sábado, 15 de setembro de 2012

SONHAR CONTIGO, CIDADE...

 
Não sei onde fui buscar tal ideia, mas sonhei que andava a jogar à bola, juntamente com o Calita, o Rui Macareno, o Luis 'Bucha', os irmãos António e Alfredo Loureiro, o Franklim Rucha, e outros,  no primitivo Estádio Municipal de Leiria, uma infraestrutura em terra batida, com uns pilaretes em volta, uns cabos de aço a servir de vedação, uma lotação fabulosa, pois levava aqueles que quizessem ir ao Estádio, onde se treinava e jogavam grandes partidas dos Campeonatos Distritais entre o desaparecido Sporting Clube Leiriense, o velhinho Ateneu Desportivo de Leiria, o Futebol Clube Marrazes, o Vieirense, o Eléctrico, de Ponte de Sôr, o Marinhense, o Lisboa Marinha, o Coliponense, o Ginásio de Alcobaça... e outros que será irrelevante citar.



Que tardes de glória em jogos memoráveis vimos fazer ao nosso Ateneu, naquele tempo em que não havia no clube um Peyroteu ou um Matateu, um Arsénio ou um João Azevedo, mas tivemos o prazer de vêr jogar 'estrelas' como o Porém Luis - mais tarde um bom Árbitro de futebol -, o Portas, o Gato, o Chitas, o Marmelada e um fenomenal guardião de nome Montero, que era um protento à baliza. Mas tantos outros ví jogar no velho pelado, como o Tonito Pascoal ou o Horácio, por exemplo, que foram dos maiores jogadores que passaram pelo velhinho Futebol Clube Marrazes, de saudosa memória...
 
 
 
O ATENEU DESPORTIVO DE LEIRIA ascendeu à 1ª Divisão Distrital de Leiria na época 1953/54, e esteve activo futebolísticamente ao longo de 6 boas temporadas.  Atingiu a III Divisão Nacional em três ocasiões, graças aos lugares de topo que foi conseguindo nos distritais. Foi na época de  55-56 que logrou chegar à 2ª. fase da III Divisão, atrás do se rival de sempre Atlético Clube  Marinhense. Na época 56-57, veio a atingir a 1/2 final da III Divisão Nacional, sendo eliminado pelo Vila Real (1-1 e 0-4). Na época seguinte, 57-58,  obteve o  2º. lugar, perdendo o título na última jornada frente ao Ginásio de Alcobaça. Esta posição permitiu-lhe, na mesma época, participar também na III Divisão Nacional obtendo bons resultados. A rivalidade com o vizinho FC Marrazes  despertava imenso interesse nos derbies da cidade.
Outros tempos...

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

DENTRO DE TI, ÓH LEIRIA...

 
 DENTRO DE TI, ÓH LEIRIA...
...DENTRO DE TI, ÓH LEIRIA,
...ÁH UM FANTASMA INCARNADO...
...ÁH UM FANTASMA TARADO!
É DONO DE UMA FUNDAÇÃO... 
...É DONO DE UMA FUNDAÇÃO...
QUE SUGA O POVINHO ENGANADO...
...QUE SUGA O POVINHO ENGANADO!
O MAROCAS FOI UM LADRÃO...
...O MAROCAS FOI UM LADRÃO,
MAROCAS DO PADRE SOARES...
...MAROCAS DO PADRE SOARES,
QUE TROUXE AS CORTES NO CORAÇÃO...
...QUE TROUXE AS CORTES NO CORAÇÃO,
PARA TU A CONSPURCARES...
...PARA TU A CONSPURCARES!
DIZES SER A TUA AMADA...
...DIZES SER A TUA AMADA,
APENAS PARA TE MOSTRARES...
APENAS PARA TE MOSTRARES,
E A DEIXARES SEM MAIS NADA...
...E A DEIXARES SEM MAIS NADA,
DEPOIS DE A DELAPIDARES...
...DEPOIS DE A DELAPIDARES!

domingo, 26 de agosto de 2012

LEIRIA CRESCE...CRESCE...

