quarta-feira, 31 de outubro de 2012

É TEMPO DE BRUXAS... E DE BRUXOS...

 
...MAS NÃO JÁ DAS ABÓBORAS DE OUTRORA, PORQUE ESTAS TÊM MAIS UTILIDADE NO MATAR DA FOME QUE GRASSA ENTRE UMA POPULAÇÃO QUE NÃO COMPREENDE O PORQUÊ DE A DESGRAÇA LHES BATER À PORTA PRECISAMENTE NO TEMPO EM QUE O  'BOSS' SOCIALISTA VAI INFORMANDO AS MASSAS QUE  'HÁ PÃO NA PRAÇA PARA DAR E VENDER', PARODIANDO A CELEBRADA DEU-LA-DEU MARTINS QUANDO DA DEFESA DE MONÇÃO, ATACADA POR CASTELA.
O agora 'estudante' - até que enfim... - na cosmopolita Paris, de seu nome José, porque Sócrates é pomposo demais para um demagogo e sugador, fiel seguidor do seu gurú Mário, que será a verdadeira máscara de Halloween deste ano da desgraça de 2012, que tanto vai custando ao Povo, deve rir-se com a ingenuidade portuguesa. As ideias 'Jeovatinas' que a mamã aprendeu nos salões do reino, foram-lhe muito úteis, razão para a alta pensão de reforma da matrona. 
 
 
É que não se compreende como pode dormir descansado o homem culpado de tantas desgraças que se têm abatido sobre a Pátria portuguesa, mercê de uma desmedida ambição em enriquecer à custa do erário público, de  uma falta de patriotismo gritante que lhe vem do ódio visceral que lhe foi legado pelo padre que um dia teve a infeliz ideia de o 'botar' ao mundo, no concumbinato havido com a excelsa senhora que teve a lata de ser a 'amásia' do padre confessor da paróquia das Cortes. Este é o Halloween de um Povo que já não aguenta as bochechas de abóbora quanto mais as do Mário.  
 
Bem sabemos que o Mário que conhecemos não é o mesmo que mandava os GNR saírem da frente, que mandava que o Governo pagasse as multas da sua pressa em ir para os Halloween gastronómicos do Partido de que é sócio fundador... utilizando um carro pago pelo Povo, conduzido por um homem pago pelo Povo, como se não bastasse tudo aquilo com que ele se 'afiambrou' nos tempos em que até viagens ao país dos diamantes o erário público lhe pagou!
Será que foi aprender como se faz o Halloween? Depois era o António da Calçada que depauperava as finanças portuguesas?
Que este venha assombrar os dias daqueles que pensam que o Halloween mete medo ao Povo, que continua a ser sereno, como dizia o Almirante Pinheiro de Azevedo.
FELIZ HALLOWEEN PARA TODOS OS PORTUGUESES VERDADEIROS...

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

O CINCO DE OUTUBRO DE 1910...


