais suaves de pronunciar, uma vez que  também foi apelidado de 'Assassino', 'Ditador' e afins, resolveram 'tomar' o Governo de Portugal em mãos e mudar as feições da política portuguesa. Para ajudar Otelo, usou-se o patriotismo do Capitão Salgueiro Maia e de uns tantos mais que pensavam estar a dar ao Povo a Liberdade que lhe havia sido 'cerceada' durante mais de 48 anos.


A Junta de Salvação Nacional foi criada para que o poder não ficasse órfão, mas depressa começou a tentativa de as forças políticas, que logo apareceram ou foram reconhecidas, 'apanharem' o combóio  das oportunidades  que se lhes deparavam com o PREC. É nomeado um Presidente da República interino... que mandava tanto como a Rainha de Inglaterra, porque o Conselho da Revolução era o 'garante' de que o 25 de Abril se cumpriria. 


Mesmo que muitos se interrogassem sobre o que ganhavam com o 25 de Abril, dado estarem fartos de andar a apanhar bonés. Também a 'Tropa' pensou de imediato rirar dividendos e deixar de defender a soberania portuguesa em África, pois estavam ali por imposição e queriam viver a liberdade que a Revolução lhes trouxe. O oportunismo espalhou-se... e aconteceu o assassínio do Tenente Coronel Maggiolo Gouveia, morto em Dili - Timor, com um tiro na cabeça.O Tenente Coronel Maggiolo Gouveia foi combatente em África, comandante da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Dili na altura do 25 de Abril, Maggiolo Gouveia foi torturado e executado pela Frente Timorense de Libertação Nacional (FRETILIN) em 1975.

Afinal não. Para alguns, 25 de abril nem sempre. Só quando se quer. Mário Soares, Manuel Alegre e os membros da Associação 25 de Abril decidiram não comparecer às cerimónias comemorativas do Dia da Liberdade que, como manda a  tradição, decorrem na chamada  'casa da democracia' perante os eleitos pelos portugueses.
Estes senhores ignoram duas coisas elementares. A primeira é que o 25 de Abril não tem dono. Feoi feito em nome do Povo e não em nome de qualquer iluminado da aristocracia militar ou civil. E seguramente não se fez para estar sujeito à prisão do 'quem é que fez o quê?'.
Quanto à segunda, no 25 de Abril não é comemorada uma data, nem sequer é um momento para difundir vaidades.
Celebram-se princípios e valores sufragados pelo Povo ao qual, para sermos verdadeiros, se deve todo o sucesso da Revolução. Um desses princípios é o do respeito pela vontade popular, que é expressa democraticamente em eleições livres. Por tal razão, percebe-se mal (ou talvez nem custe a perceber) a atitude destas personalidades ao tentar justificar-se com a  discordância do Governo da República e com uma política que a maioria dos portugueses, que se manifestou em liberdade, democraticamente legitimou. Ter-se-ão estes senhores esquecido que ser democrata é, sobretudo, aceitar que outros possam ter do País e do seu futuro uma ideia diferente da nossa?
 Como se sabe, todos os anos o Dr. Soares compareceu às cerimónias, mas assim, com esta tomada de posição do Dr. Soares, todos ficamos a saber…
- que encher os bolsos da EDP, da MOTA-ENGIL, da banca, etc., etc., através de PPP,  será uma forma de honrar o “espírito do 25 de Abril”;

-  ocultar,  através da nacionalização, como fizeram José Socrates e Teixeira dos Santos, a fraude acontecida com o  BPN, honrará o “espírito do 25 de Abril”;
- gastar milhões desnecessariamente e atropelando tudo  o que seja procedimento legal, como aconteceu na Parque Escolar e outras, quando o País se encontrava já na situação de bancarrota, será  honrar o “espírito do 25 de Abril
Segundo a agência Lusa, Manuel Alegre disse: "Não vou. A celebração sem aqueles que fizeram o 25 de Abril, para mim, não tem o mesmo significado. Quando se fez o 25 de Abril em 1974, eu estava no exílio. Se hoje se vive em liberdade em Portugal, a eles o devemos".
Talvez ele pense que faz muita falta... mas uma viola no enterro também o fará?
Este também decidiu  ficar à margem das comemorações oficiais da revolução de 1974, como protesto pelo comportamento do “poder político” atual.
A 'sua'  Associação 25 de Abril consegue assim a solidariedade de duas figuras históricas do PS, como são o antigo Presidente da República Mário Soares e o ex-candidato presidencial Manuel Alegre.
 