...MAS NÃO É UM CRESCIMENTO CAPAZ DE MERECER PALAVRAS DE APREÇO IMEDIATO, TALVEZ PORQUE FAÇA LEMBRAR UM POUCO AQUELES JOVENS QUE, EM TEMPOS QUE JÁ LÁ VÃO, NASCIAM, CRESCIAM E VIVIAM EM AMBIENTES NADA CONSENTÂNEOS COM AQUILO QUE DEVERIA SER A SUA FORMAÇÃO TOTAL COMO PESSOAS DE CARÁCTER  PROBO... AINDA QUE ,  VALHA A VERDADE, TENHA HAVIDO PREOCUPAÇÕES SOCIAIS PARA QUE ESSES JOVENS FOSSEM BEM ENCAMINHADOS PARA A VIDA.
Quem não recorda a Leiria de outros tempos, quando havia a garotada da Calçada do Bravo a mostrar a 'peitaça' aos miúdos do Terreiro, da Restauração, do Bairro dos Anjos, para falar só destes lugares de saudade, sítios que foram importantes na nossa formação integral como homens úteis a uma sociedade que foi sofrendo mutações ao longo dos decénios, chegando aos dias de hoje cheia de interrogações... e de decepções!
Depois de alguns anos fora de Leiria, estranhei a cidade que vim encontrar, pois tudo estava em convulsão. Falava-se de uma revolução chamada POLIS, mas creio que se descuraram coisas de enorme importância para que a cidade mantivesse a sua identidade.
O Parque Jeime Tomaz Zúquete da Fonseca, aquele mesmo parque onde costumava ir comprar uma cana da Índia, para fazer o meu artefacto de pesca, onde disputei tão renhidas partidas de futebol nos torneios organizados pela Câmara e pela Associação de Fitebol de Leiria... - a mesma Associação cuja sede encontrei em ruínas, tal como a velha Rua Direita... ou Barão de Viamonte, como quizerem chamar-lhe -, estava um caos, com a antiga sombra dos plátanos e tílias completamente destruída, os 'muretes' de arbutos degradados, estraçalhados pelas muitas obras que ali tiveram estaleiro !
 
Vá lá que colocaram no Parque uma aeronave do Força Aérea . um BC - que vi estar a precisar de quem cuide dela, mesmo não estando muito má, comparada com a cidade!
Cheguei a pensar que a Drª. Isabel Damasceno tinha apostado destruír a cidade, mas verifiquei que não, porque o actual edil não tem feito muito para mudar o estado de coisas... a não ser o conceito de desporto na cidade, que ele e os seus 'vereadores' quizeram mudar em definitivo... e o União de Leiria, de quem recordo as 'lutas' para ser o Clube da cidade, não suportou tais 'mudanças' na condução dos seus destinos e vai... agonizando!
Esta Leiria cresce...cresce...cresce nem que seja no mau sentido! Um dia haverá quem a reabilite... mas até lá perde-se a memória do que foi a nossa cidade do Lis.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A PADROEIRA DE LEIRIA