 Na noite de 4 para 5 de Outubro de 1910 começou em Lisboa um movimento revolucionário, que acabou na implantação e proclamação da República em Portugal.
O rei D. Manuel II oferecera , nessa noite e no Palácio das Necessidades, um banquete em honra do Dr. Afonso Pena, Presidente da República do Brasil, sendo o Rei português surpreendido pelo acontecimento inesperado.
Enquanto o ilustre visitante, deveras assustado com o tiroteio, correu a procurar refugio no seu navio 'São Paulo', o Rei manteve-se no palácio, tentando contactar o seu Governo.
Foi então que soube terem diversos Regimentos, entre os quais Artilharia 1, aderido ao movimento. No Regimento de Infantaria 16, houve também alguns aderentes que, depois de abertas as portas aos civis, mataram o Comandante, Coronel Pedro Celestino da Costa e o Capitão Barros, acabando então por sair para a rua a dar vivas à república e a dirigirem-se ao quartel de Artilharia 1, onde as portas também haviam sido franqueadas ao Povo. Este Regimento foi o centro da revolução, que se veio a estender para o Bairro de Alcântara.
Um grupo de civis dirigiu-se ao Quartel da Armada, bem perto do Palácio das Necessidades, e juntaram-se aos marujos que os aguardavam, acabando por ferir o Comandante do Corpo de Marinheiros, que procurou, debalde, suster a rebelião.
Nesse interim, a comissão revolucionária reunia-se em casa de Inocêncio Camacho. A revolução alastrava por todos os lados, quer nas unidades Militares quer nas ruas. Havia bastantes civis armados que se batiam corajosamente, enquanto do lado do Governo havia apenas indecisões, pois não se tomavam medidas concretas.
Apenas o Capitão Paiva Couceiro, com os seus Soldados, ia aparecendo aqui e ali, para dar combate aos revoltosos. O tiroteio continuava, cada vez mais vivo. O Governo, estava completamente desorientado e pediu telefónicamente a D. Manuel II para que se retirasse para Mafra, onde se lhe iria juntar a Rainha-mãe, D. Amélia de Orleans e Bragança, que se encontrava no Palácio da Pena, em Sintra.
Pelas duas horas da tarde chegou a Mafra a notícia de que teria sido proclamada a República em Lisboa, tendo sido constituído um Governo provisório, presidido pelo Dr. Teófilo Braga.
A revolução Republicana acabara por triunfar... e a Família Real dirigiu-se à Ericeira e embarcou para Gibraltar num barco de guerra inglês que os transportou para o exílio, em Inglaterra.
A revolução estendeu-se a todo o País, pelo que, dentro em pouco e sem grandes resistências, a República acabou proclamada em todas as capitais de distrito.
Tudo começou e se precipitou no reinado do Rei D. Carlos.
No sistema governativo que o liberalismo havia implantado em Portugal, o "rei reinava mas não governava". O poder legislativo, representado pelo Parlamento, dominava o poder executivo e reduziu ao rei a simples chefe da Nação, mas chefe sem iniciativa alguma. O seu papel limitava-se a chamar os ministros ao poder, de harmonia com as indicações parlamentares.
As lutas partidárias haviam, porém, comprometido o regime e lançado sobre ele o descrédito, visto que os partidos, envolvidos em contendas, cuidavam mais dos seus interesses do que dos interesses de Portugal e não tomavam as medidas que o país exigia.
O rei D. Carlos, que via com desgosto esta situação, resolveu intervir e entrar no caminho das reformas que lhe pareciam urgentes. Para isso fechou o Parlamento e chamou ao poder João Franco, que se solidarizou com ele e iniciou a luta contra as instituições parlamentares. Os primeiros decretos ditatoriais, apesar da sua importância, provocaram ataques violentos contra o Governo.

Os partidos, afastados do poder, iniciaram uma verdadeira luta contra a ditadura franquista, enquanto os republicanos, favorecidos pela situação, aproveitavam o momento para conquistar novos adeptos entre os descontentes.
Os ódios avolumaram-se e levaram a uma conjura revolucionária em 28 de Janeiro de 1908. Esta conjura foi descoberta pela polícia, que prendeu numerosos republicanos de vulto. O desespero dos vencidos extravasou e arrastou-os a uma acção hedionda.
 No dia 1º de Fevereiro desse ano, quando a Família Real desembarcava no Terreiro do Paço (Lisboa), vinda de Vila Viçosa (Alentejo), o rei D. Carlos e o príncipe herdeiro, D. Luís Filipe, foram abatidos por um grupo de criminosos, que ainda feriram também o infante D. Manuel (mais tarde rei). Este crime monstruoso interrompeu bruscamente o reinado de D. Carlos I, tão glorioso nos faustos nacionais.
Subiu então ao trono o infante D. Manuel, na altura apenas com 19 anos e que nunca sonhara vir a ser rei. Sem experiência política, aceitou a solução que lhe foi imposta, demitiu João Franco e organizou um ministério de concentração, com homens recrutados em todos os partidos.
Mas os ministros, porém, não deram importância às eleições que se realizaram.
O resultado foi dividirem-se as opiniões, com o que ganharam apenas os republicanos, que enviaram ao Parlamento numerosos deputados. Renovaram-se as lutas partidárias e voltou-se à situação anterior. A administração do país tornou-se cada vez mais precária, a anarquia mais intensa, a desorganização mais clara e deplorável. D. Manuel II procurou baldadamente deter a derrocada que ameaçava a Monarquia. E como o problema social se agravara, tentou melhorar a situação dos operários, pensou na criação de uma Repartição do Trabalho, chamou a Portugal o sociólogo Leão Poindard para estudar a vida do país e propor as medidas a adoptar.
Estas iniciativas e outras a que se consagrou não acalmaram os espíritos nem diminuíram o mau-estar da sociedade portuguesa. Os republicanos intensificaram a propaganda, multiplicaram as sociedades secretas, conquistaram adeptos nos meios militares e civis, compraram armamento e prepararam-se para a revolução.
 No dia 5 de Outubro de 1910 foi implantada a República Portuguesa.