E VIVA A DEMOCRACIA...
 CONQUISTAS DE ABRIL, 38 ANOS DEPOIS

quarta-feira, 4 de abril de 2012

HEI, PRESIDENTA!!!

Pilar del Rio - Presidenta da Fundação Saramago
Dilma Roussef - Presidenta do Brasil
O Presidente da Câmara de Lisboa e a Presidenta da Fundação Saramago

Julgo ser pertinente uma explicação plausível, que mostre ter-se um conhecimento gramatical bastante perfeito, quando nos propomos dar uma qualquer explicação sobre assuntos linguísticos que nos sejam suscitados.
Este preambulo vem a propósito da palavra 'PRESIDENTA' que tanta água faz correr debaixo das pontes, mesmo que se tenha constatado que ela já se encontra inscrita no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), fazendo parte integrante  dos 381.000 verbetes nele contidos.
Importa pois perguntar: - estará certo ou é errado utilizar-se a palavra 'PRESIDENTA' ???
É na tradição popular que iremos encontrar mesmo   a palavra 'PRESIDENTA',  pois  ela existe alí, na realidade... mesmo  tratando-se de  um claríssimo  erro gramatical, apenas  possível de acontecer porque a Academia Brasileira de Letras  permitiu o uso de tal primor linguístico  .
Quem consultar o VOLP - Vocabulário Ortográfico de Língua Portuguesa verá que este efectua o arrolamento das palavras  da Língua Portuguesa, quanto à sua grafia, fonética, ortografia, classe gramatical ou quaisquer outras informações julgadas úteis, como sejam as formas irregulares do feminino dos substantivos e adjectivos, o plural dos nomes compostos, os homónimos e patrónimos das palavras averbadas, etc...etc.
Têm havido, ao longo dos tempos, diversas edições do Vocabulário Ortográfico, de que são autores alguns dos mais conceituados linguistas e filólogos portugueses e brasileiros, tal como da Academia de Ciências de Lisboa e da Academia Brasileira de Letras.
Por muita razão que assista aos eminentes linguistas da Pátria Brasileira, o terem incluído no léxico o termo em causa - 'PRESIDENTA' - faz com que não confie neles, como já não confiava na 'douta' jornalista Pilar del Rio, 'PRESIDENTA' da Fundação Saramago, que também se arrogou 'botar  faladura' sobre este crime de lesa língua... ela que é cidadã espanhola, portanto não especialista em línguas... a não ser 'Portunhol'.
Esta  jornalista Pilar del Rio tem por hábito 'explicar', como se fosse uma catedrática no assunto, que "dantes não havia mulheres presidentes e por isso é que não existia a palavra presidenta..." É por tal motivo que ela afirma, insistentemente, que é Presidenta da Fundação José Saramago, ao mesmo tempo que se refere a Assunção Esteves como Presidenta da Assembleia da República.
Mas ainda há pouco foi  escutada Helena Roseta a dizer «Presidenta!», quando procurava retorquir ao comentário de um jornalista da SICNotícias, muito segura da sua afirmação...
No português existem os particípios activos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio activo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante... Qual é o particípio activo do verbo ser? O particípio activo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a acção que expressa um verbo, teremos de adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte.
Portanto, a pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que possa ter.
 Diz-se câmara ardente, e não câmara "ardenta"; diz-se  estudante  e não "estudanta"; diz-se adolescente  e não "adolescenta"; diz-se  paciente, e não "pacienta".
Um bom exemplo de erro grosseiro seria escrever:
"A candidata a presidenta  comporta-se como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras das suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".
Edifício que o Povo Português cedeu para a Fundação Saramago,
através do Presidente da Câmara de Lisboa

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!