As festas da 'Senhora da Encarnação'
 As comunidades católicas da região de Leiria iniciaram no passado domingo a preparação para a festa em honra da padroeira da cidade, Nossa Senhora da Encarnação, que tem lugar hoje, dia 15 de agosto.
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 A Diocese de Leiria-Fátima realizou um “tríduo preparatório” que começou no passado Domingo e terminou ontem, Terça-Feira, com a celebração da Santa Missa  no Santuário de Nossa Senhora da Encarnação, às 21h30 desses dias.
Hoje, quarta-feira, ainda na qualidade de feriado dedicado à Assunção de Nossa Senhora, as ruas da cidade do Lis vão encher-se de pessoas, de cor e de música, para saudarem a padroeira, a partir das 10h00, com a ajuda da Filarmónica do Pousos e dos Gaiteiros do Vidigal.
O programa comemorativo prosseguirá, depois das  12h00, no “monte da Senhora da Encarnação”, com um arraial que contará com diversas ofertas lúdicas e gastronómicas.
Para as 15h00 está marcada a Missa solene em honra da Virgem Maria, seguida de um concerto de música tradicional e da actuação do Rancho Folclórico de Leiria.
A animação conhecerá “novo momento litúrgico”, às 21h00, na igreja de Santo Agostinho, com uma eucaristia que será presidida pelo bispo diocesano, D. António Marto.
Desse templo, no sopé do monte, partirá a procissão das velas que levará os fiéis de regresso ao Santuário da Padroeira”, realça o serviço informativo da Diocese
As festividades dedicadas a Nossa Senhora da Encarnação, além da colaboração dos irmãos e devotos da “Mãe de Jesus”, contam com o apoio da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia de Leiria.
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Hoje posso recordar aqueles tempos em que, nos dias ensolarados de Agosto, mais precisamente no dia 15, ia ao Santuário da 'Senhora da Encarnação' com dois propósitos:
- O primeiro era poder ouvir a banda dos Pousos, a das Cortes ou a que houvesse sido escolhida para abrilhantar  as festividades, comprar um bolo da festa, beber um 'pirolito' daqueles que tinham um berlinde a fechar a garrafa e tudo aquilo que é usual fazer-se quando se vai a um arraial de que se gosta desde que me conheço.
- O segundo propósito é mais ligado às coisas da Mãe de Deus, pois fui ensinado desde a minha infância a confiar-me aos desígnios da Virgem Maria, porque Ela era a intermediária entre mim e a minha Mãe, que faleceu era eu criança.
Mas aquele Monte Santo não servia apenas para isso, pois foi ali que me 'apaixonei' pelas corridas de touros, recordando algumas grandes corridas que se realizavam neste dia na antiga praça que ali existiu, mesmo no início da escadaria monumental que leva ao Santuário.
E o bom melão, vendido ali na festa?  Do 'Largo de Santo Agostinho' até ao escadório, havia deslumbrantes arcos floridos, bandeiras, altifalantes com música para todos os gostos... mas isso era a Nossa Senhora da Encarnação de outros tempos!
Foi naquele Santuário que me vi a rezar o Terço a Nossa Senhora pelos povos da Hungria, quando da invasão soviética... e em outras ocasiões em que o Padre Pires... o Cónego Rosa... o Cónego Perdição e outros nos exortavam a orar à Mãe de Deus pela Paz no Mundo. 
Muitas coisas têm acabado na nossa cidade, mas felizmente que ainda existe uma Confraria que se sente  capaz de ir tentando que a festa da Padroeira não caia no esquecimento.
Assim os Leirienses o queiram e os ajudem!