sábado, 15 de setembro de 2012

SONHAR CONTIGO, CIDADE...

 
Não sei onde fui buscar tal ideia, mas sonhei que andava a jogar à bola, juntamente com o Calita, o Rui Macareno, o Luis 'Bucha', os irmãos António e Alfredo Loureiro, o Franklim Rucha, e outros,  no primitivo Estádio Municipal de Leiria, uma infraestrutura em terra batida, com uns pilaretes em volta, uns cabos de aço a servir de vedação, uma lotação fabulosa, pois levava aqueles que quizessem ir ao Estádio, onde se treinava e jogavam grandes partidas dos Campeonatos Distritais entre o desaparecido Sporting Clube Leiriense, o velhinho Ateneu Desportivo de Leiria, o Futebol Clube Marrazes, o Vieirense, o Eléctrico, de Ponte de Sôr, o Marinhense, o Lisboa Marinha, o Coliponense, o Ginásio de Alcobaça... e outros que será irrelevante citar.



Que tardes de glória em jogos memoráveis vimos fazer ao nosso Ateneu, naquele tempo em que não havia no clube um Peyroteu ou um Matateu, um Arsénio ou um João Azevedo, mas tivemos o prazer de vêr jogar 'estrelas' como o Porém Luis - mais tarde um bom Árbitro de futebol -, o Portas, o Gato, o Chitas, o Marmelada e um fenomenal guardião de nome Montero, que era um protento à baliza. Mas tantos outros ví jogar no velho pelado, como o Tonito Pascoal ou o Horácio, por exemplo, que foram dos maiores jogadores que passaram pelo velhinho Futebol Clube Marrazes, de saudosa memória...
 
 
 
O ATENEU DESPORTIVO DE LEIRIA ascendeu à 1ª Divisão Distrital de Leiria na época 1953/54, e esteve activo futebolísticamente ao longo de 6 boas temporadas.  Atingiu a III Divisão Nacional em três ocasiões, graças aos lugares de topo que foi conseguindo nos distritais. Foi na época de  55-56 que logrou chegar à 2ª. fase da III Divisão, atrás do se rival de sempre Atlético Clube  Marinhense. Na época 56-57, veio a atingir a 1/2 final da III Divisão Nacional, sendo eliminado pelo Vila Real (1-1 e 0-4). Na época seguinte, 57-58,  obteve o  2º. lugar, perdendo o título na última jornada frente ao Ginásio de Alcobaça. Esta posição permitiu-lhe, na mesma época, participar também na III Divisão Nacional obtendo bons resultados. A rivalidade com o vizinho FC Marrazes  despertava imenso interesse nos derbies da cidade.
Outros tempos...

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

DENTRO DE TI, ÓH LEIRIA...

 
 DENTRO DE TI, ÓH LEIRIA...
...DENTRO DE TI, ÓH LEIRIA,
...ÁH UM FANTASMA INCARNADO...
...ÁH UM FANTASMA TARADO!
É DONO DE UMA FUNDAÇÃO... 
...É DONO DE UMA FUNDAÇÃO...
QUE SUGA O POVINHO ENGANADO...
...QUE SUGA O POVINHO ENGANADO!
O MAROCAS FOI UM LADRÃO...
...O MAROCAS FOI UM LADRÃO,
MAROCAS DO PADRE SOARES...
...MAROCAS DO PADRE SOARES,
QUE TROUXE AS CORTES NO CORAÇÃO...
...QUE TROUXE AS CORTES NO CORAÇÃO,
PARA TU A CONSPURCARES...
...PARA TU A CONSPURCARES!
DIZES SER A TUA AMADA...
...DIZES SER A TUA AMADA,
APENAS PARA TE MOSTRARES...
APENAS PARA TE MOSTRARES,
E A DEIXARES SEM MAIS NADA...
...E A DEIXARES SEM MAIS NADA,
DEPOIS DE A DELAPIDARES...
...DEPOIS DE A DELAPIDARES!

domingo, 26 de agosto de 2012

LEIRIA CRESCE...CRESCE...

...MAS NÃO É UM CRESCIMENTO CAPAZ DE MERECER PALAVRAS DE APREÇO IMEDIATO, TALVEZ PORQUE FAÇA LEMBRAR UM POUCO AQUELES JOVENS QUE, EM TEMPOS QUE JÁ LÁ VÃO, NASCIAM, CRESCIAM E VIVIAM EM AMBIENTES NADA CONSENTÂNEOS COM AQUILO QUE DEVERIA SER A SUA FORMAÇÃO TOTAL COMO PESSOAS DE CARÁCTER  PROBO... AINDA QUE ,  VALHA A VERDADE, TENHA HAVIDO PREOCUPAÇÕES SOCIAIS PARA QUE ESSES JOVENS FOSSEM BEM ENCAMINHADOS PARA A VIDA.
Quem não recorda a Leiria de outros tempos, quando havia a garotada da Calçada do Bravo a mostrar a 'peitaça' aos miúdos do Terreiro, da Restauração, do Bairro dos Anjos, para falar só destes lugares de saudade, sítios que foram importantes na nossa formação integral como homens úteis a uma sociedade que foi sofrendo mutações ao longo dos decénios, chegando aos dias de hoje cheia de interrogações... e de decepções!
Depois de alguns anos fora de Leiria, estranhei a cidade que vim encontrar, pois tudo estava em convulsão. Falava-se de uma revolução chamada POLIS, mas creio que se descuraram coisas de enorme importância para que a cidade mantivesse a sua identidade.
O Parque Jeime Tomaz Zúquete da Fonseca, aquele mesmo parque onde costumava ir comprar uma cana da Índia, para fazer o meu artefacto de pesca, onde disputei tão renhidas partidas de futebol nos torneios organizados pela Câmara e pela Associação de Fitebol de Leiria... - a mesma Associação cuja sede encontrei em ruínas, tal como a velha Rua Direita... ou Barão de Viamonte, como quizerem chamar-lhe -, estava um caos, com a antiga sombra dos plátanos e tílias completamente destruída, os 'muretes' de arbutos degradados, estraçalhados pelas muitas obras que ali tiveram estaleiro !
 
Vá lá que colocaram no Parque uma aeronave do Força Aérea . um BC - que vi estar a precisar de quem cuide dela, mesmo não estando muito má, comparada com a cidade!
Cheguei a pensar que a Drª. Isabel Damasceno tinha apostado destruír a cidade, mas verifiquei que não, porque o actual edil não tem feito muito para mudar o estado de coisas... a não ser o conceito de desporto na cidade, que ele e os seus 'vereadores' quizeram mudar em definitivo... e o União de Leiria, de quem recordo as 'lutas' para ser o Clube da cidade, não suportou tais 'mudanças' na condução dos seus destinos e vai... agonizando!
Esta Leiria cresce...cresce...cresce nem que seja no mau sentido! Um dia haverá quem a reabilite... mas até lá perde-se a memória do que foi a nossa cidade do Lis.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A PADROEIRA DE LEIRIA