sexta-feira, 20 de julho de 2012

MORREU O PROFESSOR HERMANO SARAIVA


O Professor Dr. José Hermano Saraiva era o terceiro filho de José Leonardo Venâncio Saraiva  e de sua mulher Maria da Ressurreição Baptista, nasceu e cresceu na cidade de Leiria, tendo ali frequentado o Liceu Nacional de Rodrigues Lobo, de onde saíu para ingressar na Universidade de Lisboa, onde se licenciou em Ciências Histórico-Filosóficas, decorria o ano de 1941, concluíndo no ano seguinte (1942) a licenciatura em Ciências Jurídicas. 
 Iniciou a vida profissional  leccionando no liceu, o que acumulava com o exercício da advocacia. Foi deste modo professor e director do Instituto de Assistência aos Menores, reitor do Liceu Nacional D. João de Castro, em Lisboa, e professor do Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina. Era defensor de presos políticos nos Tribunais Plenários.
Esteve envolvido na política, durante o Estado Novo, sendo deputado à Assembleia Nacional e procurador à Câmara Corporativa. Foi também Ministro da Educação e durante o seu ministério, que decorreu  entre 1968 e 1970, enfrentou um dos momentos mais conturbados da oposição ao Salazarismo, com a Crisde Académica de 1969. Quando deixou o Governo, substituído por José Veiga Simão,  foi exercer o cargo de embaixador  de Portugal no Brasil, entre 1972 e 1974. 
Com o advento da Democracia, o Professor José Hermano Saraiva tornou-se numa figura bastante apreciada em Portugal e junto das comunidades portuguesas no estrangeiro, graças aos inumeros programas televisivos que fez sobre a História de Portugal. Mas foram esses mesmos programas que o tornaram alvo de polémica, uma vez que a sua visão da História era, muitas vezes, questionada pelo meio académico.  
Voltou a leccionar, como professor convidado na Escola Superior de Polícia (actual Instituto Superior de Ciências Políciais e de Segurança Interna) e na Universidade Autónoma de Lisboa.
Pela sua grande capacidade de comunicação, popularizou-se com programas televisivos sobre História e cultura.
É membro da Academia das Ciências de Lisboa, da Academia Portuguesa de História e da Academia da Marinha, membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, no Brasil, e Sócio Honorário do Movimento Internacional Lusófono. 
Possui a grã-cruz da Ordem da Instrucção Pública, a grã-cruz da Ordem do Mérito do Trabalho e a Comenda da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, em Portugal, e   a grã-cruz da Ordem do Rio Branco, do Brasil.
Ficou classificado em 26º lugar entre os cem Grandes Portugueses, do concurso da RTP 1
Era irmão do professor António José Saraiva e tio do jornalista José António Saraiva. É igualmente sobrinho, pelo lado da mãe, de José Maria Hermano Baptista,  militar centenário, (n. 1895 .- m. 2002, vivendo até aos 107 anos),  o último veterano português sobrevivente, que combateu na Primeira Guerra Mundial. Casou com Maria de Lurdes de Bettencourt de Sá Nogueira, sobrinha-bisneta do 1.º Marquês de Sá da Bandeira, de quem tem cinco filhos.
Morreu hoje, 20 de Julho de 2012 , aos seus 92 anos, em Setúbal, onde residia.
O Professor José Hermano Saraiva era 'inimigo' do Professor Adriano Moreira e do Dr. Marcello Caetano.
O homem que mais fez  pela História de Portugal na TV e nos media.
Divulgou mais a nossa Cultura e a nossa História na RTP, José Hermano, que todo o resto dos mortais ao longo dos últimos 50 anos.
O ter sido Embaixador no Brasil, foi um exílio dourado que lhe foi ''arranjado' por Marcello' Caetano que pretendia acabar com os seus programas na RTP, porque os considerava ''subversivos''
      Série: O Tempo e a Alma (RTP, 1972)

Série: Lendas e Narrativas (RTP, 1995)
Série: Horizontes da Memória (RTP2, 1996)
A Alma e a Gente era o programa que últimamente tinha no ar.

Uma carta do Infante D. Henrique (1948);
As razões de um Centenário (1954);
História Concisa de Portugal (1978), trad. em espanhol,
 italiano, alemão, búlgaro e chinês;
História de Portugal3 Vols – Direcção e co-autoria (1981);
 O Tempo e a Alma, 2 Vols (1986);
 Breve História de Portugal (1996);
Portugal – Os Últimos 100 anos (1996);
  Outras maneiras de ver (1979);
  Vida Ignorada de Camões (1980);
Raiz madrugada (1981);
Ditos Portugueses dignos de memória (1994);
A memória das Cidades (1999);
Portugal – a Companion History (1997);



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QUE O SENHOR LHE DÊ O DESCANSO ETERNO!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

O PÃO DOS POBRES...