As festas da 'Senhora da Encarnação'
 As comunidades católicas da região de Leiria iniciaram no passado domingo a preparação para a festa em honra da padroeira da cidade, Nossa Senhora da Encarnação, que tem lugar hoje, dia 15 de agosto.
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 A Diocese de Leiria-Fátima realizou um “tríduo preparatório” que começou no passado Domingo e terminou ontem, Terça-Feira, com a celebração da Santa Missa  no Santuário de Nossa Senhora da Encarnação, às 21h30 desses dias.
Hoje, quarta-feira, ainda na qualidade de feriado dedicado à Assunção de Nossa Senhora, as ruas da cidade do Lis vão encher-se de pessoas, de cor e de música, para saudarem a padroeira, a partir das 10h00, com a ajuda da Filarmónica do Pousos e dos Gaiteiros do Vidigal.
O programa comemorativo prosseguirá, depois das  12h00, no “monte da Senhora da Encarnação”, com um arraial que contará com diversas ofertas lúdicas e gastronómicas.
Para as 15h00 está marcada a Missa solene em honra da Virgem Maria, seguida de um concerto de música tradicional e da actuação do Rancho Folclórico de Leiria.
A animação conhecerá “novo momento litúrgico”, às 21h00, na igreja de Santo Agostinho, com uma eucaristia que será presidida pelo bispo diocesano, D. António Marto.
Desse templo, no sopé do monte, partirá a procissão das velas que levará os fiéis de regresso ao Santuário da Padroeira”, realça o serviço informativo da Diocese
As festividades dedicadas a Nossa Senhora da Encarnação, além da colaboração dos irmãos e devotos da “Mãe de Jesus”, contam com o apoio da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia de Leiria.
*****+*****

Hoje posso recordar aqueles tempos em que, nos dias ensolarados de Agosto, mais precisamente no dia 15, ia ao Santuário da 'Senhora da Encarnação' com dois propósitos:
- O primeiro era poder ouvir a banda dos Pousos, a das Cortes ou a que houvesse sido escolhida para abrilhantar  as festividades, comprar um bolo da festa, beber um 'pirolito' daqueles que tinham um berlinde a fechar a garrafa e tudo aquilo que é usual fazer-se quando se vai a um arraial de que se gosta desde que me conheço.
- O segundo propósito é mais ligado às coisas da Mãe de Deus, pois fui ensinado desde a minha infância a confiar-me aos desígnios da Virgem Maria, porque Ela era a intermediária entre mim e a minha Mãe, que faleceu era eu criança.
Mas aquele Monte Santo não servia apenas para isso, pois foi ali que me 'apaixonei' pelas corridas de touros, recordando algumas grandes corridas que se realizavam neste dia na antiga praça que ali existiu, mesmo no início da escadaria monumental que leva ao Santuário.
E o bom melão, vendido ali na festa?  Do 'Largo de Santo Agostinho' até ao escadório, havia deslumbrantes arcos floridos, bandeiras, altifalantes com música para todos os gostos... mas isso era a Nossa Senhora da Encarnação de outros tempos!
Foi naquele Santuário que me vi a rezar o Terço a Nossa Senhora pelos povos da Hungria, quando da invasão soviética... e em outras ocasiões em que o Padre Pires... o Cónego Rosa... o Cónego Perdição e outros nos exortavam a orar à Mãe de Deus pela Paz no Mundo. 
Muitas coisas têm acabado na nossa cidade, mas felizmente que ainda existe uma Confraria que se sente  capaz de ir tentando que a festa da Padroeira não caia no esquecimento.
Assim os Leirienses o queiram e os ajudem!

sexta-feira, 20 de julho de 2012

MORREU O PROFESSOR HERMANO SARAIVA


O Professor Dr. José Hermano Saraiva era o terceiro filho de José Leonardo Venâncio Saraiva  e de sua mulher Maria da Ressurreição Baptista, nasceu e cresceu na cidade de Leiria, tendo ali frequentado o Liceu Nacional de Rodrigues Lobo, de onde saíu para ingressar na Universidade de Lisboa, onde se licenciou em Ciências Histórico-Filosóficas, decorria o ano de 1941, concluíndo no ano seguinte (1942) a licenciatura em Ciências Jurídicas. 
 Iniciou a vida profissional  leccionando no liceu, o que acumulava com o exercício da advocacia. Foi deste modo professor e director do Instituto de Assistência aos Menores, reitor do Liceu Nacional D. João de Castro, em Lisboa, e professor do Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina. Era defensor de presos políticos nos Tribunais Plenários.
Esteve envolvido na política, durante o Estado Novo, sendo deputado à Assembleia Nacional e procurador à Câmara Corporativa. Foi também Ministro da Educação e durante o seu ministério, que decorreu  entre 1968 e 1970, enfrentou um dos momentos mais conturbados da oposição ao Salazarismo, com a Crisde Académica de 1969. Quando deixou o Governo, substituído por José Veiga Simão,  foi exercer o cargo de embaixador  de Portugal no Brasil, entre 1972 e 1974. 
Com o advento da Democracia, o Professor José Hermano Saraiva tornou-se numa figura bastante apreciada em Portugal e junto das comunidades portuguesas no estrangeiro, graças aos inumeros programas televisivos que fez sobre a História de Portugal. Mas foram esses mesmos programas que o tornaram alvo de polémica, uma vez que a sua visão da História era, muitas vezes, questionada pelo meio académico.  
Voltou a leccionar, como professor convidado na Escola Superior de Polícia (actual Instituto Superior de Ciências Políciais e de Segurança Interna) e na Universidade Autónoma de Lisboa.
Pela sua grande capacidade de comunicação, popularizou-se com programas televisivos sobre História e cultura.
É membro da Academia das Ciências de Lisboa, da Academia Portuguesa de História e da Academia da Marinha, membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, no Brasil, e Sócio Honorário do Movimento Internacional Lusófono. 
Possui a grã-cruz da Ordem da Instrucção Pública, a grã-cruz da Ordem do Mérito do Trabalho e a Comenda da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, em Portugal, e   a grã-cruz da Ordem do Rio Branco, do Brasil.
Ficou classificado em 26º lugar entre os cem Grandes Portugueses, do concurso da RTP 1
Era irmão do professor António José Saraiva e tio do jornalista José António Saraiva. É igualmente sobrinho, pelo lado da mãe, de José Maria Hermano Baptista,  militar centenário, (n. 1895 .- m. 2002, vivendo até aos 107 anos),  o último veterano português sobrevivente, que combateu na Primeira Guerra Mundial. Casou com Maria de Lurdes de Bettencourt de Sá Nogueira, sobrinha-bisneta do 1.º Marquês de Sá da Bandeira, de quem tem cinco filhos.
Morreu hoje, 20 de Julho de 2012 , aos seus 92 anos, em Setúbal, onde residia.
O Professor José Hermano Saraiva era 'inimigo' do Professor Adriano Moreira e do Dr. Marcello Caetano.
O homem que mais fez  pela História de Portugal na TV e nos media.
Divulgou mais a nossa Cultura e a nossa História na RTP, José Hermano, que todo o resto dos mortais ao longo dos últimos 50 anos.
O ter sido Embaixador no Brasil, foi um exílio dourado que lhe foi ''arranjado' por Marcello' Caetano que pretendia acabar com os seus programas na RTP, porque os considerava ''subversivos''
      Série: O Tempo e a Alma (RTP, 1972)

Série: Lendas e Narrativas (RTP, 1995)
Série: Horizontes da Memória (RTP2, 1996)
A Alma e a Gente era o programa que últimamente tinha no ar.

Uma carta do Infante D. Henrique (1948);
As razões de um Centenário (1954);
História Concisa de Portugal (1978), trad. em espanhol,
 italiano, alemão, búlgaro e chinês;
História de Portugal3 Vols – Direcção e co-autoria (1981);
 O Tempo e a Alma, 2 Vols (1986);
 Breve História de Portugal (1996);
Portugal – Os Últimos 100 anos (1996);
  Outras maneiras de ver (1979);
  Vida Ignorada de Camões (1980);
Raiz madrugada (1981);
Ditos Portugueses dignos de memória (1994);
A memória das Cidades (1999);
Portugal – a Companion History (1997);



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QUE O SENHOR LHE DÊ O DESCANSO ETERNO!

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!