 Santo António é, na Igreja Católica, alguém que nos legou algumas das mensagens de vida mais belas que se conhecem. Creio que os ensinamentos que nos deixou são todos de uma profundidade sem limites, mas a história do “Pão de Santo António” chama muito à atenção e remete-nos para "o “pão nosso de cada dia nos dai hoje” que dizemos na conhecida oração do Pai Nosso.
As histórias do Pão e de Santo António  cruzam-se quando o Santo, uma certa vez em que  distribuiu pelos  pobres todos os pães que os frades haviam confeccionado no Mosteiro de Santa Cruz, da Ordem Franciscana, em Coimbra. No momento em que ia ser servida a refeição, o frade que exercia as funções de padeiro assustou-se por constatar não haverem quaisquer pães que pudesse distribuír para a alimentação das pessoas do Mosteiro. 
Em pânico, o bom do frade padeiro foi contar a Santo António aquilo que lhe tinha acontecido, queixando-se de que já não sabia o que fazer para resolver a situação. Santo António sorriu e disse então ao frade para verificar bem os cestos do pão, pois era bem capaz de estar cansado e pode não ter visto como deve ser. Calcule-se qual  foi a alegria do frade  quando viu que os pães haviam voltado aos cestos, que se encontravam repletos!
Desde criança que me lembro de o Pão de Santo António ser distribuído no Convento da Portela, aos Capuchos, às Terças Feiras, logo após a Missa da manhã. Era um modo de ajudar as pessoas mais carenciadas da cidade a mitigar a fome, graças à  antiga tradição que foi legado do Santo das Causas Impossíveis, como já alguém lhe chamou.
Nos tempos de crise que agora atravessamos, é bom lembrar que a generosidade sempre demonstrada pelo Convento de São Francisco da Portela, nunca foi um exemplo seguido por toda a Igreja leiriense, uma vez que o Seminário de Leiria, desde os tempos em que estava instalado junto à Fonte Freire, nunca foi nada esmoler... mesmo que o Bispo de Leiria de então, o senhor D. José Alves Correia da Silva procurasse dar o exemplo da caridade cristã... e a Leiria daqueles tempos bem necessitava de auxílio, pois eram tempos de crise do pór-guerra, tão dolorosos como hoje.
Mas Leiria prosperou... graças a Deus!

domingo, 6 de maio de 2012

MÃE!

Existe uma mulher simples que, muito pela grandiosidade do seu amor,  é um pouco igual a Deus...
... pela  dedicação constante em prol dos outros, tem um pouco de anjo; e que mesmo sendo jovem, tem a capacidade de pensar como uma anciã venerável... mas por outro lado, quando já sente o peso da velhice, mostra-se com todas as forças da juventude;
Essa mulher, ainda que as agruras da vida a tornem numa ignorante, melhor que o maior dos sábios desvenda os segredos da natureza... mas quando dotada de sabedoriae, assume em plenitude toda a simplicidade que brota do coração das crianças.
Ela pode ser a mais pobre entre os mortais,  mas sente-se rica entre as demais porque a felicidade dos que ama a enriquece. Porém, se ela é  rica, sabe quando deve empobrecer-se para que o coração não sofra a vileza da ingratidão.
Uma mulher que, sendo forte, toda estremece ao ouvir o choro de uma criança. No entanto, quando é fraca, não se atemoriza com o uivar dos lobos ou o rugido dos leões.
Enquanto ela vive,  não  lhe damos o valor que tem, porque no seu regaço todas as dores se tornam amenas, insignificantes.
Depois que ela morre, daríamos tudo quanto temos ou aquilo que somos para que ela estivesse de novo ao pé de nós, recebendo os seus afagos, o apertar dos seus braços ou uma simples palavra dos seus lábios.
Ninguém irá pedir que revele o nome dessa mulher, porque isso iria fazer surgir um caudal de lágrimas capaz de inundar a minha vida, porque ela faz parte do meu caminho.
Tu, que me lês, quando vires os teus filhos a crescer, incentiva-os a lerem eles este escrito, e eles irão cobrir-te o rosto de beijos, afagarão as tuas fontes e dir-te-ão que deve ter havido algum pobre peregrino desta vida que, em troca da hospedagem sumptuosa que recebeu, deixou como penhor de gratidão para todos nós, em magnífico quadro, o retrato da sua própria MÃE !

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!